Categoria:Arte
'De ponta a ponta, somos ponto nós e ponto. Nem .com, nem .gov, nem .org! Esta é a alternativa que oferecemos ao mundo como maioria que sustenta as instituições. Na cosmovisão africana dizemos: “nossa terra, nossa casa, nossa comida, nossas crianças, nossa família e nossos sonhos. Nada pra mim, tudo pra nós!” Te convidamos a olhar o mundo a partir do Quilombo de Palmares com o propósito de fazer a liberdade com as próprias mãos. Zumbi dos Palmares com o seu legado nos disse: “vamos fazer um mundo mais do nosso jeito!”Fazer um mundo mais do nosso jeito é construir e sonhar coletivamente outras maneiras de se relacionar com a vida, que expresse as nossas cosmovisões ancestrais. Terra e território são a base da vida, pois é o que nos fornece tudo o que precisamos para ser quem somos, material e espiritualmente.Estamos e queremos permanecer nas nossas comunidades, nos quilombos e aldeias que são os nossos lugares de pertencimento. É nos territórios que temos autonomia para sonhar com um mundo mais do nosso jeito. É este sonho que sonhamos juntes que permite a manutenção da vida. Não queremos depender de cesta básica, vamos construir hortas comunitárias! Não queremos inclusão digital, e sim apropriação tecnológica! Não queremos ser vistos como beneficiários, dependentes ou sobreviventes. Somos proponentes!A nossa forma de existir a partir do nosso pertencimento ancestral no mundo traz questionamentos a todo o funcionamento do Estado — da economia, saúde e educação até a infraestrutura, cultura e comunicação. Por isso estamos propondo uma política que possamos decidir e construir desde a base, numa outra lógica de organização e funcionamento.O objetivo é impossibilitar que a velha política de certos segmentos políticos continue com seu velho plano de dominação. Nossas propostas oferecem uma alternativa para um mundo que tenha como base a diversidade e a liberdade, partindo dos territórios.== Estes são os pontos principais da nossa política comunitária: ===== 1. Extensão Comunitária === Fruto de uma longa construção coletiva que permite conexão com centenas de territórios no Brasil e no mundo. Criamos ferramentas de sustentação da política de soberania e autonomia, trazendo instituições públicas para discutir a política que nós queremos. Somos proponentes, não beneficiários.=== 2. Autonomia dos territórios === O território decide coletivamente os passos a seguir. Não queremos os vícios burocráticos das instituições .edu, .org ou .com. Nossa organização é orgânica, sustentada na vida, não na dominação.=== 3. A formação continuada === Cada território é um núcleo de saber válido. A formação deve ocorrer nos territórios e a partir deles, garantindo o acesso à informação e à sustentação dos nossos conhecimentos. É uma mudança de paradigma para o Brasil e para o mundo.=== 4. Terra, semente e trabalho é liberdade. Terra, água e comunicação é poder. === A liberdade é o princípio capaz de tornar possível o mundo que queremos construir. Rejeitamos a soberania pela soberania — propomos a autonomia real, enraizada nos territórios.=== 5. Conhecimento Livre === Não buscamos linhas de chegada, mas redes colaborativas com autonomia e produção de conhecimento livre. Esse conhecimento não está alienado dos territórios, mas inserido neles.=== 6. Reconhecimento da diversidade === A luta por reconhecimento é histórica. Apesar das conquistas como as cotas raciais, o Estado ainda deve muito ao fortalecimento dos territórios. A perspectiva .nós já oferece soluções — só não é reconhecida.A formação continuada, a apropriação tecnológica e a extensão comunitária são os caminhos para as estrelas, como metáforas dos nossos sonhos coletivos. É a partir dessas práticas que propomos falar e fazer desde os territórios, reconhecendo a diversidade para construir a liberdade.== E se o futuro for agora? ==Como podemos somar na construção do comum dos movimentos por soberania e autonomia?O conhecimento está nos corpos, danças, tambores, curas, cantigas, religiosidades, cosmovisões, oralidade e tecnologias ancestrais. O futuro é ancestral!'Venha somar e construir o comum na luta pela soberania e autonomia!
Documento Rede soberania digital já