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MANIFESTO .NÓS
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= MANIFESTO .NÓS =[https://nuvem.taina.net.br/index.php/core/preview?fileId=1596791&x=1920&y=1200&a=true Ver imagem em alta resolução][[File:Mani_comprimida.jpg|center|1000px|thumb|Manifesto visual: trabalho, criança, liberdade, semente, terra, água, poder, comunicação — rumo ao futuro]]''De ponta a ponta, somos ponto nós e ponto. Nem .com, nem .gov, nem .org!''  Esta é a alternativa que oferecemos ao mundo como maioria que sustenta as instituições.Na cosmovisão africana dizemos: ''nossa terra, nossa casa, nossa comida, nossas crianças, nossa família e nossos sonhos. Nada pra mim, tudo pra nós!''''Te convidamos a olhar o mundo a partir do Quilombo de Palmares com o propósito de fazer a liberdade com as próprias mãos.''  Zumbi dos Palmares, com o seu legado, nos disse: ''vamos fazer um mundo mais do nosso jeito!''Fazer um mundo mais do nosso jeito é construir e sonhar coletivamente outras maneiras de se relacionar com a vida, que expressem as nossas cosmovisões ancestrais. Terra e território são a base da vida, pois é o que nos fornece tudo o que precisamos para ser quem somos, material e espiritualmente.Estamos e queremos permanecer nas nossas comunidades, nos quilombos e aldeias que são os nossos lugares de pertencimento. É nos territórios que temos autonomia para sonhar com um mundo mais do nosso jeito. Esse sonho que sonhamos juntes permite a manutenção da vida.Não queremos depender de cesta básica, vamos construir hortas comunitárias! Não queremos inclusão digital — queremos apropriação tecnológica! Não queremos ser vistos como beneficiários, dependentes ou sobreviventes. '''Somos proponentes!'''A nossa forma de existir, a partir do nosso pertencimento ancestral no mundo, traz questionamentos a todo o funcionamento do Estado — da economia, saúde e educação até a infraestrutura, cultura e comunicação. É por isso que estamos propondo uma política que possamos decidir e construir desde a base, numa outra lógica de organização e funcionamento.O objetivo é impedir que a velha política de certos segmentos políticos continue com seu velho plano de dominação. '''Nossas propostas oferecem uma alternativa para um mundo que tenha como base a diversidade e a liberdade, partindo dos territórios.'''== Os pontos principais da nossa política comunitária ===== 1. Extensão Comunitária ===Fruto de uma longa construção coletiva que permite nos conectarmos com centenas de territórios no Brasil e no mundo. Criamos ferramentas de sustentação da política de soberania e autonomia do povo brasileiro em sua diversidade.  Trazemos, através da prática cotidiana nos territórios, as instituições públicas para discutir a política que nós queremos. '''Somos proponentes e não beneficiários.'''=== 2. Autonomia dos territórios ===O território decide coletivamente os passos que devemos seguir para manter nosso modo de vida. Não queremos os vícios burocráticos das instituições acadêmicas (.edu), públicas (.org) ou privadas (.com). '''Nosso modo de viver é orgânico e sustenta a vida no planeta.'''=== 3. Formação continuada ===Reconhecer as nossas trajetórias, vivências e sonhos para a produção do saber é essencial. Cada território pode ser um núcleo de formação reconhecido como produtor de saber válido. '''A formação continuada garante acesso à informação e recursos sem precisar abandonar os territórios.'''=== 4. Terra, semente e trabalho é liberdade. Terra, água e comunicação é poder. ===A liberdade é o princípio que torna possível o mundo que queremos construir. '''Não queremos a “soberania pela soberania”, mas sim a autonomia como lógica de inclusão verdadeira.'''=== 5. Conhecimento Livre ===Não propomos uma linha de chegada, mas sim a construção de redes colaborativas com autonomia territorial. '''Conhecimento livre, não alienado, que emerge dos processos de vida nos territórios.'''=== 6. Reconhecimento da diversidade ===A luta por reconhecimento modifica condições herdadas da colonização. As cotas raciais transformaram as universidades, mas o Estado ainda retribui pouco aos territórios. '''A solução para a soberania já existe nos territórios — mas as instituições ainda não enxergam.'''A formação continuada, a apropriação tecnológica e a extensão comunitária são nossos caminhos para as estrelas — metáforas dos nossos sonhos coletivos.== E se o futuro for agora? ==Como somar na construção do comum dos movimentos por soberania e autonomia?É fundamental não esquecer que o conhecimento está inscrito nos nossos corpos, danças, tambores, curas, cantigas, religiosidades, cosmovisões, oralidade e tecnologias ancestrais. '''O futuro é ancestral!''''''Venha somar e construir o comum na luta pela soberania e pela autonomia!'''
