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		<title>Rede Mocambos - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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		<updated>2026-09-08T16:37:40Z</updated>
		<subtitle>Contribuições do usuário</subtitle>
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		<title>NFCs/Casa Preta/RODAS DE CONVERSA</title>
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				<updated>2014-02-16T18:14:18Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB)Projeto: Mulheres Negras em Pauta – Formação Política e Advocacy  */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== '''Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB)Projeto: Mulheres Negras em Pauta – Formação Política e Advocacy '''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto tem como objetivo fomentar o empoderamento de mulheres negras jovens, através de formação política visando contribuir com a ampliação de sua participação em espaços de representação e decisão política, seja através do parlamento e/ou no monitoramento das políticas públicas com vistas ao efetivo enfrentamento das desigualdades de gênero e raça para a garantia dos direitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coordenação Geral: AMNB / Coordenação Norte: CEDENPA&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Articulação de Entidades de Mulheres Negras, região Norte: IMENA, CEDENPA, GRENI&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Articulação em conjunto: CFEMEA ( Centro Feminista de Estudos e Assessoria )&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''' Relatoria:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''* Advocacy:''' Uma prática política coletiva, que emerge na sociedade civil em defesa da identidade e direitos, na construção de sociedades democráticas embasada em valores e racionalidades, direitos humanos, grupos de pressão, organizações não-governamentais, que visam propostas de políticas públicas, processos de formulação de leis, Leis e Diretrizes Orçamentárias (LDO), Lei Orçamentária Anual (LOA), através do Plano Plurianual (PPA). Controle social (espaços institucionais), participação em conselhos (municipais e estaduais), e intervenção social (poderes públicos). Poderes do Estado (Legislativo e Executivo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Estratégias de atuação:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Objetivos, valores e estratégias(conforme a demanda de cada proposta)&lt;br /&gt;
- Metas específicas, identificação de prazos e recursos,&lt;br /&gt;
- Atores políticos (sociedade civil) e situações envolvidas,&lt;br /&gt;
- Formas de comunicação política e de socialização das informações e iniciativas,&lt;br /&gt;
- Planejamento, acompanhamento, fiscalização e avaliação de políticas públicas e de ações governamentais. (site de monitoramento: portal transparência – senado.gov.br )&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Advocacy Feminista: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ações de defesa, de política singular e eficaz, movimento social de mulheres e sistematização da sua contribuição para os avanços da legislação, políticas públicas em relação à igualdade de gênero e cidadania das mulheres, para o fortalecimento do movimento de mulheres no Brasil. Porém, devido à estratégia de busca de apoio junto à população e de construção de alianças na sociedade, esta prática se estende aos poderes da sociedade civil organizada e a setores da mídia. As discussões sobre advocacy feminista demanda aprofundamento em termos de suas distinções em relação à outras formas de advocacy na sociedade brasileira. Visando distinguir os seus diferentes “alvos” e as suas singularidades, recorte racial e defesa à toda forma de discriminação social e sexual – racismo, sexismo, lesbofobia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Ação, Organização e Protagonismo nas Práticas Políticas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desenvolver Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Mulher Negra requer estudo e aprofundamento, coleta de um conjunto de dados, estatísticas, pautas, no que a história de cada vivência mostra e representa a identidade desse país. Traçando a biografia dos sujeitos, enfatizando a discussão esteriotipada (marcas da escravidão), pejorativa, discriminatória, diaspórica, racista. O racismo (visão de mundo, recorte público- institucional, histórico, e recorte privado- psicológico, sensacionalista) banaliza questões importantes.&lt;br /&gt;
Na busca da equidade de gênero, desarticulando a reprodução automática da mulher em relação às marcas do machismo (hierarquia de gênero), do patriarcado, da visão subalterna emergida da branquitude colonial ideológica. Trabalhando a reconstrução familiar (cotidiano da mulher na família- dentro de casa e fora dela), educação, identidade, a mulher no trabalho (olhar diferenciado), autoestima (sexualidade, socialização, relações interpessoais).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das principais perspectivas que norteia as lutas e reivindicações por igualdade ou equidade empreendidas pelas mulheres negras brasileiras, é o sentido de dignidade. É a partir dessa consciência de dignidade que as mulheres negras, a despeito da profusão de violências, desvalorizações e violações de direitos que lhes atingem, permanecem atuantes de forma protagônica, tanto nas ações de transformação do cotidiano, como na busca de criar mecanismos capazes de restabelecer patamares mínimos confortáveis para sua existência pessoal e coletiva, desde a perspectiva política-ideológica, quanto cultural-ontológica.&lt;br /&gt;
O Brasil é um país de maioria negra, o que o torna o segundo país do mundo em tamanho da população negra. As disparidades raciais, potencializadas pelas desigualdades de gênero resulta entre outros vértices, na baixa taxa de escolaridade, mulheres negras apresentam maiores taxas de desemprego e, é o grupo mais vulnerável aos agravos da saúde e violências. Altas taxas de mortalidade materna, quanto maior o tom da pele, mais risco de morte durante a gravidez, menos acessos aos serviços públicos de saúde. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
OBS: No Pará a população negra é representada por 39,1% de mulheres e 37,6% de homens, indígena 0,32%. Segundo o IBGE (fonte de 2010), o Pará é o estado que possui maior população negra do país em número absoluto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mulheres negras com identidades políticas distintas são, em sua grande maioria, quilombolas, trabalhadoras rurais, pescadoras artesanais, mulheres sem terra, artesãs, povos da floresta(seringueiras, castanheiras, indígenas), parteiras, ribeirinhas e urbanas que se  conjugam de alguma forma na luta anti-racista. Para se compreender um pouco a realidade dos sujeitos no contexto político, é importante mergulhar na intricada teia de embates históricos, resgatando e reatualizando os modelos pulverizados nos mais diferentes espaços sociais para o diversos grupos sociais existentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As mulheres negras estão formulando políticas, articulando ações e concebendo propostas há muito tempo, uma visão de gestão pública transversal de gênero, raça e etnia se inaugura, em nível federal, no governo Lula, como o Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnicos-Raciais, Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, Prouni, Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM, Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – Seppir, essas secretarias foram fundamentais para fomentar as mudanças no campo da administração pública. O combate ao racismo institucional é uma medida prioritária para a integridade da administração judiciária, que também é uma questão social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A invisibilidade social não está no fato de você entrar numa joalheria chique ou num restaurante chique, e não haver negros lá, mas nas pessoas não se darem conta disso. É o que se chama de invisibilidade social, ela dá crédito à morte social que é a essência da discriminação, o que precede à violação de direitos básicos, fundamentais. Temos a mestiçagem (branco, negro e índio) como ideologia político social, com o objetivo de forjar a agregação racial e étnica da população. Kabenguele Munanga (2009) discute as variadas formas de uso e manipulação no processo de conformação dos elementos de identidade racial da nação, logo mestiça, posto morena, como símbolo de identidade brasileira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de Imagens'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:pauta1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo:pauta2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo:pauta3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo:pauta4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo:pauta5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo:pauta6.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''III CONEPPIR-PARÁ'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''III-Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de um convite feito pela coordenação da SEPPIR-PA, desde o inicio de junho através de reuniões preparatórias,a Casa Preta está no processo de construção da III CONEPPIR-PARÀ. Juntamente com outras pessoas e entidades sobre coordenação da SEPPIR-PARÁ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa Preta está participando de 02 comissões a principio. A comissão de Comunicação e a Comissão de Articulação/Mobilização. &lt;br /&gt;
As reuniões e os informes estão sendo publicados aqui: http://3coneppirpara.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita ao Quilombo do Cravo em Concórdia do Pará'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 12 e 13 /07/2013&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sandro Albuquerque é morador da comunidade do Campo Verde que fica em Concórdia do Pará e ele é vice-presidente da ARQUINE. A Administração de Concórdia tem interesse em fortalecer os trabalhos das comunidades quilombolas da região e através do Secretário de Planejamento '''Sr. Edvaldo''' agendamos uma visita que ocorreu no ultimo dia 12 de Julho. Tratou-se de uma agenda entre SEPPIR-PARÁ e CASA PRETA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegando no município, Sandro nos recebeu e logo após o almoço conversamos com o Sr. Edivaldo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São 4 grandes comunidades quilombolas e algumas pequenas que estão ao redor de cada uma dessas quatro. Não são todas, mas algumas delas estão na Rede Mocambos e já participaram de algumas atividades. Parte dessa comunicação com as comunidades foram feitas através do irmão Guinê e da Maria Malcher.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
01 Comunidade Santo Antônio-Curuperé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
02 Comunidade Garapé Dona&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03 Comunidade Campo Verde-Ipanema( Comunidade que possui um Telecentro-BR, Antena GESAC, mas não possui internet, antenas que foi instalada na comunidade do cravo, foi retirada de lá e colocada no lugar certo porém ainda não possui internet)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
04 Comunidade do Cravo (km35, km37, Km40, Castanhalzinho)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em Concórdia existe um departamento que cuida dos assuntos étnico-racial do município. &lt;br /&gt;
A sugestão que Byany da SEPPIR-PA deu ao Secretário que é transforme o departamento em uma secretaria e ai poderá haver recursos que podem fortalecer as ações da secretaria. Enquanto Rede Mocambos, fizemos uma breve apresentação da rede e sua forma de atuação nesses últimos 10 anos. A fim de colaborar ainda mais nesse processo de construção de uma possível secretaria com assuntos étnico-racial, fomos convidados a participar da 1º Sessão do PPA (Plano Plurianual) de Concórdia que iria acontecer no dia seguinte no Quilombo do Cravo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Encaminhamentos''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- O Prefeito e o Secretário de Planejamento de Concórdia do Pará vão solicitar uma audiência com o Secretario de Justiça na SEJUDH e encaminhar uma solicitação de mudança para secretaria ao invés de departamento para assuntos étnico-raciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Construção e apresentação de uma proposta de projeto com foco na formação continuada da Rede Mocambos. Um projeto que seja feito em parceria com a SEPPIR-PA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contato'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*SEPLAN- Secretaria do Panejamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9194.4917: Sr. Edivaldo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9105.4410: Adalberto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seplan.cp@gmail.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sandro Albuquerque (ARQUINE- Comunidade Campo Verde)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-92969904&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-93253732&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Reunião no Conselho Municipal do Negro e Negra-CMNN'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 18/07/2013&lt;br /&gt;
Relatora: Nega Suh (Coletivo Casa Preta)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Pessoas presentes: Byane Sanches, Paixão, Mãe Beth, Don Perna, Sarah Neves, Suhellen (Nega Suh), Gregory&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Propostas e Planejamentos “Pós Conferências”: projetos, secretaria e conselhos, no intuito de direcionar ações e desenvolver o desdobramento de material engavetado (queixas, denúncias).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory: Projeto de construção de uma cartilha do idoso/negro, através de um questionário para a sociedade civil, na questão de direitos. Com o objetivo e organizar um banco de dados, para informar e conscientizar essa sociedade. Tendo o apoio de parceiros como: OAB, UNEGRO, SEMAJ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Don Perna: Criar um site p/ o conselho, para que se possa compartilhar informações (docs, vídeos, fotos). A partir da proposta da construção de uma cartilha, promover uma campanha para divulgar, comunicar, publicar essa cartilha, e através desse recurso tecnológico criar uma cartilha online (disponível para download). Utilizando da ferramenta do creative cromos para questões de direitos autorais livres. Proposta de compra de uma máquina fotográfica para uso do conselho, no intuito de ter registro próprio das ações/atividades desenvolvidas e que devem ser documentadas, tendo o rosto e personalidade da comunidade envolvida nas publicações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Byane: Sugere que o lançamento da cartilha seja um projeto para novembro, afim de obter recursos para a impressão e distribuição de material, organizar um plano de mídia para a campanha que for compartilhada. Rever/replanejar o calendário da educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Paixão: Elaborar projetos para a juventude, com o objetivo de combate ao extermínio, racismo, viabilizando educação e saúde. Vai disponibilizar projetos já feitos e compartilhar por e-mail essas informações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Encaminhamentos:&lt;br /&gt;
1- Obter o mapeamento da juventude (em especial juventude negra), através do Idesp ou IBGE.&lt;br /&gt;
2- Mobilizar a participação de griôs negros e negras, para as rodas de conversa e troca de saberes.&lt;br /&gt;
3- Reunião das Propostas e Projetos em questão à serem planejados depois da Conferência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Contato:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory (Presidente do Conselho do Idoso e conselheiro do Conselho do Negro)&lt;br /&gt;
Fone: 9965-4563 (Oi)&lt;br /&gt;
E-mail: gregorysanches@yahoo.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA'''==&lt;br /&gt;
Dia 12/11/2013 &lt;br /&gt;
* Visita nas comunidades com o objetivo de instalar/verificar os Telecentros, quais os materiais e maquinários entregues, disponibilidade de conexão, estrutura e espaço como salas, escola, associação, e a relação da comunidade com a tecnologia e comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Itancoã:''' Comunidade com aproximadamente 150 famílias, que desenvolvem atividades de plantio, produção de farinha, entre outras que fazem parte do cotidiano da região. Conversa sobre rotinas, informes locais (ano eleitoral, dezembro, para designar representantes legais da comunidade, propostas e melhorias), realizada na residência de seu Zeca (morador local), no Telecentro chegou apenas o data show, não tem conexão, mesas, computadores e espaço destinado à instalação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guajará Miri:''' Comunidade tem em torno de 120 famílias,realizam atividades de manejo, plantio e produção, mas acabam por se limitar no processo de desenvolvimento do próprio espaço, através de projetos, parcerias e novos investimentos, decorrente dos interesses políticos e econômicos predominantes na região, empresários, gabinetes, prefeituras, tem retido o fluxo de investimentos predestinados à melhoria e crescimento das comunidades. Isso reflete na questão sócio econômica e ambiental da região, como o mal uso da terra (extração de areia) e suas propriedades, ocasionando o desequilíbrio ecológico, desobstrução/erosão do solo e a não produtividades e preservação da flora extensa e rica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Telecentro na Escola de Ensino Fundamental Stª Marta, recebeu as mesas, 11 computadores, data show, mas não tem antena, conexão, a sala destinada para instalação não tem estrutura elétrica (fiação de modo geral). A conversa teve a participação e colaboração de Valdinei (Pedra), representante da comunidade e atuante do Projeto Ijé Ofé, Marco Antônio (cabeludo), vice-presidente da Associação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A instalação dos telecentros não foi efetivada, pois em Itancoã não chegou maquinário, apenas data show e, em Guajará Miri o espaço reservado na escola não tem estrutura. Foram feitos registros de fotos e vídeos (Guine e Reginaldo-Dj.RG), entrevistas com os representantes sobre a realidade dos telecentros locais. As comunidades quilombolas reconhecem as suas necessidadees, limitações, e mesmo com as problemáticas existentes a resistência e trabalho persistem, pois as ações tem continuidade, seja nas escolas, nas associações e com os próprios moradores.&lt;br /&gt;
Os telecentros são importantes para a comunicação entre as comunidades, para o crescimento e projetos de ensino nas escolas, para a integração e envolvimento de jovens e adultos, no intuito de fortalecer os interesses (cultura, identidade, valores) e o comprometimento com a comunidade, atribuindo o que se tem de direito que vai muito além da terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como encaminhamento, os representantes Pedra e Marcos, providenciarão um profissional eletrecista para fazer um orçamento e ajustes necessários, no espaço que foi destinado para a instalação do Telecentro, à parti disso comunicar (agendar) a Rede para uma nova visita, contactar um correio mais próximo e ver as possibilidades de entrega/endereço, para receber antena ou qualquer outro maquinário que for preciso ser entregue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Material produzido: relatoria (Suhellen) , áudio, vídeo e imagens (Reginaldo (RG) e Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de Imagens'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa1.JPG&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa2.JPG&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa3.JPG&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa4.JPG&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa5.JPG&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa6.JPG&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
- Vídeos: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- docs/relatos com os reprentantes, Pedra e Marco. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2- Cantiga com D.Ana Faustina &amp;quot;Ama do Boi&amp;quot; (representante da secretaria de cultura da região),bumba boi batuques e jogos. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3- relatos da trajetória da viagem (Suh, RG, Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Contatos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Valdinei (Pedra); 9249-5913 (vivo) e 8164-2455 (tim)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Marco Antônio T.Galiza (Cabeludo): 9224-2249 (vivo)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Seminário: Educação Escolar Quilombola – realizado nos dias 12 e 13 de dezembro de 2013, na CNBB/Regional Norte 2, Belém/PA ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Dia: 12/12/2013'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Início:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Manhã: Credenciamento e apresentação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Roda de apresentação: movimento social, comunidades quilombolas (representantes), breve histórico de cada participante, órgãos públicos e privados, e demais entidades. Seminário organizado pelo CEDENPA (Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará), com o objetivo de reunir diversos segmentos da educação escolar quilombola, suas leis e diretrizes, formando, compartilhando, trocando experiências com as comunidades, movimentos sociais e entidades ligadas ou não à educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Exposição do programa PROEMI (Programa de Ensino Médio Inovador): ministrado por Kássia, representante do UNIBANCO/SP.&lt;br /&gt;
Em parceria com o UNIBANCO, é voltado para as escolas de ensino médio seriadas ou não, o UNIBANCO começou com o programa “jovens de futuro” (projeto piloto), desenvolveu metodologias que trabalham as diferentes áreas de ensino, como matemática, língua portuguesa e etc. Metodologias pedagógicas e de mobilização, que envolvesse professores, alunos e gestores, tendo como resultados o protagonismo dos jovens, sua inserção, capacitação e comunicação dentro da escola e seu desenvolvimento regular. Projeto com duração de 3 anos, precedido de acompanhamento e intervenções de incentivo, desenvolvido e habilitado à princípio para a região Sul.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ideia do PROEMI é que seja implantado e habilitado em todos os estados, nas escolas de ensino médio regular, inicialmente no Pará com 80 escolas, nos municípios de Belém, Marituba, Marabá e outras regiões do estado. O projeto foi disponibilizado às secretarias (SEDUC) e governo federal, onde para ser desenvolvido e executado, depende primeiramente da avaliação e liberação dessas secretarias, sendo oferecidos cursos de capacitação do próprio projeto, para representantes, articuladores e gestores desses órgãos responsáveis, com o objetivo de mostrar e apontar ps interesses e investimentos do projeto, e à partir disso gestar junto às secretarias o acompanhamento nas escolas, em que o projeto for inserido.&lt;br /&gt;
Tem a proposta do MEC de fazer um novo currículo escolar, investimento pelo PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola) R$100,00 por aluno, cabe às escolas desenvolver metodologias (tendo autonomia), aplicações de projetos que possam usufruir da melhor maneira os investimentos do PROEMI. &lt;br /&gt;
Com a finalidade do projeto ser permanente no Estado, que seja inserido de forma continuada, gerando autonomia de execução, trabalhando a evasão escolar, desenvolvendo novas metodologias político-pedagógicas, alternativas e discussões em prol da melhoria de ensino regular, gestão escolar, contribuindo de forma positiva na juventude do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''*Plenária: debates, diálogos, esclarecimentos'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Projeto: questionamentos sobre o PROEMI, de que forma e se é possível investimentos para movimentos sociais, na arte educação e aplicação da lei 10.639.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Relatos: problemáticas de representantes das comunidades remanescentes de quilombos, direcionamentos de recursos para o ensino regular e modular de Estado e municípios, desigualdades e diferenças de tratamento, aplicações de investimentos do governo destinados à educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hamilton (SEDUC/CEDENPA): relata que não existe aluno nem educação escolar quilombola no Estado, onde o representante da instituição que for inserir o aluno na escola não tem a preocupação e nem o compromisso de saber quem é esse aluno, em que não se identifica o aluno quilombola, a pessoa remanescente de seus quilombos, e isso implica na gravidade da NÂO existência desses jovens, alunos quilombolas. Não se faz a aplicação da lei 10.639, o registro de dados, estatísticas, os investimentos, os olhares as demandas da secretaria em prol dessa educação, está voltada ao ensino urbano dentro dessas comunidades, em que o aluno quilombola precisa sair de sua comunidade e ir para o centro (urbano) para poder estudar, e dessa forma não existindo a real educação escolar quilombola e a efetiva aplicação da lei 10.639&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Tarde: Roda de conversa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesa com José Carlos Galiza – Malungu, Sérgio Fernades – Idesp, Kássia – UNIBANCO/SP, Zélia Amador – CEDENPA/UFPA/GEAM, Durica – IMENA/NEER.&lt;br /&gt;
Mediado por Zélia Amador e breve homenagem de abertura ao Nelson Mandela. Leitura feita por Maria Luiza – FULANAS/CEDENPA, da carta de declaração de direitos humanos de 1222, e leitura compartilhada de trechos do texto de Nilma Bentes “Ter Consciência Negra”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- José Carlos: Fala da parceria junto ao CEDENPA, da continuação do trabalho da Malungu e o comprometimento com as comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sérgio: Apresenta sua instituição (Idesp), relata que os indicadores sociais no recorte racial partiu efetivamente da parceria com o CEDENPA, as chamadas para políticas públicas, elaboração e conhecimentos de dados reais da população negra, para que através dessa pesquisas e estudos, fique à disposição da sociedade essa coleta de informações étnico raciais. O Idesp tem ido à campo em busca dessas informações, filtrando esse quadro socioeconômico, para que se conheça esses indicadores sociais da população negra do Estado do Pará.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Zélia: Ressalta a importância desse trabalho realizado pelo Idesp, que esse retorno para a sociedade é uma ferramenta comprobatória para que se possa fazer cobranças do Estado, aplicando políticas públicas voltadas para a população negra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Kássia: Reforça a fala anterior dos objetivos do projeto PROEMI, da parceria junto à secretaria (SEDUC) e movimento social (CEDENPA) do Estado do Pará, da importância da discussão sobre as desigualdades permanentes à educação escolar, questões étnico raciais, e que através desses dados, estatísticas, indicadores, são informações de reconhecimento legal de embate às burocracias governamentais. O UNIBANCO desenvolve através do site www.observatorio.pne.org.br, uma plataforma virtual que contém dados referentes à educação escolar, projetos, sendo uma ferramenta de acompanhamento das ações realizadas pela instituição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Durica: Fala em nome do NEER (Núcleo de Educação Étnico Racial), como representante técnica  e articuladora, apresenta um vídeo realizado num encontro das escolas do Amapá/PA, trabalho realizado pelo NEER, desde o surgimento da instituição até os dias atuais. Criada pelos marcos legais de 2008 (Lei 1196/08), que instituiu a obrigatoriedade do ensino da história africana e afro descendente no estado do Amapá, através das resoluções e portarias o NEER trabalha com conselhos ( CEE/AP – Conselho Estadual de Educação do Amapá ),GTS de trabalho, desenvolvendo planos anuais e políticas públicas, trazendo o debate junto aos movimentos sociais e sociedade civil.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

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				<updated>2014-02-16T18:10:57Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

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		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

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		<title>NFCs/Casa Preta/RODAS DE CONVERSA</title>
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				<updated>2014-02-16T17:37:28Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB)Projeto: Mulheres Negras em Pauta – Formação Política e Advocacy  */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== '''Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB)Projeto: Mulheres Negras em Pauta – Formação Política e Advocacy '''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto tem como objetivo fomentar o empoderamento de mulheres negras jovens, através de formação política visando contribuir com a ampliação de sua participação em espaços de representação e decisão política, seja através do parlamento e/ou no monitoramento das políticas públicas com vistas ao efetivo enfrentamento das desigualdades de gênero e raça para a garantia dos direitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coordenação Geral: AMNB / Coordenação Norte: CEDENPA&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Articulação de Entidades de Mulheres Negras, região Norte: IMENA, CEDENPA, GRENI&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Articulação em conjunto: CFEMEA ( Centro Feminista de Estudos e Assessoria )&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''' Relatoria:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''* Advocacy:''' Uma prática política coletiva, que emerge na sociedade civil em defesa da identidade e direitos, na construção de sociedades democráticas embasada em valores e racionalidades, direitos humanos, grupos de pressão, organizações não-governamentais, que visam propostas de políticas públicas, processos de formulação de leis, Leis e Diretrizes Orçamentárias (LDO), Lei Orçamentária Anual (LOA), através do Plano Plurianual (PPA). Controle social (espaços institucionais), participação em conselhos (municipais e estaduais), e intervenção social (poderes públicos). Poderes do Estado (Legislativo e Executivo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Estratégias de atuação:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Objetivos, valores e estratégias(conforme a demanda de cada proposta)&lt;br /&gt;
- Metas específicas, identificação de prazos e recursos,&lt;br /&gt;
- Atores políticos (sociedade civil) e situações envolvidas,&lt;br /&gt;
- Formas de comunicação política e de socialização das informações e iniciativas,&lt;br /&gt;
- Planejamento, acompanhamento, fiscalização e avaliação de políticas públicas e de ações governamentais. (site de monitoramento: portal transparência – senado.gov.br )&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Advocacy Feminista: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ações de defesa, de política singular e eficaz, movimento social de mulheres e sistematização da sua contribuição para os avanços da legislação, políticas públicas em relação à igualdade de gênero e cidadania das mulheres, para o fortalecimento do movimento de mulheres no Brasil. Porém, devido à estratégia de busca de apoio junto à população e de construção de alianças na sociedade, esta prática se estende aos poderes da sociedade civil organizada e a setores da mídia. As discussões sobre advocacy feminista demanda aprofundamento em termos de suas distinções em relação à outras formas de advocacy na sociedade brasileira. Visando distinguir os seus diferentes “alvos” e as suas singularidades, recorte racial e defesa à toda forma de discriminação social e sexual – racismo, sexismo, lesbofobia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Ação, Organização e Protagonismo nas Práticas Políticas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desenvolver Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Mulher Negra requer estudo e aprofundamento, coleta de um conjunto de dados, estatísticas, pautas, no que a história de cada vivência mostra e representa a identidade desse país. Traçando a biografia dos sujeitos, enfatizando a discussão esteriotipada (marcas da escravidão), pejorativa, discriminatória, diaspórica, racista. O racismo (visão de mundo, recorte público- institucional, histórico, e recorte privado- psicológico, sensacionalista) banaliza questões importantes.&lt;br /&gt;
Na busca da equidade de gênero, desarticulando a reprodução automática da mulher em relação às marcas do machismo (hierarquia de gênero), do patriarcado, da visão subalterna emergida da branquitude colonial ideológica. Trabalhando a reconstrução familiar (cotidiano da mulher na família- dentro de casa e fora dela), educação, identidade, a mulher no trabalho (olhar diferenciado), autoestima (sexualidade, socialização, relações interpessoais).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das principais perspectivas que norteia as lutas e reivindicações por igualdade ou equidade empreendidas pelas mulheres negras brasileiras, é o sentido de dignidade. É a partir dessa consciência de dignidade que as mulheres negras, a despeito da profusão de violências, desvalorizações e violações de direitos que lhes atingem, permanecem atuantes de forma protagônica, tanto nas ações de transformação do cotidiano, como na busca de criar mecanismos capazes de restabelecer patamares mínimos confortáveis para sua existência pessoal e coletiva, desde a perspectiva política-ideológica, quanto cultural-ontológica.&lt;br /&gt;
O Brasil é um país de maioria negra, o que o torna o segundo país do mundo em tamanho da população negra. As disparidades raciais, potencializadas pelas desigualdades de gênero resulta entre outros vértices, na baixa taxa de escolaridade, mulheres negras apresentam maiores taxas de desemprego e, é o grupo mais vulnerável aos agravos da saúde e violências. Altas taxas de mortalidade materna, quanto maior o tom da pele, mais risco de morte durante a gravidez, menos acessos aos serviços públicos de saúde. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
OBS: No Pará a população negra é representada por 39,1% de mulheres e 37,6% de homens, indígena 0,32%. Segundo o IBGE (fonte de 2010), o Pará é o estado que possui maior população negra do país em número absoluto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mulheres negras com identidades políticas distintas são, em sua grande maioria, quilombolas, trabalhadoras rurais, pescadoras artesanais, mulheres sem terra, artesãs, povos da floresta(seringueiras, castanheiras, indígenas), parteiras, ribeirinhas e urbanas que se  conjugam de alguma forma na luta anti-racista. Para se compreender um pouco a realidade dos sujeitos no contexto político, é importante mergulhar na intricada teia de embates históricos, resgatando e reatualizando os modelos pulverizados nos mais diferentes espaços sociais para o diversos grupos sociais existentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As mulheres negras estão formulando políticas, articulando ações e concebendo propostas há muito tempo, uma visão de gestão pública transversal de gênero, raça e etnia se inaugura, em nível federal, no governo Lula, como o Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnicos-Raciais, Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, Prouni, Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM, Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – Seppir, essas secretarias foram fundamentais para fomentar as mudanças no campo da administração pública. O combate ao racismo institucional é uma medida prioritária para a integridade da administração judiciária, que também é uma questão social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A invisibilidade social não está no fato de você entrar numa joalheria chique ou num restaurante chique, e não haver negros lá, mas nas pessoas não se darem conta disso. É o que se chama de invisibilidade social, ela dá crédito à morte social que é a essência da discriminação, o que precede à violação de direitos básicos, fundamentais. Temos a mestiçagem (branco, negro e índio) como ideologia político social, com o objetivo de forjar a agregação racial e étnica da população. Kabenguele Munanga (2009) discute as variadas formas de uso e manipulação no processo de conformação dos elementos de identidade racial da nação, logo mestiça, posto morena, como símbolo de identidade brasileira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''III CONEPPIR-PARÁ'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''III-Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de um convite feito pela coordenação da SEPPIR-PA, desde o inicio de junho através de reuniões preparatórias,a Casa Preta está no processo de construção da III CONEPPIR-PARÀ. Juntamente com outras pessoas e entidades sobre coordenação da SEPPIR-PARÁ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa Preta está participando de 02 comissões a principio. A comissão de Comunicação e a Comissão de Articulação/Mobilização. &lt;br /&gt;
As reuniões e os informes estão sendo publicados aqui: http://3coneppirpara.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita ao Quilombo do Cravo em Concórdia do Pará'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 12 e 13 /07/2013&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sandro Albuquerque é morador da comunidade do Campo Verde que fica em Concórdia do Pará e ele é vice-presidente da ARQUINE. A Administração de Concórdia tem interesse em fortalecer os trabalhos das comunidades quilombolas da região e através do Secretário de Planejamento '''Sr. Edvaldo''' agendamos uma visita que ocorreu no ultimo dia 12 de Julho. Tratou-se de uma agenda entre SEPPIR-PARÁ e CASA PRETA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegando no município, Sandro nos recebeu e logo após o almoço conversamos com o Sr. Edivaldo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São 4 grandes comunidades quilombolas e algumas pequenas que estão ao redor de cada uma dessas quatro. Não são todas, mas algumas delas estão na Rede Mocambos e já participaram de algumas atividades. Parte dessa comunicação com as comunidades foram feitas através do irmão Guinê e da Maria Malcher.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
01 Comunidade Santo Antônio-Curuperé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
02 Comunidade Garapé Dona&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03 Comunidade Campo Verde-Ipanema( Comunidade que possui um Telecentro-BR, Antena GESAC, mas não possui internet, antenas que foi instalada na comunidade do cravo, foi retirada de lá e colocada no lugar certo porém ainda não possui internet)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
04 Comunidade do Cravo (km35, km37, Km40, Castanhalzinho)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em Concórdia existe um departamento que cuida dos assuntos étnico-racial do município. &lt;br /&gt;
A sugestão que Byany da SEPPIR-PA deu ao Secretário que é transforme o departamento em uma secretaria e ai poderá haver recursos que podem fortalecer as ações da secretaria. Enquanto Rede Mocambos, fizemos uma breve apresentação da rede e sua forma de atuação nesses últimos 10 anos. A fim de colaborar ainda mais nesse processo de construção de uma possível secretaria com assuntos étnico-racial, fomos convidados a participar da 1º Sessão do PPA (Plano Plurianual) de Concórdia que iria acontecer no dia seguinte no Quilombo do Cravo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Encaminhamentos''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- O Prefeito e o Secretário de Planejamento de Concórdia do Pará vão solicitar uma audiência com o Secretario de Justiça na SEJUDH e encaminhar uma solicitação de mudança para secretaria ao invés de departamento para assuntos étnico-raciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Construção e apresentação de uma proposta de projeto com foco na formação continuada da Rede Mocambos. Um projeto que seja feito em parceria com a SEPPIR-PA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contato'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*SEPLAN- Secretaria do Panejamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9194.4917: Sr. Edivaldo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9105.4410: Adalberto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seplan.cp@gmail.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sandro Albuquerque (ARQUINE- Comunidade Campo Verde)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-92969904&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-93253732&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Reunião no Conselho Municipal do Negro e Negra-CMNN'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 18/07/2013&lt;br /&gt;
Relatora: Nega Suh (Coletivo Casa Preta)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Pessoas presentes: Byane Sanches, Paixão, Mãe Beth, Don Perna, Sarah Neves, Suhellen (Nega Suh), Gregory&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Propostas e Planejamentos “Pós Conferências”: projetos, secretaria e conselhos, no intuito de direcionar ações e desenvolver o desdobramento de material engavetado (queixas, denúncias).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory: Projeto de construção de uma cartilha do idoso/negro, através de um questionário para a sociedade civil, na questão de direitos. Com o objetivo e organizar um banco de dados, para informar e conscientizar essa sociedade. Tendo o apoio de parceiros como: OAB, UNEGRO, SEMAJ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Don Perna: Criar um site p/ o conselho, para que se possa compartilhar informações (docs, vídeos, fotos). A partir da proposta da construção de uma cartilha, promover uma campanha para divulgar, comunicar, publicar essa cartilha, e através desse recurso tecnológico criar uma cartilha online (disponível para download). Utilizando da ferramenta do creative cromos para questões de direitos autorais livres. Proposta de compra de uma máquina fotográfica para uso do conselho, no intuito de ter registro próprio das ações/atividades desenvolvidas e que devem ser documentadas, tendo o rosto e personalidade da comunidade envolvida nas publicações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Byane: Sugere que o lançamento da cartilha seja um projeto para novembro, afim de obter recursos para a impressão e distribuição de material, organizar um plano de mídia para a campanha que for compartilhada. Rever/replanejar o calendário da educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Paixão: Elaborar projetos para a juventude, com o objetivo de combate ao extermínio, racismo, viabilizando educação e saúde. Vai disponibilizar projetos já feitos e compartilhar por e-mail essas informações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Encaminhamentos:&lt;br /&gt;
1- Obter o mapeamento da juventude (em especial juventude negra), através do Idesp ou IBGE.&lt;br /&gt;
2- Mobilizar a participação de griôs negros e negras, para as rodas de conversa e troca de saberes.&lt;br /&gt;
3- Reunião das Propostas e Projetos em questão à serem planejados depois da Conferência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Contato:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory (Presidente do Conselho do Idoso e conselheiro do Conselho do Negro)&lt;br /&gt;
Fone: 9965-4563 (Oi)&lt;br /&gt;
E-mail: gregorysanches@yahoo.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA'''==&lt;br /&gt;
Dia 12/11/2013 &lt;br /&gt;
* Visita nas comunidades com o objetivo de instalar/verificar os Telecentros, quais os materiais e maquinários entregues, disponibilidade de conexão, estrutura e espaço como salas, escola, associação, e a relação da comunidade com a tecnologia e comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Itancoã:''' Comunidade com aproximadamente 150 famílias, que desenvolvem atividades de plantio, produção de farinha, entre outras que fazem parte do cotidiano da região. Conversa sobre rotinas, informes locais (ano eleitoral, dezembro, para designar representantes legais da comunidade, propostas e melhorias), realizada na residência de seu Zeca (morador local), no Telecentro chegou apenas o data show, não tem conexão, mesas, computadores e espaço destinado à instalação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guajará Miri:''' Comunidade tem em torno de 120 famílias,realizam atividades de manejo, plantio e produção, mas acabam por se limitar no processo de desenvolvimento do próprio espaço, através de projetos, parcerias e novos investimentos, decorrente dos interesses políticos e econômicos predominantes na região, empresários, gabinetes, prefeituras, tem retido o fluxo de investimentos predestinados à melhoria e crescimento das comunidades. Isso reflete na questão sócio econômica e ambiental da região, como o mal uso da terra (extração de areia) e suas propriedades, ocasionando o desequilíbrio ecológico, desobstrução/erosão do solo e a não produtividades e preservação da flora extensa e rica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Telecentro na Escola de Ensino Fundamental Stª Marta, recebeu as mesas, 11 computadores, data show, mas não tem antena, conexão, a sala destinada para instalação não tem estrutura elétrica (fiação de modo geral). A conversa teve a participação e colaboração de Valdinei (Pedra), representante da comunidade e atuante do Projeto Ijé Ofé, Marco Antônio (cabeludo), vice-presidente da Associação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A instalação dos telecentros não foi efetivada, pois em Itancoã não chegou maquinário, apenas data show e, em Guajará Miri o espaço reservado na escola não tem estrutura. Foram feitos registros de fotos e vídeos (Guine e Reginaldo-Dj.RG), entrevistas com os representantes sobre a realidade dos telecentros locais. As comunidades quilombolas reconhecem as suas necessidadees, limitações, e mesmo com as problemáticas existentes a resistência e trabalho persistem, pois as ações tem continuidade, seja nas escolas, nas associações e com os próprios moradores.&lt;br /&gt;
Os telecentros são importantes para a comunicação entre as comunidades, para o crescimento e projetos de ensino nas escolas, para a integração e envolvimento de jovens e adultos, no intuito de fortalecer os interesses (cultura, identidade, valores) e o comprometimento com a comunidade, atribuindo o que se tem de direito que vai muito além da terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como encaminhamento, os representantes Pedra e Marcos, providenciarão um profissional eletrecista para fazer um orçamento e ajustes necessários, no espaço que foi destinado para a instalação do Telecentro, à parti disso comunicar (agendar) a Rede para uma nova visita, contactar um correio mais próximo e ver as possibilidades de entrega/endereço, para receber antena ou qualquer outro maquinário que for preciso ser entregue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Material produzido: relatoria (Suhellen) , áudio, vídeo e imagens (Reginaldo (RG) e Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de Imagens'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa1.JPG&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa2.JPG&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa3.JPG&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa4.JPG&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa5.JPG&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa6.JPG&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
- Vídeos: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- docs/relatos com os reprentantes, Pedra e Marco. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2- Cantiga com D.Ana Faustina &amp;quot;Ama do Boi&amp;quot; (representante da secretaria de cultura da região),bumba boi batuques e jogos. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3- relatos da trajetória da viagem (Suh, RG, Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Contatos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Valdinei (Pedra); 9249-5913 (vivo) e 8164-2455 (tim)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Marco Antônio T.Galiza (Cabeludo): 9224-2249 (vivo)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Seminário: Educação Escolar Quilombola – realizado nos dias 12 e 13 de dezembro de 2013, na CNBB/Regional Norte 2, Belém/PA ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Dia: 12/12/2013'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Início:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Manhã: Credenciamento e apresentação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Roda de apresentação: movimento social, comunidades quilombolas (representantes), breve histórico de cada participante, órgãos públicos e privados, e demais entidades. Seminário organizado pelo CEDENPA (Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará), com o objetivo de reunir diversos segmentos da educação escolar quilombola, suas leis e diretrizes, formando, compartilhando, trocando experiências com as comunidades, movimentos sociais e entidades ligadas ou não à educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Exposição do programa PROEMI (Programa de Ensino Médio Inovador): ministrado por Kássia, representante do UNIBANCO/SP.&lt;br /&gt;
Em parceria com o UNIBANCO, é voltado para as escolas de ensino médio seriadas ou não, o UNIBANCO começou com o programa “jovens de futuro” (projeto piloto), desenvolveu metodologias que trabalham as diferentes áreas de ensino, como matemática, língua portuguesa e etc. Metodologias pedagógicas e de mobilização, que envolvesse professores, alunos e gestores, tendo como resultados o protagonismo dos jovens, sua inserção, capacitação e comunicação dentro da escola e seu desenvolvimento regular. Projeto com duração de 3 anos, precedido de acompanhamento e intervenções de incentivo, desenvolvido e habilitado à princípio para a região Sul.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ideia do PROEMI é que seja implantado e habilitado em todos os estados, nas escolas de ensino médio regular, inicialmente no Pará com 80 escolas, nos municípios de Belém, Marituba, Marabá e outras regiões do estado. O projeto foi disponibilizado às secretarias (SEDUC) e governo federal, onde para ser desenvolvido e executado, depende primeiramente da avaliação e liberação dessas secretarias, sendo oferecidos cursos de capacitação do próprio projeto, para representantes, articuladores e gestores desses órgãos responsáveis, com o objetivo de mostrar e apontar ps interesses e investimentos do projeto, e à partir disso gestar junto às secretarias o acompanhamento nas escolas, em que o projeto for inserido.&lt;br /&gt;
Tem a proposta do MEC de fazer um novo currículo escolar, investimento pelo PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola) R$100,00 por aluno, cabe às escolas desenvolver metodologias (tendo autonomia), aplicações de projetos que possam usufruir da melhor maneira os investimentos do PROEMI. &lt;br /&gt;
Com a finalidade do projeto ser permanente no Estado, que seja inserido de forma continuada, gerando autonomia de execução, trabalhando a evasão escolar, desenvolvendo novas metodologias político-pedagógicas, alternativas e discussões em prol da melhoria de ensino regular, gestão escolar, contribuindo de forma positiva na juventude do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''*Plenária: debates, diálogos, esclarecimentos'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Projeto: questionamentos sobre o PROEMI, de que forma e se é possível investimentos para movimentos sociais, na arte educação e aplicação da lei 10.639.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Relatos: problemáticas de representantes das comunidades remanescentes de quilombos, direcionamentos de recursos para o ensino regular e modular de Estado e municípios, desigualdades e diferenças de tratamento, aplicações de investimentos do governo destinados à educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hamilton (SEDUC/CEDENPA): relata que não existe aluno nem educação escolar quilombola no Estado, onde o representante da instituição que for inserir o aluno na escola não tem a preocupação e nem o compromisso de saber quem é esse aluno, em que não se identifica o aluno quilombola, a pessoa remanescente de seus quilombos, e isso implica na gravidade da NÂO existência desses jovens, alunos quilombolas. Não se faz a aplicação da lei 10.639, o registro de dados, estatísticas, os investimentos, os olhares as demandas da secretaria em prol dessa educação, está voltada ao ensino urbano dentro dessas comunidades, em que o aluno quilombola precisa sair de sua comunidade e ir para o centro (urbano) para poder estudar, e dessa forma não existindo a real educação escolar quilombola e a efetiva aplicação da lei 10.639&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Tarde: Roda de conversa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesa com José Carlos Galiza – Malungu, Sérgio Fernades – Idesp, Kássia – UNIBANCO/SP, Zélia Amador – CEDENPA/UFPA/GEAM, Durica – IMENA/NEER.&lt;br /&gt;
