Cadastro de Tecnologias Sociais - Edital da FBB

De Rede Mocambos
Edição feita às 14h34min de 22 de julho de 2011 por Luciana (disc | contribs)
Ir para: navegação, pesquisa

Levantamento de Tecnologias Sociais Modelo do Cadastro da Fundação Banco do Brasil

Obs: Para iniciar o cadastro [1]

(o numero de caracteres é colocado apenas para dar ideia do nível de detalhamento exigido)


DADOS PESSOAIS

Nome do responsável pela tecnologia: Antonio Carlos Santos Silva

CPF 721.507.428-53

DDD 19

Telefone 3220.2993 / 9173.1977

Cargo Presidente

Sexo M

E-mail tc@mocambos.net

Redes Sociais


INSCRIÇÃO DA INSTITUIÇÃO

CNPJ 03.273.803/0001-08

Razão social Casa de Cultura Tainã

Natureza Jurídica

Nome da área

Cidade Campinas

Bairro Vila Padre Manoel da Nóbrega

Endereço Rua Inhambú, 645 - Praça dos Trabalhadores

CEP 13061.300

Site www.mocambos.net

Telefone 19 3228.2993

E-mail taina@mocambos.net

INSCRIÇÃO DA TECNOLOGIA

Título da Tecnologia: Rede Mocambos - Pajelança Quilombólica Digital

1) escolha um TEMA

( ) Alimentação (X) Educação ( ) Energia ( ) Habitação ( ) Meio Ambiente ( ) Recursos Hídricos ( ) Renda ( ) Saúde

2) escolha um TEMA SECUNDÁRIO:

( ) Alimentação ( ) Educação ( ) Energia ( ) Habitação ( ) Meio Ambiente ( ) Recursos Hídricos ( ) Renda ( ) Saúde


3) Resumo da Tecnologia: (300 caracteres)

Pajelança Quilombólica é um encontro de alguns dias onde jovens e velhos são alunos e professores que vivenciam tradições quilombolas,‭ ‬indígenas,‭ ‬caiçaras e sertanejas, ‬junto com a cultura das periferias, em busca da apropriação crítica e integração de diferentes tecnologias. Os temas vão de práticas cotidianas como cultivo,‭ construção e ‬toques que fazem e contam nossa história, e em particular as novas possibilidades introduzidas com as tecnologias digitais.

4) Problema Solucionado: (1200 caracteres)

Os principais problemas atacados pela metodologia das Pajelanças Quilombólicas são a falta de consciência e pertencimento de pessoas pouco ou nada valorizadas pela educação formal. E o fortalecimento da comunicação entre as pessoas de uma mesma comunidade assim como entre as comunidades quilombolas em geral.

A vivência na Pajelança estimula que passem a reconhecer sua sabedoria e capacidade e assim usa-las de forma mais produtiva,‭ gerando alternativas de sustentabilidade dentro e para sua comunidade,‭ ‬física ou virtual, assim como ter um bom posicionamento no mercado de trabalho. É um processo de provocação e revisão de nossos hábitos. Muito mais que uma oficina de cultura e tecnologia,‭ ‬é uma vivência transformadora para reflexão crítica e cômica sobre quem fomos,‭ ‬somos e seremos e também sobre de onde viemos,‭ ‬onde estamos e para onde vamos.‭ ‬no que nos tornaremos e o que deixaremos.

De Pajelanças Quilombólicas que já aconteceram resultaram em músicas gravadas,‭ ‬computadores consertados,‭ ‬telecentros montados e até mini-usinas hidroelétricas construídas com peças recuperadas de computadores, carros e caminhões, montadas em balsas de bambus instaladas em rios quilombolas que iluminam casas onde não há luz para todos.‭

‎Assim, resolve o isolamento de comunidades quilombolas que passam a usar seus conhecimentos para, através da internet, computadores e ousadia, armadas de câmeras, cuidar de seu território e de seu povo.

5) Objetivo Geral: (300 caracteres)


‎‎Resgatar a prática ancestral africana e indígena da roda de conversa e do trabalho coletivo para o coletivo, integrando praticas e tecnologias novas e antigas para criar novas soluções susteníveis e replicáveis. As Pajelanças Quilombólicas vem alimentando um banco de iniciativas que possam ser replicadas por outras comunidades da Rede Mocambos. Através de documentação, escrita e audiovisual disponibilizamos essas práticas para o mundo colocando esses conteúdos na Internet

6) Objetivos Específicos: (1000 caracteres)


- empoderar a Rede Mocambos e seus elementos no uso, criação, programação, alimentação e manutenção de uma rede social autônoma, construída com nossos conhecimentos e para nossos conhecimentos.