De ponta a ponta, somos ponto nós e ponto. Nem .com, nem .gov, nem .org!
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Esta é a alternativa que oferecemos ao mundo como maioria que sustenta as instituições.
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Na cosmovisão africana dizemos: “nossa terra, nossa casa, nossa comida, nossas crianças, nossa família e nossos sonhos. Nada pra mim, tudo pra nós!
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Te convidamos a olhar o mundo a partir do Quilombo de Palmares com o propósito de fazer a liberdade com as próprias mãos.
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Zumbi dos Palmares, com o seu legado, nos disse: “vamos fazer um mundo mais do nosso jeito!
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Fazer um mundo mais do nosso jeito é construir e sonhar coletivamente outras maneiras de se relacionar com a vida, que expressem as nossas cosmovisões ancestrais. Terra e território são a base da vida, pois é o que nos fornece tudo o que precisamos para ser quem somos, material e espiritualmente.
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Estamos e queremos permanecer nas nossas comunidades, nos quilombos e aldeias que são os nossos lugares de pertencimento.
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É nos territórios que temos autonomia para sonhar com um mundo mais do nosso jeito.
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É este sonho que sonhamos juntes que permite a manutenção da vida.
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Não queremos depender de cesta básica, vamos construir hortas comunitárias!
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Não queremos inclusão digital, e sim apropriação tecnológica!
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Não queremos ser vistos como beneficiários, dependentes ou sobreviventes.
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Somos proponentes!
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A nossa forma de existir, a partir do nosso pertencimento ancestral no mundo, traz questionamentos a todo o funcionamento do Estado — da economia, saúde e educação até a infraestrutura, cultura e comunicação.
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É por isso que estamos propondo uma política que possamos decidir e construir desde a base, numa outra lógica de organização e funcionamento.
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O objetivo é impossibilitar que a velha política de certos segmentos políticos continue com seu velho plano de dominação.
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Nossas propostas oferecem uma alternativa para um mundo que tenha como base a diversidade e a liberdade, partindo dos territórios.
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Os pontos principais da nossa política comunitária1. Extensão Comunitária
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Trata-se do fruto de uma longa construção coletiva que permite nos conectarmos com centenas de territórios no Brasil e no mundo.
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Através da extensão comunitária, criamos ferramentas de sustentação da política de soberania e autonomia do povo brasileiro em sua diversidade, trazendo — através da prática cotidiana nos territórios as instituições públicas para discutir a política que nós queremos.
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Somos proponentes e não beneficiários de políticas públicas.
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2. Autonomia dos territórios
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O território decide coletivamente os passos que devemos seguir para manter nosso modo de vida.
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Não queremos os vícios burocráticos das instituições acadêmicas (.edu), públicas (.org) ou privadas (.com).
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Nosso modo de viver é orgânico e sustenta a vida no planeta.
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3. Formação continuada
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Reconhecer as nossas trajetórias, vivências e sonhos para a produção do saber é essencial.
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Cada território pode ser um núcleo de formação reconhecido como produtor de saber válido.
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A formação continuada garante acesso à informação e recursos sem precisar abandonar os territórios.
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4. Terra, semente e trabalho é liberdade. Terra, água e comunicação é poder.
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A liberdade é o princípio que torna possível o mundo que queremos construir.
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Não queremos a “soberania pela soberania”, mas sim a autonomia como lógica de inclusão verdadeira.
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5. Conhecimento Livre
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Não propomos uma linha de chegada, mas sim a construção de redes colaborativas com autonomia territorial.
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Conhecimento livre, não alienado, que emerge dos processos de vida nos territórios.
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6. Reconhecimento da diversidade
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A luta por reconhecimento modifica condições herdadas da colonização.
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As cotas raciais transformaram as universidades, mas o Estado ainda retribui pouco aos territórios.
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A solução para a soberania já existe nos territórios — mas as instituições ainda não enxergam.
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E se o futuro for agora?
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Como podemos somar na construção do comum dos movimentos por soberania e autonomia?
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É fundamental não esquecer que o conhecimento está inscrito nos nossos corpos, nas danças, nos toques de tambor, nas curas, nas cantigas, nas nossas diversas religiosidades e cosmovisões, na oralidade e nas nossas tecnologias ancestrais.
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O futuro é ancestral!