Mediado por Zélia Amador e breve homenagem de abertura ao Nelson Mandela. Leitura feita por Maria Luiza – FULANAS/CEDENPA, da carta de declaração de direitos humanos de 1222, e leitura compartilhada de trechos do texto de Nilma Bentes “Ter Consciência Negra”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- José Carlos: Fala da parceria junto ao CEDENPA, da continuação do trabalho da Malungu e o comprometimento com as comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sérgio: Apresenta sua instituição (Idesp), relata que os indicadores sociais no recorte racial partiu efetivamente da parceria com o CEDENPA, as chamadas para políticas públicas, elaboração e conhecimentos de dados reais da população negra, para que através dessa pesquisas e estudos, fique à disposição da sociedade essa coleta de informações étnico raciais. O Idesp tem ido à campo em busca dessas informações, filtrando esse quadro socioeconômico, para que se conheça esses indicadores sociais da população negra do Estado do Pará.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Zélia: Ressalta a importância desse trabalho realizado pelo Idesp, que esse retorno para a sociedade é uma ferramenta comprobatória para que se possa fazer cobranças do Estado, aplicando políticas públicas voltadas para a população negra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Kássia: Reforça a fala anterior dos objetivos do projeto PROEMI, da parceria junto à secretaria (SEDUC) e movimento social (CEDENPA) do Estado do Pará, da importância da discussão sobre as desigualdades permanentes à educação escolar, questões étnico raciais, e que através desses dados, estatísticas, indicadores, são informações de reconhecimento legal de embate às burocracias governamentais. O UNIBANCO desenvolve através do site www.observatorio.pne.org.br, uma plataforma virtual que contém dados referentes à educação escolar, projetos, sendo uma ferramenta de acompanhamento das ações realizadas pela instituição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Durica: Fala em nome do NEER (Núcleo de Educação Étnico Racial), como representante técnica  e articuladora, apresenta um vídeo realizado num encontro das escolas do Amapá/PA, trabalho realizado pelo NEER, desde o surgimento da instituição até os dias atuais. Criada pelos marcos legais de 2008 (Lei 1196/08), que instituiu a obrigatoriedade do ensino da história africana e afro descendente no estado do Amapá, através das resoluções e portarias o NEER trabalha com conselhos ( CEE/AP – Conselho Estadual de Educação do Amapá ),GTS de trabalho, desenvolvendo planos anuais e políticas públicas, trazendo o debate junto aos movimentos sociais e sociedade civil.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/RODAS DE CONVERSA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA"/>
				<updated>2014-02-16T17:32:02Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== '''Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB)Projeto: Mulheres Negras em Pauta – Formação Política e Advocacy '''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''III CONEPPIR-PARÁ'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''III-Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de um convite feito pela coordenação da SEPPIR-PA, desde o inicio de junho através de reuniões preparatórias,a Casa Preta está no processo de construção da III CONEPPIR-PARÀ. Juntamente com outras pessoas e entidades sobre coordenação da SEPPIR-PARÁ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa Preta está participando de 02 comissões a principio. A comissão de Comunicação e a Comissão de Articulação/Mobilização. &lt;br /&gt;
As reuniões e os informes estão sendo publicados aqui: http://3coneppirpara.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita ao Quilombo do Cravo em Concórdia do Pará'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 12 e 13 /07/2013&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sandro Albuquerque é morador da comunidade do Campo Verde que fica em Concórdia do Pará e ele é vice-presidente da ARQUINE. A Administração de Concórdia tem interesse em fortalecer os trabalhos das comunidades quilombolas da região e através do Secretário de Planejamento '''Sr. Edvaldo''' agendamos uma visita que ocorreu no ultimo dia 12 de Julho. Tratou-se de uma agenda entre SEPPIR-PARÁ e CASA PRETA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegando no município, Sandro nos recebeu e logo após o almoço conversamos com o Sr. Edivaldo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São 4 grandes comunidades quilombolas e algumas pequenas que estão ao redor de cada uma dessas quatro. Não são todas, mas algumas delas estão na Rede Mocambos e já participaram de algumas atividades. Parte dessa comunicação com as comunidades foram feitas através do irmão Guinê e da Maria Malcher.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
01 Comunidade Santo Antônio-Curuperé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
02 Comunidade Garapé Dona&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03 Comunidade Campo Verde-Ipanema( Comunidade que possui um Telecentro-BR, Antena GESAC, mas não possui internet, antenas que foi instalada na comunidade do cravo, foi retirada de lá e colocada no lugar certo porém ainda não possui internet)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
04 Comunidade do Cravo (km35, km37, Km40, Castanhalzinho)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em Concórdia existe um departamento que cuida dos assuntos étnico-racial do município. &lt;br /&gt;
A sugestão que Byany da SEPPIR-PA deu ao Secretário que é transforme o departamento em uma secretaria e ai poderá haver recursos que podem fortalecer as ações da secretaria. Enquanto Rede Mocambos, fizemos uma breve apresentação da rede e sua forma de atuação nesses últimos 10 anos. A fim de colaborar ainda mais nesse processo de construção de uma possível secretaria com assuntos étnico-racial, fomos convidados a participar da 1º Sessão do PPA (Plano Plurianual) de Concórdia que iria acontecer no dia seguinte no Quilombo do Cravo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Encaminhamentos''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- O Prefeito e o Secretário de Planejamento de Concórdia do Pará vão solicitar uma audiência com o Secretario de Justiça na SEJUDH e encaminhar uma solicitação de mudança para secretaria ao invés de departamento para assuntos étnico-raciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Construção e apresentação de uma proposta de projeto com foco na formação continuada da Rede Mocambos. Um projeto que seja feito em parceria com a SEPPIR-PA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contato'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*SEPLAN- Secretaria do Panejamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9194.4917: Sr. Edivaldo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9105.4410: Adalberto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seplan.cp@gmail.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sandro Albuquerque (ARQUINE- Comunidade Campo Verde)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-92969904&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-93253732&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Reunião no Conselho Municipal do Negro e Negra-CMNN'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 18/07/2013&lt;br /&gt;
Relatora: Nega Suh (Coletivo Casa Preta)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Pessoas presentes: Byane Sanches, Paixão, Mãe Beth, Don Perna, Sarah Neves, Suhellen (Nega Suh), Gregory&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Propostas e Planejamentos “Pós Conferências”: projetos, secretaria e conselhos, no intuito de direcionar ações e desenvolver o desdobramento de material engavetado (queixas, denúncias).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory: Projeto de construção de uma cartilha do idoso/negro, através de um questionário para a sociedade civil, na questão de direitos. Com o objetivo e organizar um banco de dados, para informar e conscientizar essa sociedade. Tendo o apoio de parceiros como: OAB, UNEGRO, SEMAJ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Don Perna: Criar um site p/ o conselho, para que se possa compartilhar informações (docs, vídeos, fotos). A partir da proposta da construção de uma cartilha, promover uma campanha para divulgar, comunicar, publicar essa cartilha, e através desse recurso tecnológico criar uma cartilha online (disponível para download). Utilizando da ferramenta do creative cromos para questões de direitos autorais livres. Proposta de compra de uma máquina fotográfica para uso do conselho, no intuito de ter registro próprio das ações/atividades desenvolvidas e que devem ser documentadas, tendo o rosto e personalidade da comunidade envolvida nas publicações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Byane: Sugere que o lançamento da cartilha seja um projeto para novembro, afim de obter recursos para a impressão e distribuição de material, organizar um plano de mídia para a campanha que for compartilhada. Rever/replanejar o calendário da educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Paixão: Elaborar projetos para a juventude, com o objetivo de combate ao extermínio, racismo, viabilizando educação e saúde. Vai disponibilizar projetos já feitos e compartilhar por e-mail essas informações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Encaminhamentos:&lt;br /&gt;
1- Obter o mapeamento da juventude (em especial juventude negra), através do Idesp ou IBGE.&lt;br /&gt;
2- Mobilizar a participação de griôs negros e negras, para as rodas de conversa e troca de saberes.&lt;br /&gt;
3- Reunião das Propostas e Projetos em questão à serem planejados depois da Conferência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Contato:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory (Presidente do Conselho do Idoso e conselheiro do Conselho do Negro)&lt;br /&gt;
Fone: 9965-4563 (Oi)&lt;br /&gt;
E-mail: gregorysanches@yahoo.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA'''==&lt;br /&gt;
Dia 12/11/2013 &lt;br /&gt;
* Visita nas comunidades com o objetivo de instalar/verificar os Telecentros, quais os materiais e maquinários entregues, disponibilidade de conexão, estrutura e espaço como salas, escola, associação, e a relação da comunidade com a tecnologia e comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Itancoã:''' Comunidade com aproximadamente 150 famílias, que desenvolvem atividades de plantio, produção de farinha, entre outras que fazem parte do cotidiano da região. Conversa sobre rotinas, informes locais (ano eleitoral, dezembro, para designar representantes legais da comunidade, propostas e melhorias), realizada na residência de seu Zeca (morador local), no Telecentro chegou apenas o data show, não tem conexão, mesas, computadores e espaço destinado à instalação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guajará Miri:''' Comunidade tem em torno de 120 famílias,realizam atividades de manejo, plantio e produção, mas acabam por se limitar no processo de desenvolvimento do próprio espaço, através de projetos, parcerias e novos investimentos, decorrente dos interesses políticos e econômicos predominantes na região, empresários, gabinetes, prefeituras, tem retido o fluxo de investimentos predestinados à melhoria e crescimento das comunidades. Isso reflete na questão sócio econômica e ambiental da região, como o mal uso da terra (extração de areia) e suas propriedades, ocasionando o desequilíbrio ecológico, desobstrução/erosão do solo e a não produtividades e preservação da flora extensa e rica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Telecentro na Escola de Ensino Fundamental Stª Marta, recebeu as mesas, 11 computadores, data show, mas não tem antena, conexão, a sala destinada para instalação não tem estrutura elétrica (fiação de modo geral). A conversa teve a participação e colaboração de Valdinei (Pedra), representante da comunidade e atuante do Projeto Ijé Ofé, Marco Antônio (cabeludo), vice-presidente da Associação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A instalação dos telecentros não foi efetivada, pois em Itancoã não chegou maquinário, apenas data show e, em Guajará Miri o espaço reservado na escola não tem estrutura. Foram feitos registros de fotos e vídeos (Guine e Reginaldo-Dj.RG), entrevistas com os representantes sobre a realidade dos telecentros locais. As comunidades quilombolas reconhecem as suas necessidadees, limitações, e mesmo com as problemáticas existentes a resistência e trabalho persistem, pois as ações tem continuidade, seja nas escolas, nas associações e com os próprios moradores.&lt;br /&gt;
Os telecentros são importantes para a comunicação entre as comunidades, para o crescimento e projetos de ensino nas escolas, para a integração e envolvimento de jovens e adultos, no intuito de fortalecer os interesses (cultura, identidade, valores) e o comprometimento com a comunidade, atribuindo o que se tem de direito que vai muito além da terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como encaminhamento, os representantes Pedra e Marcos, providenciarão um profissional eletrecista para fazer um orçamento e ajustes necessários, no espaço que foi destinado para a instalação do Telecentro, à parti disso comunicar (agendar) a Rede para uma nova visita, contactar um correio mais próximo e ver as possibilidades de entrega/endereço, para receber antena ou qualquer outro maquinário que for preciso ser entregue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Material produzido: relatoria (Suhellen) , áudio, vídeo e imagens (Reginaldo (RG) e Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de Imagens'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa1.JPG&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa2.JPG&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa3.JPG&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa4.JPG&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa5.JPG&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa6.JPG&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
- Vídeos: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- docs/relatos com os reprentantes, Pedra e Marco. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2- Cantiga com D.Ana Faustina &amp;quot;Ama do Boi&amp;quot; (representante da secretaria de cultura da região),bumba boi batuques e jogos. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3- relatos da trajetória da viagem (Suh, RG, Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Contatos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Valdinei (Pedra); 9249-5913 (vivo) e 8164-2455 (tim)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Marco Antônio T.Galiza (Cabeludo): 9224-2249 (vivo)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Seminário: Educação Escolar Quilombola – realizado nos dias 12 e 13 de dezembro de 2013, na CNBB/Regional Norte 2, Belém/PA ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Dia: 12/12/2013'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Início:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Manhã: Credenciamento e apresentação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Roda de apresentação: movimento social, comunidades quilombolas (representantes), breve histórico de cada participante, órgãos públicos e privados, e demais entidades. Seminário organizado pelo CEDENPA (Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará), com o objetivo de reunir diversos segmentos da educação escolar quilombola, suas leis e diretrizes, formando, compartilhando, trocando experiências com as comunidades, movimentos sociais e entidades ligadas ou não à educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Exposição do programa PROEMI (Programa de Ensino Médio Inovador): ministrado por Kássia, representante do UNIBANCO/SP.&lt;br /&gt;
Em parceria com o UNIBANCO, é voltado para as escolas de ensino médio seriadas ou não, o UNIBANCO começou com o programa “jovens de futuro” (projeto piloto), desenvolveu metodologias que trabalham as diferentes áreas de ensino, como matemática, língua portuguesa e etc. Metodologias pedagógicas e de mobilização, que envolvesse professores, alunos e gestores, tendo como resultados o protagonismo dos jovens, sua inserção, capacitação e comunicação dentro da escola e seu desenvolvimento regular. Projeto com duração de 3 anos, precedido de acompanhamento e intervenções de incentivo, desenvolvido e habilitado à princípio para a região Sul.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ideia do PROEMI é que seja implantado e habilitado em todos os estados, nas escolas de ensino médio regular, inicialmente no Pará com 80 escolas, nos municípios de Belém, Marituba, Marabá e outras regiões do estado. O projeto foi disponibilizado às secretarias (SEDUC) e governo federal, onde para ser desenvolvido e executado, depende primeiramente da avaliação e liberação dessas secretarias, sendo oferecidos cursos de capacitação do próprio projeto, para representantes, articuladores e gestores desses órgãos responsáveis, com o objetivo de mostrar e apontar ps interesses e investimentos do projeto, e à partir disso gestar junto às secretarias o acompanhamento nas escolas, em que o projeto for inserido.&lt;br /&gt;
Tem a proposta do MEC de fazer um novo currículo escolar, investimento pelo PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola) R$100,00 por aluno, cabe às escolas desenvolver metodologias (tendo autonomia), aplicações de projetos que possam usufruir da melhor maneira os investimentos do PROEMI. &lt;br /&gt;
Com a finalidade do projeto ser permanente no Estado, que seja inserido de forma continuada, gerando autonomia de execução, trabalhando a evasão escolar, desenvolvendo novas metodologias político-pedagógicas, alternativas e discussões em prol da melhoria de ensino regular, gestão escolar, contribuindo de forma positiva na juventude do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''*Plenária: debates, diálogos, esclarecimentos'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Projeto: questionamentos sobre o PROEMI, de que forma e se é possível investimentos para movimentos sociais, na arte educação e aplicação da lei 10.639.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Relatos: problemáticas de representantes das comunidades remanescentes de quilombos, direcionamentos de recursos para o ensino regular e modular de Estado e municípios, desigualdades e diferenças de tratamento, aplicações de investimentos do governo destinados à educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hamilton (SEDUC/CEDENPA): relata que não existe aluno nem educação escolar quilombola no Estado, onde o representante da instituição que for inserir o aluno na escola não tem a preocupação e nem o compromisso de saber quem é esse aluno, em que não se identifica o aluno quilombola, a pessoa remanescente de seus quilombos, e isso implica na gravidade da NÂO existência desses jovens, alunos quilombolas. Não se faz a aplicação da lei 10.639, o registro de dados, estatísticas, os investimentos, os olhares as demandas da secretaria em prol dessa educação, está voltada ao ensino urbano dentro dessas comunidades, em que o aluno quilombola precisa sair de sua comunidade e ir para o centro (urbano) para poder estudar, e dessa forma não existindo a real educação escolar quilombola e a efetiva aplicação da lei 10.639&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Tarde: Roda de conversa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesa com José Carlos Galiza – Malungu, Sérgio Fernades – Idesp, Kássia – UNIBANCO/SP, Zélia Amador – CEDENPA/UFPA/GEAM, Durica – IMENA/NEER.&lt;br /&gt;
Mediado por Zélia Amador e breve homenagem de abertura ao Nelson Mandela. Leitura feita por Maria Luiza – FULANAS/CEDENPA, da carta de declaração de direitos humanos de 1222, e leitura compartilhada de trechos do texto de Nilma Bentes “Ter Consciência Negra”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- José Carlos: Fala da parceria junto ao CEDENPA, da continuação do trabalho da Malungu e o comprometimento com as comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sérgio: Apresenta sua instituição (Idesp), relata que os indicadores sociais no recorte racial partiu efetivamente da parceria com o CEDENPA, as chamadas para políticas públicas, elaboração e conhecimentos de dados reais da população negra, para que através dessa pesquisas e estudos, fique à disposição da sociedade essa coleta de informações étnico raciais. O Idesp tem ido à campo em busca dessas informações, filtrando esse quadro socioeconômico, para que se conheça esses indicadores sociais da população negra do Estado do Pará.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Zélia: Ressalta a importância desse trabalho realizado pelo Idesp, que esse retorno para a sociedade é uma ferramenta comprobatória para que se possa fazer cobranças do Estado, aplicando políticas públicas voltadas para a população negra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Kássia: Reforça a fala anterior dos objetivos do projeto PROEMI, da parceria junto à secretaria (SEDUC) e movimento social (CEDENPA) do Estado do Pará, da importância da discussão sobre as desigualdades permanentes à educação escolar, questões étnico raciais, e que através desses dados, estatísticas, indicadores, são informações de reconhecimento legal de embate às burocracias governamentais. O UNIBANCO desenvolve através do site www.observatorio.pne.org.br, uma plataforma virtual que contém dados referentes à educação escolar, projetos, sendo uma ferramenta de acompanhamento das ações realizadas pela instituição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Durica: Fala em nome do NEER (Núcleo de Educação Étnico Racial), como representante técnica  e articuladora, apresenta um vídeo realizado num encontro das escolas do Amapá/PA, trabalho realizado pelo NEER, desde o surgimento da instituição até os dias atuais. Criada pelos marcos legais de 2008 (Lei 1196/08), que instituiu a obrigatoriedade do ensino da história africana e afro descendente no estado do Amapá, através das resoluções e portarias o NEER trabalha com conselhos ( CEE/AP – Conselho Estadual de Educação do Amapá ),GTS de trabalho, desenvolvendo planos anuais e políticas públicas, trazendo o debate junto aos movimentos sociais e sociedade civil.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/RODAS DE CONVERSA</title>
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				<updated>2014-02-16T16:14:08Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=='''III CONEPPIR-PARÁ'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''III-Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de um convite feito pela coordenação da SEPPIR-PA, desde o inicio de junho através de reuniões preparatórias,a Casa Preta está no processo de construção da III CONEPPIR-PARÀ. Juntamente com outras pessoas e entidades sobre coordenação da SEPPIR-PARÁ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa Preta está participando de 02 comissões a principio. A comissão de Comunicação e a Comissão de Articulação/Mobilização. &lt;br /&gt;
As reuniões e os informes estão sendo publicados aqui: http://3coneppirpara.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita ao Quilombo do Cravo em Concórdia do Pará'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 12 e 13 /07/2013&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sandro Albuquerque é morador da comunidade do Campo Verde que fica em Concórdia do Pará e ele é vice-presidente da ARQUINE. A Administração de Concórdia tem interesse em fortalecer os trabalhos das comunidades quilombolas da região e através do Secretário de Planejamento '''Sr. Edvaldo''' agendamos uma visita que ocorreu no ultimo dia 12 de Julho. Tratou-se de uma agenda entre SEPPIR-PARÁ e CASA PRETA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegando no município, Sandro nos recebeu e logo após o almoço conversamos com o Sr. Edivaldo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São 4 grandes comunidades quilombolas e algumas pequenas que estão ao redor de cada uma dessas quatro. Não são todas, mas algumas delas estão na Rede Mocambos e já participaram de algumas atividades. Parte dessa comunicação com as comunidades foram feitas através do irmão Guinê e da Maria Malcher.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
01 Comunidade Santo Antônio-Curuperé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
02 Comunidade Garapé Dona&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03 Comunidade Campo Verde-Ipanema( Comunidade que possui um Telecentro-BR, Antena GESAC, mas não possui internet, antenas que foi instalada na comunidade do cravo, foi retirada de lá e colocada no lugar certo porém ainda não possui internet)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
04 Comunidade do Cravo (km35, km37, Km40, Castanhalzinho)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em Concórdia existe um departamento que cuida dos assuntos étnico-racial do município. &lt;br /&gt;
A sugestão que Byany da SEPPIR-PA deu ao Secretário que é transforme o departamento em uma secretaria e ai poderá haver recursos que podem fortalecer as ações da secretaria. Enquanto Rede Mocambos, fizemos uma breve apresentação da rede e sua forma de atuação nesses últimos 10 anos. A fim de colaborar ainda mais nesse processo de construção de uma possível secretaria com assuntos étnico-racial, fomos convidados a participar da 1º Sessão do PPA (Plano Plurianual) de Concórdia que iria acontecer no dia seguinte no Quilombo do Cravo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Encaminhamentos''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- O Prefeito e o Secretário de Planejamento de Concórdia do Pará vão solicitar uma audiência com o Secretario de Justiça na SEJUDH e encaminhar uma solicitação de mudança para secretaria ao invés de departamento para assuntos étnico-raciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Construção e apresentação de uma proposta de projeto com foco na formação continuada da Rede Mocambos. Um projeto que seja feito em parceria com a SEPPIR-PA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contato'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*SEPLAN- Secretaria do Panejamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9194.4917: Sr. Edivaldo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9105.4410: Adalberto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seplan.cp@gmail.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sandro Albuquerque (ARQUINE- Comunidade Campo Verde)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-92969904&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-93253732&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Reunião no Conselho Municipal do Negro e Negra-CMNN'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 18/07/2013&lt;br /&gt;
Relatora: Nega Suh (Coletivo Casa Preta)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Pessoas presentes: Byane Sanches, Paixão, Mãe Beth, Don Perna, Sarah Neves, Suhellen (Nega Suh), Gregory&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Propostas e Planejamentos “Pós Conferências”: projetos, secretaria e conselhos, no intuito de direcionar ações e desenvolver o desdobramento de material engavetado (queixas, denúncias).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory: Projeto de construção de uma cartilha do idoso/negro, através de um questionário para a sociedade civil, na questão de direitos. Com o objetivo e organizar um banco de dados, para informar e conscientizar essa sociedade. Tendo o apoio de parceiros como: OAB, UNEGRO, SEMAJ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Don Perna: Criar um site p/ o conselho, para que se possa compartilhar informações (docs, vídeos, fotos). A partir da proposta da construção de uma cartilha, promover uma campanha para divulgar, comunicar, publicar essa cartilha, e através desse recurso tecnológico criar uma cartilha online (disponível para download). Utilizando da ferramenta do creative cromos para questões de direitos autorais livres. Proposta de compra de uma máquina fotográfica para uso do conselho, no intuito de ter registro próprio das ações/atividades desenvolvidas e que devem ser documentadas, tendo o rosto e personalidade da comunidade envolvida nas publicações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Byane: Sugere que o lançamento da cartilha seja um projeto para novembro, afim de obter recursos para a impressão e distribuição de material, organizar um plano de mídia para a campanha que for compartilhada. Rever/replanejar o calendário da educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Paixão: Elaborar projetos para a juventude, com o objetivo de combate ao extermínio, racismo, viabilizando educação e saúde. Vai disponibilizar projetos já feitos e compartilhar por e-mail essas informações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Encaminhamentos:&lt;br /&gt;
1- Obter o mapeamento da juventude (em especial juventude negra), através do Idesp ou IBGE.&lt;br /&gt;
2- Mobilizar a participação de griôs negros e negras, para as rodas de conversa e troca de saberes.&lt;br /&gt;
3- Reunião das Propostas e Projetos em questão à serem planejados depois da Conferência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Contato:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory (Presidente do Conselho do Idoso e conselheiro do Conselho do Negro)&lt;br /&gt;
Fone: 9965-4563 (Oi)&lt;br /&gt;
E-mail: gregorysanches@yahoo.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA'''==&lt;br /&gt;
Dia 12/11/2013 &lt;br /&gt;
* Visita nas comunidades com o objetivo de instalar/verificar os Telecentros, quais os materiais e maquinários entregues, disponibilidade de conexão, estrutura e espaço como salas, escola, associação, e a relação da comunidade com a tecnologia e comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Itancoã:''' Comunidade com aproximadamente 150 famílias, que desenvolvem atividades de plantio, produção de farinha, entre outras que fazem parte do cotidiano da região. Conversa sobre rotinas, informes locais (ano eleitoral, dezembro, para designar representantes legais da comunidade, propostas e melhorias), realizada na residência de seu Zeca (morador local), no Telecentro chegou apenas o data show, não tem conexão, mesas, computadores e espaço destinado à instalação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guajará Miri:''' Comunidade tem em torno de 120 famílias,realizam atividades de manejo, plantio e produção, mas acabam por se limitar no processo de desenvolvimento do próprio espaço, através de projetos, parcerias e novos investimentos, decorrente dos interesses políticos e econômicos predominantes na região, empresários, gabinetes, prefeituras, tem retido o fluxo de investimentos predestinados à melhoria e crescimento das comunidades. Isso reflete na questão sócio econômica e ambiental da região, como o mal uso da terra (extração de areia) e suas propriedades, ocasionando o desequilíbrio ecológico, desobstrução/erosão do solo e a não produtividades e preservação da flora extensa e rica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Telecentro na Escola de Ensino Fundamental Stª Marta, recebeu as mesas, 11 computadores, data show, mas não tem antena, conexão, a sala destinada para instalação não tem estrutura elétrica (fiação de modo geral). A conversa teve a participação e colaboração de Valdinei (Pedra), representante da comunidade e atuante do Projeto Ijé Ofé, Marco Antônio (cabeludo), vice-presidente da Associação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A instalação dos telecentros não foi efetivada, pois em Itancoã não chegou maquinário, apenas data show e, em Guajará Miri o espaço reservado na escola não tem estrutura. Foram feitos registros de fotos e vídeos (Guine e Reginaldo-Dj.RG), entrevistas com os representantes sobre a realidade dos telecentros locais. As comunidades quilombolas reconhecem as suas necessidadees, limitações, e mesmo com as problemáticas existentes a resistência e trabalho persistem, pois as ações tem continuidade, seja nas escolas, nas associações e com os próprios moradores.&lt;br /&gt;
Os telecentros são importantes para a comunicação entre as comunidades, para o crescimento e projetos de ensino nas escolas, para a integração e envolvimento de jovens e adultos, no intuito de fortalecer os interesses (cultura, identidade, valores) e o comprometimento com a comunidade, atribuindo o que se tem de direito que vai muito além da terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como encaminhamento, os representantes Pedra e Marcos, providenciarão um profissional eletrecista para fazer um orçamento e ajustes necessários, no espaço que foi destinado para a instalação do Telecentro, à parti disso comunicar (agendar) a Rede para uma nova visita, contactar um correio mais próximo e ver as possibilidades de entrega/endereço, para receber antena ou qualquer outro maquinário que for preciso ser entregue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Material produzido: relatoria (Suhellen) , áudio, vídeo e imagens (Reginaldo (RG) e Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de Imagens'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa1.JPG&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa2.JPG&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa3.JPG&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa4.JPG&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa5.JPG&lt;br /&gt;
Arquivo:itacoa6.JPG&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
- Vídeos: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- docs/relatos com os reprentantes, Pedra e Marco. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2- Cantiga com D.Ana Faustina &amp;quot;Ama do Boi&amp;quot; (representante da secretaria de cultura da região),bumba boi batuques e jogos. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3- relatos da trajetória da viagem (Suh, RG, Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Contatos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Valdinei (Pedra); 9249-5913 (vivo) e 8164-2455 (tim)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Marco Antônio T.Galiza (Cabeludo): 9224-2249 (vivo)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Seminário: Educação Escolar Quilombola – realizado nos dias 12 e 13 de dezembro de 2013, na CNBB/Regional Norte 2, Belém/PA ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Dia: 12/12/2013'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Início:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Manhã: Credenciamento e apresentação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Roda de apresentação: movimento social, comunidades quilombolas (representantes), breve histórico de cada participante, órgãos públicos e privados, e demais entidades. Seminário organizado pelo CEDENPA (Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará), com o objetivo de reunir diversos segmentos da educação escolar quilombola, suas leis e diretrizes, formando, compartilhando, trocando experiências com as comunidades, movimentos sociais e entidades ligadas ou não à educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Exposição do programa PROEMI (Programa de Ensino Médio Inovador): ministrado por Kássia, representante do UNIBANCO/SP.&lt;br /&gt;
Em parceria com o UNIBANCO, é voltado para as escolas de ensino médio seriadas ou não, o UNIBANCO começou com o programa “jovens de futuro” (projeto piloto), desenvolveu metodologias que trabalham as diferentes áreas de ensino, como matemática, língua portuguesa e etc. Metodologias pedagógicas e de mobilização, que envolvesse professores, alunos e gestores, tendo como resultados o protagonismo dos jovens, sua inserção, capacitação e comunicação dentro da escola e seu desenvolvimento regular. Projeto com duração de 3 anos, precedido de acompanhamento e intervenções de incentivo, desenvolvido e habilitado à princípio para a região Sul.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ideia do PROEMI é que seja implantado e habilitado em todos os estados, nas escolas de ensino médio regular, inicialmente no Pará com 80 escolas, nos municípios de Belém, Marituba, Marabá e outras regiões do estado. O projeto foi disponibilizado às secretarias (SEDUC) e governo federal, onde para ser desenvolvido e executado, depende primeiramente da avaliação e liberação dessas secretarias, sendo oferecidos cursos de capacitação do próprio projeto, para representantes, articuladores e gestores desses órgãos responsáveis, com o objetivo de mostrar e apontar ps interesses e investimentos do projeto, e à partir disso gestar junto às secretarias o acompanhamento nas escolas, em que o projeto for inserido.&lt;br /&gt;
Tem a proposta do MEC de fazer um novo currículo escolar, investimento pelo PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola) R$100,00 por aluno, cabe às escolas desenvolver metodologias (tendo autonomia), aplicações de projetos que possam usufruir da melhor maneira os investimentos do PROEMI. &lt;br /&gt;
Com a finalidade do projeto ser permanente no Estado, que seja inserido de forma continuada, gerando autonomia de execução, trabalhando a evasão escolar, desenvolvendo novas metodologias político-pedagógicas, alternativas e discussões em prol da melhoria de ensino regular, gestão escolar, contribuindo de forma positiva na juventude do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''*Plenária: debates, diálogos, esclarecimentos'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Projeto: questionamentos sobre o PROEMI, de que forma e se é possível investimentos para movimentos sociais, na arte educação e aplicação da lei 10.639.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Relatos: problemáticas de representantes das comunidades remanescentes de quilombos, direcionamentos de recursos para o ensino regular e modular de Estado e municípios, desigualdades e diferenças de tratamento, aplicações de investimentos do governo destinados à educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hamilton (SEDUC/CEDENPA): relata que não existe aluno nem educação escolar quilombola no Estado, onde o representante da instituição que for inserir o aluno na escola não tem a preocupação e nem o compromisso de saber quem é esse aluno, em que não se identifica o aluno quilombola, a pessoa remanescente de seus quilombos, e isso implica na gravidade da NÂO existência desses jovens, alunos quilombolas. Não se faz a aplicação da lei 10.639, o registro de dados, estatísticas, os investimentos, os olhares as demandas da secretaria em prol dessa educação, está voltada ao ensino urbano dentro dessas comunidades, em que o aluno quilombola precisa sair de sua comunidade e ir para o centro (urbano) para poder estudar, e dessa forma não existindo a real educação escolar quilombola e a efetiva aplicação da lei 10.639&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Tarde: Roda de conversa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesa com José Carlos Galiza – Malungu, Sérgio Fernades – Idesp, Kássia – UNIBANCO/SP, Zélia Amador – CEDENPA/UFPA/GEAM, Durica – IMENA/NEER.&lt;br /&gt;
Mediado por Zélia Amador e breve homenagem de abertura ao Nelson Mandela. Leitura feita por Maria Luiza – FULANAS/CEDENPA, da carta de declaração de direitos humanos de 1222, e leitura compartilhada de trechos do texto de Nilma Bentes “Ter Consciência Negra”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- José Carlos: Fala da parceria junto ao CEDENPA, da continuação do trabalho da Malungu e o comprometimento com as comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sérgio: Apresenta sua instituição (Idesp), relata que os indicadores sociais no recorte racial partiu efetivamente da parceria com o CEDENPA, as chamadas para políticas públicas, elaboração e conhecimentos de dados reais da população negra, para que através dessa pesquisas e estudos, fique à disposição da sociedade essa coleta de informações étnico raciais. O Idesp tem ido à campo em busca dessas informações, filtrando esse quadro socioeconômico, para que se conheça esses indicadores sociais da população negra do Estado do Pará.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Zélia: Ressalta a importância desse trabalho realizado pelo Idesp, que esse retorno para a sociedade é uma ferramenta comprobatória para que se possa fazer cobranças do Estado, aplicando políticas públicas voltadas para a população negra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Kássia: Reforça a fala anterior dos objetivos do projeto PROEMI, da parceria junto à secretaria (SEDUC) e movimento social (CEDENPA) do Estado do Pará, da importância da discussão sobre as desigualdades permanentes à educação escolar, questões étnico raciais, e que através desses dados, estatísticas, indicadores, são informações de reconhecimento legal de embate às burocracias governamentais. O UNIBANCO desenvolve através do site www.observatorio.pne.org.br, uma plataforma virtual que contém dados referentes à educação escolar, projetos, sendo uma ferramenta de acompanhamento das ações realizadas pela instituição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Durica: Fala em nome do NEER (Núcleo de Educação Étnico Racial), como representante técnica  e articuladora, apresenta um vídeo realizado num encontro das escolas do Amapá/PA, trabalho realizado pelo NEER, desde o surgimento da instituição até os dias atuais. Criada pelos marcos legais de 2008 (Lei 1196/08), que instituiu a obrigatoriedade do ensino da história africana e afro descendente no estado do Amapá, através das resoluções e portarias o NEER trabalha com conselhos ( CEE/AP – Conselho Estadual de Educação do Amapá ),GTS de trabalho, desenvolvendo planos anuais e políticas públicas, trazendo o debate junto aos movimentos sociais e sociedade civil.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

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		<title>Arquivo:Itacoa6.JPG</title>
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				<updated>2014-02-16T16:06:10Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
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		<title>NFCs/Casa Preta/RODAS DE CONVERSA</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Seminário: Educação Escolar Quilombola – realizado nos dias 12 e 13 de dezembro de 2013, na CNBB/Regional Norte 2, Belém/PA */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=='''III CONEPPIR-PARÁ'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''III-Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de um convite feito pela coordenação da SEPPIR-PA, desde o inicio de junho através de reuniões preparatórias,a Casa Preta está no processo de construção da III CONEPPIR-PARÀ. Juntamente com outras pessoas e entidades sobre coordenação da SEPPIR-PARÁ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa Preta está participando de 02 comissões a principio. A comissão de Comunicação e a Comissão de Articulação/Mobilização. &lt;br /&gt;
As reuniões e os informes estão sendo publicados aqui: http://3coneppirpara.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita ao Quilombo do Cravo em Concórdia do Pará'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 12 e 13 /07/2013&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sandro Albuquerque é morador da comunidade do Campo Verde que fica em Concórdia do Pará e ele é vice-presidente da ARQUINE. A Administração de Concórdia tem interesse em fortalecer os trabalhos das comunidades quilombolas da região e através do Secretário de Planejamento '''Sr. Edvaldo''' agendamos uma visita que ocorreu no ultimo dia 12 de Julho. Tratou-se de uma agenda entre SEPPIR-PARÁ e CASA PRETA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegando no município, Sandro nos recebeu e logo após o almoço conversamos com o Sr. Edivaldo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São 4 grandes comunidades quilombolas e algumas pequenas que estão ao redor de cada uma dessas quatro. Não são todas, mas algumas delas estão na Rede Mocambos e já participaram de algumas atividades. Parte dessa comunicação com as comunidades foram feitas através do irmão Guinê e da Maria Malcher.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
01 Comunidade Santo Antônio-Curuperé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
02 Comunidade Garapé Dona&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03 Comunidade Campo Verde-Ipanema( Comunidade que possui um Telecentro-BR, Antena GESAC, mas não possui internet, antenas que foi instalada na comunidade do cravo, foi retirada de lá e colocada no lugar certo porém ainda não possui internet)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
04 Comunidade do Cravo (km35, km37, Km40, Castanhalzinho)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em Concórdia existe um departamento que cuida dos assuntos étnico-racial do município. &lt;br /&gt;
A sugestão que Byany da SEPPIR-PA deu ao Secretário que é transforme o departamento em uma secretaria e ai poderá haver recursos que podem fortalecer as ações da secretaria. Enquanto Rede Mocambos, fizemos uma breve apresentação da rede e sua forma de atuação nesses últimos 10 anos. A fim de colaborar ainda mais nesse processo de construção de uma possível secretaria com assuntos étnico-racial, fomos convidados a participar da 1º Sessão do PPA (Plano Plurianual) de Concórdia que iria acontecer no dia seguinte no Quilombo do Cravo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Encaminhamentos''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- O Prefeito e o Secretário de Planejamento de Concórdia do Pará vão solicitar uma audiência com o Secretario de Justiça na SEJUDH e encaminhar uma solicitação de mudança para secretaria ao invés de departamento para assuntos étnico-raciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Construção e apresentação de uma proposta de projeto com foco na formação continuada da Rede Mocambos. Um projeto que seja feito em parceria com a SEPPIR-PA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contato'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*SEPLAN- Secretaria do Panejamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9194.4917: Sr. Edivaldo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9105.4410: Adalberto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seplan.cp@gmail.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sandro Albuquerque (ARQUINE- Comunidade Campo Verde)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-92969904&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-93253732&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Reunião no Conselho Municipal do Negro e Negra-CMNN'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 18/07/2013&lt;br /&gt;
Relatora: Nega Suh (Coletivo Casa Preta)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Pessoas presentes: Byane Sanches, Paixão, Mãe Beth, Don Perna, Sarah Neves, Suhellen (Nega Suh), Gregory&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Propostas e Planejamentos “Pós Conferências”: projetos, secretaria e conselhos, no intuito de direcionar ações e desenvolver o desdobramento de material engavetado (queixas, denúncias).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory: Projeto de construção de uma cartilha do idoso/negro, através de um questionário para a sociedade civil, na questão de direitos. Com o objetivo e organizar um banco de dados, para informar e conscientizar essa sociedade. Tendo o apoio de parceiros como: OAB, UNEGRO, SEMAJ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Don Perna: Criar um site p/ o conselho, para que se possa compartilhar informações (docs, vídeos, fotos). A partir da proposta da construção de uma cartilha, promover uma campanha para divulgar, comunicar, publicar essa cartilha, e através desse recurso tecnológico criar uma cartilha online (disponível para download). Utilizando da ferramenta do creative cromos para questões de direitos autorais livres. Proposta de compra de uma máquina fotográfica para uso do conselho, no intuito de ter registro próprio das ações/atividades desenvolvidas e que devem ser documentadas, tendo o rosto e personalidade da comunidade envolvida nas publicações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Byane: Sugere que o lançamento da cartilha seja um projeto para novembro, afim de obter recursos para a impressão e distribuição de material, organizar um plano de mídia para a campanha que for compartilhada. Rever/replanejar o calendário da educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Paixão: Elaborar projetos para a juventude, com o objetivo de combate ao extermínio, racismo, viabilizando educação e saúde. Vai disponibilizar projetos já feitos e compartilhar por e-mail essas informações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Encaminhamentos:&lt;br /&gt;
1- Obter o mapeamento da juventude (em especial juventude negra), através do Idesp ou IBGE.&lt;br /&gt;
2- Mobilizar a participação de griôs negros e negras, para as rodas de conversa e troca de saberes.&lt;br /&gt;
3- Reunião das Propostas e Projetos em questão à serem planejados depois da Conferência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Contato:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory (Presidente do Conselho do Idoso e conselheiro do Conselho do Negro)&lt;br /&gt;
Fone: 9965-4563 (Oi)&lt;br /&gt;
E-mail: gregorysanches@yahoo.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA'''==&lt;br /&gt;
Dia 12/11/2013 &lt;br /&gt;
* Visita nas comunidades com o objetivo de instalar/verificar os Telecentros, quais os materiais e maquinários entregues, disponibilidade de conexão, estrutura e espaço como salas, escola, associação, e a relação da comunidade com a tecnologia e comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Itancoã:''' Comunidade com aproximadamente 150 famílias, que desenvolvem atividades de plantio, produção de farinha, entre outras que fazem parte do cotidiano da região. Conversa sobre rotinas, informes locais (ano eleitoral, dezembro, para designar representantes legais da comunidade, propostas e melhorias), realizada na residência de seu Zeca (morador local), no Telecentro chegou apenas o data show, não tem conexão, mesas, computadores e espaço destinado à instalação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guajará Miri:''' Comunidade tem em torno de 120 famílias,realizam atividades de manejo, plantio e produção, mas acabam por se limitar no processo de desenvolvimento do próprio espaço, através de projetos, parcerias e novos investimentos, decorrente dos interesses políticos e econômicos predominantes na região, empresários, gabinetes, prefeituras, tem retido o fluxo de investimentos predestinados à melhoria e crescimento das comunidades. Isso reflete na questão sócio econômica e ambiental da região, como o mal uso da terra (extração de areia) e suas propriedades, ocasionando o desequilíbrio ecológico, desobstrução/erosão do solo e a não produtividades e preservação da flora extensa e rica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Telecentro na Escola de Ensino Fundamental Stª Marta, recebeu as mesas, 11 computadores, data show, mas não tem antena, conexão, a sala destinada para instalação não tem estrutura elétrica (fiação de modo geral). A conversa teve a participação e colaboração de Valdinei (Pedra), representante da comunidade e atuante do Projeto Ijé Ofé, Marco Antônio (cabeludo), vice-presidente da Associação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A instalação dos telecentros não foi efetivada, pois em Itancoã não chegou maquinário, apenas data show e, em Guajará Miri o espaço reservado na escola não tem estrutura. Foram feitos registros de fotos e vídeos (Guine e Reginaldo-Dj.RG), entrevistas com os representantes sobre a realidade dos telecentros locais. As comunidades quilombolas reconhecem as suas necessidadees, limitações, e mesmo com as problemáticas existentes a resistência e trabalho persistem, pois as ações tem continuidade, seja nas escolas, nas associações e com os próprios moradores.&lt;br /&gt;
Os telecentros são importantes para a comunicação entre as comunidades, para o crescimento e projetos de ensino nas escolas, para a integração e envolvimento de jovens e adultos, no intuito de fortalecer os interesses (cultura, identidade, valores) e o comprometimento com a comunidade, atribuindo o que se tem de direito que vai muito além da terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como encaminhamento, os representantes Pedra e Marcos, providenciarão um profissional eletrecista para fazer um orçamento e ajustes necessários, no espaço que foi destinado para a instalação do Telecentro, à parti disso comunicar (agendar) a Rede para uma nova visita, contactar um correio mais próximo e ver as possibilidades de entrega/endereço, para receber antena ou qualquer outro maquinário que for preciso ser entregue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Material produzido: relatoria (Suhellen) , áudio, vídeo e imagens (Reginaldo (RG) e Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Vídeos: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- docs/relatos com os reprentantes, Pedra e Marco. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2- Cantiga com D.Ana Faustina &amp;quot;Ama do Boi&amp;quot; (representante da secretaria de cultura da região),bumba boi batuques e jogos. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3- relatos da trajetória da viagem (Suh, RG, Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Contatos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Valdinei (Pedra); 9249-5913 (vivo) e 8164-2455 (tim)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Marco Antônio T.Galiza (Cabeludo): 9224-2249 (vivo)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Seminário: Educação Escolar Quilombola – realizado nos dias 12 e 13 de dezembro de 2013, na CNBB/Regional Norte 2, Belém/PA ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Dia: 12/12/2013'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Início:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Manhã: Credenciamento e apresentação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Roda de apresentação: movimento social, comunidades quilombolas (representantes), breve histórico de cada participante, órgãos públicos e privados, e demais entidades. Seminário organizado pelo CEDENPA (Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará), com o objetivo de reunir diversos segmentos da educação escolar quilombola, suas leis e diretrizes, formando, compartilhando, trocando experiências com as comunidades, movimentos sociais e entidades ligadas ou não à educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Exposição do programa PROEMI (Programa de Ensino Médio Inovador): ministrado por Kássia, representante do UNIBANCO/SP.&lt;br /&gt;