- Criar a Rota dos Baobás – Elemento simbólico que nos remete à nossa ancestralidade e tradições. - Fortalecer a representação sagrada da nossa presença e do espaço que ocupamos na terra. - Articular/mobilizar as comunidades envolvidas na Rede e agregar novas comunidades quilombolas no processo - Mapear e cartografar as comunidades, encontros presenciais e oficinas de capacitação - Registro das interações e produção de conteúdos para o Banco de dados disponibilizado no portal da Rede Mocambos - Praticar a roda de conversa como elemento de convívio social e educativo


7) Solução Adotada: (4000 caracteres)

Através dos Núcleos de Formação Continuada. Com trabalho em Rede, de tipo associativo e solidário, que, através de Mídias Digitais Livres, organizará a formação de agentes culturais comunitários, geradores de ações cidadãs e participativas, para que estes, instrumentalizados, favoreçam o desenvolvimento da postura crítica e emancipatória na produção e distribuição de produtos artísticos oriundos da cultura popular, gerando empoderamento e renda. Uma Pajelança parte da articulação das comunidades para escolha de quem sediará o Encontro, de como cada uma das outras comunidades colaborará na organização desse encontro, e de quais os assuntos principais a ser abordados. Uma proposta que pode partir da comunidade que convida, fazendo face à um problema concreto, como a falta de luz na comunidade onde se quer construir um telecentro, a dificuldade de se instalar os computadores ou na configuração e uso dos programa livres, as 'técnicas' de produção de conteúdo para internet visando o intercâmbio de conhecimentos locais, etc. Ou podem partir de 'ofertas' conhecimentos de colaboradores da rede Mocambos, como amigos da rede que trabalham com a questão do geo-referenciamento, para a criação colaborativa de programas para vigilância das fronteiras e monitoramento de desmatamento e queimadas, produtores de vídeo e cinema que propõe oficinas de produção audiovisual, artistas que convidam à construção de intervenções comunitárias...

A partir daí, cada comunidade entra num processo de selecionar ou indicação dos participantes que serão enviados e, depois, encarregados de trazer de volta os conhecimentos, as discussões e as motivações para suas comunidades. São pessoas ativas na comunidade que carregam vários saberes e estórias, desde os rituais religiosos, seus cantos e preceitos, passando por conhecimento de técnicas de plantio e convívio com a natureza ou conhecimento do funcionamento das políticas locais para falar sobre a construção de redes apoios e interações comerciais. Podem ser convidados parceiros externos que ampliem e debatam esses conhecimentos.

Durante as Pajelanças, todo o funcionamento do espaço é organizado e mantido coletivamente, sendo que os trabalhos de limpeza, cozinha e a própria programação são dinâmicas incluías na experiência de troca. As crianças, respeitando seus limites e vontades, estão sempre envolvidas no encontro e não cuidadas à parte.

Ao longo do(s) dia(s) e da(s) noite(s), o estudo e/ou a construção de equipamentos, a criação de programas de tv ou rádio, a gravação de músicas, ou o que for o objetivo principal do encontro são intercalados com discussões e práticas propostas ou criadas pela(o)s participantes com função de trocar conhecimentos, renovar energias, integrar ações, decidir ações futuras e cuidar bem das pessoas.


As Pajelanças, em geral, acontecem em comunidades quilombolas que estão se preparando para atuar como Núcleos de Formação Continuada da Rede Mocambos. Um centro de trabalho e estudo de tipo associativo e solidário para formação e replicação de conhecimentos discutidos na e abordados na Rede Mocambos, gestados e amadurecidos nas Pajelanças que, através de Mídias Digitais Livres, organizará a formação de agentes culturais comunitários, geradores de ações cidadãs e participativas, para que estes, instrumentalizados, favoreçam o desenvolvimento da postura crítica e emancipatória na produção e distribuição de produtos artísticos oriundos da cultura popular, gerando empoderamento e renda.


8) Resultados Alcançados: (2500 caracteres)

9) Locais onde a Tecnologia Social já foi implementada

UF Cidade Bairro / Comunidade Data da implementação

10) Público-alvo da tecnologia: Comunidades ligadas à Rede Mocambos nas regiões onde estão sendo implantados os Núcleos de Formação Continuada da Rede: Alcântara/MA, Itacaré/BA, Olinda-Salgueiro/PE, Porto Alegre – Pelotas/RS, Sapê do Norte/ES, Paraty – Litoral Paulista/RJ, Vale do Ribeira/SP, Belém do Pará/PA


Público-alvo Quantidade Comunidades quilombolas

11) Profissionais necessários para implementação da tecnologia:

Profissional Quantidade

12) Recursos materiais necessários para a implementação de uma unidade da Tecnologia: (1500 caracteres)

13) Valor estimado para implementação de uma unidade da TS: (400 caracteres)

14) Instituições parceiras na tecnologia:

Instituição parceira Atuação na tecnologia social

15) Impacto Ambiental: (500 caracteres)

16) Forma de Acompanhamento: (500 caracteres)

17) Forma de Transferência: (800 caracteres)

18) Anexos da tecnologia:

Nome do Anexo Legenda Arquivo

19) Endereços eletrônicos associados à tecnologia:

Link

20) Depoimento Livre: (800 caracteres)

Ferramentas pessoais
Espaços nominais
Variantes
Ações
Navegação
Ferramentas
Rede Mocambos