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Venha somar e construir o comum na luta pela soberania e pela autonomia!
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Edição atual tal como às 16h48min de 9 de julho de 2025

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Arquivo:Mani comprimida.jpg
Manifesto visual: trabalho, criança, liberdade, semente, terra, água, poder, comunicação — rumo ao futuro
De ponta a ponta, somos ponto nós e ponto. Nem .com, nem .gov, nem .org! Esta é a alternativa que oferecemos ao mundo como maioria que sustenta as instituições.Na cosmovisão africana dizemos: nossa terra, nossa casa, nossa comida, nossas crianças, nossa família e nossos sonhos. Nada pra mim, tudo pra nós!'Te convidamos a olhar o mundo a partir do Quilombo de Palmares com o propósito de fazer a liberdade com as próprias mãos. Zumbi dos Palmares, com o seu legado, nos disse: vamos fazer um mundo mais do nosso jeito!Fazer um mundo mais do nosso jeito é construir e sonhar coletivamente outras maneiras de se relacionar com a vida, que expressem as nossas cosmovisões ancestrais. Terra e território são a base da vida, pois é o que nos fornece tudo o que precisamos para ser quem somos, material e espiritualmente.Estamos e queremos permanecer nas nossas comunidades, nos quilombos e aldeias que são os nossos lugares de pertencimento. É nos territórios que temos autonomia para sonhar com um mundo mais do nosso jeito. Esse sonho que sonhamos juntes permite a manutenção da vida.Não queremos depender de cesta básica, vamos construir hortas comunitárias! Não queremos inclusão digital — queremos apropriação tecnológica! Não queremos ser vistos como beneficiários, dependentes ou sobreviventes. Somos proponentes!A nossa forma de existir, a partir do nosso pertencimento ancestral no mundo, traz questionamentos a todo o funcionamento do Estado — da economia, saúde e educação até a infraestrutura, cultura e comunicação. É por isso que estamos propondo uma política que possamos decidir e construir desde a base, numa outra lógica de organização e funcionamento.O objetivo é impedir que a velha política de certos segmentos políticos continue com seu velho plano de dominação. Nossas propostas oferecem uma alternativa para um mundo que tenha como base a diversidade e a liberdade, partindo dos territórios.== Os pontos principais da nossa política comunitária ===== 1. Extensão Comunitária ===Fruto de uma longa construção coletiva que permite nos conectarmos com centenas de territórios no Brasil e no mundo. Criamos ferramentas de sustentação da política de soberania e autonomia do povo brasileiro em sua diversidade. Trazemos, através da prática cotidiana nos territórios, as instituições públicas para discutir a política que nós queremos. Somos proponentes e não beneficiários.=== 2. Autonomia dos territórios ===O território decide coletivamente os passos que devemos seguir para manter nosso modo de vida. Não queremos os vícios burocráticos das instituições acadêmicas (.edu), públicas (.org) ou privadas (.com). Nosso modo de viver é orgânico e sustenta a vida no planeta.=== 3. Formação continuada ===Reconhecer as nossas trajetórias, vivências e sonhos para a produção do saber é essencial. Cada território pode ser um núcleo de formação reconhecido como produtor de saber válido. A formação continuada garante acesso à informação e recursos sem precisar abandonar os territórios.=== 4. Terra, semente e trabalho é liberdade. Terra, água e comunicação é poder. ===A liberdade é o princípio que torna possível o mundo que queremos construir. Não queremos a “soberania pela soberania”, mas sim a autonomia como lógica de inclusão verdadeira.=== 5. Conhecimento Livre ===Não propomos uma linha de chegada, mas sim a construção de redes colaborativas com autonomia territorial. Conhecimento livre, não alienado, que emerge dos processos de vida nos territórios.=== 6. Reconhecimento da diversidade ===A luta por reconhecimento modifica condições herdadas da colonização. As cotas raciais transformaram as universidades, mas o Estado ainda retribui pouco aos territórios. A solução para a soberania já existe nos territórios — mas as instituições ainda não enxergam.A formação continuada, a apropriação tecnológica e a extensão comunitária são nossos caminhos para as estrelas — metáforas dos nossos sonhos coletivos.== E se o futuro for agora? ==Como somar na construção do comum dos movimentos por soberania e autonomia?É fundamental não esquecer que o conhecimento está inscrito nos nossos corpos, danças, tambores, curas, cantigas, religiosidades, cosmovisões, oralidade e tecnologias ancestrais. O futuro é ancestral!'Venha somar e construir o comum na luta pela soberania e pela autonomia!

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