Em parceria com o UNIBANCO, é voltado para as escolas de ensino médio seriadas ou não, o UNIBANCO começou com o programa “jovens de futuro” (projeto piloto), desenvolveu metodologias que trabalham as diferentes áreas de ensino, como matemática, língua portuguesa e etc. Metodologias pedagógicas e de mobilização, que envolvesse professores, alunos e gestores, tendo como resultados o protagonismo dos jovens, sua inserção, capacitação e comunicação dentro da escola e seu desenvolvimento regular. Projeto com duração de 3 anos, precedido de acompanhamento e intervenções de incentivo, desenvolvido e habilitado à princípio para a região Sul.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ideia do PROEMI é que seja implantado e habilitado em todos os estados, nas escolas de ensino médio regular, inicialmente no Pará com 80 escolas, nos municípios de Belém, Marituba, Marabá e outras regiões do estado. O projeto foi disponibilizado às secretarias (SEDUC) e governo federal, onde para ser desenvolvido e executado, depende primeiramente da avaliação e liberação dessas secretarias, sendo oferecidos cursos de capacitação do próprio projeto, para representantes, articuladores e gestores desses órgãos responsáveis, com o objetivo de mostrar e apontar ps interesses e investimentos do projeto, e à partir disso gestar junto às secretarias o acompanhamento nas escolas, em que o projeto for inserido.&lt;br /&gt;
Tem a proposta do MEC de fazer um novo currículo escolar, investimento pelo PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola) R$100,00 por aluno, cabe às escolas desenvolver metodologias (tendo autonomia), aplicações de projetos que possam usufruir da melhor maneira os investimentos do PROEMI. &lt;br /&gt;
Com a finalidade do projeto ser permanente no Estado, que seja inserido de forma continuada, gerando autonomia de execução, trabalhando a evasão escolar, desenvolvendo novas metodologias político-pedagógicas, alternativas e discussões em prol da melhoria de ensino regular, gestão escolar, contribuindo de forma positiva na juventude do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''*Plenária: debates, diálogos, esclarecimentos'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Projeto: questionamentos sobre o PROEMI, de que forma e se é possível investimentos para movimentos sociais, na arte educação e aplicação da lei 10.639.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Relatos: problemáticas de representantes das comunidades remanescentes de quilombos, direcionamentos de recursos para o ensino regular e modular de Estado e municípios, desigualdades e diferenças de tratamento, aplicações de investimentos do governo destinados à educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hamilton (SEDUC/CEDENPA): relata que não existe aluno nem educação escolar quilombola no Estado, onde o representante da instituição que for inserir o aluno na escola não tem a preocupação e nem o compromisso de saber quem é esse aluno, em que não se identifica o aluno quilombola, a pessoa remanescente de seus quilombos, e isso implica na gravidade da NÂO existência desses jovens, alunos quilombolas. Não se faz a aplicação da lei 10.639, o registro de dados, estatísticas, os investimentos, os olhares as demandas da secretaria em prol dessa educação, está voltada ao ensino urbano dentro dessas comunidades, em que o aluno quilombola precisa sair de sua comunidade e ir para o centro (urbano) para poder estudar, e dessa forma não existindo a real educação escolar quilombola e a efetiva aplicação da lei 10.639&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Tarde: Roda de conversa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesa com José Carlos Galiza – Malungu, Sérgio Fernades – Idesp, Kássia – UNIBANCO/SP, Zélia Amador – CEDENPA/UFPA/GEAM, Durica – IMENA/NEER.&lt;br /&gt;
Mediado por Zélia Amador e breve homenagem de abertura ao Nelson Mandela. Leitura feita por Maria Luiza – FULANAS/CEDENPA, da carta de declaração de direitos humanos de 1222, e leitura compartilhada de trechos do texto de Nilma Bentes “Ter Consciência Negra”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- José Carlos: Fala da parceria junto ao CEDENPA, da continuação do trabalho da Malungu e o comprometimento com as comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sérgio: Apresenta sua instituição (Idesp), relata que os indicadores sociais no recorte racial partiu efetivamente da parceria com o CEDENPA, as chamadas para políticas públicas, elaboração e conhecimentos de dados reais da população negra, para que através dessa pesquisas e estudos, fique à disposição da sociedade essa coleta de informações étnico raciais. O Idesp tem ido à campo em busca dessas informações, filtrando esse quadro socioeconômico, para que se conheça esses indicadores sociais da população negra do Estado do Pará.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Zélia: Ressalta a importância desse trabalho realizado pelo Idesp, que esse retorno para a sociedade é uma ferramenta comprobatória para que se possa fazer cobranças do Estado, aplicando políticas públicas voltadas para a população negra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Kássia: Reforça a fala anterior dos objetivos do projeto PROEMI, da parceria junto à secretaria (SEDUC) e movimento social (CEDENPA) do Estado do Pará, da importância da discussão sobre as desigualdades permanentes à educação escolar, questões étnico raciais, e que através desses dados, estatísticas, indicadores, são informações de reconhecimento legal de embate às burocracias governamentais. O UNIBANCO desenvolve através do site www.observatorio.pne.org.br, uma plataforma virtual que contém dados referentes à educação escolar, projetos, sendo uma ferramenta de acompanhamento das ações realizadas pela instituição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Durica: Fala em nome do NEER (Núcleo de Educação Étnico Racial), como representante técnica  e articuladora, apresenta um vídeo realizado num encontro das escolas do Amapá/PA, trabalho realizado pelo NEER, desde o surgimento da instituição até os dias atuais. Criada pelos marcos legais de 2008 (Lei 1196/08), que instituiu a obrigatoriedade do ensino da história africana e afro descendente no estado do Amapá, através das resoluções e portarias o NEER trabalha com conselhos ( CEE/AP – Conselho Estadual de Educação do Amapá ),GTS de trabalho, desenvolvendo planos anuais e políticas públicas, trazendo o debate junto aos movimentos sociais e sociedade civil.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/RODAS DE CONVERSA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA"/>
				<updated>2014-02-16T15:41:34Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Seminário: Educação Escolar Quilombola – realizado nos dias 12 e 13 de dezembro de 2013, na CNBB/Regional Norte 2, Belém/PA */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=='''III CONEPPIR-PARÁ'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''III-Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de um convite feito pela coordenação da SEPPIR-PA, desde o inicio de junho através de reuniões preparatórias,a Casa Preta está no processo de construção da III CONEPPIR-PARÀ. Juntamente com outras pessoas e entidades sobre coordenação da SEPPIR-PARÁ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa Preta está participando de 02 comissões a principio. A comissão de Comunicação e a Comissão de Articulação/Mobilização. &lt;br /&gt;
As reuniões e os informes estão sendo publicados aqui: http://3coneppirpara.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita ao Quilombo do Cravo em Concórdia do Pará'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 12 e 13 /07/2013&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sandro Albuquerque é morador da comunidade do Campo Verde que fica em Concórdia do Pará e ele é vice-presidente da ARQUINE. A Administração de Concórdia tem interesse em fortalecer os trabalhos das comunidades quilombolas da região e através do Secretário de Planejamento '''Sr. Edvaldo''' agendamos uma visita que ocorreu no ultimo dia 12 de Julho. Tratou-se de uma agenda entre SEPPIR-PARÁ e CASA PRETA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegando no município, Sandro nos recebeu e logo após o almoço conversamos com o Sr. Edivaldo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São 4 grandes comunidades quilombolas e algumas pequenas que estão ao redor de cada uma dessas quatro. Não são todas, mas algumas delas estão na Rede Mocambos e já participaram de algumas atividades. Parte dessa comunicação com as comunidades foram feitas através do irmão Guinê e da Maria Malcher.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
01 Comunidade Santo Antônio-Curuperé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
02 Comunidade Garapé Dona&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03 Comunidade Campo Verde-Ipanema( Comunidade que possui um Telecentro-BR, Antena GESAC, mas não possui internet, antenas que foi instalada na comunidade do cravo, foi retirada de lá e colocada no lugar certo porém ainda não possui internet)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
04 Comunidade do Cravo (km35, km37, Km40, Castanhalzinho)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em Concórdia existe um departamento que cuida dos assuntos étnico-racial do município. &lt;br /&gt;
A sugestão que Byany da SEPPIR-PA deu ao Secretário que é transforme o departamento em uma secretaria e ai poderá haver recursos que podem fortalecer as ações da secretaria. Enquanto Rede Mocambos, fizemos uma breve apresentação da rede e sua forma de atuação nesses últimos 10 anos. A fim de colaborar ainda mais nesse processo de construção de uma possível secretaria com assuntos étnico-racial, fomos convidados a participar da 1º Sessão do PPA (Plano Plurianual) de Concórdia que iria acontecer no dia seguinte no Quilombo do Cravo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Encaminhamentos''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- O Prefeito e o Secretário de Planejamento de Concórdia do Pará vão solicitar uma audiência com o Secretario de Justiça na SEJUDH e encaminhar uma solicitação de mudança para secretaria ao invés de departamento para assuntos étnico-raciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Construção e apresentação de uma proposta de projeto com foco na formação continuada da Rede Mocambos. Um projeto que seja feito em parceria com a SEPPIR-PA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contato'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*SEPLAN- Secretaria do Panejamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9194.4917: Sr. Edivaldo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9105.4410: Adalberto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seplan.cp@gmail.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sandro Albuquerque (ARQUINE- Comunidade Campo Verde)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-92969904&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-93253732&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Reunião no Conselho Municipal do Negro e Negra-CMNN'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 18/07/2013&lt;br /&gt;
Relatora: Nega Suh (Coletivo Casa Preta)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Pessoas presentes: Byane Sanches, Paixão, Mãe Beth, Don Perna, Sarah Neves, Suhellen (Nega Suh), Gregory&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Propostas e Planejamentos “Pós Conferências”: projetos, secretaria e conselhos, no intuito de direcionar ações e desenvolver o desdobramento de material engavetado (queixas, denúncias).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory: Projeto de construção de uma cartilha do idoso/negro, através de um questionário para a sociedade civil, na questão de direitos. Com o objetivo e organizar um banco de dados, para informar e conscientizar essa sociedade. Tendo o apoio de parceiros como: OAB, UNEGRO, SEMAJ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Don Perna: Criar um site p/ o conselho, para que se possa compartilhar informações (docs, vídeos, fotos). A partir da proposta da construção de uma cartilha, promover uma campanha para divulgar, comunicar, publicar essa cartilha, e através desse recurso tecnológico criar uma cartilha online (disponível para download). Utilizando da ferramenta do creative cromos para questões de direitos autorais livres. Proposta de compra de uma máquina fotográfica para uso do conselho, no intuito de ter registro próprio das ações/atividades desenvolvidas e que devem ser documentadas, tendo o rosto e personalidade da comunidade envolvida nas publicações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Byane: Sugere que o lançamento da cartilha seja um projeto para novembro, afim de obter recursos para a impressão e distribuição de material, organizar um plano de mídia para a campanha que for compartilhada. Rever/replanejar o calendário da educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Paixão: Elaborar projetos para a juventude, com o objetivo de combate ao extermínio, racismo, viabilizando educação e saúde. Vai disponibilizar projetos já feitos e compartilhar por e-mail essas informações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Encaminhamentos:&lt;br /&gt;
1- Obter o mapeamento da juventude (em especial juventude negra), através do Idesp ou IBGE.&lt;br /&gt;
2- Mobilizar a participação de griôs negros e negras, para as rodas de conversa e troca de saberes.&lt;br /&gt;
3- Reunião das Propostas e Projetos em questão à serem planejados depois da Conferência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Contato:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory (Presidente do Conselho do Idoso e conselheiro do Conselho do Negro)&lt;br /&gt;
Fone: 9965-4563 (Oi)&lt;br /&gt;
E-mail: gregorysanches@yahoo.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA'''==&lt;br /&gt;
Dia 12/11/2013 &lt;br /&gt;
* Visita nas comunidades com o objetivo de instalar/verificar os Telecentros, quais os materiais e maquinários entregues, disponibilidade de conexão, estrutura e espaço como salas, escola, associação, e a relação da comunidade com a tecnologia e comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Itancoã:''' Comunidade com aproximadamente 150 famílias, que desenvolvem atividades de plantio, produção de farinha, entre outras que fazem parte do cotidiano da região. Conversa sobre rotinas, informes locais (ano eleitoral, dezembro, para designar representantes legais da comunidade, propostas e melhorias), realizada na residência de seu Zeca (morador local), no Telecentro chegou apenas o data show, não tem conexão, mesas, computadores e espaço destinado à instalação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guajará Miri:''' Comunidade tem em torno de 120 famílias,realizam atividades de manejo, plantio e produção, mas acabam por se limitar no processo de desenvolvimento do próprio espaço, através de projetos, parcerias e novos investimentos, decorrente dos interesses políticos e econômicos predominantes na região, empresários, gabinetes, prefeituras, tem retido o fluxo de investimentos predestinados à melhoria e crescimento das comunidades. Isso reflete na questão sócio econômica e ambiental da região, como o mal uso da terra (extração de areia) e suas propriedades, ocasionando o desequilíbrio ecológico, desobstrução/erosão do solo e a não produtividades e preservação da flora extensa e rica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Telecentro na Escola de Ensino Fundamental Stª Marta, recebeu as mesas, 11 computadores, data show, mas não tem antena, conexão, a sala destinada para instalação não tem estrutura elétrica (fiação de modo geral). A conversa teve a participação e colaboração de Valdinei (Pedra), representante da comunidade e atuante do Projeto Ijé Ofé, Marco Antônio (cabeludo), vice-presidente da Associação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A instalação dos telecentros não foi efetivada, pois em Itancoã não chegou maquinário, apenas data show e, em Guajará Miri o espaço reservado na escola não tem estrutura. Foram feitos registros de fotos e vídeos (Guine e Reginaldo-Dj.RG), entrevistas com os representantes sobre a realidade dos telecentros locais. As comunidades quilombolas reconhecem as suas necessidadees, limitações, e mesmo com as problemáticas existentes a resistência e trabalho persistem, pois as ações tem continuidade, seja nas escolas, nas associações e com os próprios moradores.&lt;br /&gt;
Os telecentros são importantes para a comunicação entre as comunidades, para o crescimento e projetos de ensino nas escolas, para a integração e envolvimento de jovens e adultos, no intuito de fortalecer os interesses (cultura, identidade, valores) e o comprometimento com a comunidade, atribuindo o que se tem de direito que vai muito além da terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como encaminhamento, os representantes Pedra e Marcos, providenciarão um profissional eletrecista para fazer um orçamento e ajustes necessários, no espaço que foi destinado para a instalação do Telecentro, à parti disso comunicar (agendar) a Rede para uma nova visita, contactar um correio mais próximo e ver as possibilidades de entrega/endereço, para receber antena ou qualquer outro maquinário que for preciso ser entregue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Material produzido: relatoria (Suhellen) , áudio, vídeo e imagens (Reginaldo (RG) e Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Vídeos: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- docs/relatos com os reprentantes, Pedra e Marco. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2- Cantiga com D.Ana Faustina &amp;quot;Ama do Boi&amp;quot; (representante da secretaria de cultura da região),bumba boi batuques e jogos. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3- relatos da trajetória da viagem (Suh, RG, Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Contatos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Valdinei (Pedra); 9249-5913 (vivo) e 8164-2455 (tim)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Marco Antônio T.Galiza (Cabeludo): 9224-2249 (vivo)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Seminário: Educação Escolar Quilombola – realizado nos dias 12 e 13 de dezembro de 2013, na CNBB/Regional Norte 2, Belém/PA ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Dia: 12/12/2013'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Início:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Manhã: Credenciamento e apresentação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Roda de apresentação: movimento social, comunidades quilombolas (representantes), breve histórico de cada participante, órgãos públicos e privados, e demais entidades. Seminário organizado pelo CEDENPA (Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará), com o objetivo de reunir diversos segmentos da educação escolar quilombola, suas leis e diretrizes, formando, compartilhando, trocando experiências com as comunidades, movimentos sociais e entidades ligadas ou não à educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Exposição do programa PROEMI (Programa de Ensino Médio Inovador): ministrado por Kássia, representante do UNIBANCO/SP.&lt;br /&gt;
Em parceria com o UNIBANCO, é voltado para as escolas de ensino médio seriadas ou não, o UNIBANCO começou com o programa “jovens de futuro” (projeto piloto), desenvolveu metodologias que trabalham as diferentes áreas de ensino, como matemática, língua portuguesa e etc. Metodologias pedagógicas e de mobilização, que envolvesse professores, alunos e gestores, tendo como resultados o protagonismo dos jovens, sua inserção, capacitação e comunicação dentro da escola e seu desenvolvimento regular. Projeto com duração de 3 anos, precedido de acompanhamento e intervenções de incentivo, desenvolvido e habilitado à princípio para a região Sul.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ideia do PROEMI é que seja implantado e habilitado em todos os estados, nas escolas de ensino médio regular, inicialmente no Pará com 80 escolas, nos municípios de Belém, Marituba, Marabá e outras regiões do estado. O projeto foi disponibilizado às secretarias (SEDUC) e governo federal, onde para ser desenvolvido e executado, depende primeiramente da avaliação e liberação dessas secretarias, sendo oferecidos cursos de capacitação do próprio projeto, para representantes, articuladores e gestores desses órgãos responsáveis, com o objetivo de mostrar e apontar ps interesses e investimentos do projeto, e à partir disso gestar junto às secretarias o acompanhamento nas escolas, em que o projeto for inserido.&lt;br /&gt;
Tem a proposta do MEC de fazer um novo currículo escolar, investimento pelo PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola) R$100,00 por aluno, cabe às escolas desenvolver metodologias (tendo autonomia), aplicações de projetos que possam usufruir da melhor maneira os investimentos do PROEMI. &lt;br /&gt;
Com a finalidade do projeto ser permanente no Estado, que seja inserido de forma continuada, gerando autonomia de execução, trabalhando a evasão escolar, desenvolvendo novas metodologias político-pedagógicas, alternativas e discussões em prol da melhoria de ensino regular, gestão escolar, contribuindo de forma positiva na juventude do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''*Plenária: debates, diálogos, esclarecimentos'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Projeto: questionamentos sobre o PROEMI, de que forma e se é possível investimentos para movimentos sociais, na arte educação e aplicação da lei 10.639.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Relatos: problemáticas de representantes das comunidades remanescentes de quilombos, direcionamentos de recursos para o ensino regular e modular de Estado e municípios, desigualdades e diferenças de tratamento, aplicações de investimentos do governo destinados à educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hamilton (SEDUC/CEDENPA): relata que não existe aluno nem educação escolar quilombola no Estado, onde o representante da instituição que for inserir o aluno na escola não tem a preocupação e nem o compromisso de saber quem é esse aluno, em que não se identifica o aluno quilombola, a pessoa remanescente de seus quilombos, e isso implica na gravidade da NÂO existência desses jovens, alunos quilombolas. Não se faz a aplicação da lei 10.639, o registro de dados, estatísticas, os investimentos, os olhares as demandas da secretaria em prol dessa educação, está voltada ao ensino urbano dentro dessas comunidades, em que o aluno quilombola precisa sair de sua comunidade e ir para o centro (urbano) para poder estudar, e dessa forma não existindo a real educação escolar quilombola e a efetiva aplicação da lei 10.639&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/RODAS DE CONVERSA</title>
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				<updated>2014-02-16T15:38:29Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Seminário: Educação Escolar Quilombola – realizado nos dias 12 e 13 de dezembro de 2013, na CNBB/Regional Norte 2, Belém/PA */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=='''III CONEPPIR-PARÁ'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''III-Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de um convite feito pela coordenação da SEPPIR-PA, desde o inicio de junho através de reuniões preparatórias,a Casa Preta está no processo de construção da III CONEPPIR-PARÀ. Juntamente com outras pessoas e entidades sobre coordenação da SEPPIR-PARÁ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa Preta está participando de 02 comissões a principio. A comissão de Comunicação e a Comissão de Articulação/Mobilização. &lt;br /&gt;
As reuniões e os informes estão sendo publicados aqui: http://3coneppirpara.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita ao Quilombo do Cravo em Concórdia do Pará'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 12 e 13 /07/2013&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sandro Albuquerque é morador da comunidade do Campo Verde que fica em Concórdia do Pará e ele é vice-presidente da ARQUINE. A Administração de Concórdia tem interesse em fortalecer os trabalhos das comunidades quilombolas da região e através do Secretário de Planejamento '''Sr. Edvaldo''' agendamos uma visita que ocorreu no ultimo dia 12 de Julho. Tratou-se de uma agenda entre SEPPIR-PARÁ e CASA PRETA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegando no município, Sandro nos recebeu e logo após o almoço conversamos com o Sr. Edivaldo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São 4 grandes comunidades quilombolas e algumas pequenas que estão ao redor de cada uma dessas quatro. Não são todas, mas algumas delas estão na Rede Mocambos e já participaram de algumas atividades. Parte dessa comunicação com as comunidades foram feitas através do irmão Guinê e da Maria Malcher.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
01 Comunidade Santo Antônio-Curuperé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
02 Comunidade Garapé Dona&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03 Comunidade Campo Verde-Ipanema( Comunidade que possui um Telecentro-BR, Antena GESAC, mas não possui internet, antenas que foi instalada na comunidade do cravo, foi retirada de lá e colocada no lugar certo porém ainda não possui internet)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
04 Comunidade do Cravo (km35, km37, Km40, Castanhalzinho)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em Concórdia existe um departamento que cuida dos assuntos étnico-racial do município. &lt;br /&gt;
A sugestão que Byany da SEPPIR-PA deu ao Secretário que é transforme o departamento em uma secretaria e ai poderá haver recursos que podem fortalecer as ações da secretaria. Enquanto Rede Mocambos, fizemos uma breve apresentação da rede e sua forma de atuação nesses últimos 10 anos. A fim de colaborar ainda mais nesse processo de construção de uma possível secretaria com assuntos étnico-racial, fomos convidados a participar da 1º Sessão do PPA (Plano Plurianual) de Concórdia que iria acontecer no dia seguinte no Quilombo do Cravo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Encaminhamentos''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- O Prefeito e o Secretário de Planejamento de Concórdia do Pará vão solicitar uma audiência com o Secretario de Justiça na SEJUDH e encaminhar uma solicitação de mudança para secretaria ao invés de departamento para assuntos étnico-raciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Construção e apresentação de uma proposta de projeto com foco na formação continuada da Rede Mocambos. Um projeto que seja feito em parceria com a SEPPIR-PA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contato'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*SEPLAN- Secretaria do Panejamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9194.4917: Sr. Edivaldo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9105.4410: Adalberto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seplan.cp@gmail.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sandro Albuquerque (ARQUINE- Comunidade Campo Verde)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-92969904&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-93253732&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Reunião no Conselho Municipal do Negro e Negra-CMNN'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 18/07/2013&lt;br /&gt;
Relatora: Nega Suh (Coletivo Casa Preta)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Pessoas presentes: Byane Sanches, Paixão, Mãe Beth, Don Perna, Sarah Neves, Suhellen (Nega Suh), Gregory&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Propostas e Planejamentos “Pós Conferências”: projetos, secretaria e conselhos, no intuito de direcionar ações e desenvolver o desdobramento de material engavetado (queixas, denúncias).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory: Projeto de construção de uma cartilha do idoso/negro, através de um questionário para a sociedade civil, na questão de direitos. Com o objetivo e organizar um banco de dados, para informar e conscientizar essa sociedade. Tendo o apoio de parceiros como: OAB, UNEGRO, SEMAJ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Don Perna: Criar um site p/ o conselho, para que se possa compartilhar informações (docs, vídeos, fotos). A partir da proposta da construção de uma cartilha, promover uma campanha para divulgar, comunicar, publicar essa cartilha, e através desse recurso tecnológico criar uma cartilha online (disponível para download). Utilizando da ferramenta do creative cromos para questões de direitos autorais livres. Proposta de compra de uma máquina fotográfica para uso do conselho, no intuito de ter registro próprio das ações/atividades desenvolvidas e que devem ser documentadas, tendo o rosto e personalidade da comunidade envolvida nas publicações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Byane: Sugere que o lançamento da cartilha seja um projeto para novembro, afim de obter recursos para a impressão e distribuição de material, organizar um plano de mídia para a campanha que for compartilhada. Rever/replanejar o calendário da educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Paixão: Elaborar projetos para a juventude, com o objetivo de combate ao extermínio, racismo, viabilizando educação e saúde. Vai disponibilizar projetos já feitos e compartilhar por e-mail essas informações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Encaminhamentos:&lt;br /&gt;
1- Obter o mapeamento da juventude (em especial juventude negra), através do Idesp ou IBGE.&lt;br /&gt;
2- Mobilizar a participação de griôs negros e negras, para as rodas de conversa e troca de saberes.&lt;br /&gt;
3- Reunião das Propostas e Projetos em questão à serem planejados depois da Conferência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Contato:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory (Presidente do Conselho do Idoso e conselheiro do Conselho do Negro)&lt;br /&gt;
Fone: 9965-4563 (Oi)&lt;br /&gt;
E-mail: gregorysanches@yahoo.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA'''==&lt;br /&gt;
Dia 12/11/2013 &lt;br /&gt;
* Visita nas comunidades com o objetivo de instalar/verificar os Telecentros, quais os materiais e maquinários entregues, disponibilidade de conexão, estrutura e espaço como salas, escola, associação, e a relação da comunidade com a tecnologia e comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Itancoã:''' Comunidade com aproximadamente 150 famílias, que desenvolvem atividades de plantio, produção de farinha, entre outras que fazem parte do cotidiano da região. Conversa sobre rotinas, informes locais (ano eleitoral, dezembro, para designar representantes legais da comunidade, propostas e melhorias), realizada na residência de seu Zeca (morador local), no Telecentro chegou apenas o data show, não tem conexão, mesas, computadores e espaço destinado à instalação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guajará Miri:''' Comunidade tem em torno de 120 famílias,realizam atividades de manejo, plantio e produção, mas acabam por se limitar no processo de desenvolvimento do próprio espaço, através de projetos, parcerias e novos investimentos, decorrente dos interesses políticos e econômicos predominantes na região, empresários, gabinetes, prefeituras, tem retido o fluxo de investimentos predestinados à melhoria e crescimento das comunidades. Isso reflete na questão sócio econômica e ambiental da região, como o mal uso da terra (extração de areia) e suas propriedades, ocasionando o desequilíbrio ecológico, desobstrução/erosão do solo e a não produtividades e preservação da flora extensa e rica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Telecentro na Escola de Ensino Fundamental Stª Marta, recebeu as mesas, 11 computadores, data show, mas não tem antena, conexão, a sala destinada para instalação não tem estrutura elétrica (fiação de modo geral). A conversa teve a participação e colaboração de Valdinei (Pedra), representante da comunidade e atuante do Projeto Ijé Ofé, Marco Antônio (cabeludo), vice-presidente da Associação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A instalação dos telecentros não foi efetivada, pois em Itancoã não chegou maquinário, apenas data show e, em Guajará Miri o espaço reservado na escola não tem estrutura. Foram feitos registros de fotos e vídeos (Guine e Reginaldo-Dj.RG), entrevistas com os representantes sobre a realidade dos telecentros locais. As comunidades quilombolas reconhecem as suas necessidadees, limitações, e mesmo com as problemáticas existentes a resistência e trabalho persistem, pois as ações tem continuidade, seja nas escolas, nas associações e com os próprios moradores.&lt;br /&gt;
Os telecentros são importantes para a comunicação entre as comunidades, para o crescimento e projetos de ensino nas escolas, para a integração e envolvimento de jovens e adultos, no intuito de fortalecer os interesses (cultura, identidade, valores) e o comprometimento com a comunidade, atribuindo o que se tem de direito que vai muito além da terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como encaminhamento, os representantes Pedra e Marcos, providenciarão um profissional eletrecista para fazer um orçamento e ajustes necessários, no espaço que foi destinado para a instalação do Telecentro, à parti disso comunicar (agendar) a Rede para uma nova visita, contactar um correio mais próximo e ver as possibilidades de entrega/endereço, para receber antena ou qualquer outro maquinário que for preciso ser entregue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Material produzido: relatoria (Suhellen) , áudio, vídeo e imagens (Reginaldo (RG) e Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Vídeos: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- docs/relatos com os reprentantes, Pedra e Marco. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2- Cantiga com D.Ana Faustina &amp;quot;Ama do Boi&amp;quot; (representante da secretaria de cultura da região),bumba boi batuques e jogos. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3- relatos da trajetória da viagem (Suh, RG, Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Contatos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Valdinei (Pedra); 9249-5913 (vivo) e 8164-2455 (tim)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Marco Antônio T.Galiza (Cabeludo): 9224-2249 (vivo)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Seminário: Educação Escolar Quilombola – realizado nos dias 12 e 13 de dezembro de 2013, na CNBB/Regional Norte 2, Belém/PA ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Dia: 12/12/2013'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Início:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Manhã: Credenciamento e apresentação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Roda de apresentação: movimento social, comunidades quilombolas (representantes), breve histórico de cada participante, órgãos públicos e privados, e demais entidades. Seminário organizado pelo CEDENPA (Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará), com o objetivo de reunir diversos segmentos da educação escolar quilombola, suas leis e diretrizes, formando, compartilhando, trocando experiências com as comunidades, movimentos sociais e entidades ligadas ou não à educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Exposição do programa PROEMI (Programa de Ensino Médio Inovador): ministrado por Kássia, representante do UNIBANCO/SP.&lt;br /&gt;
Em parceria com o UNIBANCO, é voltado para as escolas de ensino médio seriadas ou não, o UNIBANCO começou com o programa “jovens de futuro” (projeto piloto), desenvolveu metodologias que trabalham as diferentes áreas de ensino, como matemática, língua portuguesa e etc. Metodologias pedagógicas e de mobilização, que envolvesse professores, alunos e gestores, tendo como resultados o protagonismo dos jovens, sua inserção, capacitação e comunicação dentro da escola e seu desenvolvimento regular. Projeto com duração de 3 anos, precedido de acompanhamento e intervenções de incentivo, desenvolvido e habilitado à princípio para a região Sul.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ideia do PROEMI é que seja implantado e habilitado em todos os estados, nas escolas de ensino médio regular, inicialmente no Pará com 80 escolas, nos municípios de Belém, Marituba, Marabá e outras regiões do estado. O projeto foi disponibilizado às secretarias (SEDUC) e governo federal, onde para ser desenvolvido e executado, depende primeiramente da avaliação e liberação dessas secretarias, sendo oferecidos cursos de capacitação do próprio projeto, para representantes, articuladores e gestores desses órgãos responsáveis, com o objetivo de mostrar e apontar ps interesses e investimentos do projeto, e à partir disso gestar junto às secretarias o acompanhamento nas escolas, em que o projeto for inserido.&lt;br /&gt;
Tem a proposta do MEC de fazer um novo currículo escolar, investimento pelo PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola) R$100,00 por aluno, cabe às escolas desenvolver metodologias (tendo autonomia), aplicações de projetos que possam usufruir da melhor maneira os investimentos do PROEMI. &lt;br /&gt;
Com a finalidade do projeto ser permanente no Estado, que seja inserido de forma continuada, gerando autonomia de execução, trabalhando a evasão escolar, desenvolvendo novas metodologias político-pedagógicas, alternativas e discussões em prol da melhoria de ensino regular, gestão escolar, contribuindo de forma positiva na juventude do Estado.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/RODAS DE CONVERSA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA"/>
				<updated>2014-02-16T15:37:12Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Seminário: Educação Escolar Quilombola – realizado nos dias 12 e 13 de dezembro de 2013, na CNBB/Regional Norte 2, Belém/PA */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=='''III CONEPPIR-PARÁ'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''III-Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de um convite feito pela coordenação da SEPPIR-PA, desde o inicio de junho através de reuniões preparatórias,a Casa Preta está no processo de construção da III CONEPPIR-PARÀ. Juntamente com outras pessoas e entidades sobre coordenação da SEPPIR-PARÁ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa Preta está participando de 02 comissões a principio. A comissão de Comunicação e a Comissão de Articulação/Mobilização. &lt;br /&gt;
As reuniões e os informes estão sendo publicados aqui: http://3coneppirpara.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita ao Quilombo do Cravo em Concórdia do Pará'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 12 e 13 /07/2013&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sandro Albuquerque é morador da comunidade do Campo Verde que fica em Concórdia do Pará e ele é vice-presidente da ARQUINE. A Administração de Concórdia tem interesse em fortalecer os trabalhos das comunidades quilombolas da região e através do Secretário de Planejamento '''Sr. Edvaldo''' agendamos uma visita que ocorreu no ultimo dia 12 de Julho. Tratou-se de uma agenda entre SEPPIR-PARÁ e CASA PRETA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegando no município, Sandro nos recebeu e logo após o almoço conversamos com o Sr. Edivaldo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São 4 grandes comunidades quilombolas e algumas pequenas que estão ao redor de cada uma dessas quatro. Não são todas, mas algumas delas estão na Rede Mocambos e já participaram de algumas atividades. Parte dessa comunicação com as comunidades foram feitas através do irmão Guinê e da Maria Malcher.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
01 Comunidade Santo Antônio-Curuperé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
02 Comunidade Garapé Dona&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03 Comunidade Campo Verde-Ipanema( Comunidade que possui um Telecentro-BR, Antena GESAC, mas não possui internet, antenas que foi instalada na comunidade do cravo, foi retirada de lá e colocada no lugar certo porém ainda não possui internet)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
04 Comunidade do Cravo (km35, km37, Km40, Castanhalzinho)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em Concórdia existe um departamento que cuida dos assuntos étnico-racial do município. &lt;br /&gt;
A sugestão que Byany da SEPPIR-PA deu ao Secretário que é transforme o departamento em uma secretaria e ai poderá haver recursos que podem fortalecer as ações da secretaria. Enquanto Rede Mocambos, fizemos uma breve apresentação da rede e sua forma de atuação nesses últimos 10 anos. A fim de colaborar ainda mais nesse processo de construção de uma possível secretaria com assuntos étnico-racial, fomos convidados a participar da 1º Sessão do PPA (Plano Plurianual) de Concórdia que iria acontecer no dia seguinte no Quilombo do Cravo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Encaminhamentos''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- O Prefeito e o Secretário de Planejamento de Concórdia do Pará vão solicitar uma audiência com o Secretario de Justiça na SEJUDH e encaminhar uma solicitação de mudança para secretaria ao invés de departamento para assuntos étnico-raciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Construção e apresentação de uma proposta de projeto com foco na formação continuada da Rede Mocambos. Um projeto que seja feito em parceria com a SEPPIR-PA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contato'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*SEPLAN- Secretaria do Panejamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9194.4917: Sr. Edivaldo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9105.4410: Adalberto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seplan.cp@gmail.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sandro Albuquerque (ARQUINE- Comunidade Campo Verde)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-92969904&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-93253732&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Reunião no Conselho Municipal do Negro e Negra-CMNN'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 18/07/2013&lt;br /&gt;
Relatora: Nega Suh (Coletivo Casa Preta)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Pessoas presentes: Byane Sanches, Paixão, Mãe Beth, Don Perna, Sarah Neves, Suhellen (Nega Suh), Gregory&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Propostas e Planejamentos “Pós Conferências”: projetos, secretaria e conselhos, no intuito de direcionar ações e desenvolver o desdobramento de material engavetado (queixas, denúncias).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory: Projeto de construção de uma cartilha do idoso/negro, através de um questionário para a sociedade civil, na questão de direitos. Com o objetivo e organizar um banco de dados, para informar e conscientizar essa sociedade. Tendo o apoio de parceiros como: OAB, UNEGRO, SEMAJ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Don Perna: Criar um site p/ o conselho, para que se possa compartilhar informações (docs, vídeos, fotos). A partir da proposta da construção de uma cartilha, promover uma campanha para divulgar, comunicar, publicar essa cartilha, e através desse recurso tecnológico criar uma cartilha online (disponível para download). Utilizando da ferramenta do creative cromos para questões de direitos autorais livres. Proposta de compra de uma máquina fotográfica para uso do conselho, no intuito de ter registro próprio das ações/atividades desenvolvidas e que devem ser documentadas, tendo o rosto e personalidade da comunidade envolvida nas publicações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Byane: Sugere que o lançamento da cartilha seja um projeto para novembro, afim de obter recursos para a impressão e distribuição de material, organizar um plano de mídia para a campanha que for compartilhada. Rever/replanejar o calendário da educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Paixão: Elaborar projetos para a juventude, com o objetivo de combate ao extermínio, racismo, viabilizando educação e saúde. Vai disponibilizar projetos já feitos e compartilhar por e-mail essas informações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Encaminhamentos:&lt;br /&gt;
1- Obter o mapeamento da juventude (em especial juventude negra), através do Idesp ou IBGE.&lt;br /&gt;
2- Mobilizar a participação de griôs negros e negras, para as rodas de conversa e troca de saberes.&lt;br /&gt;
3- Reunião das Propostas e Projetos em questão à serem planejados depois da Conferência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Contato:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory (Presidente do Conselho do Idoso e conselheiro do Conselho do Negro)&lt;br /&gt;
Fone: 9965-4563 (Oi)&lt;br /&gt;
E-mail: gregorysanches@yahoo.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA'''==&lt;br /&gt;
Dia 12/11/2013 &lt;br /&gt;
* Visita nas comunidades com o objetivo de instalar/verificar os Telecentros, quais os materiais e maquinários entregues, disponibilidade de conexão, estrutura e espaço como salas, escola, associação, e a relação da comunidade com a tecnologia e comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Itancoã:''' Comunidade com aproximadamente 150 famílias, que desenvolvem atividades de plantio, produção de farinha, entre outras que fazem parte do cotidiano da região. Conversa sobre rotinas, informes locais (ano eleitoral, dezembro, para designar representantes legais da comunidade, propostas e melhorias), realizada na residência de seu Zeca (morador local), no Telecentro chegou apenas o data show, não tem conexão, mesas, computadores e espaço destinado à instalação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guajará Miri:''' Comunidade tem em torno de 120 famílias,realizam atividades de manejo, plantio e produção, mas acabam por se limitar no processo de desenvolvimento do próprio espaço, através de projetos, parcerias e novos investimentos, decorrente dos interesses políticos e econômicos predominantes na região, empresários, gabinetes, prefeituras, tem retido o fluxo de investimentos predestinados à melhoria e crescimento das comunidades. Isso reflete na questão sócio econômica e ambiental da região, como o mal uso da terra (extração de areia) e suas propriedades, ocasionando o desequilíbrio ecológico, desobstrução/erosão do solo e a não produtividades e preservação da flora extensa e rica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Telecentro na Escola de Ensino Fundamental Stª Marta, recebeu as mesas, 11 computadores, data show, mas não tem antena, conexão, a sala destinada para instalação não tem estrutura elétrica (fiação de modo geral). A conversa teve a participação e colaboração de Valdinei (Pedra), representante da comunidade e atuante do Projeto Ijé Ofé, Marco Antônio (cabeludo), vice-presidente da Associação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A instalação dos telecentros não foi efetivada, pois em Itancoã não chegou maquinário, apenas data show e, em Guajará Miri o espaço reservado na escola não tem estrutura. Foram feitos registros de fotos e vídeos (Guine e Reginaldo-Dj.RG), entrevistas com os representantes sobre a realidade dos telecentros locais. As comunidades quilombolas reconhecem as suas necessidadees, limitações, e mesmo com as problemáticas existentes a resistência e trabalho persistem, pois as ações tem continuidade, seja nas escolas, nas associações e com os próprios moradores.&lt;br /&gt;
Os telecentros são importantes para a comunicação entre as comunidades, para o crescimento e projetos de ensino nas escolas, para a integração e envolvimento de jovens e adultos, no intuito de fortalecer os interesses (cultura, identidade, valores) e o comprometimento com a comunidade, atribuindo o que se tem de direito que vai muito além da terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como encaminhamento, os representantes Pedra e Marcos, providenciarão um profissional eletrecista para fazer um orçamento e ajustes necessários, no espaço que foi destinado para a instalação do Telecentro, à parti disso comunicar (agendar) a Rede para uma nova visita, contactar um correio mais próximo e ver as possibilidades de entrega/endereço, para receber antena ou qualquer outro maquinário que for preciso ser entregue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Material produzido: relatoria (Suhellen) , áudio, vídeo e imagens (Reginaldo (RG) e Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Vídeos: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- docs/relatos com os reprentantes, Pedra e Marco. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2- Cantiga com D.Ana Faustina &amp;quot;Ama do Boi&amp;quot; (representante da secretaria de cultura da região),bumba boi batuques e jogos. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3- relatos da trajetória da viagem (Suh, RG, Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Contatos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Valdinei (Pedra); 9249-5913 (vivo) e 8164-2455 (tim)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Marco Antônio T.Galiza (Cabeludo): 9224-2249 (vivo)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Seminário: Educação Escolar Quilombola – realizado nos dias 12 e 13 de dezembro de 2013, na CNBB/Regional Norte 2, Belém/PA ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Dia: 12/12/2013'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Início:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Manhã: Credenciamento e apresentação&lt;br /&gt;
Roda de apresentação: movimento social, comunidades quilombolas (representantes), breve histórico de cada participante, órgãos públicos e privados, e demais entidades. Seminário organizado pelo CEDENPA (Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará), com o objetivo de reunir diversos segmentos da educação escolar quilombola, suas leis e diretrizes, formando, compartilhando, trocando experiências com as comunidades, movimentos sociais e entidades ligadas ou não à educação.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/RODAS DE CONVERSA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA"/>
				<updated>2014-02-16T15:35:08Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Seminário: Educação Escolar Quilombola – realizado nos dias 12 e 13 de dezembro de 2013, na CNBB/Regional Norte 2, Belém/PA */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=='''III CONEPPIR-PARÁ'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''III-Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de um convite feito pela coordenação da SEPPIR-PA, desde o inicio de junho através de reuniões preparatórias,a Casa Preta está no processo de construção da III CONEPPIR-PARÀ. Juntamente com outras pessoas e entidades sobre coordenação da SEPPIR-PARÁ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa Preta está participando de 02 comissões a principio. A comissão de Comunicação e a Comissão de Articulação/Mobilização. &lt;br /&gt;
As reuniões e os informes estão sendo publicados aqui: http://3coneppirpara.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita ao Quilombo do Cravo em Concórdia do Pará'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 12 e 13 /07/2013&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sandro Albuquerque é morador da comunidade do Campo Verde que fica em Concórdia do Pará e ele é vice-presidente da ARQUINE. A Administração de Concórdia tem interesse em fortalecer os trabalhos das comunidades quilombolas da região e através do Secretário de Planejamento '''Sr. Edvaldo''' agendamos uma visita que ocorreu no ultimo dia 12 de Julho. Tratou-se de uma agenda entre SEPPIR-PARÁ e CASA PRETA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegando no município, Sandro nos recebeu e logo após o almoço conversamos com o Sr. Edivaldo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São 4 grandes comunidades quilombolas e algumas pequenas que estão ao redor de cada uma dessas quatro. Não são todas, mas algumas delas estão na Rede Mocambos e já participaram de algumas atividades. Parte dessa comunicação com as comunidades foram feitas através do irmão Guinê e da Maria Malcher.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
01 Comunidade Santo Antônio-Curuperé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
02 Comunidade Garapé Dona&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03 Comunidade Campo Verde-Ipanema( Comunidade que possui um Telecentro-BR, Antena GESAC, mas não possui internet, antenas que foi instalada na comunidade do cravo, foi retirada de lá e colocada no lugar certo porém ainda não possui internet)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
04 Comunidade do Cravo (km35, km37, Km40, Castanhalzinho)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em Concórdia existe um departamento que cuida dos assuntos étnico-racial do município. &lt;br /&gt;
A sugestão que Byany da SEPPIR-PA deu ao Secretário que é transforme o departamento em uma secretaria e ai poderá haver recursos que podem fortalecer as ações da secretaria. Enquanto Rede Mocambos, fizemos uma breve apresentação da rede e sua forma de atuação nesses últimos 10 anos. A fim de colaborar ainda mais nesse processo de construção de uma possível secretaria com assuntos étnico-racial, fomos convidados a participar da 1º Sessão do PPA (Plano Plurianual) de Concórdia que iria acontecer no dia seguinte no Quilombo do Cravo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Encaminhamentos''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- O Prefeito e o Secretário de Planejamento de Concórdia do Pará vão solicitar uma audiência com o Secretario de Justiça na SEJUDH e encaminhar uma solicitação de mudança para secretaria ao invés de departamento para assuntos étnico-raciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Construção e apresentação de uma proposta de projeto com foco na formação continuada da Rede Mocambos. Um projeto que seja feito em parceria com a SEPPIR-PA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contato'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*SEPLAN- Secretaria do Panejamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9194.4917: Sr. Edivaldo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9105.4410: Adalberto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seplan.cp@gmail.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sandro Albuquerque (ARQUINE- Comunidade Campo Verde)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-92969904&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-93253732&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Reunião no Conselho Municipal do Negro e Negra-CMNN'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 18/07/2013&lt;br /&gt;
Relatora: Nega Suh (Coletivo Casa Preta)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Pessoas presentes: Byane Sanches, Paixão, Mãe Beth, Don Perna, Sarah Neves, Suhellen (Nega Suh), Gregory&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Propostas e Planejamentos “Pós Conferências”: projetos, secretaria e conselhos, no intuito de direcionar ações e desenvolver o desdobramento de material engavetado (queixas, denúncias).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory: Projeto de construção de uma cartilha do idoso/negro, através de um questionário para a sociedade civil, na questão de direitos. Com o objetivo e organizar um banco de dados, para informar e conscientizar essa sociedade. Tendo o apoio de parceiros como: OAB, UNEGRO, SEMAJ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Don Perna: Criar um site p/ o conselho, para que se possa compartilhar informações (docs, vídeos, fotos). A partir da proposta da construção de uma cartilha, promover uma campanha para divulgar, comunicar, publicar essa cartilha, e através desse recurso tecnológico criar uma cartilha online (disponível para download). Utilizando da ferramenta do creative cromos para questões de direitos autorais livres. Proposta de compra de uma máquina fotográfica para uso do conselho, no intuito de ter registro próprio das ações/atividades desenvolvidas e que devem ser documentadas, tendo o rosto e personalidade da comunidade envolvida nas publicações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Byane: Sugere que o lançamento da cartilha seja um projeto para novembro, afim de obter recursos para a impressão e distribuição de material, organizar um plano de mídia para a campanha que for compartilhada. Rever/replanejar o calendário da educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Paixão: Elaborar projetos para a juventude, com o objetivo de combate ao extermínio, racismo, viabilizando educação e saúde. Vai disponibilizar projetos já feitos e compartilhar por e-mail essas informações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Encaminhamentos:&lt;br /&gt;
1- Obter o mapeamento da juventude (em especial juventude negra), através do Idesp ou IBGE.&lt;br /&gt;
2- Mobilizar a participação de griôs negros e negras, para as rodas de conversa e troca de saberes.&lt;br /&gt;
3- Reunião das Propostas e Projetos em questão à serem planejados depois da Conferência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Contato:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory (Presidente do Conselho do Idoso e conselheiro do Conselho do Negro)&lt;br /&gt;
Fone: 9965-4563 (Oi)&lt;br /&gt;
E-mail: gregorysanches@yahoo.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA'''==&lt;br /&gt;
Dia 12/11/2013 &lt;br /&gt;
* Visita nas comunidades com o objetivo de instalar/verificar os Telecentros, quais os materiais e maquinários entregues, disponibilidade de conexão, estrutura e espaço como salas, escola, associação, e a relação da comunidade com a tecnologia e comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Itancoã:''' Comunidade com aproximadamente 150 famílias, que desenvolvem atividades de plantio, produção de farinha, entre outras que fazem parte do cotidiano da região. Conversa sobre rotinas, informes locais (ano eleitoral, dezembro, para designar representantes legais da comunidade, propostas e melhorias), realizada na residência de seu Zeca (morador local), no Telecentro chegou apenas o data show, não tem conexão, mesas, computadores e espaço destinado à instalação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guajará Miri:''' Comunidade tem em torno de 120 famílias,realizam atividades de manejo, plantio e produção, mas acabam por se limitar no processo de desenvolvimento do próprio espaço, através de projetos, parcerias e novos investimentos, decorrente dos interesses políticos e econômicos predominantes na região, empresários, gabinetes, prefeituras, tem retido o fluxo de investimentos predestinados à melhoria e crescimento das comunidades. Isso reflete na questão sócio econômica e ambiental da região, como o mal uso da terra (extração de areia) e suas propriedades, ocasionando o desequilíbrio ecológico, desobstrução/erosão do solo e a não produtividades e preservação da flora extensa e rica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Telecentro na Escola de Ensino Fundamental Stª Marta, recebeu as mesas, 11 computadores, data show, mas não tem antena, conexão, a sala destinada para instalação não tem estrutura elétrica (fiação de modo geral). A conversa teve a participação e colaboração de Valdinei (Pedra), representante da comunidade e atuante do Projeto Ijé Ofé, Marco Antônio (cabeludo), vice-presidente da Associação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A instalação dos telecentros não foi efetivada, pois em Itancoã não chegou maquinário, apenas data show e, em Guajará Miri o espaço reservado na escola não tem estrutura. Foram feitos registros de fotos e vídeos (Guine e Reginaldo-Dj.RG), entrevistas com os representantes sobre a realidade dos telecentros locais. As comunidades quilombolas reconhecem as suas necessidadees, limitações, e mesmo com as problemáticas existentes a resistência e trabalho persistem, pois as ações tem continuidade, seja nas escolas, nas associações e com os próprios moradores.&lt;br /&gt;
Os telecentros são importantes para a comunicação entre as comunidades, para o crescimento e projetos de ensino nas escolas, para a integração e envolvimento de jovens e adultos, no intuito de fortalecer os interesses (cultura, identidade, valores) e o comprometimento com a comunidade, atribuindo o que se tem de direito que vai muito além da terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como encaminhamento, os representantes Pedra e Marcos, providenciarão um profissional eletrecista para fazer um orçamento e ajustes necessários, no espaço que foi destinado para a instalação do Telecentro, à parti disso comunicar (agendar) a Rede para uma nova visita, contactar um correio mais próximo e ver as possibilidades de entrega/endereço, para receber antena ou qualquer outro maquinário que for preciso ser entregue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Material produzido: relatoria (Suhellen) , áudio, vídeo e imagens (Reginaldo (RG) e Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Vídeos: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- docs/relatos com os reprentantes, Pedra e Marco. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2- Cantiga com D.Ana Faustina &amp;quot;Ama do Boi&amp;quot; (representante da secretaria de cultura da região),bumba boi batuques e jogos. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3- relatos da trajetória da viagem (Suh, RG, Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Contatos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Valdinei (Pedra); 9249-5913 (vivo) e 8164-2455 (tim)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Marco Antônio T.Galiza (Cabeludo): 9224-2249 (vivo)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Seminário: Educação Escolar Quilombola – realizado nos dias 12 e 13 de dezembro de 2013, na CNBB/Regional Norte 2, Belém/PA ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Dia: 12/12/2013'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Início:'''&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/RODAS DE CONVERSA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA"/>
				<updated>2014-02-16T15:32:27Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=='''III CONEPPIR-PARÁ'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''III-Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de um convite feito pela coordenação da SEPPIR-PA, desde o inicio de junho através de reuniões preparatórias,a Casa Preta está no processo de construção da III CONEPPIR-PARÀ. Juntamente com outras pessoas e entidades sobre coordenação da SEPPIR-PARÁ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa Preta está participando de 02 comissões a principio. A comissão de Comunicação e a Comissão de Articulação/Mobilização. &lt;br /&gt;
As reuniões e os informes estão sendo publicados aqui: http://3coneppirpara.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita ao Quilombo do Cravo em Concórdia do Pará'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 12 e 13 /07/2013&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sandro Albuquerque é morador da comunidade do Campo Verde que fica em Concórdia do Pará e ele é vice-presidente da ARQUINE. A Administração de Concórdia tem interesse em fortalecer os trabalhos das comunidades quilombolas da região e através do Secretário de Planejamento '''Sr. Edvaldo''' agendamos uma visita que ocorreu no ultimo dia 12 de Julho. Tratou-se de uma agenda entre SEPPIR-PARÁ e CASA PRETA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegando no município, Sandro nos recebeu e logo após o almoço conversamos com o Sr. Edivaldo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São 4 grandes comunidades quilombolas e algumas pequenas que estão ao redor de cada uma dessas quatro. Não são todas, mas algumas delas estão na Rede Mocambos e já participaram de algumas atividades. Parte dessa comunicação com as comunidades foram feitas através do irmão Guinê e da Maria Malcher.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
01 Comunidade Santo Antônio-Curuperé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
02 Comunidade Garapé Dona&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03 Comunidade Campo Verde-Ipanema( Comunidade que possui um Telecentro-BR, Antena GESAC, mas não possui internet, antenas que foi instalada na comunidade do cravo, foi retirada de lá e colocada no lugar certo porém ainda não possui internet)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
04 Comunidade do Cravo (km35, km37, Km40, Castanhalzinho)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em Concórdia existe um departamento que cuida dos assuntos étnico-racial do município. &lt;br /&gt;
A sugestão que Byany da SEPPIR-PA deu ao Secretário que é transforme o departamento em uma secretaria e ai poderá haver recursos que podem fortalecer as ações da secretaria. Enquanto Rede Mocambos, fizemos uma breve apresentação da rede e sua forma de atuação nesses últimos 10 anos. A fim de colaborar ainda mais nesse processo de construção de uma possível secretaria com assuntos étnico-racial, fomos convidados a participar da 1º Sessão do PPA (Plano Plurianual) de Concórdia que iria acontecer no dia seguinte no Quilombo do Cravo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Encaminhamentos''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- O Prefeito e o Secretário de Planejamento de Concórdia do Pará vão solicitar uma audiência com o Secretario de Justiça na SEJUDH e encaminhar uma solicitação de mudança para secretaria ao invés de departamento para assuntos étnico-raciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Construção e apresentação de uma proposta de projeto com foco na formação continuada da Rede Mocambos. Um projeto que seja feito em parceria com a SEPPIR-PA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contato'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*SEPLAN- Secretaria do Panejamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9194.4917: Sr. Edivaldo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9105.4410: Adalberto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seplan.cp@gmail.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sandro Albuquerque (ARQUINE- Comunidade Campo Verde)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-92969904&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-93253732&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Reunião no Conselho Municipal do Negro e Negra-CMNN'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 18/07/2013&lt;br /&gt;
Relatora: Nega Suh (Coletivo Casa Preta)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Pessoas presentes: Byane Sanches, Paixão, Mãe Beth, Don Perna, Sarah Neves, Suhellen (Nega Suh), Gregory&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Propostas e Planejamentos “Pós Conferências”: projetos, secretaria e conselhos, no intuito de direcionar ações e desenvolver o desdobramento de material engavetado (queixas, denúncias).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory: Projeto de construção de uma cartilha do idoso/negro, através de um questionário para a sociedade civil, na questão de direitos. Com o objetivo e organizar um banco de dados, para informar e conscientizar essa sociedade. Tendo o apoio de parceiros como: OAB, UNEGRO, SEMAJ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Don Perna: Criar um site p/ o conselho, para que se possa compartilhar informações (docs, vídeos, fotos). A partir da proposta da construção de uma cartilha, promover uma campanha para divulgar, comunicar, publicar essa cartilha, e através desse recurso tecnológico criar uma cartilha online (disponível para download). Utilizando da ferramenta do creative cromos para questões de direitos autorais livres. Proposta de compra de uma máquina fotográfica para uso do conselho, no intuito de ter registro próprio das ações/atividades desenvolvidas e que devem ser documentadas, tendo o rosto e personalidade da comunidade envolvida nas publicações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Byane: Sugere que o lançamento da cartilha seja um projeto para novembro, afim de obter recursos para a impressão e distribuição de material, organizar um plano de mídia para a campanha que for compartilhada. Rever/replanejar o calendário da educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Paixão: Elaborar projetos para a juventude, com o objetivo de combate ao extermínio, racismo, viabilizando educação e saúde. Vai disponibilizar projetos já feitos e compartilhar por e-mail essas informações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Encaminhamentos:&lt;br /&gt;
1- Obter o mapeamento da juventude (em especial juventude negra), através do Idesp ou IBGE.&lt;br /&gt;
2- Mobilizar a participação de griôs negros e negras, para as rodas de conversa e troca de saberes.&lt;br /&gt;
3- Reunião das Propostas e Projetos em questão à serem planejados depois da Conferência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Contato:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory (Presidente do Conselho do Idoso e conselheiro do Conselho do Negro)&lt;br /&gt;
Fone: 9965-4563 (Oi)&lt;br /&gt;
E-mail: gregorysanches@yahoo.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA'''==&lt;br /&gt;
Dia 12/11/2013 &lt;br /&gt;
* Visita nas comunidades com o objetivo de instalar/verificar os Telecentros, quais os materiais e maquinários entregues, disponibilidade de conexão, estrutura e espaço como salas, escola, associação, e a relação da comunidade com a tecnologia e comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Itancoã:''' Comunidade com aproximadamente 150 famílias, que desenvolvem atividades de plantio, produção de farinha, entre outras que fazem parte do cotidiano da região. Conversa sobre rotinas, informes locais (ano eleitoral, dezembro, para designar representantes legais da comunidade, propostas e melhorias), realizada na residência de seu Zeca (morador local), no Telecentro chegou apenas o data show, não tem conexão, mesas, computadores e espaço destinado à instalação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guajará Miri:''' Comunidade tem em torno de 120 famílias,realizam atividades de manejo, plantio e produção, mas acabam por se limitar no processo de desenvolvimento do próprio espaço, através de projetos, parcerias e novos investimentos, decorrente dos interesses políticos e econômicos predominantes na região, empresários, gabinetes, prefeituras, tem retido o fluxo de investimentos predestinados à melhoria e crescimento das comunidades. Isso reflete na questão sócio econômica e ambiental da região, como o mal uso da terra (extração de areia) e suas propriedades, ocasionando o desequilíbrio ecológico, desobstrução/erosão do solo e a não produtividades e preservação da flora extensa e rica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Telecentro na Escola de Ensino Fundamental Stª Marta, recebeu as mesas, 11 computadores, data show, mas não tem antena, conexão, a sala destinada para instalação não tem estrutura elétrica (fiação de modo geral). A conversa teve a participação e colaboração de Valdinei (Pedra), representante da comunidade e atuante do Projeto Ijé Ofé, Marco Antônio (cabeludo), vice-presidente da Associação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A instalação dos telecentros não foi efetivada, pois em Itancoã não chegou maquinário, apenas data show e, em Guajará Miri o espaço reservado na escola não tem estrutura. Foram feitos registros de fotos e vídeos (Guine e Reginaldo-Dj.RG), entrevistas com os representantes sobre a realidade dos telecentros locais. As comunidades quilombolas reconhecem as suas necessidadees, limitações, e mesmo com as problemáticas existentes a resistência e trabalho persistem, pois as ações tem continuidade, seja nas escolas, nas associações e com os próprios moradores.&lt;br /&gt;
Os telecentros são importantes para a comunicação entre as comunidades, para o crescimento e projetos de ensino nas escolas, para a integração e envolvimento de jovens e adultos, no intuito de fortalecer os interesses (cultura, identidade, valores) e o comprometimento com a comunidade, atribuindo o que se tem de direito que vai muito além da terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como encaminhamento, os representantes Pedra e Marcos, providenciarão um profissional eletrecista para fazer um orçamento e ajustes necessários, no espaço que foi destinado para a instalação do Telecentro, à parti disso comunicar (agendar) a Rede para uma nova visita, contactar um correio mais próximo e ver as possibilidades de entrega/endereço, para receber antena ou qualquer outro maquinário que for preciso ser entregue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Material produzido: relatoria (Suhellen) , áudio, vídeo e imagens (Reginaldo (RG) e Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Vídeos: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- docs/relatos com os reprentantes, Pedra e Marco. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2- Cantiga com D.Ana Faustina &amp;quot;Ama do Boi&amp;quot; (representante da secretaria de cultura da região),bumba boi batuques e jogos. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3- relatos da trajetória da viagem (Suh, RG, Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Contatos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Valdinei (Pedra); 9249-5913 (vivo) e 8164-2455 (tim)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Marco Antônio T.Galiza (Cabeludo): 9224-2249 (vivo)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Seminário: Educação Escolar Quilombola – realizado nos dias 12 e 13 de dezembro de 2013, na CNBB/Regional Norte 2, Belém/PA ==&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/RODAS DE CONVERSA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA"/>
				<updated>2013-12-08T16:32:19Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=='''III CONEPPIR-PARÁ'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''III-Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de um convite feito pela coordenação da SEPPIR-PA, desde o inicio de junho através de reuniões preparatórias,a Casa Preta está no processo de construção da III CONEPPIR-PARÀ. Juntamente com outras pessoas e entidades sobre coordenação da SEPPIR-PARÁ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa Preta está participando de 02 comissões a principio. A comissão de Comunicação e a Comissão de Articulação/Mobilização. &lt;br /&gt;
As reuniões e os informes estão sendo publicados aqui: http://3coneppirpara.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita ao Quilombo do Cravo em Concórdia do Pará'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 12 e 13 /07/2013&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sandro Albuquerque é morador da comunidade do Campo Verde que fica em Concórdia do Pará e ele é vice-presidente da ARQUINE. A Administração de Concórdia tem interesse em fortalecer os trabalhos das comunidades quilombolas da região e através do Secretário de Planejamento '''Sr. Edvaldo''' agendamos uma visita que ocorreu no ultimo dia 12 de Julho. Tratou-se de uma agenda entre SEPPIR-PARÁ e CASA PRETA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegando no município, Sandro nos recebeu e logo após o almoço conversamos com o Sr. Edivaldo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São 4 grandes comunidades quilombolas e algumas pequenas que estão ao redor de cada uma dessas quatro. Não são todas, mas algumas delas estão na Rede Mocambos e já participaram de algumas atividades. Parte dessa comunicação com as comunidades foram feitas através do irmão Guinê e da Maria Malcher.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
01 Comunidade Santo Antônio-Curuperé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
02 Comunidade Garapé Dona&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03 Comunidade Campo Verde-Ipanema( Comunidade que possui um Telecentro-BR, Antena GESAC, mas não possui internet, antenas que foi instalada na comunidade do cravo, foi retirada de lá e colocada no lugar certo porém ainda não possui internet)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
04 Comunidade do Cravo (km35, km37, Km40, Castanhalzinho)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em Concórdia existe um departamento que cuida dos assuntos étnico-racial do município. &lt;br /&gt;
A sugestão que Byany da SEPPIR-PA deu ao Secretário que é transforme o departamento em uma secretaria e ai poderá haver recursos que podem fortalecer as ações da secretaria. Enquanto Rede Mocambos, fizemos uma breve apresentação da rede e sua forma de atuação nesses últimos 10 anos. A fim de colaborar ainda mais nesse processo de construção de uma possível secretaria com assuntos étnico-racial, fomos convidados a participar da 1º Sessão do PPA (Plano Plurianual) de Concórdia que iria acontecer no dia seguinte no Quilombo do Cravo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Encaminhamentos''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- O Prefeito e o Secretário de Planejamento de Concórdia do Pará vão solicitar uma audiência com o Secretario de Justiça na SEJUDH e encaminhar uma solicitação de mudança para secretaria ao invés de departamento para assuntos étnico-raciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Construção e apresentação de uma proposta de projeto com foco na formação continuada da Rede Mocambos. Um projeto que seja feito em parceria com a SEPPIR-PA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contato'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*SEPLAN- Secretaria do Panejamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9194.4917: Sr. Edivaldo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9105.4410: Adalberto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seplan.cp@gmail.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sandro Albuquerque (ARQUINE- Comunidade Campo Verde)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-92969904&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-93253732&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Reunião no Conselho Municipal do Negro e Negra-CMNN'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 18/07/2013&lt;br /&gt;
Relatora: Nega Suh (Coletivo Casa Preta)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Pessoas presentes: Byane Sanches, Paixão, Mãe Beth, Don Perna, Sarah Neves, Suhellen (Nega Suh), Gregory&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Propostas e Planejamentos “Pós Conferências”: projetos, secretaria e conselhos, no intuito de direcionar ações e desenvolver o desdobramento de material engavetado (queixas, denúncias).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory: Projeto de construção de uma cartilha do idoso/negro, através de um questionário para a sociedade civil, na questão de direitos. Com o objetivo e organizar um banco de dados, para informar e conscientizar essa sociedade. Tendo o apoio de parceiros como: OAB, UNEGRO, SEMAJ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Don Perna: Criar um site p/ o conselho, para que se possa compartilhar informações (docs, vídeos, fotos). A partir da proposta da construção de uma cartilha, promover uma campanha para divulgar, comunicar, publicar essa cartilha, e através desse recurso tecnológico criar uma cartilha online (disponível para download). Utilizando da ferramenta do creative cromos para questões de direitos autorais livres. Proposta de compra de uma máquina fotográfica para uso do conselho, no intuito de ter registro próprio das ações/atividades desenvolvidas e que devem ser documentadas, tendo o rosto e personalidade da comunidade envolvida nas publicações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Byane: Sugere que o lançamento da cartilha seja um projeto para novembro, afim de obter recursos para a impressão e distribuição de material, organizar um plano de mídia para a campanha que for compartilhada. Rever/replanejar o calendário da educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Paixão: Elaborar projetos para a juventude, com o objetivo de combate ao extermínio, racismo, viabilizando educação e saúde. Vai disponibilizar projetos já feitos e compartilhar por e-mail essas informações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Encaminhamentos:&lt;br /&gt;
1- Obter o mapeamento da juventude (em especial juventude negra), através do Idesp ou IBGE.&lt;br /&gt;
2- Mobilizar a participação de griôs negros e negras, para as rodas de conversa e troca de saberes.&lt;br /&gt;
3- Reunião das Propostas e Projetos em questão à serem planejados depois da Conferência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Contato:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory (Presidente do Conselho do Idoso e conselheiro do Conselho do Negro)&lt;br /&gt;
Fone: 9965-4563 (Oi)&lt;br /&gt;
E-mail: gregorysanches@yahoo.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA'''==&lt;br /&gt;
Dia 12/11/2013 &lt;br /&gt;
* Visita nas comunidades com o objetivo de instalar/verificar os Telecentros, quais os materiais e maquinários entregues, disponibilidade de conexão, estrutura e espaço como salas, escola, associação, e a relação da comunidade com a tecnologia e comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Itancoã:''' Comunidade com aproximadamente 150 famílias, que desenvolvem atividades de plantio, produção de farinha, entre outras que fazem parte do cotidiano da região. Conversa sobre rotinas, informes locais (ano eleitoral, dezembro, para designar representantes legais da comunidade, propostas e melhorias), realizada na residência de seu Zeca (morador local), no Telecentro chegou apenas o data show, não tem conexão, mesas, computadores e espaço destinado à instalação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guajará Miri:''' Comunidade tem em torno de 120 famílias,realizam atividades de manejo, plantio e produção, mas acabam por se limitar no processo de desenvolvimento do próprio espaço, através de projetos, parcerias e novos investimentos, decorrente dos interesses políticos e econômicos predominantes na região, empresários, gabinetes, prefeituras, tem retido o fluxo de investimentos predestinados à melhoria e crescimento das comunidades. Isso reflete na questão sócio econômica e ambiental da região, como o mal uso da terra (extração de areia) e suas propriedades, ocasionando o desequilíbrio ecológico, desobstrução/erosão do solo e a não produtividades e preservação da flora extensa e rica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Telecentro na Escola de Ensino Fundamental Stª Marta, recebeu as mesas, 11 computadores, data show, mas não tem antena, conexão, a sala destinada para instalação não tem estrutura elétrica (fiação de modo geral). A conversa teve a participação e colaboração de Valdinei (Pedra), representante da comunidade e atuante do Projeto Ijé Ofé, Marco Antônio (cabeludo), vice-presidente da Associação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A instalação dos telecentros não foi efetivada, pois em Itancoã não chegou maquinário, apenas data show e, em Guajará Miri o espaço reservado na escola não tem estrutura. Foram feitos registros de fotos e vídeos (Guine e Reginaldo-Dj.RG), entrevistas com os representantes sobre a realidade dos telecentros locais. As comunidades quilombolas reconhecem as suas necessidadees, limitações, e mesmo com as problemáticas existentes a resistência e trabalho persistem, pois as ações tem continuidade, seja nas escolas, nas associações e com os próprios moradores.&lt;br /&gt;
Os telecentros são importantes para a comunicação entre as comunidades, para o crescimento e projetos de ensino nas escolas, para a integração e envolvimento de jovens e adultos, no intuito de fortalecer os interesses (cultura, identidade, valores) e o comprometimento com a comunidade, atribuindo o que se tem de direito que vai muito além da terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como encaminhamento, os representantes Pedra e Marcos, providenciarão um profissional eletrecista para fazer um orçamento e ajustes necessários, no espaço que foi destinado para a instalação do Telecentro, à parti disso comunicar (agendar) a Rede para uma nova visita, contactar um correio mais próximo e ver as possibilidades de entrega/endereço, para receber antena ou qualquer outro maquinário que for preciso ser entregue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Material produzido: relatoria (Suhellen) , áudio, vídeo e imagens (Reginaldo (RG) e Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Vídeos: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- docs/relatos com os reprentantes, Pedra e Marco. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2- Cantiga com D.Ana Faustina &amp;quot;Ama do Boi&amp;quot; (representante da secretaria de cultura da região),bumba boi batuques e jogos. (Guajará Miri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3- relatos da trajetória da viagem (Suh, RG, Guine)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Contatos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Valdinei (Pedra); 9249-5913 (vivo) e 8164-2455 (tim)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Marco Antônio T.Galiza (Cabeludo): 9224-2249 (vivo)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/RODAS DE CONVERSA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA"/>
				<updated>2013-12-08T16:17:04Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=='''III CONEPPIR-PARÁ'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''III-Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de um convite feito pela coordenação da SEPPIR-PA, desde o inicio de junho através de reuniões preparatórias,a Casa Preta está no processo de construção da III CONEPPIR-PARÀ. Juntamente com outras pessoas e entidades sobre coordenação da SEPPIR-PARÁ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa Preta está participando de 02 comissões a principio. A comissão de Comunicação e a Comissão de Articulação/Mobilização. &lt;br /&gt;
As reuniões e os informes estão sendo publicados aqui: http://3coneppirpara.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita ao Quilombo do Cravo em Concórdia do Pará'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 12 e 13 /07/2013&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sandro Albuquerque é morador da comunidade do Campo Verde que fica em Concórdia do Pará e ele é vice-presidente da ARQUINE. A Administração de Concórdia tem interesse em fortalecer os trabalhos das comunidades quilombolas da região e através do Secretário de Planejamento '''Sr. Edvaldo''' agendamos uma visita que ocorreu no ultimo dia 12 de Julho. Tratou-se de uma agenda entre SEPPIR-PARÁ e CASA PRETA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegando no município, Sandro nos recebeu e logo após o almoço conversamos com o Sr. Edivaldo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São 4 grandes comunidades quilombolas e algumas pequenas que estão ao redor de cada uma dessas quatro. Não são todas, mas algumas delas estão na Rede Mocambos e já participaram de algumas atividades. Parte dessa comunicação com as comunidades foram feitas através do irmão Guinê e da Maria Malcher.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
01 Comunidade Santo Antônio-Curuperé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
02 Comunidade Garapé Dona&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03 Comunidade Campo Verde-Ipanema( Comunidade que possui um Telecentro-BR, Antena GESAC, mas não possui internet, antenas que foi instalada na comunidade do cravo, foi retirada de lá e colocada no lugar certo porém ainda não possui internet)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
04 Comunidade do Cravo (km35, km37, Km40, Castanhalzinho)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em Concórdia existe um departamento que cuida dos assuntos étnico-racial do município. &lt;br /&gt;
A sugestão que Byany da SEPPIR-PA deu ao Secretário que é transforme o departamento em uma secretaria e ai poderá haver recursos que podem fortalecer as ações da secretaria. Enquanto Rede Mocambos, fizemos uma breve apresentação da rede e sua forma de atuação nesses últimos 10 anos. A fim de colaborar ainda mais nesse processo de construção de uma possível secretaria com assuntos étnico-racial, fomos convidados a participar da 1º Sessão do PPA (Plano Plurianual) de Concórdia que iria acontecer no dia seguinte no Quilombo do Cravo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Encaminhamentos''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- O Prefeito e o Secretário de Planejamento de Concórdia do Pará vão solicitar uma audiência com o Secretario de Justiça na SEJUDH e encaminhar uma solicitação de mudança para secretaria ao invés de departamento para assuntos étnico-raciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Construção e apresentação de uma proposta de projeto com foco na formação continuada da Rede Mocambos. Um projeto que seja feito em parceria com a SEPPIR-PA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contato'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*SEPLAN- Secretaria do Panejamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9194.4917: Sr. Edivaldo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9105.4410: Adalberto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seplan.cp@gmail.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sandro Albuquerque (ARQUINE- Comunidade Campo Verde)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-92969904&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-93253732&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Reunião no Conselho Municipal do Negro e Negra-CMNN'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 18/07/2013&lt;br /&gt;
Relatora: Nega Suh (Coletivo Casa Preta)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Pessoas presentes: Byane Sanches, Paixão, Mãe Beth, Don Perna, Sarah Neves, Suhellen (Nega Suh), Gregory&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Propostas e Planejamentos “Pós Conferências”: projetos, secretaria e conselhos, no intuito de direcionar ações e desenvolver o desdobramento de material engavetado (queixas, denúncias).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory: Projeto de construção de uma cartilha do idoso/negro, através de um questionário para a sociedade civil, na questão de direitos. Com o objetivo e organizar um banco de dados, para informar e conscientizar essa sociedade. Tendo o apoio de parceiros como: OAB, UNEGRO, SEMAJ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Don Perna: Criar um site p/ o conselho, para que se possa compartilhar informações (docs, vídeos, fotos). A partir da proposta da construção de uma cartilha, promover uma campanha para divulgar, comunicar, publicar essa cartilha, e através desse recurso tecnológico criar uma cartilha online (disponível para download). Utilizando da ferramenta do creative cromos para questões de direitos autorais livres. Proposta de compra de uma máquina fotográfica para uso do conselho, no intuito de ter registro próprio das ações/atividades desenvolvidas e que devem ser documentadas, tendo o rosto e personalidade da comunidade envolvida nas publicações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Byane: Sugere que o lançamento da cartilha seja um projeto para novembro, afim de obter recursos para a impressão e distribuição de material, organizar um plano de mídia para a campanha que for compartilhada. Rever/replanejar o calendário da educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Paixão: Elaborar projetos para a juventude, com o objetivo de combate ao extermínio, racismo, viabilizando educação e saúde. Vai disponibilizar projetos já feitos e compartilhar por e-mail essas informações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Encaminhamentos:&lt;br /&gt;
1- Obter o mapeamento da juventude (em especial juventude negra), através do Idesp ou IBGE.&lt;br /&gt;
2- Mobilizar a participação de griôs negros e negras, para as rodas de conversa e troca de saberes.&lt;br /&gt;
3- Reunião das Propostas e Projetos em questão à serem planejados depois da Conferência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Contato:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory (Presidente do Conselho do Idoso e conselheiro do Conselho do Negro)&lt;br /&gt;
Fone: 9965-4563 (Oi)&lt;br /&gt;
E-mail: gregorysanches@yahoo.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA'''==&lt;br /&gt;
Dia 12/11/2013 &lt;br /&gt;
* Visita nas comunidades com o objetivo de instalar/verificar os Telecentros, quais os materiais e maquinários entregues, disponibilidade de conexão, estrutura e espaço como salas, escola, associação, e a relação da comunidade com a tecnologia e comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Itancoã:''' Comunidade com aproximadamente 150 famílias, que desenvolvem atividades de plantio, produção de farinha, entre outras que fazem parte do cotidiano da região. Conversa sobre rotinas, informes locais (ano eleitoral, dezembro, para designar representantes legais da comunidade, propostas e melhorias), realizada na residência de seu Zeca (morador local), no Telecentro chegou apenas o data show, não tem conexão, mesas, computadores e espaço destinado à instalação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guajará Miri:''' Comunidade tem em torno de 120 famílias,realizam atividades de manejo, plantio e produção, mas acabam por se limitar no processo de desenvolvimento do próprio espaço, através de projetos, parcerias e novos investimentos, decorrente dos interesses políticos e econômicos predominantes na região, empresários, gabinetes, prefeituras, tem retido o fluxo de investimentos predestinados à melhoria e crescimento das comunidades. Isso reflete na questão sócio econômica e ambiental da região, como o mal uso da terra (extração de areia) e suas propriedades, ocasionando o desequilíbrio ecológico, desobstrução/erosão do solo e a não produtividades e preservação da flora extensa e rica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Telecentro na Escola de Ensino Fundamental Stª Marta, recebeu as mesas, 11 computadores, data show, mas não tem antena, conexão, a sala destinada para instalação não tem estrutura elétrica (fiação de modo geral). A conversa teve a participação e colaboração de Valdinei (Pedra), representante da comunidade e atuante do Projeto Ijé Ofé, Marco Antônio (cabeludo), vice-presidente da Associação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A instalação dos telecentros não foi efetivada, pois em Itancoã não chegou maquinário, apenas data show e, em Guajará Miri o espaço reservado na escola não tem estrutura. Foram feitos registros de fotos e vídeos (Guine e Reginaldo-Dj.RG), entrevistas com os representantes sobre a realidade dos telecentros locais. As comunidades quilombolas reconhecem as suas necessidadees, limitações, e mesmo com as problemáticas existentes a resistência e trabalho persistem, pois as ações tem continuidade, seja nas escolas, nas associações e com os próprios moradores.&lt;br /&gt;
Os telecentros são importantes para a comunicação entre as comunidades, para o crescimento e projetos de ensino nas escolas, para a integração e envolvimento de jovens e adultos, no intuito de fortalecer os interesses (cultura, identidade, valores) e o comprometimento com a comunidade, atribuindo o que se tem de direito que vai muito além da terra.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/RODAS DE CONVERSA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA"/>
				<updated>2013-11-24T02:20:54Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=='''III CONEPPIR-PARÁ'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''III-Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de um convite feito pela coordenação da SEPPIR-PA, desde o inicio de junho através de reuniões preparatórias,a Casa Preta está no processo de construção da III CONEPPIR-PARÀ. Juntamente com outras pessoas e entidades sobre coordenação da SEPPIR-PARÁ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa Preta está participando de 02 comissões a principio. A comissão de Comunicação e a Comissão de Articulação/Mobilização. &lt;br /&gt;
As reuniões e os informes estão sendo publicados aqui: http://3coneppirpara.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita ao Quilombo do Cravo em Concórdia do Pará'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 12 e 13 /07/2013&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sandro Albuquerque é morador da comunidade do Campo Verde que fica em Concórdia do Pará e ele é vice-presidente da ARQUINE. A Administração de Concórdia tem interesse em fortalecer os trabalhos das comunidades quilombolas da região e através do Secretário de Planejamento '''Sr. Edvaldo''' agendamos uma visita que ocorreu no ultimo dia 12 de Julho. Tratou-se de uma agenda entre SEPPIR-PARÁ e CASA PRETA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegando no município, Sandro nos recebeu e logo após o almoço conversamos com o Sr. Edivaldo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São 4 grandes comunidades quilombolas e algumas pequenas que estão ao redor de cada uma dessas quatro. Não são todas, mas algumas delas estão na Rede Mocambos e já participaram de algumas atividades. Parte dessa comunicação com as comunidades foram feitas através do irmão Guinê e da Maria Malcher.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
01 Comunidade Santo Antônio-Curuperé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
02 Comunidade Garapé Dona&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03 Comunidade Campo Verde-Ipanema( Comunidade que possui um Telecentro-BR, Antena GESAC, mas não possui internet, antenas que foi instalada na comunidade do cravo, foi retirada de lá e colocada no lugar certo porém ainda não possui internet)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
04 Comunidade do Cravo (km35, km37, Km40, Castanhalzinho)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em Concórdia existe um departamento que cuida dos assuntos étnico-racial do município. &lt;br /&gt;
A sugestão que Byany da SEPPIR-PA deu ao Secretário que é transforme o departamento em uma secretaria e ai poderá haver recursos que podem fortalecer as ações da secretaria. Enquanto Rede Mocambos, fizemos uma breve apresentação da rede e sua forma de atuação nesses últimos 10 anos. A fim de colaborar ainda mais nesse processo de construção de uma possível secretaria com assuntos étnico-racial, fomos convidados a participar da 1º Sessão do PPA (Plano Plurianual) de Concórdia que iria acontecer no dia seguinte no Quilombo do Cravo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Encaminhamentos''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- O Prefeito e o Secretário de Planejamento de Concórdia do Pará vão solicitar uma audiência com o Secretario de Justiça na SEJUDH e encaminhar uma solicitação de mudança para secretaria ao invés de departamento para assuntos étnico-raciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Construção e apresentação de uma proposta de projeto com foco na formação continuada da Rede Mocambos. Um projeto que seja feito em parceria com a SEPPIR-PA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contato'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*SEPLAN- Secretaria do Panejamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9194.4917: Sr. Edivaldo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9105.4410: Adalberto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seplan.cp@gmail.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sandro Albuquerque (ARQUINE- Comunidade Campo Verde)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-92969904&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-93253732&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Reunião no Conselho Municipal do Negro e Negra-CMNN'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 18/07/2013&lt;br /&gt;
Relatora: Nega Suh (Coletivo Casa Preta)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Pessoas presentes: Byane Sanches, Paixão, Mãe Beth, Don Perna, Sarah Neves, Suhellen (Nega Suh), Gregory&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Propostas e Planejamentos “Pós Conferências”: projetos, secretaria e conselhos, no intuito de direcionar ações e desenvolver o desdobramento de material engavetado (queixas, denúncias).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory: Projeto de construção de uma cartilha do idoso/negro, através de um questionário para a sociedade civil, na questão de direitos. Com o objetivo e organizar um banco de dados, para informar e conscientizar essa sociedade. Tendo o apoio de parceiros como: OAB, UNEGRO, SEMAJ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Don Perna: Criar um site p/ o conselho, para que se possa compartilhar informações (docs, vídeos, fotos). A partir da proposta da construção de uma cartilha, promover uma campanha para divulgar, comunicar, publicar essa cartilha, e através desse recurso tecnológico criar uma cartilha online (disponível para download). Utilizando da ferramenta do creative cromos para questões de direitos autorais livres. Proposta de compra de uma máquina fotográfica para uso do conselho, no intuito de ter registro próprio das ações/atividades desenvolvidas e que devem ser documentadas, tendo o rosto e personalidade da comunidade envolvida nas publicações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Byane: Sugere que o lançamento da cartilha seja um projeto para novembro, afim de obter recursos para a impressão e distribuição de material, organizar um plano de mídia para a campanha que for compartilhada. Rever/replanejar o calendário da educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Paixão: Elaborar projetos para a juventude, com o objetivo de combate ao extermínio, racismo, viabilizando educação e saúde. Vai disponibilizar projetos já feitos e compartilhar por e-mail essas informações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Encaminhamentos:&lt;br /&gt;
1- Obter o mapeamento da juventude (em especial juventude negra), através do Idesp ou IBGE.&lt;br /&gt;
2- Mobilizar a participação de griôs negros e negras, para as rodas de conversa e troca de saberes.&lt;br /&gt;
3- Reunião das Propostas e Projetos em questão à serem planejados depois da Conferência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Contato:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory (Presidente do Conselho do Idoso e conselheiro do Conselho do Negro)&lt;br /&gt;
Fone: 9965-4563 (Oi)&lt;br /&gt;
E-mail: gregorysanches@yahoo.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA'''==&lt;br /&gt;
Dia 12/11/2013 &lt;br /&gt;
* Visita nas comunidades com o objetivo de instalar/verificar os Telecentros, quais os materiais e maquinários entregues, disponibilidade de conexão, estrutura e espaço como salas, escola, associação, e a relação da comunidade com a tecnologia e comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Itancoã:''' Comunidade com aproximadamente 150 famílias, que desenvolvem atividades de plantio, produção de farinha, entre outras que fazem parte do cotidiano da região. Conversa sobre rotinas, informes locais, realizada na residência de seu Zeca (morador local), no Telecentro chegou apenas o data show, não tem conexão, mesas, computadores e espaço destinado à instalação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guajará Miri:''' Comunidade tem em torno de 120 famílias,realizam atividades de manejo, plantio e produção, mas acabam por se limitar no processo de desenvolvimento do próprio espaço, através de projetos, parcerias e novos investimentos, decorrente dos interesses políticos e econômicos predominantes na região, empresários, gabinetes, prefeituras, tem retido o fluxo de investimentos predestinados à melhoria e crescimento das comunidades. Isso reflete na questão sócio econômica e ambiental da região, como o mal uso da terra (extração de areia) e suas propriedades, ocasionando o desequilíbrio ecológico, desobstrução/erosão do solo e a não produtividades e preservação da flora extensa e rica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Telecentro na Escola de Ensino Fundamental Stª Marta, recebeu as mesas, 11 computadores, data show, mas não tem antena, conexão, a sala destinada para instalação não tem estrutura elétrica (fiação de modo geral). A conversa teve a participação e colaboração de Valdinei (Pedra), representante da comunidade e atuante do Projeto Ijé Ofé, Marco Antônio (cabeludo), vice-presidente da Associação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A instalação dos telecentros não foi efetivada, pois em Itancoã não chegou maquinário, apenas data show e, em Guajará Miri o espaço reservado na escola não tem estrutura. Foram feitos registros de fotos e vídeos (Guine e Reginaldo-Dj.RG), entrevistas com os representantes sobre a realidade dos telecentros locais. As comunidades quilombolas reconhecem as suas necessidadees, limitações, e mesmo com as problemáticas existentes a resistência e trabalho persistem, pois as ações tem continuidade, seja nas escolas, nas associações e com os próprios moradores.&lt;br /&gt;
Os telecentros são importantes para a comunicação entre as comunidades, para o crescimento e projetos de ensino nas escolas, para a integração e envolvimento de jovens e adultos, no intuito de fortalecer os interesses (cultura, identidade, valores) e o comprometimento com a comunidade, atribuindo o que se tem de direito que vai muito além da terra.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/RODAS DE CONVERSA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA"/>
				<updated>2013-11-24T02:09:18Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=='''III CONEPPIR-PARÁ'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''III-Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de um convite feito pela coordenação da SEPPIR-PA, desde o inicio de junho através de reuniões preparatórias,a Casa Preta está no processo de construção da III CONEPPIR-PARÀ. Juntamente com outras pessoas e entidades sobre coordenação da SEPPIR-PARÁ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa Preta está participando de 02 comissões a principio. A comissão de Comunicação e a Comissão de Articulação/Mobilização. &lt;br /&gt;
As reuniões e os informes estão sendo publicados aqui: http://3coneppirpara.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita ao Quilombo do Cravo em Concórdia do Pará'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 12 e 13 /07/2013&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sandro Albuquerque é morador da comunidade do Campo Verde que fica em Concórdia do Pará e ele é vice-presidente da ARQUINE. A Administração de Concórdia tem interesse em fortalecer os trabalhos das comunidades quilombolas da região e através do Secretário de Planejamento '''Sr. Edvaldo''' agendamos uma visita que ocorreu no ultimo dia 12 de Julho. Tratou-se de uma agenda entre SEPPIR-PARÁ e CASA PRETA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegando no município, Sandro nos recebeu e logo após o almoço conversamos com o Sr. Edivaldo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São 4 grandes comunidades quilombolas e algumas pequenas que estão ao redor de cada uma dessas quatro. Não são todas, mas algumas delas estão na Rede Mocambos e já participaram de algumas atividades. Parte dessa comunicação com as comunidades foram feitas através do irmão Guinê e da Maria Malcher.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
01 Comunidade Santo Antônio-Curuperé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
02 Comunidade Garapé Dona&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03 Comunidade Campo Verde-Ipanema( Comunidade que possui um Telecentro-BR, Antena GESAC, mas não possui internet, antenas que foi instalada na comunidade do cravo, foi retirada de lá e colocada no lugar certo porém ainda não possui internet)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
04 Comunidade do Cravo (km35, km37, Km40, Castanhalzinho)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em Concórdia existe um departamento que cuida dos assuntos étnico-racial do município. &lt;br /&gt;
A sugestão que Byany da SEPPIR-PA deu ao Secretário que é transforme o departamento em uma secretaria e ai poderá haver recursos que podem fortalecer as ações da secretaria. Enquanto Rede Mocambos, fizemos uma breve apresentação da rede e sua forma de atuação nesses últimos 10 anos. A fim de colaborar ainda mais nesse processo de construção de uma possível secretaria com assuntos étnico-racial, fomos convidados a participar da 1º Sessão do PPA (Plano Plurianual) de Concórdia que iria acontecer no dia seguinte no Quilombo do Cravo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Encaminhamentos''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- O Prefeito e o Secretário de Planejamento de Concórdia do Pará vão solicitar uma audiência com o Secretario de Justiça na SEJUDH e encaminhar uma solicitação de mudança para secretaria ao invés de departamento para assuntos étnico-raciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Construção e apresentação de uma proposta de projeto com foco na formação continuada da Rede Mocambos. Um projeto que seja feito em parceria com a SEPPIR-PA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contato'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*SEPLAN- Secretaria do Panejamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9194.4917: Sr. Edivaldo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9105.4410: Adalberto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seplan.cp@gmail.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sandro Albuquerque (ARQUINE- Comunidade Campo Verde)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-92969904&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-93253732&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Reunião no Conselho Municipal do Negro e Negra-CMNN'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 18/07/2013&lt;br /&gt;
Relatora: Nega Suh (Coletivo Casa Preta)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Pessoas presentes: Byane Sanches, Paixão, Mãe Beth, Don Perna, Sarah Neves, Suhellen (Nega Suh), Gregory&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Propostas e Planejamentos “Pós Conferências”: projetos, secretaria e conselhos, no intuito de direcionar ações e desenvolver o desdobramento de material engavetado (queixas, denúncias).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory: Projeto de construção de uma cartilha do idoso/negro, através de um questionário para a sociedade civil, na questão de direitos. Com o objetivo e organizar um banco de dados, para informar e conscientizar essa sociedade. Tendo o apoio de parceiros como: OAB, UNEGRO, SEMAJ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Don Perna: Criar um site p/ o conselho, para que se possa compartilhar informações (docs, vídeos, fotos). A partir da proposta da construção de uma cartilha, promover uma campanha para divulgar, comunicar, publicar essa cartilha, e através desse recurso tecnológico criar uma cartilha online (disponível para download). Utilizando da ferramenta do creative cromos para questões de direitos autorais livres. Proposta de compra de uma máquina fotográfica para uso do conselho, no intuito de ter registro próprio das ações/atividades desenvolvidas e que devem ser documentadas, tendo o rosto e personalidade da comunidade envolvida nas publicações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Byane: Sugere que o lançamento da cartilha seja um projeto para novembro, afim de obter recursos para a impressão e distribuição de material, organizar um plano de mídia para a campanha que for compartilhada. Rever/replanejar o calendário da educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Paixão: Elaborar projetos para a juventude, com o objetivo de combate ao extermínio, racismo, viabilizando educação e saúde. Vai disponibilizar projetos já feitos e compartilhar por e-mail essas informações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Encaminhamentos:&lt;br /&gt;
1- Obter o mapeamento da juventude (em especial juventude negra), através do Idesp ou IBGE.&lt;br /&gt;
2- Mobilizar a participação de griôs negros e negras, para as rodas de conversa e troca de saberes.&lt;br /&gt;
3- Reunião das Propostas e Projetos em questão à serem planejados depois da Conferência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Contato:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory (Presidente do Conselho do Idoso e conselheiro do Conselho do Negro)&lt;br /&gt;
Fone: 9965-4563 (Oi)&lt;br /&gt;
E-mail: gregorysanches@yahoo.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA'''==&lt;br /&gt;
Dia 12/11/2013 &lt;br /&gt;
* Visita nas comunidades com o objetivo de instalar/verificar os Telecentros, quais os materiais e maquinários entregues, disponibilidade de conexão, estrutura e espaço como salas, escola, associação, e a relação da comunidade com a tecnologia e comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Itancoã:''' Comunidade com aproximadamente 150 famílias, que desenvolvem atividades de plantio, produção de farinha, entre outras que fazem parte do cotidiano da região. Conversa sobre rotinas, informes locais, realizada na residência de seu Zeca, no Telecentro chegou apenas o data show, não tem conexão, mesas, computadores e espaço destinado à instalação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guajará Miri:''' Comunidade tem em torno de 120 famílias,realizam atividades de manejo, plantio e produção, mas acabam por se limitar no processo de desenvolvimento do próprio espaço, através de projetos, parcerias e novos investimentos, decorrente dos interesses políticos e econômicos predominantes na região, empresários, gabinetes, prefeituras, tem retido o fluxo de investimentos predestinados à melhoria e crescimento das comunidades. Isso reflete na questão sócio econômica e ambiental da região, como o mal uso da terra (extração de areia) e suas propriedades, ocasionando o desequilíbrio ecológico, desobstrução/erosão do solo e a não produtividades e preservação da flora extensa e rica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Telecentro na Escola de Ensino Fundamental Stª Marta, recebeu as mesas, 11 computadores, data show, mas não tem antena, conexão, a sala destinada para instalação não tem estrutura elétrica (fiação de modo geral). A conversa teve a participação e colaboração de Valdinei (Pedra), representante da comunidade e atuante do Projeto Ijé Ofé, Marco Antônio (cabeludo), vice-presidente da Associação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A instalação dos telecentros não foi efetivada, pois em Itancoã não chegou maquinário, apenas data show e, em Guajará Miri o espaço reservado na escola não tem estrutura. Foram feitos registros de fotos e vídeos (Guine e Reginaldo-Dj.RG), entrevistas com os representantes sobre a realidade dos telecentros locais,&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/RODAS DE CONVERSA</title>
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				<updated>2013-11-24T01:56:32Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=='''III CONEPPIR-PARÁ'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''III-Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de um convite feito pela coordenação da SEPPIR-PA, desde o inicio de junho através de reuniões preparatórias,a Casa Preta está no processo de construção da III CONEPPIR-PARÀ. Juntamente com outras pessoas e entidades sobre coordenação da SEPPIR-PARÁ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa Preta está participando de 02 comissões a principio. A comissão de Comunicação e a Comissão de Articulação/Mobilização. &lt;br /&gt;
As reuniões e os informes estão sendo publicados aqui: http://3coneppirpara.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita ao Quilombo do Cravo em Concórdia do Pará'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 12 e 13 /07/2013&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sandro Albuquerque é morador da comunidade do Campo Verde que fica em Concórdia do Pará e ele é vice-presidente da ARQUINE. A Administração de Concórdia tem interesse em fortalecer os trabalhos das comunidades quilombolas da região e através do Secretário de Planejamento '''Sr. Edvaldo''' agendamos uma visita que ocorreu no ultimo dia 12 de Julho. Tratou-se de uma agenda entre SEPPIR-PARÁ e CASA PRETA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegando no município, Sandro nos recebeu e logo após o almoço conversamos com o Sr. Edivaldo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São 4 grandes comunidades quilombolas e algumas pequenas que estão ao redor de cada uma dessas quatro. Não são todas, mas algumas delas estão na Rede Mocambos e já participaram de algumas atividades. Parte dessa comunicação com as comunidades foram feitas através do irmão Guinê e da Maria Malcher.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
01 Comunidade Santo Antônio-Curuperé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
02 Comunidade Garapé Dona&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03 Comunidade Campo Verde-Ipanema( Comunidade que possui um Telecentro-BR, Antena GESAC, mas não possui internet, antenas que foi instalada na comunidade do cravo, foi retirada de lá e colocada no lugar certo porém ainda não possui internet)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
04 Comunidade do Cravo (km35, km37, Km40, Castanhalzinho)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em Concórdia existe um departamento que cuida dos assuntos étnico-racial do município. &lt;br /&gt;
A sugestão que Byany da SEPPIR-PA deu ao Secretário que é transforme o departamento em uma secretaria e ai poderá haver recursos que podem fortalecer as ações da secretaria. Enquanto Rede Mocambos, fizemos uma breve apresentação da rede e sua forma de atuação nesses últimos 10 anos. A fim de colaborar ainda mais nesse processo de construção de uma possível secretaria com assuntos étnico-racial, fomos convidados a participar da 1º Sessão do PPA (Plano Plurianual) de Concórdia que iria acontecer no dia seguinte no Quilombo do Cravo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Encaminhamentos''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- O Prefeito e o Secretário de Planejamento de Concórdia do Pará vão solicitar uma audiência com o Secretario de Justiça na SEJUDH e encaminhar uma solicitação de mudança para secretaria ao invés de departamento para assuntos étnico-raciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Construção e apresentação de uma proposta de projeto com foco na formação continuada da Rede Mocambos. Um projeto que seja feito em parceria com a SEPPIR-PA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contato'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*SEPLAN- Secretaria do Panejamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9194.4917: Sr. Edivaldo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9105.4410: Adalberto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seplan.cp@gmail.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sandro Albuquerque (ARQUINE- Comunidade Campo Verde)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-92969904&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-93253732&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Reunião no Conselho Municipal do Negro e Negra-CMNN'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 18/07/2013&lt;br /&gt;
Relatora: Nega Suh (Coletivo Casa Preta)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Pessoas presentes: Byane Sanches, Paixão, Mãe Beth, Don Perna, Sarah Neves, Suhellen (Nega Suh), Gregory&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Propostas e Planejamentos “Pós Conferências”: projetos, secretaria e conselhos, no intuito de direcionar ações e desenvolver o desdobramento de material engavetado (queixas, denúncias).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory: Projeto de construção de uma cartilha do idoso/negro, através de um questionário para a sociedade civil, na questão de direitos. Com o objetivo e organizar um banco de dados, para informar e conscientizar essa sociedade. Tendo o apoio de parceiros como: OAB, UNEGRO, SEMAJ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Don Perna: Criar um site p/ o conselho, para que se possa compartilhar informações (docs, vídeos, fotos). A partir da proposta da construção de uma cartilha, promover uma campanha para divulgar, comunicar, publicar essa cartilha, e através desse recurso tecnológico criar uma cartilha online (disponível para download). Utilizando da ferramenta do creative cromos para questões de direitos autorais livres. Proposta de compra de uma máquina fotográfica para uso do conselho, no intuito de ter registro próprio das ações/atividades desenvolvidas e que devem ser documentadas, tendo o rosto e personalidade da comunidade envolvida nas publicações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Byane: Sugere que o lançamento da cartilha seja um projeto para novembro, afim de obter recursos para a impressão e distribuição de material, organizar um plano de mídia para a campanha que for compartilhada. Rever/replanejar o calendário da educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Paixão: Elaborar projetos para a juventude, com o objetivo de combate ao extermínio, racismo, viabilizando educação e saúde. Vai disponibilizar projetos já feitos e compartilhar por e-mail essas informações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Encaminhamentos:&lt;br /&gt;
1- Obter o mapeamento da juventude (em especial juventude negra), através do Idesp ou IBGE.&lt;br /&gt;
2- Mobilizar a participação de griôs negros e negras, para as rodas de conversa e troca de saberes.&lt;br /&gt;
3- Reunião das Propostas e Projetos em questão à serem planejados depois da Conferência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Contato:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory (Presidente do Conselho do Idoso e conselheiro do Conselho do Negro)&lt;br /&gt;
Fone: 9965-4563 (Oi)&lt;br /&gt;
E-mail: gregorysanches@yahoo.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA'''==&lt;br /&gt;
Dia 12/11/2013 &lt;br /&gt;
* Visita nas comunidades com o objetivo de instalar/verificar os Telecentros, quais os materiais e maquinários entregues, disponibilidade de conexão, estrutura e espaço como salas, escola, associação, e a relação da comunidade com a tecnologia e comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Itancoã:''' Comunidade com aproximadamente 150 famílias, que desenvolvem atividades de plantio, produção de farinha, entre outras que fazem parte do cotidiano da região. Conversa sobre rotinas, informes locais, realizada na residência de seu Zeca, no Telecentro chegou apenas o data show, não tem conexão, mesas, computadores e espaço destinado à instalação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guajará Miri:''' Comunidade tem em torno de 120 famílias, Telecentro na Escola de Ensino Fundamental Stª Marta, recebeu as mesas, 11 computadores, data show, mas não tem antena, conexão, a sala destinada para instalação não tem estrutura elétrica (fiação de modo geral). A conversa teve a participação e colaboração de Valdinei (Pedra), representante da comunidade e atuante do Projeto Ijé Ofé, Marco Antônio (cabeludo), vice-presidente da Associação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A instalação dos telecentros não foi efetivada, pois em Itancoã não chegou maquinário, apenas data show e, em Guajará Miri o espaço reservado na escola não tem estrutura. Foram feitos registros de fotos e vídeos (Guine e Reginaldo-Dj.RG), entrevistas com os representantes sobre a realidade dos telecentros locais,&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/RODAS DE CONVERSA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA"/>
				<updated>2013-11-24T01:51:42Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=='''III CONEPPIR-PARÁ'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''III-Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de um convite feito pela coordenação da SEPPIR-PA, desde o inicio de junho através de reuniões preparatórias,a Casa Preta está no processo de construção da III CONEPPIR-PARÀ. Juntamente com outras pessoas e entidades sobre coordenação da SEPPIR-PARÁ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa Preta está participando de 02 comissões a principio. A comissão de Comunicação e a Comissão de Articulação/Mobilização. &lt;br /&gt;
As reuniões e os informes estão sendo publicados aqui: http://3coneppirpara.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita ao Quilombo do Cravo em Concórdia do Pará'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 12 e 13 /07/2013&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sandro Albuquerque é morador da comunidade do Campo Verde que fica em Concórdia do Pará e ele é vice-presidente da ARQUINE. A Administração de Concórdia tem interesse em fortalecer os trabalhos das comunidades quilombolas da região e através do Secretário de Planejamento '''Sr. Edvaldo''' agendamos uma visita que ocorreu no ultimo dia 12 de Julho. Tratou-se de uma agenda entre SEPPIR-PARÁ e CASA PRETA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegando no município, Sandro nos recebeu e logo após o almoço conversamos com o Sr. Edivaldo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São 4 grandes comunidades quilombolas e algumas pequenas que estão ao redor de cada uma dessas quatro. Não são todas, mas algumas delas estão na Rede Mocambos e já participaram de algumas atividades. Parte dessa comunicação com as comunidades foram feitas através do irmão Guinê e da Maria Malcher.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
01 Comunidade Santo Antônio-Curuperé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
02 Comunidade Garapé Dona&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03 Comunidade Campo Verde-Ipanema( Comunidade que possui um Telecentro-BR, Antena GESAC, mas não possui internet, antenas que foi instalada na comunidade do cravo, foi retirada de lá e colocada no lugar certo porém ainda não possui internet)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
04 Comunidade do Cravo (km35, km37, Km40, Castanhalzinho)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em Concórdia existe um departamento que cuida dos assuntos étnico-racial do município. &lt;br /&gt;
A sugestão que Byany da SEPPIR-PA deu ao Secretário que é transforme o departamento em uma secretaria e ai poderá haver recursos que podem fortalecer as ações da secretaria. Enquanto Rede Mocambos, fizemos uma breve apresentação da rede e sua forma de atuação nesses últimos 10 anos. A fim de colaborar ainda mais nesse processo de construção de uma possível secretaria com assuntos étnico-racial, fomos convidados a participar da 1º Sessão do PPA (Plano Plurianual) de Concórdia que iria acontecer no dia seguinte no Quilombo do Cravo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Encaminhamentos''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- O Prefeito e o Secretário de Planejamento de Concórdia do Pará vão solicitar uma audiência com o Secretario de Justiça na SEJUDH e encaminhar uma solicitação de mudança para secretaria ao invés de departamento para assuntos étnico-raciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Construção e apresentação de uma proposta de projeto com foco na formação continuada da Rede Mocambos. Um projeto que seja feito em parceria com a SEPPIR-PA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contato'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*SEPLAN- Secretaria do Panejamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9194.4917: Sr. Edivaldo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9105.4410: Adalberto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seplan.cp@gmail.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sandro Albuquerque (ARQUINE- Comunidade Campo Verde)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-92969904&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-93253732&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Reunião no Conselho Municipal do Negro e Negra-CMNN'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 18/07/2013&lt;br /&gt;
Relatora: Nega Suh (Coletivo Casa Preta)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Pessoas presentes: Byane Sanches, Paixão, Mãe Beth, Don Perna, Sarah Neves, Suhellen (Nega Suh), Gregory&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Propostas e Planejamentos “Pós Conferências”: projetos, secretaria e conselhos, no intuito de direcionar ações e desenvolver o desdobramento de material engavetado (queixas, denúncias).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory: Projeto de construção de uma cartilha do idoso/negro, através de um questionário para a sociedade civil, na questão de direitos. Com o objetivo e organizar um banco de dados, para informar e conscientizar essa sociedade. Tendo o apoio de parceiros como: OAB, UNEGRO, SEMAJ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Don Perna: Criar um site p/ o conselho, para que se possa compartilhar informações (docs, vídeos, fotos). A partir da proposta da construção de uma cartilha, promover uma campanha para divulgar, comunicar, publicar essa cartilha, e através desse recurso tecnológico criar uma cartilha online (disponível para download). Utilizando da ferramenta do creative cromos para questões de direitos autorais livres. Proposta de compra de uma máquina fotográfica para uso do conselho, no intuito de ter registro próprio das ações/atividades desenvolvidas e que devem ser documentadas, tendo o rosto e personalidade da comunidade envolvida nas publicações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Byane: Sugere que o lançamento da cartilha seja um projeto para novembro, afim de obter recursos para a impressão e distribuição de material, organizar um plano de mídia para a campanha que for compartilhada. Rever/replanejar o calendário da educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Paixão: Elaborar projetos para a juventude, com o objetivo de combate ao extermínio, racismo, viabilizando educação e saúde. Vai disponibilizar projetos já feitos e compartilhar por e-mail essas informações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Encaminhamentos:&lt;br /&gt;
1- Obter o mapeamento da juventude (em especial juventude negra), através do Idesp ou IBGE.&lt;br /&gt;
2- Mobilizar a participação de griôs negros e negras, para as rodas de conversa e troca de saberes.&lt;br /&gt;
3- Reunião das Propostas e Projetos em questão à serem planejados depois da Conferência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Contato:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory (Presidente do Conselho do Idoso e conselheiro do Conselho do Negro)&lt;br /&gt;
Fone: 9965-4563 (Oi)&lt;br /&gt;
E-mail: gregorysanches@yahoo.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA'''==&lt;br /&gt;
Dia 12/11/2013 &lt;br /&gt;
* Visita nas comunidades com o objetivo de instalar/verificar os Telecentros, quais os materiais e maquinários entregues, disponibilidade de conexão, estrutura e espaço como salas, escola, associação, e a relação da comunidade com a tecnologia e comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Itancoã:''' Comunidade com aproximadamente 150 famílias, que desenvolvem atividades de plantio, produção de farinha, entre outras que fazem parte do cotidiano da região. Conversa sobre rotinas, informes locais, realizada na residência de seu Zeca, no Telecentro chegou apenas o data show, não tem conexão, mesas, computadores e espaço destinado à instalação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guajará Miri:''' Comunidade tem em torno de 120 famílias, Telecentro na Escola de Ensino Fundamental Stª Marta, recebeu as mesas, 11 computadores, data show, mas não tem antena, conexão, a sala destinada para instalação não tem estrutura elétrica (fiação de modo geral). A conversa teve a participação e colaboração de Valdinei (Pedra), representante da comunidade e atuante do Projeto Ijé Ofé, Marco Antônio (cabeludo), vice-presidente da Associação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A instalação dos telecentros não foi efetivada, pois em Itancoã não chegou maquinário, apenas data show e, em Guajará Miri o espaço reservado na escola não tem estrutura.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/RODAS DE CONVERSA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA"/>
				<updated>2013-11-24T01:35:44Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=='''III CONEPPIR-PARÁ'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''III-Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de um convite feito pela coordenação da SEPPIR-PA, desde o inicio de junho através de reuniões preparatórias,a Casa Preta está no processo de construção da III CONEPPIR-PARÀ. Juntamente com outras pessoas e entidades sobre coordenação da SEPPIR-PARÁ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa Preta está participando de 02 comissões a principio. A comissão de Comunicação e a Comissão de Articulação/Mobilização. &lt;br /&gt;
As reuniões e os informes estão sendo publicados aqui: http://3coneppirpara.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita ao Quilombo do Cravo em Concórdia do Pará'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 12 e 13 /07/2013&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sandro Albuquerque é morador da comunidade do Campo Verde que fica em Concórdia do Pará e ele é vice-presidente da ARQUINE. A Administração de Concórdia tem interesse em fortalecer os trabalhos das comunidades quilombolas da região e através do Secretário de Planejamento '''Sr. Edvaldo''' agendamos uma visita que ocorreu no ultimo dia 12 de Julho. Tratou-se de uma agenda entre SEPPIR-PARÁ e CASA PRETA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegando no município, Sandro nos recebeu e logo após o almoço conversamos com o Sr. Edivaldo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São 4 grandes comunidades quilombolas e algumas pequenas que estão ao redor de cada uma dessas quatro. Não são todas, mas algumas delas estão na Rede Mocambos e já participaram de algumas atividades. Parte dessa comunicação com as comunidades foram feitas através do irmão Guinê e da Maria Malcher.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
01 Comunidade Santo Antônio-Curuperé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
02 Comunidade Garapé Dona&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03 Comunidade Campo Verde-Ipanema( Comunidade que possui um Telecentro-BR, Antena GESAC, mas não possui internet, antenas que foi instalada na comunidade do cravo, foi retirada de lá e colocada no lugar certo porém ainda não possui internet)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
04 Comunidade do Cravo (km35, km37, Km40, Castanhalzinho)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em Concórdia existe um departamento que cuida dos assuntos étnico-racial do município. &lt;br /&gt;
A sugestão que Byany da SEPPIR-PA deu ao Secretário que é transforme o departamento em uma secretaria e ai poderá haver recursos que podem fortalecer as ações da secretaria. Enquanto Rede Mocambos, fizemos uma breve apresentação da rede e sua forma de atuação nesses últimos 10 anos. A fim de colaborar ainda mais nesse processo de construção de uma possível secretaria com assuntos étnico-racial, fomos convidados a participar da 1º Sessão do PPA (Plano Plurianual) de Concórdia que iria acontecer no dia seguinte no Quilombo do Cravo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Encaminhamentos''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- O Prefeito e o Secretário de Planejamento de Concórdia do Pará vão solicitar uma audiência com o Secretario de Justiça na SEJUDH e encaminhar uma solicitação de mudança para secretaria ao invés de departamento para assuntos étnico-raciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Construção e apresentação de uma proposta de projeto com foco na formação continuada da Rede Mocambos. Um projeto que seja feito em parceria com a SEPPIR-PA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contato'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*SEPLAN- Secretaria do Panejamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9194.4917: Sr. Edivaldo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9105.4410: Adalberto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seplan.cp@gmail.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sandro Albuquerque (ARQUINE- Comunidade Campo Verde)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-92969904&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-93253732&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Reunião no Conselho Municipal do Negro e Negra-CMNN'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 18/07/2013&lt;br /&gt;
Relatora: Nega Suh (Coletivo Casa Preta)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Pessoas presentes: Byane Sanches, Paixão, Mãe Beth, Don Perna, Sarah Neves, Suhellen (Nega Suh), Gregory&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Propostas e Planejamentos “Pós Conferências”: projetos, secretaria e conselhos, no intuito de direcionar ações e desenvolver o desdobramento de material engavetado (queixas, denúncias).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory: Projeto de construção de uma cartilha do idoso/negro, através de um questionário para a sociedade civil, na questão de direitos. Com o objetivo e organizar um banco de dados, para informar e conscientizar essa sociedade. Tendo o apoio de parceiros como: OAB, UNEGRO, SEMAJ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Don Perna: Criar um site p/ o conselho, para que se possa compartilhar informações (docs, vídeos, fotos). A partir da proposta da construção de uma cartilha, promover uma campanha para divulgar, comunicar, publicar essa cartilha, e através desse recurso tecnológico criar uma cartilha online (disponível para download). Utilizando da ferramenta do creative cromos para questões de direitos autorais livres. Proposta de compra de uma máquina fotográfica para uso do conselho, no intuito de ter registro próprio das ações/atividades desenvolvidas e que devem ser documentadas, tendo o rosto e personalidade da comunidade envolvida nas publicações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Byane: Sugere que o lançamento da cartilha seja um projeto para novembro, afim de obter recursos para a impressão e distribuição de material, organizar um plano de mídia para a campanha que for compartilhada. Rever/replanejar o calendário da educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Paixão: Elaborar projetos para a juventude, com o objetivo de combate ao extermínio, racismo, viabilizando educação e saúde. Vai disponibilizar projetos já feitos e compartilhar por e-mail essas informações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Encaminhamentos:&lt;br /&gt;
1- Obter o mapeamento da juventude (em especial juventude negra), através do Idesp ou IBGE.&lt;br /&gt;
2- Mobilizar a participação de griôs negros e negras, para as rodas de conversa e troca de saberes.&lt;br /&gt;
3- Reunião das Propostas e Projetos em questão à serem planejados depois da Conferência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Contato:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory (Presidente do Conselho do Idoso e conselheiro do Conselho do Negro)&lt;br /&gt;
Fone: 9965-4563 (Oi)&lt;br /&gt;
E-mail: gregorysanches@yahoo.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA'''==&lt;br /&gt;
Dia 12/11/2013 &lt;br /&gt;
* Visita nas comunidades com o objetivo de instalar/verificar os Telecentros, quais os materiais e maquinários entregues, disponibilidade de conexão, estrutura e espaço como salas, escola, associação, e a relação da comunidade com a tecnologia e comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Itancoã:''' Comunidade com aproximadamente 150 famílias, que desenvolvem atividades de plantio, produção de farinha, entre outras que fazem parte do cotidiano da região. Conversa sobre rotinas, informes locais, realizada na residência de seu Zeca, no Telecentro chegou apenas o data show, não tem conexão, mesas, computadores e espaço destinado à instalação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guajará Miri:''' Comunidade&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/RODAS DE CONVERSA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA"/>
				<updated>2013-11-24T01:33:59Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=='''III CONEPPIR-PARÁ'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''III-Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de um convite feito pela coordenação da SEPPIR-PA, desde o inicio de junho através de reuniões preparatórias,a Casa Preta está no processo de construção da III CONEPPIR-PARÀ. Juntamente com outras pessoas e entidades sobre coordenação da SEPPIR-PARÁ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa Preta está participando de 02 comissões a principio. A comissão de Comunicação e a Comissão de Articulação/Mobilização. &lt;br /&gt;
As reuniões e os informes estão sendo publicados aqui: http://3coneppirpara.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita ao Quilombo do Cravo em Concórdia do Pará'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 12 e 13 /07/2013&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sandro Albuquerque é morador da comunidade do Campo Verde que fica em Concórdia do Pará e ele é vice-presidente da ARQUINE. A Administração de Concórdia tem interesse em fortalecer os trabalhos das comunidades quilombolas da região e através do Secretário de Planejamento '''Sr. Edvaldo''' agendamos uma visita que ocorreu no ultimo dia 12 de Julho. Tratou-se de uma agenda entre SEPPIR-PARÁ e CASA PRETA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegando no município, Sandro nos recebeu e logo após o almoço conversamos com o Sr. Edivaldo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São 4 grandes comunidades quilombolas e algumas pequenas que estão ao redor de cada uma dessas quatro. Não são todas, mas algumas delas estão na Rede Mocambos e já participaram de algumas atividades. Parte dessa comunicação com as comunidades foram feitas através do irmão Guinê e da Maria Malcher.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
01 Comunidade Santo Antônio-Curuperé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
02 Comunidade Garapé Dona&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03 Comunidade Campo Verde-Ipanema( Comunidade que possui um Telecentro-BR, Antena GESAC, mas não possui internet, antenas que foi instalada na comunidade do cravo, foi retirada de lá e colocada no lugar certo porém ainda não possui internet)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
04 Comunidade do Cravo (km35, km37, Km40, Castanhalzinho)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em Concórdia existe um departamento que cuida dos assuntos étnico-racial do município. &lt;br /&gt;
A sugestão que Byany da SEPPIR-PA deu ao Secretário que é transforme o departamento em uma secretaria e ai poderá haver recursos que podem fortalecer as ações da secretaria. Enquanto Rede Mocambos, fizemos uma breve apresentação da rede e sua forma de atuação nesses últimos 10 anos. A fim de colaborar ainda mais nesse processo de construção de uma possível secretaria com assuntos étnico-racial, fomos convidados a participar da 1º Sessão do PPA (Plano Plurianual) de Concórdia que iria acontecer no dia seguinte no Quilombo do Cravo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Encaminhamentos''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- O Prefeito e o Secretário de Planejamento de Concórdia do Pará vão solicitar uma audiência com o Secretario de Justiça na SEJUDH e encaminhar uma solicitação de mudança para secretaria ao invés de departamento para assuntos étnico-raciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Construção e apresentação de uma proposta de projeto com foco na formação continuada da Rede Mocambos. Um projeto que seja feito em parceria com a SEPPIR-PA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contato'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*SEPLAN- Secretaria do Panejamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9194.4917: Sr. Edivaldo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9105.4410: Adalberto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seplan.cp@gmail.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sandro Albuquerque (ARQUINE- Comunidade Campo Verde)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-92969904&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-93253732&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Reunião no Conselho Municipal do Negro e Negra-CMNN'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 18/07/2013&lt;br /&gt;
Relatora: Nega Suh (Coletivo Casa Preta)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Pessoas presentes: Byane Sanches, Paixão, Mãe Beth, Don Perna, Sarah Neves, Suhellen (Nega Suh), Gregory&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Propostas e Planejamentos “Pós Conferências”: projetos, secretaria e conselhos, no intuito de direcionar ações e desenvolver o desdobramento de material engavetado (queixas, denúncias).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory: Projeto de construção de uma cartilha do idoso/negro, através de um questionário para a sociedade civil, na questão de direitos. Com o objetivo e organizar um banco de dados, para informar e conscientizar essa sociedade. Tendo o apoio de parceiros como: OAB, UNEGRO, SEMAJ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Don Perna: Criar um site p/ o conselho, para que se possa compartilhar informações (docs, vídeos, fotos). A partir da proposta da construção de uma cartilha, promover uma campanha para divulgar, comunicar, publicar essa cartilha, e através desse recurso tecnológico criar uma cartilha online (disponível para download). Utilizando da ferramenta do creative cromos para questões de direitos autorais livres. Proposta de compra de uma máquina fotográfica para uso do conselho, no intuito de ter registro próprio das ações/atividades desenvolvidas e que devem ser documentadas, tendo o rosto e personalidade da comunidade envolvida nas publicações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Byane: Sugere que o lançamento da cartilha seja um projeto para novembro, afim de obter recursos para a impressão e distribuição de material, organizar um plano de mídia para a campanha que for compartilhada. Rever/replanejar o calendário da educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Paixão: Elaborar projetos para a juventude, com o objetivo de combate ao extermínio, racismo, viabilizando educação e saúde. Vai disponibilizar projetos já feitos e compartilhar por e-mail essas informações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Encaminhamentos:&lt;br /&gt;
1- Obter o mapeamento da juventude (em especial juventude negra), através do Idesp ou IBGE.&lt;br /&gt;
2- Mobilizar a participação de griôs negros e negras, para as rodas de conversa e troca de saberes.&lt;br /&gt;
3- Reunião das Propostas e Projetos em questão à serem planejados depois da Conferência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Contato:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory (Presidente do Conselho do Idoso e conselheiro do Conselho do Negro)&lt;br /&gt;
Fone: 9965-4563 (Oi)&lt;br /&gt;
E-mail: gregorysanches@yahoo.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA'''==&lt;br /&gt;
Dia 12/11/2013 &lt;br /&gt;
* Visita nas comunidades com o objetivo de instalar/verificar os Telecentros, quais os materiais e maquinários entregues, disponibilidade de conexão, estrutura e espaço como salas, escola, associação, e a relação da comunidade com a tecnologia e comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Itancoã:''' Comunidade com aproximadamente 150 famílias, que desenvolvem atividades de plantio, produção de farinha eentre outras que fazem parte do cotidiano da região. Conversa sobre rotinas, informes locais, realizada na residência de seu Zeca. No Telecentro da comunidade chegou apenas o data show, não tem conexão, mesas, computadores e espaço destinado à instalação. A comunidade&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/RODAS DE CONVERSA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/RODAS_DE_CONVERSA"/>
				<updated>2013-11-24T01:18:14Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=='''III CONEPPIR-PARÁ'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''III-Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de um convite feito pela coordenação da SEPPIR-PA, desde o inicio de junho através de reuniões preparatórias,a Casa Preta está no processo de construção da III CONEPPIR-PARÀ. Juntamente com outras pessoas e entidades sobre coordenação da SEPPIR-PARÁ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa Preta está participando de 02 comissões a principio. A comissão de Comunicação e a Comissão de Articulação/Mobilização. &lt;br /&gt;
As reuniões e os informes estão sendo publicados aqui: http://3coneppirpara.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita ao Quilombo do Cravo em Concórdia do Pará'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 12 e 13 /07/2013&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sandro Albuquerque é morador da comunidade do Campo Verde que fica em Concórdia do Pará e ele é vice-presidente da ARQUINE. A Administração de Concórdia tem interesse em fortalecer os trabalhos das comunidades quilombolas da região e através do Secretário de Planejamento '''Sr. Edvaldo''' agendamos uma visita que ocorreu no ultimo dia 12 de Julho. Tratou-se de uma agenda entre SEPPIR-PARÁ e CASA PRETA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegando no município, Sandro nos recebeu e logo após o almoço conversamos com o Sr. Edivaldo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São 4 grandes comunidades quilombolas e algumas pequenas que estão ao redor de cada uma dessas quatro. Não são todas, mas algumas delas estão na Rede Mocambos e já participaram de algumas atividades. Parte dessa comunicação com as comunidades foram feitas através do irmão Guinê e da Maria Malcher.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
01 Comunidade Santo Antônio-Curuperé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
02 Comunidade Garapé Dona&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
03 Comunidade Campo Verde-Ipanema( Comunidade que possui um Telecentro-BR, Antena GESAC, mas não possui internet, antenas que foi instalada na comunidade do cravo, foi retirada de lá e colocada no lugar certo porém ainda não possui internet)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
04 Comunidade do Cravo (km35, km37, Km40, Castanhalzinho)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em Concórdia existe um departamento que cuida dos assuntos étnico-racial do município. &lt;br /&gt;
A sugestão que Byany da SEPPIR-PA deu ao Secretário que é transforme o departamento em uma secretaria e ai poderá haver recursos que podem fortalecer as ações da secretaria. Enquanto Rede Mocambos, fizemos uma breve apresentação da rede e sua forma de atuação nesses últimos 10 anos. A fim de colaborar ainda mais nesse processo de construção de uma possível secretaria com assuntos étnico-racial, fomos convidados a participar da 1º Sessão do PPA (Plano Plurianual) de Concórdia que iria acontecer no dia seguinte no Quilombo do Cravo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Encaminhamentos''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- O Prefeito e o Secretário de Planejamento de Concórdia do Pará vão solicitar uma audiência com o Secretario de Justiça na SEJUDH e encaminhar uma solicitação de mudança para secretaria ao invés de departamento para assuntos étnico-raciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Construção e apresentação de uma proposta de projeto com foco na formação continuada da Rede Mocambos. Um projeto que seja feito em parceria com a SEPPIR-PA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Contato'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*SEPLAN- Secretaria do Panejamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9194.4917: Sr. Edivaldo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-9105.4410: Adalberto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seplan.cp@gmail.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sandro Albuquerque (ARQUINE- Comunidade Campo Verde)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-92969904&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
91-93253732&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Reunião no Conselho Municipal do Negro e Negra-CMNN'''==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia 18/07/2013&lt;br /&gt;
Relatora: Nega Suh (Coletivo Casa Preta)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Pessoas presentes: Byane Sanches, Paixão, Mãe Beth, Don Perna, Sarah Neves, Suhellen (Nega Suh), Gregory&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Propostas e Planejamentos “Pós Conferências”: projetos, secretaria e conselhos, no intuito de direcionar ações e desenvolver o desdobramento de material engavetado (queixas, denúncias).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory: Projeto de construção de uma cartilha do idoso/negro, através de um questionário para a sociedade civil, na questão de direitos. Com o objetivo e organizar um banco de dados, para informar e conscientizar essa sociedade. Tendo o apoio de parceiros como: OAB, UNEGRO, SEMAJ.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Don Perna: Criar um site p/ o conselho, para que se possa compartilhar informações (docs, vídeos, fotos). A partir da proposta da construção de uma cartilha, promover uma campanha para divulgar, comunicar, publicar essa cartilha, e através desse recurso tecnológico criar uma cartilha online (disponível para download). Utilizando da ferramenta do creative cromos para questões de direitos autorais livres. Proposta de compra de uma máquina fotográfica para uso do conselho, no intuito de ter registro próprio das ações/atividades desenvolvidas e que devem ser documentadas, tendo o rosto e personalidade da comunidade envolvida nas publicações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Byane: Sugere que o lançamento da cartilha seja um projeto para novembro, afim de obter recursos para a impressão e distribuição de material, organizar um plano de mídia para a campanha que for compartilhada. Rever/replanejar o calendário da educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Paixão: Elaborar projetos para a juventude, com o objetivo de combate ao extermínio, racismo, viabilizando educação e saúde. Vai disponibilizar projetos já feitos e compartilhar por e-mail essas informações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Encaminhamentos:&lt;br /&gt;
1- Obter o mapeamento da juventude (em especial juventude negra), através do Idesp ou IBGE.&lt;br /&gt;
2- Mobilizar a participação de griôs negros e negras, para as rodas de conversa e troca de saberes.&lt;br /&gt;
3- Reunião das Propostas e Projetos em questão à serem planejados depois da Conferência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Contato:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gregory (Presidente do Conselho do Idoso e conselheiro do Conselho do Negro)&lt;br /&gt;
Fone: 9965-4563 (Oi)&lt;br /&gt;
E-mail: gregorysanches@yahoo.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=='''Visita aos quilombos Itancoã e Guajará Miri, em Acará/PA'''==&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/PAJELANÇA CASA PRETA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA"/>
				<updated>2013-11-16T13:37:23Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Dia: 07/09 */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Pajelança Casa Preta''' &amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:PQD CASA PRETA.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  '''''&amp;quot;Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun'''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Orisá'''''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun Babá&amp;quot;''''' (Mãe Nalva)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Todas as folhas tem o poder de curar. ''&lt;br /&gt;
''Todas as folhas dos orixás tem o poder de curar&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Rede Mocambos e o Coletivo Casa Preta na perspectiva de garantir para essas comunidades a sua cultura, os seus costumes, a resignificação e o protagonismo da própria história, convida amigas e amigos para participar da “Pajelança Quilombólica Digital”, que objetiva fortalecer o conhecimento e empoderamento do saber livre a partir da visão africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da semana, serão realizadas rodas de conversa, oficinas de vídeo, apropriação tecnológica, tambores, herbário e um dia dedicado ao debate sobre ser '''Mulher preta na ativa''' com a juventude feminina da Casa Preta convidando as mulheres pretas que inspiram suas lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pajelança Quilombólica Digital será realizada no período de 1 a 7 de setembro na sede do Coletivo Casa Preta que fica na rua Roso Danin, 780, entre 2ª de Queluz e Juvenal Cordeiro, no bairro Canudos-Terra Firme, em Belém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Programação Flutuante ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dia || Base || Atividade || Justificativa || Convidado&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:31/08 || Casa Preta || Levantando nosso barracão || Espaço na Casa para realizar nossas ações, oficinas, cineclubes, rodas de conversa... || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Domingo dia:01/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Roletar pelo bairro e visitar as pessoas que estão na luta || Facilitadores Lamar e Guine&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Segunda dia:02/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Hospedar a galera que estará colando para a pajelança || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Terça dia:03/09 || Casa Preta e Fórum ('''manhã''') / Terreiro de Mãe Nalva de Oxum ('''tarde''') ||'''Manhã:''' Organização da pajelança e credenciamento de quem veio pelo fórum / '''Tarde:''' Roda de conversa sobre herbário, catalogação de ervas, propriedades medicinais e espirituais, sabedoria ancestral || Dar continuidade e fluidez no processo da pajelança / O Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi já possuem trabalho dentro na ilha: Projeto O Jardim Botânico Vai à Escola.Não temos terra na Casa Preta, nem um quiombo tão próximo. || Mãe Nalva/ Helena Quadros (Museu Emilio Goeldi)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quarta dia:04/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum e Casa Preta|| Roda de conversa (Casa Preta e terreiro): Apropriação tecnológica / Atividade Prática (Mãe Nalva de Oxum): Triagem de máquinas, montagem do telecentro no terreiro / Montagem da Rádio na Casa Preta(transmissão diária durante o evento), Oficina de percussão do Afro Bloco Firme || Forum de Intenet Paralelo do ponto de vista do Gueto e dos Pretos, a idéia é hackear o encontro. Mas não pensamos em desfocar das atividades da pajelança e marcar território no evento. Abrir e dar espaço para o uso e manuseio de máquinas, a partir da apropriação preta tecnológica, telecentro sem internet, mas com maquinário e programas off line disponíveis. || Dj.RG/ Milson/ Ronaldo Eli/ Gilvan&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quinta dia:05/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum || Cont. Apropriação tecnológica / Oficina de vídeo: captação e edição de áudio e vídeo || Apropriação de ferramentas para registro e diversas formas de documentar momentos, histórias, vivências das comunidades || Dj.RG/ Duda Canto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sexta dia:06/09 || Casa Preta || Rodas de conversa: Crédito carbono / Mulher na ativa / Atividade prática: oficina de tambor &amp;quot;mulher&amp;quot; || Poucas pessoas e principalmente poucos Quilombolas sabem o que é Crédito Carbono, Jorge conhece bem o assunto e poderia deixar nítido os benefícios e os problemas com o crédito carbono / Na Casa Preta desde o começo do ano tem se conversado sobre um nucleo de Mulheres, e uma ação dentro da Pajelança poderia vir a fortacer essa iniciativa. || Jorge POA/ Maria Luiza/ Duda Sousa&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:07/09 || '''manhã:''' Casa Preta / '''noite:''' Jabatiteua (Terra Firme) || '''manhã:''' Limpeza do barracão pronto/ intervenções/ ''' noite:''' Tambor de Crioula || vida nova ao barracão/ atividades livres/ interação e vivências com a comunidade || Tod@s/ Filhos e amigos de Cururupu (tambor de crioula)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dias: 31, 01 e 02==&lt;br /&gt;
Acolhida e construção do barracão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 03/09==&lt;br /&gt;
* Manhã: Continuação da construção do barracão, credenciamento das pessoas que vieram pelo fórum de internet.&lt;br /&gt;
* Tarde: Atividade no terreiro de Mãe Nalva: Roda de Conversa sobre herbário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Relatos, Contribuições, Participações:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''-Abertura: apresentação dos participantes''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Mãe Nalva:''' Herbário sei que vem de folha, e de folha eu conheço e falo &amp;quot;macumbalmente&amp;quot;(risos). Explica sua relação com as folhas, ervas, de forma espiritual.&lt;br /&gt;
Ressalta a importância dessa preservação, cita exemplos em que a essa relação de culturas e desrespeito, se sobressai sobre nossos valores, mistificando as ervas e suas propriedades espirituais. Relata sobre algumas dificuldades sobre a religiosidade (candomblé) na área urbana, das questões de territorialidade.&lt;br /&gt;
Teve uma conversa com um professor sobre ervas, e relata a importância dessas questões para a comunidade, exemplifica as formas de cura através das ervas (furada de prego se cura com cebola, para cortes, tombos se cura com óleo de copaíba, etc...), relata que essas tradições fazem parte da sua vida desde à infância, de como sua avó manuseava essas ervas, essas folhas, de tratar a família pela cura das ervas e óleos naturais (copaíba e andiroba).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala da parteira, da sua própria vida como parteira, da forma de como &amp;quot;puxar a barriga&amp;quot;, de como essas histórias são antigas e estão se perdendo, o aprendizado ancestral, a sensibilidade.&lt;br /&gt;
Descreve que &amp;quot;catinga de mulata&amp;quot; é uma erva de Oxum, que é a protetora do útero, de como esses princípios ativos dessa erva se relaciona diretamente com a maternidade.&lt;br /&gt;
Afirma a importância desses saberes ancestrais, como a academia poderia contribuir com essa troca, saber ancestral (tradição e espiritualidade) e técnico (propriedades físicas, uso de ferramentas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Don Perna:''' Explica a relação da Rede Mocambos e Coletivo Casa Preta, sobre a ancestralidade, tecnologia, africanidade no que remete à tradição. A importância de reconstruir essas relações entre comunidades e saberes, como uma forma de preservar a nossa história.&lt;br /&gt;
Apresenta e agradece a participação das pessoas, dessa troca entre terreiro (comunidade) e academia (museu Emílio Goeldi e Ponto de Memória da terra firme).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressalta que é fundamental esses momentos nos lugares e nas pessoas, de falar de plantas, de terra, de tambor, e que esse processo de aprendizagem é o primeiro plantio dentro das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse momento de roda de conversa onde a comunidad einterage, se comunica, se articula, são as primeiras sementes que migrarão em outras rodas, que reconecta e resignifica à nossa ancestralidade.&lt;br /&gt;
Pauta à questão da lei 10.639, em que o conhecimento ancestral e quanto a tradição, se aplica uma forma de trabalhar a &amp;quot;humanização (a África somos nóis)&amp;quot; nas escolas, é importante tratar essas questões para que as trocas de conhecimentos não sejam desvirtuados dos valores ancestrais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Helena Quadros:''' Relata o início do projeto do Ponto de Memória da terra firme, da importância desse movimento de históricos, que retratasse a vida, cotidiano e perfis dessa comunidade.&lt;br /&gt;
Destaca às dificuldades de manter as atividades que envolvam as comunidades, à conquista de pesquisas que abraçassem essa causa, que em 2009 surge no Brasil o projeto &amp;quot;Ponto de Memmória&amp;quot; e, na época de Mário Chagas estava à frente do processo, através das lutas das pessoas da comunidade da terra firme, foi conseguido uma premiação pelas mulheres da terra firme.&lt;br /&gt;
Para a efetivação do espaço do ponto de memória, ainda que sem recursos, foram elaboradas cartilhas, exposições...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere como estratégia de trabalho ''mapear os pontos de cultura'', ''uma cartografia'', ''um mapa artístico e cultural''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afirma como um ponto forte de espaço o Museu Emílio Goeldi (parceria estratégica), para a realização desses trabalhos. Quer levar informações sobre o herbário, para tratar das pesquisas e questões de nossos interesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Milson:''' Fala da apropriação sobre nossos saberes, das propriedades que temos em nossas ervas, nossos frutos nossas práticas, de como esses conhecimentos se perdem e se desvirtuam das nossas vivências e protagonizações. Descreve um exemplo das práticas de terreiro e da importância do plantio das folhas de axé, como as atividades que são internas nos terreiros são de forma desreipeitosa documentados, através de fotos, vídeos e áudios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guine:''' Explica do que se trata a Pajelança, que vem a partir de um projeto junto a Seppir, envolve também outros projetos como telecentros BR, núcleos de formação continuada, e demais projetos ligados à Rede Mocambos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere de que forma podemos trabalhar essas informações, ''criar espaços digitais onde se coloque essas informações'', e como seriam utilizadas para a comunicação com as comunidades. De como seria a utilização e construção dessas ferramentas no processo físico, tecnológico, mapeado, cartografado, espiritualizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta da Rede Mocambos é construir esse herbário, no objetivo de quebrar essas fronteiras territoriais, como uma forma de garantir que esses conhecimentos possam se expandir, e se compartilhar nas comunidades.&lt;br /&gt;
A relação do direito à terra e a água, dentro de tudo que foi falado, onde se assegure os espaços de garantir às nossas tradições. Que se possa plantar e manusear as ervas, a cultura, o saber...&lt;br /&gt;
Quando se fala da relação do uso de ferramentas tecnológicas, acadêmicas, ancestrais, é de extrema importância se ter a apropriação e garantia dessas terras, através da semente preservar essa memória, que se tem perdido nos quilombos, nas comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Ronaldo Eli:''' Como reflexão, descreve a questão de como esse nosso conhecimento é apropriado, cooptado.&lt;br /&gt;
Um fundamento/conhecimento da gente é um movimento, que sem esse movimento não faria sentido, que o saber ancestral é uma propriedade que não desapropria, independente de tercerizações de nossas experiências.&lt;br /&gt;
Fortalecer os aspectos fundamentais dos nossos saberes, descreve sua vida e vivência no terreiro, como filho de santo de Mãe Beth de Oxum, que o cuidado é essencialmente feminino quando toma como referência à Oxum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere uma ''forma de pensar em como essas mulheres, comunidades, movimentos, podem trocar e viver esses saberes'', que vai além do espaço físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Chicona:''' Descreve sua satisfação por estar nesse momento, na roda de conversa. Que é muito importante para resgatar os valores e saberes que estão se perdendo, e essa troca de informações fortalecem nossas relações e aprendizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Lamartine:''' Fala que na construção desse &amp;quot;herbário&amp;quot; que talvez nem seja um nome que contemple as casas de santo, a africanidade. Ressalta que se racializa e  empreteça a botânica, através de uma troca de experiências com diversos setores, onde o resgate ancestral seja à partir das plantas, que remetem e muito nossas raízes africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: O poder das Ervas'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 04/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Apropriação Tecnológica na Casa Preta e Terreiro de Mãe Nalva&lt;br /&gt;
* Tarde: Montagem do Telecentro no terreiro, montagem da Rádio na Casa Preta&lt;br /&gt;
* Noite: Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil, Oficina de percussão do afro Bloco Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Apropriação Tecnológica'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina iniciada na Casa Preta, mediada por Milson Oniletó: uma breve conversa sobre tecnologia em software livre, baseada na filosofia Ubuntu. Foram citadas e demonstradas as ferramentas livre de uso da rede (wiki - elaboração de textos, mapa - localização de pontos distribuídos por categorias e informes locais com breves relatos, portal - galeria de fotos e vídeos), como formas de comunicação coletiva, através da troca de informações entre comunidades, na construção de acervos e produção de conteúdos desenvolvidos coletivamente. As ferramentas possibilitam o fortalecimento de valores culturais e históricos, resgatando o protagonismo de comunidades quilombolas, cada uma com sua especifidade, cada uma com sua cultura e seus costumes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum: Atividade prática com triagem de máquinas e instalação do Telecentro, com a presença de Mãe Nalva e a juventude de terreiro do seu Ilê, Duda Canto e Luah Sampaio (terreiro de Nangetu) colaboradores do Coletivo, instalação mediada por Milson, Reginaldo (Dj RG), Ronaldo Eli . tendo disponíveis para instalação 11 computadores, mesas, cadeiras, data show, espaço do próprio terreiro, sem antena e conexão de internet. Após a instalação de máquinas e disposição dos móveis, foram instalados sistemas operacionais em software livre linux (ubuntu).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O Telecentro estava inativo por volta de 3 anos, a parceria junto ao Coletivo Casa Preta e rede mocambos tem desenvolvido atividades como rodas de conversa, para dialogar sobre políticas públicas, saúde da mulher negra, projetos culturais e de formação, e demais trabalhos que envolvam a comunidade da periferia da Terra Firme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Apropriação Tecnológia/Telecentro'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade Prática: Montagem da RÁDIO e transmissão livre (web e FM)'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Material e ferramentas utilizadas: 1 transmissor de fm, 1 modulador de estereo, uma mesa de som de 8 canais, 1 cabo de antena de 30 metros, 1 Antena Base Vhf Plano Terra 1/4 De Onda Para Tarnsmissor Fm. manejo de equipamentos, transmissão de informações, alem produçao de áudio e sua divulgaçao livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Programação Flutuante da Pajelança a montagem da rádio ocorreria no sábado, dia que conseguimos comprar uma parte do material para a fundação do barracão, desde o inicio fi programada a transmissão de tudo o que ocorreria dentro da programação flutuante pela rádio, por tanto a primeira ação de fato seria com a ACIYOMI, o Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum. Mas não foi possível a montagem da rádio no terreiro, devido à falta de alguns equipamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No horário da manhã os responsáveis por levantar a antena e tocar a rádio em conjunto com o nosso colaborador Gilvan se dividiram nas atividades praticas de apropriação tecnológica e na construção do barracão. O levante da rádio começou com um sol apino de uma tarde de quarta, Ronaldo Eli e Gilvan aderiram a ideia de Guinê de amarrar a antena numa pernamanca grande e coloca-la de alguma forma na caixa d'água, enquanto isso acontecia PC ligava os cabos e conectores na mesa de som de 8 canais cedida pela Rádio FM Cabana, esperando a subida da antena para poder testar e colocar no ar, a antena subiu com uma certa dificuldade por conta do peso e da amarração que foi feita, o cabo de antena foi conectado então foi ao ar a Rádio Livre Aqualtune através da frequência 90.9Mhz transmitindo as atividades da Pajelança Quilombólica Digital e música preta além de programas como o &amp;quot;Disgestivo&amp;quot; que foi ao ar todos os dias após o almoço, com a participação dos oficineiros e participantes, relatando experiências e conteúdos das oficinas, e também para os ouvintes saberem tudo o que aconteceu durante os horários da manhã e tarde nas atividades da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira transmissão ao vivo e online foi da oficina livre de percussão do Bloco Afro Firme, atividade que já fazia parte da programação semanal do Coletivo Casa Preta, ocorre toda quarta e sexta no espaço da Casa. Ronaldo, Guinê e Gilvan fizeram a gravação para a radio, PC gravou um vídeo e tirou algumas fotos junto com Milson, ao fim da oficina a rádio voltou a programação de músicas pretas.&lt;br /&gt;
As transmissões duravam as 24h todos os dias, dividido nas programações da Pajelança e repertórios musicais diversos, em especial música preta. A rádio foi uma das formas de comunicação, apropriação de ferramentas para registro, captação, documentários, relatos, a vivência e contar sua historia e participação na Pajelança e o próprio cotidiano no coletivo. O Barracão continuava ao som da rádio Aqualtune que saia das caixinhas de som que era conectada a um celular nas ondas da 90,9 FM, enquanto que com outro grupo pequeno eram desenvolvidas praticas de apropriação das ferramentas da rede. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Rádio Aqualtune/FM Cabana'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil''' e '''Oficina de percussão do Afro Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PQD foi divulgada e compartilhada, através de redes sociais, emails, e outras formas de comunicação. Durante as atividades que estavam na programação da pajelança de quarta-feira, houve a intervenção de participantes do Fórum da Internet (evento realizado no Hangar Convenções Belém/PA, no período de 03 a 05 de setembro de 2013 http://forumdainternet.cgi.br) em parceria com o Fora do Eixo, foi realizado uma roda de conversa sobre tecnologia livre e suas dimensões, com a apresentação e debates sobre o documentário média metragem, do primeiro e segundo ano de atuação do projeto Agência de Redes para Juventude, cedido pela Geração Agência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os debates circularam por temas como: políticas públicas, distribuição de recursos do Estado e o acesso restrito à pequenos grupos, apropriação tecnológica e territorialidade, população negra e seu empoderamento nas ferramentas de comunicação e patrimônio cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Fórum da Internet'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM6.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade prática: Oficina de percussão do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As oficinas de percussão fazem parte da programação semanal do Coletivo, que acontecem todas as quartas e sextas às 19h no espaço da Casa. Trabalhando a musicalidade e ancestralidade africana com a juventude da comunidade do bairro da terra firme, fortalecendo os valores culturais africanos, a autoestima do jovem negro/a da periferia de Belém (Terra Firme), envolvendo atividades locais que reforcem essa participação, como por exemplo, o Cineclube Tela Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Oficina do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 05/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terreiro de Mãe Nalva: Oficina prática de Edição de Vídeo e conversa sobre tecnologia portátil com Duda Canto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atividade ministrada por Duda Canto e Reginaldo (Dj.RG), através do uso de ferramentas de edição em software livre (Cinelerra), feita através de captação de vídeos pelo celular e máquina digital, trabalhando as configurações e facilidades operacionais de edição com o uso dessa ferramenta. &lt;br /&gt;
O bate papo sobre tecnologia portátil envolveu diálogos como comunicação, captação de aúdio e imagens, compartilhamento de ações e informações elaboradas de forma simples, pela própria junventude. No intuito resgatar e fortalecer atividades locais, culturais e de vivências, que contem suas histórias (protagonismo) e que se tenha registro dessas ações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A oficina contou com a participação de jovens e crianças do Ilê de Mãe Nalva e Nangetu, equipe do Coletivo, e oficineiros. Tendo como resultados o funciomaneto da instalação do Telecentro, dinâmica de grupo e interação da juventude na elaboração de conteúdos, pré produção na construção de acervos. Envolvimento da comunidade da periferia da Terra firme, através da relação do Terreiro (e arredores) com Coletivo Casa Preta, firmando parcerias, fortalecendo ações locais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 06/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Roda de conversa com Jorge Moreira: Crédito Carbono&lt;br /&gt;
* Tarde: Roda de conversa com a mediadora Maria Luiza: Mulheres Negras na Ativa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Roda de Conversa: Crédito Carbono - Quilombos e o Meio Ambiente'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversas, debates, trocas de informações sobre a seriedade do poderio territorial quilombola, das problemáticas e impactos ambientais que tem se disseminado pelas diversas áreas que fazem parte dos quilombos. O sistema se insere nas localidades mantendo o mesmo formato de atuação, sem nenhuma preocupação ou interesse de preservação, isso se dá pelo mal uso da terra, extração de matéria prima, excedendo a não conservação da vegetação, através do não plantio e manejo do solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jorge apresentou seu projeto sobre Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) e Créditos de Reposição Florestal (CRF), trata do novo código florestal LEI No 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Possibilita títulos representativos de obrigação de reserva legal em outra propriedade, as CRAs podem ser criadas em áreas com florestas existentes ou com vegetação em processo de recuperação, podem ser usadas para compensação entre imóveis rurais no mesmo bioma e estado. Já o CRF se baseia na ampliação de áreas florestadas através do plantio, como meio de compensação ao desmatamento de vegetação natural, que se dá pelo uso indevido da terra, títulos representativos de volume de matéria-prima, que permitirá que a obrigação de reposição florestal seja cumprida de modo mais eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Crédito Carbono'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa – A roda de conversa das mulheres na I Pajelança Quilombólica Digital'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Texto elaborado de forma coletiva com as Mulheres Negras da Casa Preta, cada palavra aqui colocada segue uma reflexão, vivência, &lt;br /&gt;
 e negritude feminina do que foi esse momento dentro do espaço, que somos nóis. Sarah, Suhellen, Thiane, Rubia, Mina, Bruna e Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ano de 2013 tem trazido reviravoltas ao Coletivo Casa Preta, pois pela primeira vez na breve história da entidade, um grupo de mulheres começou a pensar o lado feminino dessa negritude. Essa mobilização não é recente, é resultado de uma construção individual e coletiva que culminou nesse encontro de diferentes (e divergentes) mulheres que vivem uma realidade em comum: são negras, moradoras da periferia de Belém e combatem o racismo contra a mulher negra e contra a juventude negra brasileira. Um primeiro momento pensado pelo recém formado núcleo de mulheres, que estão começando suas caminhadas na descoberta do que é ser Mulher Negra, juntas desejando e construindo momentos como esse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos diferentes, cada uma com sua personalidade e experiências, mas o que nos aproxima é o mais importante... NÓS SONHAMOS! e não só compartilhamos os mesmos sonhos como estamos construindo coletivamente eles.&lt;br /&gt;
São meninas e mulheres guerreiras à sua maneira. Doces bárbaras (pedimos licença à referência) e com doses exageradas de meiguice e de bravura. Pela primeira vez, um momento dedicado exclusivamente ao pensamento feminino negro foi realizado no Coletivo Casa Preta durante a I Pajelança Quilombólica Digital. Nos meses e dias que antecederam o evento, muito se vivenciou. Foram meses que permitiram a vivência de dias momentos e intensos completamente dedicados ao pensamento negro, de sua memória ancestral ao afro-futurismo. &lt;br /&gt;
A rotina mudou de configuração, e essa reconfiguração nos deram mais motivos pra continuar nesse processo que vai além de uma simples formação. O desenvolvimento desse pensamento político refletirá nas ações futuras e a autoestima e a delícia do reconhecer-se passará a ser muito mais do que dizer &amp;quot;eu sou mulher e sou negra&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A roda de mulheres fez elas se conhecerem e reconhecerem pontos em comuns, colocarem os peitos na frente e falarem eu faço parte do coletivo casa preta e quero viver num mundo com muito mais pretas e talvez eu queira construir isso a partir daqui, desse espaço, mesmo não sendo aqui, eu modifiquei no ato de não quer ser mais só, e a cada dia quero ser coletivo&lt;br /&gt;
Negras na ativa, de movimento constante, de um sorriso às avessas. Núcleo, grupo... Mulheres reunidas com objetivos coletivos, que trarão dias melhores à individualidade de cada uma. Vivenciar a Pajelança e a Roda de Mulheres faz refletir e sonhar cada vez maior.&lt;br /&gt;
Proporcionou uma aproximação interna e com mulheres que são referências desses grandes sonhos. São aprendizados recebidos no simples sorrir da mais velha e de suas sábias palavras, da que veio ‘apenas’ pelo viver, daquela que naturalmente se achega pela vontade de estar. &lt;br /&gt;
Reunir tantas e diferentes mulheres numa roda foi uma experiência que nos encheu os olhos e os desejos de grandes sonhos, de vários planos, quantas demandas e assuntos foram pensados depois dessas trocas de saber com carinhosas palavras e sorrisos. Cada uma com sua história e sua vida exposta num círculo que se acolhe e que se entende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvir das mais velhas o significado de nossas histórias, tradições e representações das mulheres que foram um tanto do que somos hoje, entender que cada processo tem suas dores e amores, que o aprendizado é constante, mas que o ser &amp;quot;eu mulher negra&amp;quot; é uma identidade que se constrói e reconstrói interruptamente sempre que enxergamos no espelho a nossa própria alma negra, resultado dessas tantas que nos antecederam.&lt;br /&gt;
Foi a primeira de muitas rodas, onde todas e todos (os homens também participaram da roda) para a construção, formação e identidade, do respeito das diversidade humanas na luta ao excluir o racismo e preconceito. Diálogos sobre a relação Mulheres negras e o feminismo, onde até mesmo dentro de um movimento &amp;quot;libertário&amp;quot; a mulher negra ainda assim, sofre preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A casa preta, todos os núcleos e pessoas que a compõem de uma certa forma se modificaram, a casa e alguns seres esteticamente, outros mentalmente, e até de forma comportamental essa pajelança fez mudar.&lt;br /&gt;
Muitas coisas ainda virão, essa roda de conversa foi um primeiro passo.&lt;br /&gt;
Uma roda linda, ancestralidade aflorada na prática da oralidade. Uma Griôt (Maria Luiza Nunes – Movimento de Mulheres Negras, Cedenpa e Rede Fulanas) compartilhando memórias, aguçando nossas pesquisas, orientando e alimentando nossas lutas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''UBUNTU! &amp;quot;Eu sou o que sou pelo que nós somos!&amp;quot;'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa, somos todas nós!'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Roda de Mulheres'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas6.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas7.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas8.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 07/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã e Tarde: Conclusão da construção do BARRACÃO&lt;br /&gt;
* Noite: Finalizando as atividades da Pajelança, com o Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu na Terra Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Construção do BARRACÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das principais metas de produção e organização para a Pajelança (e para a auto-estima do Coletivo) era de reconstruir  o barracão da Casa, pois desse espaço dependeriam muitas atividades daquela semana e futuramente para realização de oficinas, cineclubes, rodas de conversa, entre outras ações. A preparação pra reconstrução começou na manhã do sábado, dia 31/08, com a compra da primeira parte do material (telhas, madeira, cimento) e com a derrubada do barracão velho. Estavam pela Casa as pretas: Suh, Bruna, Sarah, Mina, Thiane e Alessandra e os pretos Perna, Lamar, Guinê, Fábio e Jonatha (o Venezuela). Além da reforma do barracão, atividades de organização, produção e planejamento foram desenvolvidas pelo núcleo de mulheres do Coletivo, que também providenciaram a alimentação e articulando uma parte da verba pra comprar o material do barracão. A atividade durou o dia todo, com as atividades encerrando no anoitecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, domingo, dia 01/09 o mutirão pra levantar o barracão continuou, inclusive com aquisição de mais materiais e com a  mobilização de mais pessoas pra colaborar na atividade, rapazes da comunidade se juntaram aos rapazes do Coletivo pra ajudar a acelerar o processo. Do mesmo jeito que sábado, a atividade durou o dia todo e encerrou de noite. Apenas nesse dia foi possível detectar que a reforma não acabaria no prazo idealizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 02/09, segunda-feira, terceiro e último dia de reconstrução do barracão, foi comprada a última parte do material. Esta etapa contou com a participação de todos do Coletivo, direta ou indiretamente envolvidos na atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 03/09, terça-feira, já com a Pajelança iniciando suas primeiras atividades, a construção do barracão continuou atravessando o dia, passando a ser agora alternada entre as atividades e com rodízio de mão de obra e só acabou dia 07/09, último dia da Pajelança e fora de todo o planejamento. Mas a estrutura nova ficou muito boa e melhorou bastante a auto-estima da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Barracão'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O encerramento das atividades realizadas durante a Pajelança Quilombólica Digital na Casa Preta ocorreu na rua Jabatiteua, onde fica a comunidade que faz o Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu. A comunidade é cosntituída principalmente por imigrantes do Maranhão, da região de Cururupu, e tem se esforçado em manter viva a tradição do tambor, que trouxeram em sua bagagem.&lt;br /&gt;
A sambada contou com grande participação da comunidade, que demonstrou uma integração muito forte com o Coletivo Casa Preta, reforçando a ancestralidade que liga nosso povo em todo lugar, independente dos efeitos da grande diáspora que nos trouxe até aqui, e das diásporas menores, que nos deslocam por novos caminhos, em busca de emprego, educação, moradia, tecnologia, música...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a festa foi realizado um primeiro exercício de gravação de áudio da manifestação. Gravamos com dois microfones: um Shure SM-58 para a voz principal; e um Behringer B2 para captar as outras sonoridades, especialmente a percussão (esperávamos ainda que esse último conseguisse captar o côro que responde às voz principal). Os microfones estavam ligados a um gravador Zomm H4N, onde ficaram os registros.&lt;br /&gt;
O resultado foi a gravação de três sequências de músicas, com boa qualidade na captação da voz e dos instrumentos. Um bom primeiro registro, para audição e avaliação pela comunidade, para registro histórico, e também para começar a pensar na gravação de um CD da comunidade, gravado em ambiente controlado, com microfones para captar o côro de respostas e uma captação mas específica dos instrumentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O material gravado está sendo editado para disponibilização à comunidade.&lt;br /&gt;
Partimos então todos felizes rumo à próxima pajelança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: TAMBOR.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''&amp;lt;big&amp;gt;Vídeo da Pajelança Quilombólica Digital Coletivo Casa Preta&amp;lt;/big&amp;gt;''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravado e editado por PC (AfroSul-Odomode Núcleo Sul)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#widget:YouTube|id=Vfg56T7A7Xc}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/PAJELANÇA CASA PRETA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA"/>
				<updated>2013-11-15T15:31:35Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Dia: 05/09 */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Pajelança Casa Preta''' &amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:PQD CASA PRETA.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  '''''&amp;quot;Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun'''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Orisá'''''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun Babá&amp;quot;''''' (Mãe Nalva)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Todas as folhas tem o poder de curar. ''&lt;br /&gt;
''Todas as folhas dos orixás tem o poder de curar&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Rede Mocambos e o Coletivo Casa Preta na perspectiva de garantir para essas comunidades a sua cultura, os seus costumes, a resignificação e o protagonismo da própria história, convida amigas e amigos para participar da “Pajelança Quilombólica Digital”, que objetiva fortalecer o conhecimento e empoderamento do saber livre a partir da visão africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da semana, serão realizadas rodas de conversa, oficinas de vídeo, apropriação tecnológica, tambores, herbário e um dia dedicado ao debate sobre ser '''Mulher preta na ativa''' com a juventude feminina da Casa Preta convidando as mulheres pretas que inspiram suas lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pajelança Quilombólica Digital será realizada no período de 1 a 7 de setembro na sede do Coletivo Casa Preta que fica na rua Roso Danin, 780, entre 2ª de Queluz e Juvenal Cordeiro, no bairro Canudos-Terra Firme, em Belém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Programação Flutuante ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dia || Base || Atividade || Justificativa || Convidado&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:31/08 || Casa Preta || Levantando nosso barracão || Espaço na Casa para realizar nossas ações, oficinas, cineclubes, rodas de conversa... || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Domingo dia:01/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Roletar pelo bairro e visitar as pessoas que estão na luta || Facilitadores Lamar e Guine&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Segunda dia:02/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Hospedar a galera que estará colando para a pajelança || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Terça dia:03/09 || Casa Preta e Fórum ('''manhã''') / Terreiro de Mãe Nalva de Oxum ('''tarde''') ||'''Manhã:''' Organização da pajelança e credenciamento de quem veio pelo fórum / '''Tarde:''' Roda de conversa sobre herbário, catalogação de ervas, propriedades medicinais e espirituais, sabedoria ancestral || Dar continuidade e fluidez no processo da pajelança / O Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi já possuem trabalho dentro na ilha: Projeto O Jardim Botânico Vai à Escola.Não temos terra na Casa Preta, nem um quiombo tão próximo. || Mãe Nalva/ Helena Quadros (Museu Emilio Goeldi)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quarta dia:04/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum e Casa Preta|| Roda de conversa (Casa Preta e terreiro): Apropriação tecnológica / Atividade Prática (Mãe Nalva de Oxum): Triagem de máquinas, montagem do telecentro no terreiro / Montagem da Rádio na Casa Preta(transmissão diária durante o evento), Oficina de percussão do Afro Bloco Firme || Forum de Intenet Paralelo do ponto de vista do Gueto e dos Pretos, a idéia é hackear o encontro. Mas não pensamos em desfocar das atividades da pajelança e marcar território no evento. Abrir e dar espaço para o uso e manuseio de máquinas, a partir da apropriação preta tecnológica, telecentro sem internet, mas com maquinário e programas off line disponíveis. || Dj.RG/ Milson/ Ronaldo Eli/ Gilvan&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quinta dia:05/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum || Cont. Apropriação tecnológica / Oficina de vídeo: captação e edição de áudio e vídeo || Apropriação de ferramentas para registro e diversas formas de documentar momentos, histórias, vivências das comunidades || Dj.RG/ Duda Canto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sexta dia:06/09 || Casa Preta || Rodas de conversa: Crédito carbono / Mulher na ativa / Atividade prática: oficina de tambor &amp;quot;mulher&amp;quot; || Poucas pessoas e principalmente poucos Quilombolas sabem o que é Crédito Carbono, Jorge conhece bem o assunto e poderia deixar nítido os benefícios e os problemas com o crédito carbono / Na Casa Preta desde o começo do ano tem se conversado sobre um nucleo de Mulheres, e uma ação dentro da Pajelança poderia vir a fortacer essa iniciativa. || Jorge POA/ Maria Luiza/ Duda Sousa&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:07/09 || '''manhã:''' Casa Preta / '''noite:''' Jabatiteua (Terra Firme) || '''manhã:''' Limpeza do barracão pronto/ intervenções/ ''' noite:''' Tambor de Crioula || vida nova ao barracão/ atividades livres/ interação e vivências com a comunidade || Tod@s/ Filhos e amigos de Cururupu (tambor de crioula)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dias: 31, 01 e 02==&lt;br /&gt;
Acolhida e construção do barracão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 03/09==&lt;br /&gt;
* Manhã: Continuação da construção do barracão, credenciamento das pessoas que vieram pelo fórum de internet.&lt;br /&gt;
* Tarde: Atividade no terreiro de Mãe Nalva: Roda de Conversa sobre herbário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Relatos, Contribuições, Participações:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''-Abertura: apresentação dos participantes''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Mãe Nalva:''' Herbário sei que vem de folha, e de folha eu conheço e falo &amp;quot;macumbalmente&amp;quot;(risos). Explica sua relação com as folhas, ervas, de forma espiritual.&lt;br /&gt;
Ressalta a importância dessa preservação, cita exemplos em que a essa relação de culturas e desrespeito, se sobressai sobre nossos valores, mistificando as ervas e suas propriedades espirituais. Relata sobre algumas dificuldades sobre a religiosidade (candomblé) na área urbana, das questões de territorialidade.&lt;br /&gt;
Teve uma conversa com um professor sobre ervas, e relata a importância dessas questões para a comunidade, exemplifica as formas de cura através das ervas (furada de prego se cura com cebola, para cortes, tombos se cura com óleo de copaíba, etc...), relata que essas tradições fazem parte da sua vida desde à infância, de como sua avó manuseava essas ervas, essas folhas, de tratar a família pela cura das ervas e óleos naturais (copaíba e andiroba).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala da parteira, da sua própria vida como parteira, da forma de como &amp;quot;puxar a barriga&amp;quot;, de como essas histórias são antigas e estão se perdendo, o aprendizado ancestral, a sensibilidade.&lt;br /&gt;
Descreve que &amp;quot;catinga de mulata&amp;quot; é uma erva de Oxum, que é a protetora do útero, de como esses princípios ativos dessa erva se relaciona diretamente com a maternidade.&lt;br /&gt;
Afirma a importância desses saberes ancestrais, como a academia poderia contribuir com essa troca, saber ancestral (tradição e espiritualidade) e técnico (propriedades físicas, uso de ferramentas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Don Perna:''' Explica a relação da Rede Mocambos e Coletivo Casa Preta, sobre a ancestralidade, tecnologia, africanidade no que remete à tradição. A importância de reconstruir essas relações entre comunidades e saberes, como uma forma de preservar a nossa história.&lt;br /&gt;
Apresenta e agradece a participação das pessoas, dessa troca entre terreiro (comunidade) e academia (museu Emílio Goeldi e Ponto de Memória da terra firme).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressalta que é fundamental esses momentos nos lugares e nas pessoas, de falar de plantas, de terra, de tambor, e que esse processo de aprendizagem é o primeiro plantio dentro das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse momento de roda de conversa onde a comunidad einterage, se comunica, se articula, são as primeiras sementes que migrarão em outras rodas, que reconecta e resignifica à nossa ancestralidade.&lt;br /&gt;
Pauta à questão da lei 10.639, em que o conhecimento ancestral e quanto a tradição, se aplica uma forma de trabalhar a &amp;quot;humanização (a África somos nóis)&amp;quot; nas escolas, é importante tratar essas questões para que as trocas de conhecimentos não sejam desvirtuados dos valores ancestrais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Helena Quadros:''' Relata o início do projeto do Ponto de Memória da terra firme, da importância desse movimento de históricos, que retratasse a vida, cotidiano e perfis dessa comunidade.&lt;br /&gt;
Destaca às dificuldades de manter as atividades que envolvam as comunidades, à conquista de pesquisas que abraçassem essa causa, que em 2009 surge no Brasil o projeto &amp;quot;Ponto de Memmória&amp;quot; e, na época de Mário Chagas estava à frente do processo, através das lutas das pessoas da comunidade da terra firme, foi conseguido uma premiação pelas mulheres da terra firme.&lt;br /&gt;
Para a efetivação do espaço do ponto de memória, ainda que sem recursos, foram elaboradas cartilhas, exposições...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere como estratégia de trabalho ''mapear os pontos de cultura'', ''uma cartografia'', ''um mapa artístico e cultural''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afirma como um ponto forte de espaço o Museu Emílio Goeldi (parceria estratégica), para a realização desses trabalhos. Quer levar informações sobre o herbário, para tratar das pesquisas e questões de nossos interesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Milson:''' Fala da apropriação sobre nossos saberes, das propriedades que temos em nossas ervas, nossos frutos nossas práticas, de como esses conhecimentos se perdem e se desvirtuam das nossas vivências e protagonizações. Descreve um exemplo das práticas de terreiro e da importância do plantio das folhas de axé, como as atividades que são internas nos terreiros são de forma desreipeitosa documentados, através de fotos, vídeos e áudios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guine:''' Explica do que se trata a Pajelança, que vem a partir de um projeto junto a Seppir, envolve também outros projetos como telecentros BR, núcleos de formação continuada, e demais projetos ligados à Rede Mocambos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere de que forma podemos trabalhar essas informações, ''criar espaços digitais onde se coloque essas informações'', e como seriam utilizadas para a comunicação com as comunidades. De como seria a utilização e construção dessas ferramentas no processo físico, tecnológico, mapeado, cartografado, espiritualizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta da Rede Mocambos é construir esse herbário, no objetivo de quebrar essas fronteiras territoriais, como uma forma de garantir que esses conhecimentos possam se expandir, e se compartilhar nas comunidades.&lt;br /&gt;
A relação do direito à terra e a água, dentro de tudo que foi falado, onde se assegure os espaços de garantir às nossas tradições. Que se possa plantar e manusear as ervas, a cultura, o saber...&lt;br /&gt;
Quando se fala da relação do uso de ferramentas tecnológicas, acadêmicas, ancestrais, é de extrema importância se ter a apropriação e garantia dessas terras, através da semente preservar essa memória, que se tem perdido nos quilombos, nas comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Ronaldo Eli:''' Como reflexão, descreve a questão de como esse nosso conhecimento é apropriado, cooptado.&lt;br /&gt;
Um fundamento/conhecimento da gente é um movimento, que sem esse movimento não faria sentido, que o saber ancestral é uma propriedade que não desapropria, independente de tercerizações de nossas experiências.&lt;br /&gt;
Fortalecer os aspectos fundamentais dos nossos saberes, descreve sua vida e vivência no terreiro, como filho de santo de Mãe Beth de Oxum, que o cuidado é essencialmente feminino quando toma como referência à Oxum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere uma ''forma de pensar em como essas mulheres, comunidades, movimentos, podem trocar e viver esses saberes'', que vai além do espaço físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Chicona:''' Descreve sua satisfação por estar nesse momento, na roda de conversa. Que é muito importante para resgatar os valores e saberes que estão se perdendo, e essa troca de informações fortalecem nossas relações e aprendizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Lamartine:''' Fala que na construção desse &amp;quot;herbário&amp;quot; que talvez nem seja um nome que contemple as casas de santo, a africanidade. Ressalta que se racializa e  empreteça a botânica, através de uma troca de experiências com diversos setores, onde o resgate ancestral seja à partir das plantas, que remetem e muito nossas raízes africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: O poder das Ervas'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 04/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Apropriação Tecnológica na Casa Preta e Terreiro de Mãe Nalva&lt;br /&gt;
* Tarde: Montagem do Telecentro no terreiro, montagem da Rádio na Casa Preta&lt;br /&gt;
* Noite: Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil, Oficina de percussão do afro Bloco Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Apropriação Tecnológica'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina iniciada na Casa Preta, mediada por Milson Oniletó: uma breve conversa sobre tecnologia em software livre, baseada na filosofia Ubuntu. Foram citadas e demonstradas as ferramentas livre de uso da rede (wiki - elaboração de textos, mapa - localização de pontos distribuídos por categorias e informes locais com breves relatos, portal - galeria de fotos e vídeos), como formas de comunicação coletiva, através da troca de informações entre comunidades, na construção de acervos e produção de conteúdos desenvolvidos coletivamente. As ferramentas possibilitam o fortalecimento de valores culturais e históricos, resgatando o protagonismo de comunidades quilombolas, cada uma com sua especifidade, cada uma com sua cultura e seus costumes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum: Atividade prática com triagem de máquinas e instalação do Telecentro, com a presença de Mãe Nalva e a juventude de terreiro do seu Ilê, Duda Canto e Luah Sampaio (terreiro de Nangetu) colaboradores do Coletivo, instalação mediada por Milson, Reginaldo (Dj RG), Ronaldo Eli . tendo disponíveis para instalação 11 computadores, mesas, cadeiras, data show, espaço do próprio terreiro, sem antena e conexão de internet. Após a instalação de máquinas e disposição dos móveis, foram instalados sistemas operacionais em software livre linux (ubuntu).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O Telecentro estava inativo por volta de 3 anos, a parceria junto ao Coletivo Casa Preta e rede mocambos tem desenvolvido atividades como rodas de conversa, para dialogar sobre políticas públicas, saúde da mulher negra, projetos culturais e de formação, e demais trabalhos que envolvam a comunidade da periferia da Terra Firme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Apropriação Tecnológia/Telecentro'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade Prática: Montagem da RÁDIO e transmissão livre (web e FM)'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Material e ferramentas utilizadas: 1 transmissor de fm, 1 modulador de estereo, uma mesa de som de 8 canais, 1 cabo de antena de 30 metros, 1 Antena Base Vhf Plano Terra 1/4 De Onda Para Tarnsmissor Fm. manejo de equipamentos, transmissão de informações, alem produçao de áudio e sua divulgaçao livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Programação Flutuante da Pajelança a montagem da rádio ocorreria no sábado, dia que conseguimos comprar uma parte do material para a fundação do barracão, desde o inicio fi programada a transmissão de tudo o que ocorreria dentro da programação flutuante pela rádio, por tanto a primeira ação de fato seria com a ACIYOMI, o Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum. Mas não foi possível a montagem da rádio no terreiro, devido à falta de alguns equipamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No horário da manhã os responsáveis por levantar a antena e tocar a rádio em conjunto com o nosso colaborador Gilvan se dividiram nas atividades praticas de apropriação tecnológica e na construção do barracão. O levante da rádio começou com um sol apino de uma tarde de quarta, Ronaldo Eli e Gilvan aderiram a ideia de Guinê de amarrar a antena numa pernamanca grande e coloca-la de alguma forma na caixa d'água, enquanto isso acontecia PC ligava os cabos e conectores na mesa de som de 8 canais cedida pela Rádio FM Cabana, esperando a subida da antena para poder testar e colocar no ar, a antena subiu com uma certa dificuldade por conta do peso e da amarração que foi feita, o cabo de antena foi conectado então foi ao ar a Rádio Livre Aqualtune através da frequência 90.9Mhz transmitindo as atividades da Pajelança Quilombólica Digital e música preta além de programas como o &amp;quot;Disgestivo&amp;quot; que foi ao ar todos os dias após o almoço, com a participação dos oficineiros e participantes, relatando experiências e conteúdos das oficinas, e também para os ouvintes saberem tudo o que aconteceu durante os horários da manhã e tarde nas atividades da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira transmissão ao vivo e online foi da oficina livre de percussão do Bloco Afro Firme, atividade que já fazia parte da programação semanal do Coletivo Casa Preta, ocorre toda quarta e sexta no espaço da Casa. Ronaldo, Guinê e Gilvan fizeram a gravação para a radio, PC gravou um vídeo e tirou algumas fotos junto com Milson, ao fim da oficina a rádio voltou a programação de músicas pretas.&lt;br /&gt;
As transmissões duravam as 24h todos os dias, dividido nas programações da Pajelança e repertórios musicais diversos, em especial música preta. A rádio foi uma das formas de comunicação, apropriação de ferramentas para registro, captação, documentários, relatos, a vivência e contar sua historia e participação na Pajelança e o próprio cotidiano no coletivo. O Barracão continuava ao som da rádio Aqualtune que saia das caixinhas de som que era conectada a um celular nas ondas da 90,9 FM, enquanto que com outro grupo pequeno eram desenvolvidas praticas de apropriação das ferramentas da rede. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Rádio Aqualtune/FM Cabana'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil''' e '''Oficina de percussão do Afro Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PQD foi divulgada e compartilhada, através de redes sociais, emails, e outras formas de comunicação. Durante as atividades que estavam na programação da pajelança de quarta-feira, houve a intervenção de participantes do Fórum da Internet (evento realizado no Hangar Convenções Belém/PA, no período de 03 a 05 de setembro de 2013 http://forumdainternet.cgi.br) em parceria com o Fora do Eixo, foi realizado uma roda de conversa sobre tecnologia livre e suas dimensões, com a apresentação e debates sobre o documentário média metragem, do primeiro e segundo ano de atuação do projeto Agência de Redes para Juventude, cedido pela Geração Agência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os debates circularam por temas como: políticas públicas, distribuição de recursos do Estado e o acesso restrito à pequenos grupos, apropriação tecnológica e territorialidade, população negra e seu empoderamento nas ferramentas de comunicação e patrimônio cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Fórum da Internet'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM6.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade prática: Oficina de percussão do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As oficinas de percussão fazem parte da programação semanal do Coletivo, que acontecem todas as quartas e sextas às 19h no espaço da Casa. Trabalhando a musicalidade e ancestralidade africana com a juventude da comunidade do bairro da terra firme, fortalecendo os valores culturais africanos, a autoestima do jovem negro/a da periferia de Belém (Terra Firme), envolvendo atividades locais que reforcem essa participação, como por exemplo, o Cineclube Tela Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Oficina do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 05/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terreiro de Mãe Nalva: Oficina prática de Edição de Vídeo e conversa sobre tecnologia portátil com Duda Canto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atividade ministrada por Duda Canto e Reginaldo (Dj.RG), através do uso de ferramentas de edição em software livre (Cinelerra), feita através de captação de vídeos pelo celular e máquina digital, trabalhando as configurações e facilidades operacionais de edição com o uso dessa ferramenta. &lt;br /&gt;
O bate papo sobre tecnologia portátil envolveu diálogos como comunicação, captação de aúdio e imagens, compartilhamento de ações e informações elaboradas de forma simples, pela própria junventude. No intuito resgatar e fortalecer atividades locais, culturais e de vivências, que contem suas histórias (protagonismo) e que se tenha registro dessas ações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A oficina contou com a participação de jovens e crianças do Ilê de Mãe Nalva e Nangetu, equipe do Coletivo, e oficineiros. Tendo como resultados o funciomaneto da instalação do Telecentro, dinâmica de grupo e interação da juventude na elaboração de conteúdos, pré produção na construção de acervos. Envolvimento da comunidade da periferia da Terra firme, através da relação do Terreiro (e arredores) com Coletivo Casa Preta, firmando parcerias, fortalecendo ações locais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 06/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Roda de conversa com Jorge Moreira: Crédito Carbono&lt;br /&gt;
* Tarde: Roda de conversa com a mediadora Maria Luiza: Mulheres Negras na Ativa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Roda de Conversa: Crédito Carbono - Quilombos e o Meio Ambiente'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversas, debates, trocas de informações sobre a seriedade do poderio territorial quilombola, das problemáticas e impactos ambientais que tem se disseminado pelas diversas áreas que fazem parte dos quilombos. O sistema se insere nas localidades mantendo o mesmo formato de atuação, sem nenhuma preocupação ou interesse de preservação, isso se dá pelo mal uso da terra, extração de matéria prima, excedendo a não conservação da vegetação, através do não plantio e manejo do solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jorge apresentou seu projeto sobre Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) e Créditos de Reposição Florestal (CRF), trata do novo código florestal LEI No 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Possibilita títulos representativos de obrigação de reserva legal em outra propriedade, as CRAs podem ser criadas em áreas com florestas existentes ou com vegetação em processo de recuperação, podem ser usadas para compensação entre imóveis rurais no mesmo bioma e estado. Já o CRF se baseia na ampliação de áreas florestadas através do plantio, como meio de compensação ao desmatamento de vegetação natural, que se dá pelo uso indevido da terra, títulos representativos de volume de matéria-prima, que permitirá que a obrigação de reposição florestal seja cumprida de modo mais eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Crédito Carbono'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa – A roda de conversa das mulheres na I Pajelança Quilombólica Digital'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Texto elaborado de forma coletiva com as Mulheres Negras da Casa Preta, cada palavra aqui colocada segue uma reflexão, vivência, &lt;br /&gt;
 e negritude feminina do que foi esse momento dentro do espaço, que somos nóis. Sarah, Suhellen, Thiane, Rubia, Mina, Bruna e Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ano de 2013 tem trazido reviravoltas ao Coletivo Casa Preta, pois pela primeira vez na breve história da entidade, um grupo de mulheres começou a pensar o lado feminino dessa negritude. Essa mobilização não é recente, é resultado de uma construção individual e coletiva que culminou nesse encontro de diferentes (e divergentes) mulheres que vivem uma realidade em comum: são negras, moradoras da periferia de Belém e combatem o racismo contra a mulher negra e contra a juventude negra brasileira. Um primeiro momento pensado pelo recém formado núcleo de mulheres, que estão começando suas caminhadas na descoberta do que é ser Mulher Negra, juntas desejando e construindo momentos como esse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos diferentes, cada uma com sua personalidade e experiências, mas o que nos aproxima é o mais importante... NÓS SONHAMOS! e não só compartilhamos os mesmos sonhos como estamos construindo coletivamente eles.&lt;br /&gt;
São meninas e mulheres guerreiras à sua maneira. Doces bárbaras (pedimos licença à referência) e com doses exageradas de meiguice e de bravura. Pela primeira vez, um momento dedicado exclusivamente ao pensamento feminino negro foi realizado no Coletivo Casa Preta durante a I Pajelança Quilombólica Digital. Nos meses e dias que antecederam o evento, muito se vivenciou. Foram meses que permitiram a vivência de dias momentos e intensos completamente dedicados ao pensamento negro, de sua memória ancestral ao afro-futurismo. &lt;br /&gt;
A rotina mudou de configuração, e essa reconfiguração nos deram mais motivos pra continuar nesse processo que vai além de uma simples formação. O desenvolvimento desse pensamento político refletirá nas ações futuras e a autoestima e a delícia do reconhecer-se passará a ser muito mais do que dizer &amp;quot;eu sou mulher e sou negra&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A roda de mulheres fez elas se conhecerem e reconhecerem pontos em comuns, colocarem os peitos na frente e falarem eu faço parte do coletivo casa preta e quero viver num mundo com muito mais pretas e talvez eu queira construir isso a partir daqui, desse espaço, mesmo não sendo aqui, eu modifiquei no ato de não quer ser mais só, e a cada dia quero ser coletivo&lt;br /&gt;
Negras na ativa, de movimento constante, de um sorriso às avessas. Núcleo, grupo... Mulheres reunidas com objetivos coletivos, que trarão dias melhores à individualidade de cada uma. Vivenciar a Pajelança e a Roda de Mulheres faz refletir e sonhar cada vez maior.&lt;br /&gt;
Proporcionou uma aproximação interna e com mulheres que são referências desses grandes sonhos. São aprendizados recebidos no simples sorrir da mais velha e de suas sábias palavras, da que veio ‘apenas’ pelo viver, daquela que naturalmente se achega pela vontade de estar. &lt;br /&gt;
Reunir tantas e diferentes mulheres numa roda foi uma experiência que nos encheu os olhos e os desejos de grandes sonhos, de vários planos, quantas demandas e assuntos foram pensados depois dessas trocas de saber com carinhosas palavras e sorrisos. Cada uma com sua história e sua vida exposta num círculo que se acolhe e que se entende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvir das mais velhas o significado de nossas histórias, tradições e representações das mulheres que foram um tanto do que somos hoje, entender que cada processo tem suas dores e amores, que o aprendizado é constante, mas que o ser &amp;quot;eu mulher negra&amp;quot; é uma identidade que se constrói e reconstrói interruptamente sempre que enxergamos no espelho a nossa própria alma negra, resultado dessas tantas que nos antecederam.&lt;br /&gt;
Foi a primeira de muitas rodas, onde todas e todos (os homens também participaram da roda) para a construção, formação e identidade, do respeito das diversidade humanas na luta ao excluir o racismo e preconceito. Diálogos sobre a relação Mulheres negras e o feminismo, onde até mesmo dentro de um movimento &amp;quot;libertário&amp;quot; a mulher negra ainda assim, sofre preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A casa preta, todos os núcleos e pessoas que a compõem de uma certa forma se modificaram, a casa e alguns seres esteticamente, outros mentalmente, e até de forma comportamental essa pajelança fez mudar.&lt;br /&gt;
Muitas coisas ainda virão, essa roda de conversa foi um primeiro passo.&lt;br /&gt;
Uma roda linda, ancestralidade aflorada na prática da oralidade. Uma Griôt (Maria Luiza Nunes – Movimento de Mulheres Negras, Cedenpa e Rede Fulanas) compartilhando memórias, aguçando nossas pesquisas, orientando e alimentando nossas lutas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''UBUNTU! &amp;quot;Eu sou o que sou pelo que nós somos!&amp;quot;'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa, somos todas nós!'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Roda de Mulheres'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas6.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas7.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas8.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 07/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã e Tarde: Conclusão da construção do BARRACÃO&lt;br /&gt;
* Noite: Finalizando as atividades da Pajelança, com o Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu na Terra Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Construção do BARRACÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das principais metas de produção e organização para a Pajelança (e para a auto-estima do Coletivo) era de reconstruir  o barracão da Casa, pois desse espaço dependeriam muitas atividades daquela semana e futuramente para realização de oficinas, cineclubes, rodas de conversa, entre outras ações. A preparação pra reconstrução começou na manhã do sábado, dia 31/08, com a compra da primeira parte do material (telhas, madeira, cimento) e com a derrubada do barracão velho. Estavam pela Casa as pretas: Suh, Bruna, Sarah, Mina, Thiane e Alessandra e os pretos Perna, Lamar, Guinê, Fábio e Jonatha (o Venezuela). Além da reforma do barracão, atividades de organização, produção e planejamento foram desenvolvidas pelo núcleo de mulheres do Coletivo, que também providenciaram a alimentação e articulando uma parte da verba pra comprar o material do barracão. A atividade durou o dia todo, com as atividades encerrando no anoitecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, domingo, dia 01/09 o mutirão pra levantar o barracão continuou, inclusive com aquisição de mais materiais e com a  mobilização de mais pessoas pra colaborar na atividade, rapazes da comunidade se juntaram aos rapazes do Coletivo pra ajudar a acelerar o processo. Do mesmo jeito que sábado, a atividade durou o dia todo e encerrou de noite. Apenas nesse dia foi possível detectar que a reforma não acabaria no prazo idealizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 02/09, segunda-feira, terceiro e último dia de reconstrução do barracão, foi comprada a última parte do material. Esta etapa contou com a participação de todos do Coletivo, direta ou indiretamente envolvidos na atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 03/09, terça-feira, já com a Pajelança iniciando suas primeiras atividades, a construção do barracão continuou atravessando o dia, passando a ser agora alternada entre as atividades e com rodízio de mão de obra e só acabou dia 07/09, último dia da Pajelança e fora de todo o planejamento. Mas a estrutura nova ficou muito boa e melhorou bastante a auto-estima da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Barracão'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: TAMBOR.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''&amp;lt;big&amp;gt;Vídeo da Pajelança Quilombólica Digital Coletivo Casa Preta&amp;lt;/big&amp;gt;''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravado e editado por PC (AfroSul-Odomode Núcleo Sul)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#widget:YouTube|id=Vfg56T7A7Xc}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/PAJELANÇA CASA PRETA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA"/>
				<updated>2013-11-15T15:14:35Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Dia: 05/09 */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Pajelança Casa Preta''' &amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:PQD CASA PRETA.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  '''''&amp;quot;Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun'''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Orisá'''''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun Babá&amp;quot;''''' (Mãe Nalva)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Todas as folhas tem o poder de curar. ''&lt;br /&gt;
''Todas as folhas dos orixás tem o poder de curar&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Rede Mocambos e o Coletivo Casa Preta na perspectiva de garantir para essas comunidades a sua cultura, os seus costumes, a resignificação e o protagonismo da própria história, convida amigas e amigos para participar da “Pajelança Quilombólica Digital”, que objetiva fortalecer o conhecimento e empoderamento do saber livre a partir da visão africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da semana, serão realizadas rodas de conversa, oficinas de vídeo, apropriação tecnológica, tambores, herbário e um dia dedicado ao debate sobre ser '''Mulher preta na ativa''' com a juventude feminina da Casa Preta convidando as mulheres pretas que inspiram suas lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pajelança Quilombólica Digital será realizada no período de 1 a 7 de setembro na sede do Coletivo Casa Preta que fica na rua Roso Danin, 780, entre 2ª de Queluz e Juvenal Cordeiro, no bairro Canudos-Terra Firme, em Belém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Programação Flutuante ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dia || Base || Atividade || Justificativa || Convidado&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:31/08 || Casa Preta || Levantando nosso barracão || Espaço na Casa para realizar nossas ações, oficinas, cineclubes, rodas de conversa... || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Domingo dia:01/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Roletar pelo bairro e visitar as pessoas que estão na luta || Facilitadores Lamar e Guine&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Segunda dia:02/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Hospedar a galera que estará colando para a pajelança || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Terça dia:03/09 || Casa Preta e Fórum ('''manhã''') / Terreiro de Mãe Nalva de Oxum ('''tarde''') ||'''Manhã:''' Organização da pajelança e credenciamento de quem veio pelo fórum / '''Tarde:''' Roda de conversa sobre herbário, catalogação de ervas, propriedades medicinais e espirituais, sabedoria ancestral || Dar continuidade e fluidez no processo da pajelança / O Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi já possuem trabalho dentro na ilha: Projeto O Jardim Botânico Vai à Escola.Não temos terra na Casa Preta, nem um quiombo tão próximo. || Mãe Nalva/ Helena Quadros (Museu Emilio Goeldi)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quarta dia:04/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum e Casa Preta|| Roda de conversa (Casa Preta e terreiro): Apropriação tecnológica / Atividade Prática (Mãe Nalva de Oxum): Triagem de máquinas, montagem do telecentro no terreiro / Montagem da Rádio na Casa Preta(transmissão diária durante o evento), Oficina de percussão do Afro Bloco Firme || Forum de Intenet Paralelo do ponto de vista do Gueto e dos Pretos, a idéia é hackear o encontro. Mas não pensamos em desfocar das atividades da pajelança e marcar território no evento. Abrir e dar espaço para o uso e manuseio de máquinas, a partir da apropriação preta tecnológica, telecentro sem internet, mas com maquinário e programas off line disponíveis. || Dj.RG/ Milson/ Ronaldo Eli/ Gilvan&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quinta dia:05/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum || Cont. Apropriação tecnológica / Oficina de vídeo: captação e edição de áudio e vídeo || Apropriação de ferramentas para registro e diversas formas de documentar momentos, histórias, vivências das comunidades || Dj.RG/ Duda Canto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sexta dia:06/09 || Casa Preta || Rodas de conversa: Crédito carbono / Mulher na ativa / Atividade prática: oficina de tambor &amp;quot;mulher&amp;quot; || Poucas pessoas e principalmente poucos Quilombolas sabem o que é Crédito Carbono, Jorge conhece bem o assunto e poderia deixar nítido os benefícios e os problemas com o crédito carbono / Na Casa Preta desde o começo do ano tem se conversado sobre um nucleo de Mulheres, e uma ação dentro da Pajelança poderia vir a fortacer essa iniciativa. || Jorge POA/ Maria Luiza/ Duda Sousa&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:07/09 || '''manhã:''' Casa Preta / '''noite:''' Jabatiteua (Terra Firme) || '''manhã:''' Limpeza do barracão pronto/ intervenções/ ''' noite:''' Tambor de Crioula || vida nova ao barracão/ atividades livres/ interação e vivências com a comunidade || Tod@s/ Filhos e amigos de Cururupu (tambor de crioula)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dias: 31, 01 e 02==&lt;br /&gt;
Acolhida e construção do barracão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 03/09==&lt;br /&gt;
* Manhã: Continuação da construção do barracão, credenciamento das pessoas que vieram pelo fórum de internet.&lt;br /&gt;
* Tarde: Atividade no terreiro de Mãe Nalva: Roda de Conversa sobre herbário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Relatos, Contribuições, Participações:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''-Abertura: apresentação dos participantes''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Mãe Nalva:''' Herbário sei que vem de folha, e de folha eu conheço e falo &amp;quot;macumbalmente&amp;quot;(risos). Explica sua relação com as folhas, ervas, de forma espiritual.&lt;br /&gt;
Ressalta a importância dessa preservação, cita exemplos em que a essa relação de culturas e desrespeito, se sobressai sobre nossos valores, mistificando as ervas e suas propriedades espirituais. Relata sobre algumas dificuldades sobre a religiosidade (candomblé) na área urbana, das questões de territorialidade.&lt;br /&gt;
Teve uma conversa com um professor sobre ervas, e relata a importância dessas questões para a comunidade, exemplifica as formas de cura através das ervas (furada de prego se cura com cebola, para cortes, tombos se cura com óleo de copaíba, etc...), relata que essas tradições fazem parte da sua vida desde à infância, de como sua avó manuseava essas ervas, essas folhas, de tratar a família pela cura das ervas e óleos naturais (copaíba e andiroba).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala da parteira, da sua própria vida como parteira, da forma de como &amp;quot;puxar a barriga&amp;quot;, de como essas histórias são antigas e estão se perdendo, o aprendizado ancestral, a sensibilidade.&lt;br /&gt;
Descreve que &amp;quot;catinga de mulata&amp;quot; é uma erva de Oxum, que é a protetora do útero, de como esses princípios ativos dessa erva se relaciona diretamente com a maternidade.&lt;br /&gt;
Afirma a importância desses saberes ancestrais, como a academia poderia contribuir com essa troca, saber ancestral (tradição e espiritualidade) e técnico (propriedades físicas, uso de ferramentas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Don Perna:''' Explica a relação da Rede Mocambos e Coletivo Casa Preta, sobre a ancestralidade, tecnologia, africanidade no que remete à tradição. A importância de reconstruir essas relações entre comunidades e saberes, como uma forma de preservar a nossa história.&lt;br /&gt;
Apresenta e agradece a participação das pessoas, dessa troca entre terreiro (comunidade) e academia (museu Emílio Goeldi e Ponto de Memória da terra firme).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressalta que é fundamental esses momentos nos lugares e nas pessoas, de falar de plantas, de terra, de tambor, e que esse processo de aprendizagem é o primeiro plantio dentro das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse momento de roda de conversa onde a comunidad einterage, se comunica, se articula, são as primeiras sementes que migrarão em outras rodas, que reconecta e resignifica à nossa ancestralidade.&lt;br /&gt;
Pauta à questão da lei 10.639, em que o conhecimento ancestral e quanto a tradição, se aplica uma forma de trabalhar a &amp;quot;humanização (a África somos nóis)&amp;quot; nas escolas, é importante tratar essas questões para que as trocas de conhecimentos não sejam desvirtuados dos valores ancestrais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Helena Quadros:''' Relata o início do projeto do Ponto de Memória da terra firme, da importância desse movimento de históricos, que retratasse a vida, cotidiano e perfis dessa comunidade.&lt;br /&gt;
Destaca às dificuldades de manter as atividades que envolvam as comunidades, à conquista de pesquisas que abraçassem essa causa, que em 2009 surge no Brasil o projeto &amp;quot;Ponto de Memmória&amp;quot; e, na época de Mário Chagas estava à frente do processo, através das lutas das pessoas da comunidade da terra firme, foi conseguido uma premiação pelas mulheres da terra firme.&lt;br /&gt;
Para a efetivação do espaço do ponto de memória, ainda que sem recursos, foram elaboradas cartilhas, exposições...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere como estratégia de trabalho ''mapear os pontos de cultura'', ''uma cartografia'', ''um mapa artístico e cultural''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afirma como um ponto forte de espaço o Museu Emílio Goeldi (parceria estratégica), para a realização desses trabalhos. Quer levar informações sobre o herbário, para tratar das pesquisas e questões de nossos interesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Milson:''' Fala da apropriação sobre nossos saberes, das propriedades que temos em nossas ervas, nossos frutos nossas práticas, de como esses conhecimentos se perdem e se desvirtuam das nossas vivências e protagonizações. Descreve um exemplo das práticas de terreiro e da importância do plantio das folhas de axé, como as atividades que são internas nos terreiros são de forma desreipeitosa documentados, através de fotos, vídeos e áudios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guine:''' Explica do que se trata a Pajelança, que vem a partir de um projeto junto a Seppir, envolve também outros projetos como telecentros BR, núcleos de formação continuada, e demais projetos ligados à Rede Mocambos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere de que forma podemos trabalhar essas informações, ''criar espaços digitais onde se coloque essas informações'', e como seriam utilizadas para a comunicação com as comunidades. De como seria a utilização e construção dessas ferramentas no processo físico, tecnológico, mapeado, cartografado, espiritualizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta da Rede Mocambos é construir esse herbário, no objetivo de quebrar essas fronteiras territoriais, como uma forma de garantir que esses conhecimentos possam se expandir, e se compartilhar nas comunidades.&lt;br /&gt;
A relação do direito à terra e a água, dentro de tudo que foi falado, onde se assegure os espaços de garantir às nossas tradições. Que se possa plantar e manusear as ervas, a cultura, o saber...&lt;br /&gt;
Quando se fala da relação do uso de ferramentas tecnológicas, acadêmicas, ancestrais, é de extrema importância se ter a apropriação e garantia dessas terras, através da semente preservar essa memória, que se tem perdido nos quilombos, nas comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Ronaldo Eli:''' Como reflexão, descreve a questão de como esse nosso conhecimento é apropriado, cooptado.&lt;br /&gt;
Um fundamento/conhecimento da gente é um movimento, que sem esse movimento não faria sentido, que o saber ancestral é uma propriedade que não desapropria, independente de tercerizações de nossas experiências.&lt;br /&gt;
Fortalecer os aspectos fundamentais dos nossos saberes, descreve sua vida e vivência no terreiro, como filho de santo de Mãe Beth de Oxum, que o cuidado é essencialmente feminino quando toma como referência à Oxum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere uma ''forma de pensar em como essas mulheres, comunidades, movimentos, podem trocar e viver esses saberes'', que vai além do espaço físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Chicona:''' Descreve sua satisfação por estar nesse momento, na roda de conversa. Que é muito importante para resgatar os valores e saberes que estão se perdendo, e essa troca de informações fortalecem nossas relações e aprendizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Lamartine:''' Fala que na construção desse &amp;quot;herbário&amp;quot; que talvez nem seja um nome que contemple as casas de santo, a africanidade. Ressalta que se racializa e  empreteça a botânica, através de uma troca de experiências com diversos setores, onde o resgate ancestral seja à partir das plantas, que remetem e muito nossas raízes africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: O poder das Ervas'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 04/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Apropriação Tecnológica na Casa Preta e Terreiro de Mãe Nalva&lt;br /&gt;
* Tarde: Montagem do Telecentro no terreiro, montagem da Rádio na Casa Preta&lt;br /&gt;
* Noite: Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil, Oficina de percussão do afro Bloco Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Apropriação Tecnológica'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina iniciada na Casa Preta, mediada por Milson Oniletó: uma breve conversa sobre tecnologia em software livre, baseada na filosofia Ubuntu. Foram citadas e demonstradas as ferramentas livre de uso da rede (wiki - elaboração de textos, mapa - localização de pontos distribuídos por categorias e informes locais com breves relatos, portal - galeria de fotos e vídeos), como formas de comunicação coletiva, através da troca de informações entre comunidades, na construção de acervos e produção de conteúdos desenvolvidos coletivamente. As ferramentas possibilitam o fortalecimento de valores culturais e históricos, resgatando o protagonismo de comunidades quilombolas, cada uma com sua especifidade, cada uma com sua cultura e seus costumes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum: Atividade prática com triagem de máquinas e instalação do Telecentro, com a presença de Mãe Nalva e a juventude de terreiro do seu Ilê, Duda Canto e Luah Sampaio (terreiro de Nangetu) colaboradores do Coletivo, instalação mediada por Milson, Reginaldo (Dj RG), Ronaldo Eli . tendo disponíveis para instalação 11 computadores, mesas, cadeiras, data show, espaço do próprio terreiro, sem antena e conexão de internet. Após a instalação de máquinas e disposição dos móveis, foram instalados sistemas operacionais em software livre linux (ubuntu).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O Telecentro estava inativo por volta de 3 anos, a parceria junto ao Coletivo Casa Preta e rede mocambos tem desenvolvido atividades como rodas de conversa, para dialogar sobre políticas públicas, saúde da mulher negra, projetos culturais e de formação, e demais trabalhos que envolvam a comunidade da periferia da Terra Firme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Apropriação Tecnológia/Telecentro'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade Prática: Montagem da RÁDIO e transmissão livre (web e FM)'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Material e ferramentas utilizadas: 1 transmissor de fm, 1 modulador de estereo, uma mesa de som de 8 canais, 1 cabo de antena de 30 metros, 1 Antena Base Vhf Plano Terra 1/4 De Onda Para Tarnsmissor Fm. manejo de equipamentos, transmissão de informações, alem produçao de áudio e sua divulgaçao livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Programação Flutuante da Pajelança a montagem da rádio ocorreria no sábado, dia que conseguimos comprar uma parte do material para a fundação do barracão, desde o inicio fi programada a transmissão de tudo o que ocorreria dentro da programação flutuante pela rádio, por tanto a primeira ação de fato seria com a ACIYOMI, o Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum. Mas não foi possível a montagem da rádio no terreiro, devido à falta de alguns equipamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No horário da manhã os responsáveis por levantar a antena e tocar a rádio em conjunto com o nosso colaborador Gilvan se dividiram nas atividades praticas de apropriação tecnológica e na construção do barracão. O levante da rádio começou com um sol apino de uma tarde de quarta, Ronaldo Eli e Gilvan aderiram a ideia de Guinê de amarrar a antena numa pernamanca grande e coloca-la de alguma forma na caixa d'água, enquanto isso acontecia PC ligava os cabos e conectores na mesa de som de 8 canais cedida pela Rádio FM Cabana, esperando a subida da antena para poder testar e colocar no ar, a antena subiu com uma certa dificuldade por conta do peso e da amarração que foi feita, o cabo de antena foi conectado então foi ao ar a Rádio Livre Aqualtune através da frequência 90.9Mhz transmitindo as atividades da Pajelança Quilombólica Digital e música preta além de programas como o &amp;quot;Disgestivo&amp;quot; que foi ao ar todos os dias após o almoço, com a participação dos oficineiros e participantes, relatando experiências e conteúdos das oficinas, e também para os ouvintes saberem tudo o que aconteceu durante os horários da manhã e tarde nas atividades da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira transmissão ao vivo e online foi da oficina livre de percussão do Bloco Afro Firme, atividade que já fazia parte da programação semanal do Coletivo Casa Preta, ocorre toda quarta e sexta no espaço da Casa. Ronaldo, Guinê e Gilvan fizeram a gravação para a radio, PC gravou um vídeo e tirou algumas fotos junto com Milson, ao fim da oficina a rádio voltou a programação de músicas pretas.&lt;br /&gt;
As transmissões duravam as 24h todos os dias, dividido nas programações da Pajelança e repertórios musicais diversos, em especial música preta. A rádio foi uma das formas de comunicação, apropriação de ferramentas para registro, captação, documentários, relatos, a vivência e contar sua historia e participação na Pajelança e o próprio cotidiano no coletivo. O Barracão continuava ao som da rádio Aqualtune que saia das caixinhas de som que era conectada a um celular nas ondas da 90,9 FM, enquanto que com outro grupo pequeno eram desenvolvidas praticas de apropriação das ferramentas da rede. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Rádio Aqualtune/FM Cabana'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil''' e '''Oficina de percussão do Afro Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PQD foi divulgada e compartilhada, através de redes sociais, emails, e outras formas de comunicação. Durante as atividades que estavam na programação da pajelança de quarta-feira, houve a intervenção de participantes do Fórum da Internet (evento realizado no Hangar Convenções Belém/PA, no período de 03 a 05 de setembro de 2013 http://forumdainternet.cgi.br) em parceria com o Fora do Eixo, foi realizado uma roda de conversa sobre tecnologia livre e suas dimensões, com a apresentação e debates sobre o documentário média metragem, do primeiro e segundo ano de atuação do projeto Agência de Redes para Juventude, cedido pela Geração Agência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os debates circularam por temas como: políticas públicas, distribuição de recursos do Estado e o acesso restrito à pequenos grupos, apropriação tecnológica e territorialidade, população negra e seu empoderamento nas ferramentas de comunicação e patrimônio cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Fórum da Internet'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM6.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade prática: Oficina de percussão do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As oficinas de percussão fazem parte da programação semanal do Coletivo, que acontecem todas as quartas e sextas às 19h no espaço da Casa. Trabalhando a musicalidade e ancestralidade africana com a juventude da comunidade do bairro da terra firme, fortalecendo os valores culturais africanos, a autoestima do jovem negro/a da periferia de Belém (Terra Firme), envolvendo atividades locais que reforcem essa participação, como por exemplo, o Cineclube Tela Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Oficina do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 05/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terreiro de Mãe Nalva: Oficina prática de Edição de Vídeo e conversa sobre tecnologia portátil com Duda Canto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atividade ministrada por Duda Canto e Reginaldo (Dj.RG), através do uso de ferramentas de edição em software livre (Cinelerra), feita através de captação de vídeos pelo celular e máquina digital, trabalhando as configurações e facilidades operacionais de edição com o uso dessa ferramenta. &lt;br /&gt;
O bate papo sobre tecnologia portátil envolveu diálogos como comunicação, captação de aúdio e imagens, compartilhamento de ações e informações elaboradas de forma simples, pela própria junventude. No intuito resgatar e fortalecer atividades locais, culturais e de vivências, que contem suas histórias (protagonismo) e que se tenha registro dessas ações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A oficina contou com a participação de jovens e crianças do Ilê de Mãe Nalva, equipe do Coletivo, e oficineiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 06/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Roda de conversa com Jorge Moreira: Crédito Carbono&lt;br /&gt;
* Tarde: Roda de conversa com a mediadora Maria Luiza: Mulheres Negras na Ativa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Roda de Conversa: Crédito Carbono - Quilombos e o Meio Ambiente'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversas, debates, trocas de informações sobre a seriedade do poderio territorial quilombola, das problemáticas e impactos ambientais que tem se disseminado pelas diversas áreas que fazem parte dos quilombos. O sistema se insere nas localidades mantendo o mesmo formato de atuação, sem nenhuma preocupação ou interesse de preservação, isso se dá pelo mal uso da terra, extração de matéria prima, excedendo a não conservação da vegetação, através do não plantio e manejo do solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jorge apresentou seu projeto sobre Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) e Créditos de Reposição Florestal (CRF), trata do novo código florestal LEI No 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Possibilita títulos representativos de obrigação de reserva legal em outra propriedade, as CRAs podem ser criadas em áreas com florestas existentes ou com vegetação em processo de recuperação, podem ser usadas para compensação entre imóveis rurais no mesmo bioma e estado. Já o CRF se baseia na ampliação de áreas florestadas através do plantio, como meio de compensação ao desmatamento de vegetação natural, que se dá pelo uso indevido da terra, títulos representativos de volume de matéria-prima, que permitirá que a obrigação de reposição florestal seja cumprida de modo mais eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Crédito Carbono'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa – A roda de conversa das mulheres na I Pajelança Quilombólica Digital'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Texto elaborado de forma coletiva com as Mulheres Negras da Casa Preta, cada palavra aqui colocada segue uma reflexão, vivência, &lt;br /&gt;
 e negritude feminina do que foi esse momento dentro do espaço, que somos nóis. Sarah, Suhellen, Thiane, Rubia, Mina, Bruna e Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ano de 2013 tem trazido reviravoltas ao Coletivo Casa Preta, pois pela primeira vez na breve história da entidade, um grupo de mulheres começou a pensar o lado feminino dessa negritude. Essa mobilização não é recente, é resultado de uma construção individual e coletiva que culminou nesse encontro de diferentes (e divergentes) mulheres que vivem uma realidade em comum: são negras, moradoras da periferia de Belém e combatem o racismo contra a mulher negra e contra a juventude negra brasileira. Um primeiro momento pensado pelo recém formado núcleo de mulheres, que estão começando suas caminhadas na descoberta do que é ser Mulher Negra, juntas desejando e construindo momentos como esse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos diferentes, cada uma com sua personalidade e experiências, mas o que nos aproxima é o mais importante... NÓS SONHAMOS! e não só compartilhamos os mesmos sonhos como estamos construindo coletivamente eles.&lt;br /&gt;
São meninas e mulheres guerreiras à sua maneira. Doces bárbaras (pedimos licença à referência) e com doses exageradas de meiguice e de bravura. Pela primeira vez, um momento dedicado exclusivamente ao pensamento feminino negro foi realizado no Coletivo Casa Preta durante a I Pajelança Quilombólica Digital. Nos meses e dias que antecederam o evento, muito se vivenciou. Foram meses que permitiram a vivência de dias momentos e intensos completamente dedicados ao pensamento negro, de sua memória ancestral ao afro-futurismo. &lt;br /&gt;
A rotina mudou de configuração, e essa reconfiguração nos deram mais motivos pra continuar nesse processo que vai além de uma simples formação. O desenvolvimento desse pensamento político refletirá nas ações futuras e a autoestima e a delícia do reconhecer-se passará a ser muito mais do que dizer &amp;quot;eu sou mulher e sou negra&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A roda de mulheres fez elas se conhecerem e reconhecerem pontos em comuns, colocarem os peitos na frente e falarem eu faço parte do coletivo casa preta e quero viver num mundo com muito mais pretas e talvez eu queira construir isso a partir daqui, desse espaço, mesmo não sendo aqui, eu modifiquei no ato de não quer ser mais só, e a cada dia quero ser coletivo&lt;br /&gt;
Negras na ativa, de movimento constante, de um sorriso às avessas. Núcleo, grupo... Mulheres reunidas com objetivos coletivos, que trarão dias melhores à individualidade de cada uma. Vivenciar a Pajelança e a Roda de Mulheres faz refletir e sonhar cada vez maior.&lt;br /&gt;
Proporcionou uma aproximação interna e com mulheres que são referências desses grandes sonhos. São aprendizados recebidos no simples sorrir da mais velha e de suas sábias palavras, da que veio ‘apenas’ pelo viver, daquela que naturalmente se achega pela vontade de estar. &lt;br /&gt;
Reunir tantas e diferentes mulheres numa roda foi uma experiência que nos encheu os olhos e os desejos de grandes sonhos, de vários planos, quantas demandas e assuntos foram pensados depois dessas trocas de saber com carinhosas palavras e sorrisos. Cada uma com sua história e sua vida exposta num círculo que se acolhe e que se entende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvir das mais velhas o significado de nossas histórias, tradições e representações das mulheres que foram um tanto do que somos hoje, entender que cada processo tem suas dores e amores, que o aprendizado é constante, mas que o ser &amp;quot;eu mulher negra&amp;quot; é uma identidade que se constrói e reconstrói interruptamente sempre que enxergamos no espelho a nossa própria alma negra, resultado dessas tantas que nos antecederam.&lt;br /&gt;
Foi a primeira de muitas rodas, onde todas e todos (os homens também participaram da roda) para a construção, formação e identidade, do respeito das diversidade humanas na luta ao excluir o racismo e preconceito. Diálogos sobre a relação Mulheres negras e o feminismo, onde até mesmo dentro de um movimento &amp;quot;libertário&amp;quot; a mulher negra ainda assim, sofre preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A casa preta, todos os núcleos e pessoas que a compõem de uma certa forma se modificaram, a casa e alguns seres esteticamente, outros mentalmente, e até de forma comportamental essa pajelança fez mudar.&lt;br /&gt;
Muitas coisas ainda virão, essa roda de conversa foi um primeiro passo.&lt;br /&gt;
Uma roda linda, ancestralidade aflorada na prática da oralidade. Uma Griôt (Maria Luiza Nunes – Movimento de Mulheres Negras, Cedenpa e Rede Fulanas) compartilhando memórias, aguçando nossas pesquisas, orientando e alimentando nossas lutas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''UBUNTU! &amp;quot;Eu sou o que sou pelo que nós somos!&amp;quot;'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa, somos todas nós!'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Roda de Mulheres'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas6.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas7.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas8.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 07/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã e Tarde: Conclusão da construção do BARRACÃO&lt;br /&gt;
* Noite: Finalizando as atividades da Pajelança, com o Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu na Terra Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Construção do BARRACÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das principais metas de produção e organização para a Pajelança (e para a auto-estima do Coletivo) era de reconstruir  o barracão da Casa, pois desse espaço dependeriam muitas atividades daquela semana e futuramente para realização de oficinas, cineclubes, rodas de conversa, entre outras ações. A preparação pra reconstrução começou na manhã do sábado, dia 31/08, com a compra da primeira parte do material (telhas, madeira, cimento) e com a derrubada do barracão velho. Estavam pela Casa as pretas: Suh, Bruna, Sarah, Mina, Thiane e Alessandra e os pretos Perna, Lamar, Guinê, Fábio e Jonatha (o Venezuela). Além da reforma do barracão, atividades de organização, produção e planejamento foram desenvolvidas pelo núcleo de mulheres do Coletivo, que também providenciaram a alimentação e articulando uma parte da verba pra comprar o material do barracão. A atividade durou o dia todo, com as atividades encerrando no anoitecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, domingo, dia 01/09 o mutirão pra levantar o barracão continuou, inclusive com aquisição de mais materiais e com a  mobilização de mais pessoas pra colaborar na atividade, rapazes da comunidade se juntaram aos rapazes do Coletivo pra ajudar a acelerar o processo. Do mesmo jeito que sábado, a atividade durou o dia todo e encerrou de noite. Apenas nesse dia foi possível detectar que a reforma não acabaria no prazo idealizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 02/09, segunda-feira, terceiro e último dia de reconstrução do barracão, foi comprada a última parte do material. Esta etapa contou com a participação de todos do Coletivo, direta ou indiretamente envolvidos na atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 03/09, terça-feira, já com a Pajelança iniciando suas primeiras atividades, a construção do barracão continuou atravessando o dia, passando a ser agora alternada entre as atividades e com rodízio de mão de obra e só acabou dia 07/09, último dia da Pajelança e fora de todo o planejamento. Mas a estrutura nova ficou muito boa e melhorou bastante a auto-estima da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Barracão'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: TAMBOR.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''&amp;lt;big&amp;gt;Vídeo da Pajelança Quilombólica Digital Coletivo Casa Preta&amp;lt;/big&amp;gt;''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravado e editado por PC (AfroSul-Odomode Núcleo Sul)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#widget:YouTube|id=Vfg56T7A7Xc}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/PAJELANÇA CASA PRETA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA"/>
				<updated>2013-11-15T15:09:14Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Dia: 05/09 */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Pajelança Casa Preta''' &amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:PQD CASA PRETA.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  '''''&amp;quot;Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun'''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Orisá'''''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun Babá&amp;quot;''''' (Mãe Nalva)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Todas as folhas tem o poder de curar. ''&lt;br /&gt;
''Todas as folhas dos orixás tem o poder de curar&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Rede Mocambos e o Coletivo Casa Preta na perspectiva de garantir para essas comunidades a sua cultura, os seus costumes, a resignificação e o protagonismo da própria história, convida amigas e amigos para participar da “Pajelança Quilombólica Digital”, que objetiva fortalecer o conhecimento e empoderamento do saber livre a partir da visão africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da semana, serão realizadas rodas de conversa, oficinas de vídeo, apropriação tecnológica, tambores, herbário e um dia dedicado ao debate sobre ser '''Mulher preta na ativa''' com a juventude feminina da Casa Preta convidando as mulheres pretas que inspiram suas lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pajelança Quilombólica Digital será realizada no período de 1 a 7 de setembro na sede do Coletivo Casa Preta que fica na rua Roso Danin, 780, entre 2ª de Queluz e Juvenal Cordeiro, no bairro Canudos-Terra Firme, em Belém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Programação Flutuante ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dia || Base || Atividade || Justificativa || Convidado&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:31/08 || Casa Preta || Levantando nosso barracão || Espaço na Casa para realizar nossas ações, oficinas, cineclubes, rodas de conversa... || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Domingo dia:01/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Roletar pelo bairro e visitar as pessoas que estão na luta || Facilitadores Lamar e Guine&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Segunda dia:02/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Hospedar a galera que estará colando para a pajelança || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Terça dia:03/09 || Casa Preta e Fórum ('''manhã''') / Terreiro de Mãe Nalva de Oxum ('''tarde''') ||'''Manhã:''' Organização da pajelança e credenciamento de quem veio pelo fórum / '''Tarde:''' Roda de conversa sobre herbário, catalogação de ervas, propriedades medicinais e espirituais, sabedoria ancestral || Dar continuidade e fluidez no processo da pajelança / O Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi já possuem trabalho dentro na ilha: Projeto O Jardim Botânico Vai à Escola.Não temos terra na Casa Preta, nem um quiombo tão próximo. || Mãe Nalva/ Helena Quadros (Museu Emilio Goeldi)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quarta dia:04/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum e Casa Preta|| Roda de conversa (Casa Preta e terreiro): Apropriação tecnológica / Atividade Prática (Mãe Nalva de Oxum): Triagem de máquinas, montagem do telecentro no terreiro / Montagem da Rádio na Casa Preta(transmissão diária durante o evento), Oficina de percussão do Afro Bloco Firme || Forum de Intenet Paralelo do ponto de vista do Gueto e dos Pretos, a idéia é hackear o encontro. Mas não pensamos em desfocar das atividades da pajelança e marcar território no evento. Abrir e dar espaço para o uso e manuseio de máquinas, a partir da apropriação preta tecnológica, telecentro sem internet, mas com maquinário e programas off line disponíveis. || Dj.RG/ Milson/ Ronaldo Eli/ Gilvan&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quinta dia:05/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum || Cont. Apropriação tecnológica / Oficina de vídeo: captação e edição de áudio e vídeo || Apropriação de ferramentas para registro e diversas formas de documentar momentos, histórias, vivências das comunidades || Dj.RG/ Duda Canto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sexta dia:06/09 || Casa Preta || Rodas de conversa: Crédito carbono / Mulher na ativa / Atividade prática: oficina de tambor &amp;quot;mulher&amp;quot; || Poucas pessoas e principalmente poucos Quilombolas sabem o que é Crédito Carbono, Jorge conhece bem o assunto e poderia deixar nítido os benefícios e os problemas com o crédito carbono / Na Casa Preta desde o começo do ano tem se conversado sobre um nucleo de Mulheres, e uma ação dentro da Pajelança poderia vir a fortacer essa iniciativa. || Jorge POA/ Maria Luiza/ Duda Sousa&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:07/09 || '''manhã:''' Casa Preta / '''noite:''' Jabatiteua (Terra Firme) || '''manhã:''' Limpeza do barracão pronto/ intervenções/ ''' noite:''' Tambor de Crioula || vida nova ao barracão/ atividades livres/ interação e vivências com a comunidade || Tod@s/ Filhos e amigos de Cururupu (tambor de crioula)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dias: 31, 01 e 02==&lt;br /&gt;
Acolhida e construção do barracão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 03/09==&lt;br /&gt;
* Manhã: Continuação da construção do barracão, credenciamento das pessoas que vieram pelo fórum de internet.&lt;br /&gt;
* Tarde: Atividade no terreiro de Mãe Nalva: Roda de Conversa sobre herbário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Relatos, Contribuições, Participações:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''-Abertura: apresentação dos participantes''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Mãe Nalva:''' Herbário sei que vem de folha, e de folha eu conheço e falo &amp;quot;macumbalmente&amp;quot;(risos). Explica sua relação com as folhas, ervas, de forma espiritual.&lt;br /&gt;
Ressalta a importância dessa preservação, cita exemplos em que a essa relação de culturas e desrespeito, se sobressai sobre nossos valores, mistificando as ervas e suas propriedades espirituais. Relata sobre algumas dificuldades sobre a religiosidade (candomblé) na área urbana, das questões de territorialidade.&lt;br /&gt;
Teve uma conversa com um professor sobre ervas, e relata a importância dessas questões para a comunidade, exemplifica as formas de cura através das ervas (furada de prego se cura com cebola, para cortes, tombos se cura com óleo de copaíba, etc...), relata que essas tradições fazem parte da sua vida desde à infância, de como sua avó manuseava essas ervas, essas folhas, de tratar a família pela cura das ervas e óleos naturais (copaíba e andiroba).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala da parteira, da sua própria vida como parteira, da forma de como &amp;quot;puxar a barriga&amp;quot;, de como essas histórias são antigas e estão se perdendo, o aprendizado ancestral, a sensibilidade.&lt;br /&gt;
Descreve que &amp;quot;catinga de mulata&amp;quot; é uma erva de Oxum, que é a protetora do útero, de como esses princípios ativos dessa erva se relaciona diretamente com a maternidade.&lt;br /&gt;
Afirma a importância desses saberes ancestrais, como a academia poderia contribuir com essa troca, saber ancestral (tradição e espiritualidade) e técnico (propriedades físicas, uso de ferramentas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Don Perna:''' Explica a relação da Rede Mocambos e Coletivo Casa Preta, sobre a ancestralidade, tecnologia, africanidade no que remete à tradição. A importância de reconstruir essas relações entre comunidades e saberes, como uma forma de preservar a nossa história.&lt;br /&gt;
Apresenta e agradece a participação das pessoas, dessa troca entre terreiro (comunidade) e academia (museu Emílio Goeldi e Ponto de Memória da terra firme).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressalta que é fundamental esses momentos nos lugares e nas pessoas, de falar de plantas, de terra, de tambor, e que esse processo de aprendizagem é o primeiro plantio dentro das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse momento de roda de conversa onde a comunidad einterage, se comunica, se articula, são as primeiras sementes que migrarão em outras rodas, que reconecta e resignifica à nossa ancestralidade.&lt;br /&gt;
Pauta à questão da lei 10.639, em que o conhecimento ancestral e quanto a tradição, se aplica uma forma de trabalhar a &amp;quot;humanização (a África somos nóis)&amp;quot; nas escolas, é importante tratar essas questões para que as trocas de conhecimentos não sejam desvirtuados dos valores ancestrais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Helena Quadros:''' Relata o início do projeto do Ponto de Memória da terra firme, da importância desse movimento de históricos, que retratasse a vida, cotidiano e perfis dessa comunidade.&lt;br /&gt;
Destaca às dificuldades de manter as atividades que envolvam as comunidades, à conquista de pesquisas que abraçassem essa causa, que em 2009 surge no Brasil o projeto &amp;quot;Ponto de Memmória&amp;quot; e, na época de Mário Chagas estava à frente do processo, através das lutas das pessoas da comunidade da terra firme, foi conseguido uma premiação pelas mulheres da terra firme.&lt;br /&gt;
Para a efetivação do espaço do ponto de memória, ainda que sem recursos, foram elaboradas cartilhas, exposições...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere como estratégia de trabalho ''mapear os pontos de cultura'', ''uma cartografia'', ''um mapa artístico e cultural''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afirma como um ponto forte de espaço o Museu Emílio Goeldi (parceria estratégica), para a realização desses trabalhos. Quer levar informações sobre o herbário, para tratar das pesquisas e questões de nossos interesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Milson:''' Fala da apropriação sobre nossos saberes, das propriedades que temos em nossas ervas, nossos frutos nossas práticas, de como esses conhecimentos se perdem e se desvirtuam das nossas vivências e protagonizações. Descreve um exemplo das práticas de terreiro e da importância do plantio das folhas de axé, como as atividades que são internas nos terreiros são de forma desreipeitosa documentados, através de fotos, vídeos e áudios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guine:''' Explica do que se trata a Pajelança, que vem a partir de um projeto junto a Seppir, envolve também outros projetos como telecentros BR, núcleos de formação continuada, e demais projetos ligados à Rede Mocambos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere de que forma podemos trabalhar essas informações, ''criar espaços digitais onde se coloque essas informações'', e como seriam utilizadas para a comunicação com as comunidades. De como seria a utilização e construção dessas ferramentas no processo físico, tecnológico, mapeado, cartografado, espiritualizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta da Rede Mocambos é construir esse herbário, no objetivo de quebrar essas fronteiras territoriais, como uma forma de garantir que esses conhecimentos possam se expandir, e se compartilhar nas comunidades.&lt;br /&gt;
A relação do direito à terra e a água, dentro de tudo que foi falado, onde se assegure os espaços de garantir às nossas tradições. Que se possa plantar e manusear as ervas, a cultura, o saber...&lt;br /&gt;
Quando se fala da relação do uso de ferramentas tecnológicas, acadêmicas, ancestrais, é de extrema importância se ter a apropriação e garantia dessas terras, através da semente preservar essa memória, que se tem perdido nos quilombos, nas comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Ronaldo Eli:''' Como reflexão, descreve a questão de como esse nosso conhecimento é apropriado, cooptado.&lt;br /&gt;
Um fundamento/conhecimento da gente é um movimento, que sem esse movimento não faria sentido, que o saber ancestral é uma propriedade que não desapropria, independente de tercerizações de nossas experiências.&lt;br /&gt;
Fortalecer os aspectos fundamentais dos nossos saberes, descreve sua vida e vivência no terreiro, como filho de santo de Mãe Beth de Oxum, que o cuidado é essencialmente feminino quando toma como referência à Oxum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere uma ''forma de pensar em como essas mulheres, comunidades, movimentos, podem trocar e viver esses saberes'', que vai além do espaço físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Chicona:''' Descreve sua satisfação por estar nesse momento, na roda de conversa. Que é muito importante para resgatar os valores e saberes que estão se perdendo, e essa troca de informações fortalecem nossas relações e aprendizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Lamartine:''' Fala que na construção desse &amp;quot;herbário&amp;quot; que talvez nem seja um nome que contemple as casas de santo, a africanidade. Ressalta que se racializa e  empreteça a botânica, através de uma troca de experiências com diversos setores, onde o resgate ancestral seja à partir das plantas, que remetem e muito nossas raízes africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: O poder das Ervas'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 04/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Apropriação Tecnológica na Casa Preta e Terreiro de Mãe Nalva&lt;br /&gt;
* Tarde: Montagem do Telecentro no terreiro, montagem da Rádio na Casa Preta&lt;br /&gt;
* Noite: Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil, Oficina de percussão do afro Bloco Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Apropriação Tecnológica'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina iniciada na Casa Preta, mediada por Milson Oniletó: uma breve conversa sobre tecnologia em software livre, baseada na filosofia Ubuntu. Foram citadas e demonstradas as ferramentas livre de uso da rede (wiki - elaboração de textos, mapa - localização de pontos distribuídos por categorias e informes locais com breves relatos, portal - galeria de fotos e vídeos), como formas de comunicação coletiva, através da troca de informações entre comunidades, na construção de acervos e produção de conteúdos desenvolvidos coletivamente. As ferramentas possibilitam o fortalecimento de valores culturais e históricos, resgatando o protagonismo de comunidades quilombolas, cada uma com sua especifidade, cada uma com sua cultura e seus costumes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum: Atividade prática com triagem de máquinas e instalação do Telecentro, com a presença de Mãe Nalva e a juventude de terreiro do seu Ilê, Duda Canto e Luah Sampaio (terreiro de Nangetu) colaboradores do Coletivo, instalação mediada por Milson, Reginaldo (Dj RG), Ronaldo Eli . tendo disponíveis para instalação 11 computadores, mesas, cadeiras, data show, espaço do próprio terreiro, sem antena e conexão de internet. Após a instalação de máquinas e disposição dos móveis, foram instalados sistemas operacionais em software livre linux (ubuntu).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O Telecentro estava inativo por volta de 3 anos, a parceria junto ao Coletivo Casa Preta e rede mocambos tem desenvolvido atividades como rodas de conversa, para dialogar sobre políticas públicas, saúde da mulher negra, projetos culturais e de formação, e demais trabalhos que envolvam a comunidade da periferia da Terra Firme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Apropriação Tecnológia/Telecentro'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade Prática: Montagem da RÁDIO e transmissão livre (web e FM)'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Material e ferramentas utilizadas: 1 transmissor de fm, 1 modulador de estereo, uma mesa de som de 8 canais, 1 cabo de antena de 30 metros, 1 Antena Base Vhf Plano Terra 1/4 De Onda Para Tarnsmissor Fm. manejo de equipamentos, transmissão de informações, alem produçao de áudio e sua divulgaçao livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Programação Flutuante da Pajelança a montagem da rádio ocorreria no sábado, dia que conseguimos comprar uma parte do material para a fundação do barracão, desde o inicio fi programada a transmissão de tudo o que ocorreria dentro da programação flutuante pela rádio, por tanto a primeira ação de fato seria com a ACIYOMI, o Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum. Mas não foi possível a montagem da rádio no terreiro, devido à falta de alguns equipamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No horário da manhã os responsáveis por levantar a antena e tocar a rádio em conjunto com o nosso colaborador Gilvan se dividiram nas atividades praticas de apropriação tecnológica e na construção do barracão. O levante da rádio começou com um sol apino de uma tarde de quarta, Ronaldo Eli e Gilvan aderiram a ideia de Guinê de amarrar a antena numa pernamanca grande e coloca-la de alguma forma na caixa d'água, enquanto isso acontecia PC ligava os cabos e conectores na mesa de som de 8 canais cedida pela Rádio FM Cabana, esperando a subida da antena para poder testar e colocar no ar, a antena subiu com uma certa dificuldade por conta do peso e da amarração que foi feita, o cabo de antena foi conectado então foi ao ar a Rádio Livre Aqualtune através da frequência 90.9Mhz transmitindo as atividades da Pajelança Quilombólica Digital e música preta além de programas como o &amp;quot;Disgestivo&amp;quot; que foi ao ar todos os dias após o almoço, com a participação dos oficineiros e participantes, relatando experiências e conteúdos das oficinas, e também para os ouvintes saberem tudo o que aconteceu durante os horários da manhã e tarde nas atividades da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira transmissão ao vivo e online foi da oficina livre de percussão do Bloco Afro Firme, atividade que já fazia parte da programação semanal do Coletivo Casa Preta, ocorre toda quarta e sexta no espaço da Casa. Ronaldo, Guinê e Gilvan fizeram a gravação para a radio, PC gravou um vídeo e tirou algumas fotos junto com Milson, ao fim da oficina a rádio voltou a programação de músicas pretas.&lt;br /&gt;
As transmissões duravam as 24h todos os dias, dividido nas programações da Pajelança e repertórios musicais diversos, em especial música preta. A rádio foi uma das formas de comunicação, apropriação de ferramentas para registro, captação, documentários, relatos, a vivência e contar sua historia e participação na Pajelança e o próprio cotidiano no coletivo. O Barracão continuava ao som da rádio Aqualtune que saia das caixinhas de som que era conectada a um celular nas ondas da 90,9 FM, enquanto que com outro grupo pequeno eram desenvolvidas praticas de apropriação das ferramentas da rede. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Rádio Aqualtune/FM Cabana'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil''' e '''Oficina de percussão do Afro Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PQD foi divulgada e compartilhada, através de redes sociais, emails, e outras formas de comunicação. Durante as atividades que estavam na programação da pajelança de quarta-feira, houve a intervenção de participantes do Fórum da Internet (evento realizado no Hangar Convenções Belém/PA, no período de 03 a 05 de setembro de 2013 http://forumdainternet.cgi.br) em parceria com o Fora do Eixo, foi realizado uma roda de conversa sobre tecnologia livre e suas dimensões, com a apresentação e debates sobre o documentário média metragem, do primeiro e segundo ano de atuação do projeto Agência de Redes para Juventude, cedido pela Geração Agência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os debates circularam por temas como: políticas públicas, distribuição de recursos do Estado e o acesso restrito à pequenos grupos, apropriação tecnológica e territorialidade, população negra e seu empoderamento nas ferramentas de comunicação e patrimônio cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Fórum da Internet'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM6.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade prática: Oficina de percussão do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As oficinas de percussão fazem parte da programação semanal do Coletivo, que acontecem todas as quartas e sextas às 19h no espaço da Casa. Trabalhando a musicalidade e ancestralidade africana com a juventude da comunidade do bairro da terra firme, fortalecendo os valores culturais africanos, a autoestima do jovem negro/a da periferia de Belém (Terra Firme), envolvendo atividades locais que reforcem essa participação, como por exemplo, o Cineclube Tela Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Oficina do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 05/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terreiro de Mãe Nalva: Oficina prática de Edição de Vídeo e conversa sobre tecnologia portátil com Duda Canto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atividade ministrada por Duda Canto e Reginaldo (Dj.RG), através do uso de ferramentas de edição em software livre (Cinelerra), feita através de captação de vídeos pelo celular e máquina digital, trabalhando as configurações e facilidades operacionais de edição com o uso dessa ferramenta. &lt;br /&gt;
O bate papo sobre tecnologia portátil envolveu diálogos como comunicação, captação de aúdio e imagens, compartilhamento de ações e informações elaboradas de forma simples, pela própria junventude. No intuito resgatar e fortalecer atividades locais, culturais e de vivências, que contem suas histórias (protagonismo) e que se tenha registro dessas ações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A oficina contou com a presença da jovens e crianças do Ilê de Mãe Nalva, equipe do Coletivo, e oficineiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 06/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Roda de conversa com Jorge Moreira: Crédito Carbono&lt;br /&gt;
* Tarde: Roda de conversa com a mediadora Maria Luiza: Mulheres Negras na Ativa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Roda de Conversa: Crédito Carbono - Quilombos e o Meio Ambiente'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversas, debates, trocas de informações sobre a seriedade do poderio territorial quilombola, das problemáticas e impactos ambientais que tem se disseminado pelas diversas áreas que fazem parte dos quilombos. O sistema se insere nas localidades mantendo o mesmo formato de atuação, sem nenhuma preocupação ou interesse de preservação, isso se dá pelo mal uso da terra, extração de matéria prima, excedendo a não conservação da vegetação, através do não plantio e manejo do solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jorge apresentou seu projeto sobre Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) e Créditos de Reposição Florestal (CRF), trata do novo código florestal LEI No 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Possibilita títulos representativos de obrigação de reserva legal em outra propriedade, as CRAs podem ser criadas em áreas com florestas existentes ou com vegetação em processo de recuperação, podem ser usadas para compensação entre imóveis rurais no mesmo bioma e estado. Já o CRF se baseia na ampliação de áreas florestadas através do plantio, como meio de compensação ao desmatamento de vegetação natural, que se dá pelo uso indevido da terra, títulos representativos de volume de matéria-prima, que permitirá que a obrigação de reposição florestal seja cumprida de modo mais eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Crédito Carbono'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa – A roda de conversa das mulheres na I Pajelança Quilombólica Digital'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Texto elaborado de forma coletiva com as Mulheres Negras da Casa Preta, cada palavra aqui colocada segue uma reflexão, vivência, &lt;br /&gt;
 e negritude feminina do que foi esse momento dentro do espaço, que somos nóis. Sarah, Suhellen, Thiane, Rubia, Mina, Bruna e Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ano de 2013 tem trazido reviravoltas ao Coletivo Casa Preta, pois pela primeira vez na breve história da entidade, um grupo de mulheres começou a pensar o lado feminino dessa negritude. Essa mobilização não é recente, é resultado de uma construção individual e coletiva que culminou nesse encontro de diferentes (e divergentes) mulheres que vivem uma realidade em comum: são negras, moradoras da periferia de Belém e combatem o racismo contra a mulher negra e contra a juventude negra brasileira. Um primeiro momento pensado pelo recém formado núcleo de mulheres, que estão começando suas caminhadas na descoberta do que é ser Mulher Negra, juntas desejando e construindo momentos como esse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos diferentes, cada uma com sua personalidade e experiências, mas o que nos aproxima é o mais importante... NÓS SONHAMOS! e não só compartilhamos os mesmos sonhos como estamos construindo coletivamente eles.&lt;br /&gt;
São meninas e mulheres guerreiras à sua maneira. Doces bárbaras (pedimos licença à referência) e com doses exageradas de meiguice e de bravura. Pela primeira vez, um momento dedicado exclusivamente ao pensamento feminino negro foi realizado no Coletivo Casa Preta durante a I Pajelança Quilombólica Digital. Nos meses e dias que antecederam o evento, muito se vivenciou. Foram meses que permitiram a vivência de dias momentos e intensos completamente dedicados ao pensamento negro, de sua memória ancestral ao afro-futurismo. &lt;br /&gt;
A rotina mudou de configuração, e essa reconfiguração nos deram mais motivos pra continuar nesse processo que vai além de uma simples formação. O desenvolvimento desse pensamento político refletirá nas ações futuras e a autoestima e a delícia do reconhecer-se passará a ser muito mais do que dizer &amp;quot;eu sou mulher e sou negra&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A roda de mulheres fez elas se conhecerem e reconhecerem pontos em comuns, colocarem os peitos na frente e falarem eu faço parte do coletivo casa preta e quero viver num mundo com muito mais pretas e talvez eu queira construir isso a partir daqui, desse espaço, mesmo não sendo aqui, eu modifiquei no ato de não quer ser mais só, e a cada dia quero ser coletivo&lt;br /&gt;
Negras na ativa, de movimento constante, de um sorriso às avessas. Núcleo, grupo... Mulheres reunidas com objetivos coletivos, que trarão dias melhores à individualidade de cada uma. Vivenciar a Pajelança e a Roda de Mulheres faz refletir e sonhar cada vez maior.&lt;br /&gt;
Proporcionou uma aproximação interna e com mulheres que são referências desses grandes sonhos. São aprendizados recebidos no simples sorrir da mais velha e de suas sábias palavras, da que veio ‘apenas’ pelo viver, daquela que naturalmente se achega pela vontade de estar. &lt;br /&gt;
Reunir tantas e diferentes mulheres numa roda foi uma experiência que nos encheu os olhos e os desejos de grandes sonhos, de vários planos, quantas demandas e assuntos foram pensados depois dessas trocas de saber com carinhosas palavras e sorrisos. Cada uma com sua história e sua vida exposta num círculo que se acolhe e que se entende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvir das mais velhas o significado de nossas histórias, tradições e representações das mulheres que foram um tanto do que somos hoje, entender que cada processo tem suas dores e amores, que o aprendizado é constante, mas que o ser &amp;quot;eu mulher negra&amp;quot; é uma identidade que se constrói e reconstrói interruptamente sempre que enxergamos no espelho a nossa própria alma negra, resultado dessas tantas que nos antecederam.&lt;br /&gt;
Foi a primeira de muitas rodas, onde todas e todos (os homens também participaram da roda) para a construção, formação e identidade, do respeito das diversidade humanas na luta ao excluir o racismo e preconceito. Diálogos sobre a relação Mulheres negras e o feminismo, onde até mesmo dentro de um movimento &amp;quot;libertário&amp;quot; a mulher negra ainda assim, sofre preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A casa preta, todos os núcleos e pessoas que a compõem de uma certa forma se modificaram, a casa e alguns seres esteticamente, outros mentalmente, e até de forma comportamental essa pajelança fez mudar.&lt;br /&gt;
Muitas coisas ainda virão, essa roda de conversa foi um primeiro passo.&lt;br /&gt;
Uma roda linda, ancestralidade aflorada na prática da oralidade. Uma Griôt (Maria Luiza Nunes – Movimento de Mulheres Negras, Cedenpa e Rede Fulanas) compartilhando memórias, aguçando nossas pesquisas, orientando e alimentando nossas lutas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''UBUNTU! &amp;quot;Eu sou o que sou pelo que nós somos!&amp;quot;'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa, somos todas nós!'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Roda de Mulheres'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas6.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas7.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas8.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 07/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã e Tarde: Conclusão da construção do BARRACÃO&lt;br /&gt;
* Noite: Finalizando as atividades da Pajelança, com o Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu na Terra Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Construção do BARRACÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das principais metas de produção e organização para a Pajelança (e para a auto-estima do Coletivo) era de reconstruir  o barracão da Casa, pois desse espaço dependeriam muitas atividades daquela semana e futuramente para realização de oficinas, cineclubes, rodas de conversa, entre outras ações. A preparação pra reconstrução começou na manhã do sábado, dia 31/08, com a compra da primeira parte do material (telhas, madeira, cimento) e com a derrubada do barracão velho. Estavam pela Casa as pretas: Suh, Bruna, Sarah, Mina, Thiane e Alessandra e os pretos Perna, Lamar, Guinê, Fábio e Jonatha (o Venezuela). Além da reforma do barracão, atividades de organização, produção e planejamento foram desenvolvidas pelo núcleo de mulheres do Coletivo, que também providenciaram a alimentação e articulando uma parte da verba pra comprar o material do barracão. A atividade durou o dia todo, com as atividades encerrando no anoitecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, domingo, dia 01/09 o mutirão pra levantar o barracão continuou, inclusive com aquisição de mais materiais e com a  mobilização de mais pessoas pra colaborar na atividade, rapazes da comunidade se juntaram aos rapazes do Coletivo pra ajudar a acelerar o processo. Do mesmo jeito que sábado, a atividade durou o dia todo e encerrou de noite. Apenas nesse dia foi possível detectar que a reforma não acabaria no prazo idealizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 02/09, segunda-feira, terceiro e último dia de reconstrução do barracão, foi comprada a última parte do material. Esta etapa contou com a participação de todos do Coletivo, direta ou indiretamente envolvidos na atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 03/09, terça-feira, já com a Pajelança iniciando suas primeiras atividades, a construção do barracão continuou atravessando o dia, passando a ser agora alternada entre as atividades e com rodízio de mão de obra e só acabou dia 07/09, último dia da Pajelança e fora de todo o planejamento. Mas a estrutura nova ficou muito boa e melhorou bastante a auto-estima da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Barracão'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: TAMBOR.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''&amp;lt;big&amp;gt;Vídeo da Pajelança Quilombólica Digital Coletivo Casa Preta&amp;lt;/big&amp;gt;''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravado e editado por PC (AfroSul-Odomode Núcleo Sul)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#widget:YouTube|id=Vfg56T7A7Xc}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/PAJELANÇA CASA PRETA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA"/>
				<updated>2013-11-15T15:02:39Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Dia: 04/09 */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Pajelança Casa Preta''' &amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:PQD CASA PRETA.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  '''''&amp;quot;Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun'''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Orisá'''''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun Babá&amp;quot;''''' (Mãe Nalva)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Todas as folhas tem o poder de curar. ''&lt;br /&gt;
''Todas as folhas dos orixás tem o poder de curar&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Rede Mocambos e o Coletivo Casa Preta na perspectiva de garantir para essas comunidades a sua cultura, os seus costumes, a resignificação e o protagonismo da própria história, convida amigas e amigos para participar da “Pajelança Quilombólica Digital”, que objetiva fortalecer o conhecimento e empoderamento do saber livre a partir da visão africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da semana, serão realizadas rodas de conversa, oficinas de vídeo, apropriação tecnológica, tambores, herbário e um dia dedicado ao debate sobre ser '''Mulher preta na ativa''' com a juventude feminina da Casa Preta convidando as mulheres pretas que inspiram suas lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pajelança Quilombólica Digital será realizada no período de 1 a 7 de setembro na sede do Coletivo Casa Preta que fica na rua Roso Danin, 780, entre 2ª de Queluz e Juvenal Cordeiro, no bairro Canudos-Terra Firme, em Belém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Programação Flutuante ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dia || Base || Atividade || Justificativa || Convidado&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:31/08 || Casa Preta || Levantando nosso barracão || Espaço na Casa para realizar nossas ações, oficinas, cineclubes, rodas de conversa... || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Domingo dia:01/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Roletar pelo bairro e visitar as pessoas que estão na luta || Facilitadores Lamar e Guine&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Segunda dia:02/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Hospedar a galera que estará colando para a pajelança || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Terça dia:03/09 || Casa Preta e Fórum ('''manhã''') / Terreiro de Mãe Nalva de Oxum ('''tarde''') ||'''Manhã:''' Organização da pajelança e credenciamento de quem veio pelo fórum / '''Tarde:''' Roda de conversa sobre herbário, catalogação de ervas, propriedades medicinais e espirituais, sabedoria ancestral || Dar continuidade e fluidez no processo da pajelança / O Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi já possuem trabalho dentro na ilha: Projeto O Jardim Botânico Vai à Escola.Não temos terra na Casa Preta, nem um quiombo tão próximo. || Mãe Nalva/ Helena Quadros (Museu Emilio Goeldi)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quarta dia:04/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum e Casa Preta|| Roda de conversa (Casa Preta e terreiro): Apropriação tecnológica / Atividade Prática (Mãe Nalva de Oxum): Triagem de máquinas, montagem do telecentro no terreiro / Montagem da Rádio na Casa Preta(transmissão diária durante o evento), Oficina de percussão do Afro Bloco Firme || Forum de Intenet Paralelo do ponto de vista do Gueto e dos Pretos, a idéia é hackear o encontro. Mas não pensamos em desfocar das atividades da pajelança e marcar território no evento. Abrir e dar espaço para o uso e manuseio de máquinas, a partir da apropriação preta tecnológica, telecentro sem internet, mas com maquinário e programas off line disponíveis. || Dj.RG/ Milson/ Ronaldo Eli/ Gilvan&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quinta dia:05/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum || Cont. Apropriação tecnológica / Oficina de vídeo: captação e edição de áudio e vídeo || Apropriação de ferramentas para registro e diversas formas de documentar momentos, histórias, vivências das comunidades || Dj.RG/ Duda Canto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sexta dia:06/09 || Casa Preta || Rodas de conversa: Crédito carbono / Mulher na ativa / Atividade prática: oficina de tambor &amp;quot;mulher&amp;quot; || Poucas pessoas e principalmente poucos Quilombolas sabem o que é Crédito Carbono, Jorge conhece bem o assunto e poderia deixar nítido os benefícios e os problemas com o crédito carbono / Na Casa Preta desde o começo do ano tem se conversado sobre um nucleo de Mulheres, e uma ação dentro da Pajelança poderia vir a fortacer essa iniciativa. || Jorge POA/ Maria Luiza/ Duda Sousa&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:07/09 || '''manhã:''' Casa Preta / '''noite:''' Jabatiteua (Terra Firme) || '''manhã:''' Limpeza do barracão pronto/ intervenções/ ''' noite:''' Tambor de Crioula || vida nova ao barracão/ atividades livres/ interação e vivências com a comunidade || Tod@s/ Filhos e amigos de Cururupu (tambor de crioula)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dias: 31, 01 e 02==&lt;br /&gt;
Acolhida e construção do barracão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 03/09==&lt;br /&gt;
* Manhã: Continuação da construção do barracão, credenciamento das pessoas que vieram pelo fórum de internet.&lt;br /&gt;
* Tarde: Atividade no terreiro de Mãe Nalva: Roda de Conversa sobre herbário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Relatos, Contribuições, Participações:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''-Abertura: apresentação dos participantes''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Mãe Nalva:''' Herbário sei que vem de folha, e de folha eu conheço e falo &amp;quot;macumbalmente&amp;quot;(risos). Explica sua relação com as folhas, ervas, de forma espiritual.&lt;br /&gt;
Ressalta a importância dessa preservação, cita exemplos em que a essa relação de culturas e desrespeito, se sobressai sobre nossos valores, mistificando as ervas e suas propriedades espirituais. Relata sobre algumas dificuldades sobre a religiosidade (candomblé) na área urbana, das questões de territorialidade.&lt;br /&gt;
Teve uma conversa com um professor sobre ervas, e relata a importância dessas questões para a comunidade, exemplifica as formas de cura através das ervas (furada de prego se cura com cebola, para cortes, tombos se cura com óleo de copaíba, etc...), relata que essas tradições fazem parte da sua vida desde à infância, de como sua avó manuseava essas ervas, essas folhas, de tratar a família pela cura das ervas e óleos naturais (copaíba e andiroba).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala da parteira, da sua própria vida como parteira, da forma de como &amp;quot;puxar a barriga&amp;quot;, de como essas histórias são antigas e estão se perdendo, o aprendizado ancestral, a sensibilidade.&lt;br /&gt;
Descreve que &amp;quot;catinga de mulata&amp;quot; é uma erva de Oxum, que é a protetora do útero, de como esses princípios ativos dessa erva se relaciona diretamente com a maternidade.&lt;br /&gt;
Afirma a importância desses saberes ancestrais, como a academia poderia contribuir com essa troca, saber ancestral (tradição e espiritualidade) e técnico (propriedades físicas, uso de ferramentas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Don Perna:''' Explica a relação da Rede Mocambos e Coletivo Casa Preta, sobre a ancestralidade, tecnologia, africanidade no que remete à tradição. A importância de reconstruir essas relações entre comunidades e saberes, como uma forma de preservar a nossa história.&lt;br /&gt;
Apresenta e agradece a participação das pessoas, dessa troca entre terreiro (comunidade) e academia (museu Emílio Goeldi e Ponto de Memória da terra firme).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressalta que é fundamental esses momentos nos lugares e nas pessoas, de falar de plantas, de terra, de tambor, e que esse processo de aprendizagem é o primeiro plantio dentro das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse momento de roda de conversa onde a comunidad einterage, se comunica, se articula, são as primeiras sementes que migrarão em outras rodas, que reconecta e resignifica à nossa ancestralidade.&lt;br /&gt;
Pauta à questão da lei 10.639, em que o conhecimento ancestral e quanto a tradição, se aplica uma forma de trabalhar a &amp;quot;humanização (a África somos nóis)&amp;quot; nas escolas, é importante tratar essas questões para que as trocas de conhecimentos não sejam desvirtuados dos valores ancestrais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Helena Quadros:''' Relata o início do projeto do Ponto de Memória da terra firme, da importância desse movimento de históricos, que retratasse a vida, cotidiano e perfis dessa comunidade.&lt;br /&gt;
Destaca às dificuldades de manter as atividades que envolvam as comunidades, à conquista de pesquisas que abraçassem essa causa, que em 2009 surge no Brasil o projeto &amp;quot;Ponto de Memmória&amp;quot; e, na época de Mário Chagas estava à frente do processo, através das lutas das pessoas da comunidade da terra firme, foi conseguido uma premiação pelas mulheres da terra firme.&lt;br /&gt;
Para a efetivação do espaço do ponto de memória, ainda que sem recursos, foram elaboradas cartilhas, exposições...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere como estratégia de trabalho ''mapear os pontos de cultura'', ''uma cartografia'', ''um mapa artístico e cultural''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afirma como um ponto forte de espaço o Museu Emílio Goeldi (parceria estratégica), para a realização desses trabalhos. Quer levar informações sobre o herbário, para tratar das pesquisas e questões de nossos interesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Milson:''' Fala da apropriação sobre nossos saberes, das propriedades que temos em nossas ervas, nossos frutos nossas práticas, de como esses conhecimentos se perdem e se desvirtuam das nossas vivências e protagonizações. Descreve um exemplo das práticas de terreiro e da importância do plantio das folhas de axé, como as atividades que são internas nos terreiros são de forma desreipeitosa documentados, através de fotos, vídeos e áudios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guine:''' Explica do que se trata a Pajelança, que vem a partir de um projeto junto a Seppir, envolve também outros projetos como telecentros BR, núcleos de formação continuada, e demais projetos ligados à Rede Mocambos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere de que forma podemos trabalhar essas informações, ''criar espaços digitais onde se coloque essas informações'', e como seriam utilizadas para a comunicação com as comunidades. De como seria a utilização e construção dessas ferramentas no processo físico, tecnológico, mapeado, cartografado, espiritualizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta da Rede Mocambos é construir esse herbário, no objetivo de quebrar essas fronteiras territoriais, como uma forma de garantir que esses conhecimentos possam se expandir, e se compartilhar nas comunidades.&lt;br /&gt;
A relação do direito à terra e a água, dentro de tudo que foi falado, onde se assegure os espaços de garantir às nossas tradições. Que se possa plantar e manusear as ervas, a cultura, o saber...&lt;br /&gt;
Quando se fala da relação do uso de ferramentas tecnológicas, acadêmicas, ancestrais, é de extrema importância se ter a apropriação e garantia dessas terras, através da semente preservar essa memória, que se tem perdido nos quilombos, nas comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Ronaldo Eli:''' Como reflexão, descreve a questão de como esse nosso conhecimento é apropriado, cooptado.&lt;br /&gt;
Um fundamento/conhecimento da gente é um movimento, que sem esse movimento não faria sentido, que o saber ancestral é uma propriedade que não desapropria, independente de tercerizações de nossas experiências.&lt;br /&gt;
Fortalecer os aspectos fundamentais dos nossos saberes, descreve sua vida e vivência no terreiro, como filho de santo de Mãe Beth de Oxum, que o cuidado é essencialmente feminino quando toma como referência à Oxum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere uma ''forma de pensar em como essas mulheres, comunidades, movimentos, podem trocar e viver esses saberes'', que vai além do espaço físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Chicona:''' Descreve sua satisfação por estar nesse momento, na roda de conversa. Que é muito importante para resgatar os valores e saberes que estão se perdendo, e essa troca de informações fortalecem nossas relações e aprendizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Lamartine:''' Fala que na construção desse &amp;quot;herbário&amp;quot; que talvez nem seja um nome que contemple as casas de santo, a africanidade. Ressalta que se racializa e  empreteça a botânica, através de uma troca de experiências com diversos setores, onde o resgate ancestral seja à partir das plantas, que remetem e muito nossas raízes africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: O poder das Ervas'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 04/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Apropriação Tecnológica na Casa Preta e Terreiro de Mãe Nalva&lt;br /&gt;
* Tarde: Montagem do Telecentro no terreiro, montagem da Rádio na Casa Preta&lt;br /&gt;
* Noite: Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil, Oficina de percussão do afro Bloco Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Apropriação Tecnológica'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina iniciada na Casa Preta, mediada por Milson Oniletó: uma breve conversa sobre tecnologia em software livre, baseada na filosofia Ubuntu. Foram citadas e demonstradas as ferramentas livre de uso da rede (wiki - elaboração de textos, mapa - localização de pontos distribuídos por categorias e informes locais com breves relatos, portal - galeria de fotos e vídeos), como formas de comunicação coletiva, através da troca de informações entre comunidades, na construção de acervos e produção de conteúdos desenvolvidos coletivamente. As ferramentas possibilitam o fortalecimento de valores culturais e históricos, resgatando o protagonismo de comunidades quilombolas, cada uma com sua especifidade, cada uma com sua cultura e seus costumes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum: Atividade prática com triagem de máquinas e instalação do Telecentro, com a presença de Mãe Nalva e a juventude de terreiro do seu Ilê, Duda Canto e Luah Sampaio (terreiro de Nangetu) colaboradores do Coletivo, instalação mediada por Milson, Reginaldo (Dj RG), Ronaldo Eli . tendo disponíveis para instalação 11 computadores, mesas, cadeiras, data show, espaço do próprio terreiro, sem antena e conexão de internet. Após a instalação de máquinas e disposição dos móveis, foram instalados sistemas operacionais em software livre linux (ubuntu).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O Telecentro estava inativo por volta de 3 anos, a parceria junto ao Coletivo Casa Preta e rede mocambos tem desenvolvido atividades como rodas de conversa, para dialogar sobre políticas públicas, saúde da mulher negra, projetos culturais e de formação, e demais trabalhos que envolvam a comunidade da periferia da Terra Firme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Apropriação Tecnológia/Telecentro'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade Prática: Montagem da RÁDIO e transmissão livre (web e FM)'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Material e ferramentas utilizadas: 1 transmissor de fm, 1 modulador de estereo, uma mesa de som de 8 canais, 1 cabo de antena de 30 metros, 1 Antena Base Vhf Plano Terra 1/4 De Onda Para Tarnsmissor Fm. manejo de equipamentos, transmissão de informações, alem produçao de áudio e sua divulgaçao livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Programação Flutuante da Pajelança a montagem da rádio ocorreria no sábado, dia que conseguimos comprar uma parte do material para a fundação do barracão, desde o inicio fi programada a transmissão de tudo o que ocorreria dentro da programação flutuante pela rádio, por tanto a primeira ação de fato seria com a ACIYOMI, o Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum. Mas não foi possível a montagem da rádio no terreiro, devido à falta de alguns equipamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No horário da manhã os responsáveis por levantar a antena e tocar a rádio em conjunto com o nosso colaborador Gilvan se dividiram nas atividades praticas de apropriação tecnológica e na construção do barracão. O levante da rádio começou com um sol apino de uma tarde de quarta, Ronaldo Eli e Gilvan aderiram a ideia de Guinê de amarrar a antena numa pernamanca grande e coloca-la de alguma forma na caixa d'água, enquanto isso acontecia PC ligava os cabos e conectores na mesa de som de 8 canais cedida pela Rádio FM Cabana, esperando a subida da antena para poder testar e colocar no ar, a antena subiu com uma certa dificuldade por conta do peso e da amarração que foi feita, o cabo de antena foi conectado então foi ao ar a Rádio Livre Aqualtune através da frequência 90.9Mhz transmitindo as atividades da Pajelança Quilombólica Digital e música preta além de programas como o &amp;quot;Disgestivo&amp;quot; que foi ao ar todos os dias após o almoço, com a participação dos oficineiros e participantes, relatando experiências e conteúdos das oficinas, e também para os ouvintes saberem tudo o que aconteceu durante os horários da manhã e tarde nas atividades da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira transmissão ao vivo e online foi da oficina livre de percussão do Bloco Afro Firme, atividade que já fazia parte da programação semanal do Coletivo Casa Preta, ocorre toda quarta e sexta no espaço da Casa. Ronaldo, Guinê e Gilvan fizeram a gravação para a radio, PC gravou um vídeo e tirou algumas fotos junto com Milson, ao fim da oficina a rádio voltou a programação de músicas pretas.&lt;br /&gt;
As transmissões duravam as 24h todos os dias, dividido nas programações da Pajelança e repertórios musicais diversos, em especial música preta. A rádio foi uma das formas de comunicação, apropriação de ferramentas para registro, captação, documentários, relatos, a vivência e contar sua historia e participação na Pajelança e o próprio cotidiano no coletivo. O Barracão continuava ao som da rádio Aqualtune que saia das caixinhas de som que era conectada a um celular nas ondas da 90,9 FM, enquanto que com outro grupo pequeno eram desenvolvidas praticas de apropriação das ferramentas da rede. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Rádio Aqualtune/FM Cabana'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil''' e '''Oficina de percussão do Afro Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PQD foi divulgada e compartilhada, através de redes sociais, emails, e outras formas de comunicação. Durante as atividades que estavam na programação da pajelança de quarta-feira, houve a intervenção de participantes do Fórum da Internet (evento realizado no Hangar Convenções Belém/PA, no período de 03 a 05 de setembro de 2013 http://forumdainternet.cgi.br) em parceria com o Fora do Eixo, foi realizado uma roda de conversa sobre tecnologia livre e suas dimensões, com a apresentação e debates sobre o documentário média metragem, do primeiro e segundo ano de atuação do projeto Agência de Redes para Juventude, cedido pela Geração Agência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os debates circularam por temas como: políticas públicas, distribuição de recursos do Estado e o acesso restrito à pequenos grupos, apropriação tecnológica e territorialidade, população negra e seu empoderamento nas ferramentas de comunicação e patrimônio cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Fórum da Internet'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM6.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade prática: Oficina de percussão do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As oficinas de percussão fazem parte da programação semanal do Coletivo, que acontecem todas as quartas e sextas às 19h no espaço da Casa. Trabalhando a musicalidade e ancestralidade africana com a juventude da comunidade do bairro da terra firme, fortalecendo os valores culturais africanos, a autoestima do jovem negro/a da periferia de Belém (Terra Firme), envolvendo atividades locais que reforcem essa participação, como por exemplo, o Cineclube Tela Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Oficina do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 05/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 06/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Roda de conversa com Jorge Moreira: Crédito Carbono&lt;br /&gt;
* Tarde: Roda de conversa com a mediadora Maria Luiza: Mulheres Negras na Ativa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Roda de Conversa: Crédito Carbono - Quilombos e o Meio Ambiente'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversas, debates, trocas de informações sobre a seriedade do poderio territorial quilombola, das problemáticas e impactos ambientais que tem se disseminado pelas diversas áreas que fazem parte dos quilombos. O sistema se insere nas localidades mantendo o mesmo formato de atuação, sem nenhuma preocupação ou interesse de preservação, isso se dá pelo mal uso da terra, extração de matéria prima, excedendo a não conservação da vegetação, através do não plantio e manejo do solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jorge apresentou seu projeto sobre Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) e Créditos de Reposição Florestal (CRF), trata do novo código florestal LEI No 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Possibilita títulos representativos de obrigação de reserva legal em outra propriedade, as CRAs podem ser criadas em áreas com florestas existentes ou com vegetação em processo de recuperação, podem ser usadas para compensação entre imóveis rurais no mesmo bioma e estado. Já o CRF se baseia na ampliação de áreas florestadas através do plantio, como meio de compensação ao desmatamento de vegetação natural, que se dá pelo uso indevido da terra, títulos representativos de volume de matéria-prima, que permitirá que a obrigação de reposição florestal seja cumprida de modo mais eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Crédito Carbono'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa – A roda de conversa das mulheres na I Pajelança Quilombólica Digital'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Texto elaborado de forma coletiva com as Mulheres Negras da Casa Preta, cada palavra aqui colocada segue uma reflexão, vivência, &lt;br /&gt;
 e negritude feminina do que foi esse momento dentro do espaço, que somos nóis. Sarah, Suhellen, Thiane, Rubia, Mina, Bruna e Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ano de 2013 tem trazido reviravoltas ao Coletivo Casa Preta, pois pela primeira vez na breve história da entidade, um grupo de mulheres começou a pensar o lado feminino dessa negritude. Essa mobilização não é recente, é resultado de uma construção individual e coletiva que culminou nesse encontro de diferentes (e divergentes) mulheres que vivem uma realidade em comum: são negras, moradoras da periferia de Belém e combatem o racismo contra a mulher negra e contra a juventude negra brasileira. Um primeiro momento pensado pelo recém formado núcleo de mulheres, que estão começando suas caminhadas na descoberta do que é ser Mulher Negra, juntas desejando e construindo momentos como esse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos diferentes, cada uma com sua personalidade e experiências, mas o que nos aproxima é o mais importante... NÓS SONHAMOS! e não só compartilhamos os mesmos sonhos como estamos construindo coletivamente eles.&lt;br /&gt;
São meninas e mulheres guerreiras à sua maneira. Doces bárbaras (pedimos licença à referência) e com doses exageradas de meiguice e de bravura. Pela primeira vez, um momento dedicado exclusivamente ao pensamento feminino negro foi realizado no Coletivo Casa Preta durante a I Pajelança Quilombólica Digital. Nos meses e dias que antecederam o evento, muito se vivenciou. Foram meses que permitiram a vivência de dias momentos e intensos completamente dedicados ao pensamento negro, de sua memória ancestral ao afro-futurismo. &lt;br /&gt;
A rotina mudou de configuração, e essa reconfiguração nos deram mais motivos pra continuar nesse processo que vai além de uma simples formação. O desenvolvimento desse pensamento político refletirá nas ações futuras e a autoestima e a delícia do reconhecer-se passará a ser muito mais do que dizer &amp;quot;eu sou mulher e sou negra&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A roda de mulheres fez elas se conhecerem e reconhecerem pontos em comuns, colocarem os peitos na frente e falarem eu faço parte do coletivo casa preta e quero viver num mundo com muito mais pretas e talvez eu queira construir isso a partir daqui, desse espaço, mesmo não sendo aqui, eu modifiquei no ato de não quer ser mais só, e a cada dia quero ser coletivo&lt;br /&gt;
Negras na ativa, de movimento constante, de um sorriso às avessas. Núcleo, grupo... Mulheres reunidas com objetivos coletivos, que trarão dias melhores à individualidade de cada uma. Vivenciar a Pajelança e a Roda de Mulheres faz refletir e sonhar cada vez maior.&lt;br /&gt;
Proporcionou uma aproximação interna e com mulheres que são referências desses grandes sonhos. São aprendizados recebidos no simples sorrir da mais velha e de suas sábias palavras, da que veio ‘apenas’ pelo viver, daquela que naturalmente se achega pela vontade de estar. &lt;br /&gt;
Reunir tantas e diferentes mulheres numa roda foi uma experiência que nos encheu os olhos e os desejos de grandes sonhos, de vários planos, quantas demandas e assuntos foram pensados depois dessas trocas de saber com carinhosas palavras e sorrisos. Cada uma com sua história e sua vida exposta num círculo que se acolhe e que se entende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvir das mais velhas o significado de nossas histórias, tradições e representações das mulheres que foram um tanto do que somos hoje, entender que cada processo tem suas dores e amores, que o aprendizado é constante, mas que o ser &amp;quot;eu mulher negra&amp;quot; é uma identidade que se constrói e reconstrói interruptamente sempre que enxergamos no espelho a nossa própria alma negra, resultado dessas tantas que nos antecederam.&lt;br /&gt;
Foi a primeira de muitas rodas, onde todas e todos (os homens também participaram da roda) para a construção, formação e identidade, do respeito das diversidade humanas na luta ao excluir o racismo e preconceito. Diálogos sobre a relação Mulheres negras e o feminismo, onde até mesmo dentro de um movimento &amp;quot;libertário&amp;quot; a mulher negra ainda assim, sofre preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A casa preta, todos os núcleos e pessoas que a compõem de uma certa forma se modificaram, a casa e alguns seres esteticamente, outros mentalmente, e até de forma comportamental essa pajelança fez mudar.&lt;br /&gt;
Muitas coisas ainda virão, essa roda de conversa foi um primeiro passo.&lt;br /&gt;
Uma roda linda, ancestralidade aflorada na prática da oralidade. Uma Griôt (Maria Luiza Nunes – Movimento de Mulheres Negras, Cedenpa e Rede Fulanas) compartilhando memórias, aguçando nossas pesquisas, orientando e alimentando nossas lutas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''UBUNTU! &amp;quot;Eu sou o que sou pelo que nós somos!&amp;quot;'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa, somos todas nós!'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Roda de Mulheres'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas6.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas7.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas8.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 07/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã e Tarde: Conclusão da construção do BARRACÃO&lt;br /&gt;
* Noite: Finalizando as atividades da Pajelança, com o Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu na Terra Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Construção do BARRACÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das principais metas de produção e organização para a Pajelança (e para a auto-estima do Coletivo) era de reconstruir  o barracão da Casa, pois desse espaço dependeriam muitas atividades daquela semana e futuramente para realização de oficinas, cineclubes, rodas de conversa, entre outras ações. A preparação pra reconstrução começou na manhã do sábado, dia 31/08, com a compra da primeira parte do material (telhas, madeira, cimento) e com a derrubada do barracão velho. Estavam pela Casa as pretas: Suh, Bruna, Sarah, Mina, Thiane e Alessandra e os pretos Perna, Lamar, Guinê, Fábio e Jonatha (o Venezuela). Além da reforma do barracão, atividades de organização, produção e planejamento foram desenvolvidas pelo núcleo de mulheres do Coletivo, que também providenciaram a alimentação e articulando uma parte da verba pra comprar o material do barracão. A atividade durou o dia todo, com as atividades encerrando no anoitecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, domingo, dia 01/09 o mutirão pra levantar o barracão continuou, inclusive com aquisição de mais materiais e com a  mobilização de mais pessoas pra colaborar na atividade, rapazes da comunidade se juntaram aos rapazes do Coletivo pra ajudar a acelerar o processo. Do mesmo jeito que sábado, a atividade durou o dia todo e encerrou de noite. Apenas nesse dia foi possível detectar que a reforma não acabaria no prazo idealizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 02/09, segunda-feira, terceiro e último dia de reconstrução do barracão, foi comprada a última parte do material. Esta etapa contou com a participação de todos do Coletivo, direta ou indiretamente envolvidos na atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 03/09, terça-feira, já com a Pajelança iniciando suas primeiras atividades, a construção do barracão continuou atravessando o dia, passando a ser agora alternada entre as atividades e com rodízio de mão de obra e só acabou dia 07/09, último dia da Pajelança e fora de todo o planejamento. Mas a estrutura nova ficou muito boa e melhorou bastante a auto-estima da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Barracão'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: TAMBOR.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''&amp;lt;big&amp;gt;Vídeo da Pajelança Quilombólica Digital Coletivo Casa Preta&amp;lt;/big&amp;gt;''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravado e editado por PC (AfroSul-Odomode Núcleo Sul)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#widget:YouTube|id=Vfg56T7A7Xc}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/PAJELANÇA CASA PRETA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA"/>
				<updated>2013-11-15T14:04:09Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Dia: 04/09 */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Pajelança Casa Preta''' &amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:PQD CASA PRETA.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  '''''&amp;quot;Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun'''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Orisá'''''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun Babá&amp;quot;''''' (Mãe Nalva)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Todas as folhas tem o poder de curar. ''&lt;br /&gt;
''Todas as folhas dos orixás tem o poder de curar&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Rede Mocambos e o Coletivo Casa Preta na perspectiva de garantir para essas comunidades a sua cultura, os seus costumes, a resignificação e o protagonismo da própria história, convida amigas e amigos para participar da “Pajelança Quilombólica Digital”, que objetiva fortalecer o conhecimento e empoderamento do saber livre a partir da visão africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da semana, serão realizadas rodas de conversa, oficinas de vídeo, apropriação tecnológica, tambores, herbário e um dia dedicado ao debate sobre ser '''Mulher preta na ativa''' com a juventude feminina da Casa Preta convidando as mulheres pretas que inspiram suas lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pajelança Quilombólica Digital será realizada no período de 1 a 7 de setembro na sede do Coletivo Casa Preta que fica na rua Roso Danin, 780, entre 2ª de Queluz e Juvenal Cordeiro, no bairro Canudos-Terra Firme, em Belém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Programação Flutuante ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dia || Base || Atividade || Justificativa || Convidado&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:31/08 || Casa Preta || Levantando nosso barracão || Espaço na Casa para realizar nossas ações, oficinas, cineclubes, rodas de conversa... || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Domingo dia:01/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Roletar pelo bairro e visitar as pessoas que estão na luta || Facilitadores Lamar e Guine&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Segunda dia:02/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Hospedar a galera que estará colando para a pajelança || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Terça dia:03/09 || Casa Preta e Fórum ('''manhã''') / Terreiro de Mãe Nalva de Oxum ('''tarde''') ||'''Manhã:''' Organização da pajelança e credenciamento de quem veio pelo fórum / '''Tarde:''' Roda de conversa sobre herbário, catalogação de ervas, propriedades medicinais e espirituais, sabedoria ancestral || Dar continuidade e fluidez no processo da pajelança / O Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi já possuem trabalho dentro na ilha: Projeto O Jardim Botânico Vai à Escola.Não temos terra na Casa Preta, nem um quiombo tão próximo. || Mãe Nalva/ Helena Quadros (Museu Emilio Goeldi)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quarta dia:04/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum e Casa Preta|| Roda de conversa (Casa Preta e terreiro): Apropriação tecnológica / Atividade Prática (Mãe Nalva de Oxum): Triagem de máquinas, montagem do telecentro no terreiro / Montagem da Rádio na Casa Preta(transmissão diária durante o evento), Oficina de percussão do Afro Bloco Firme || Forum de Intenet Paralelo do ponto de vista do Gueto e dos Pretos, a idéia é hackear o encontro. Mas não pensamos em desfocar das atividades da pajelança e marcar território no evento. Abrir e dar espaço para o uso e manuseio de máquinas, a partir da apropriação preta tecnológica, telecentro sem internet, mas com maquinário e programas off line disponíveis. || Dj.RG/ Milson/ Ronaldo Eli/ Gilvan&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quinta dia:05/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum || Cont. Apropriação tecnológica / Oficina de vídeo: captação e edição de áudio e vídeo || Apropriação de ferramentas para registro e diversas formas de documentar momentos, histórias, vivências das comunidades || Dj.RG/ Duda Canto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sexta dia:06/09 || Casa Preta || Rodas de conversa: Crédito carbono / Mulher na ativa / Atividade prática: oficina de tambor &amp;quot;mulher&amp;quot; || Poucas pessoas e principalmente poucos Quilombolas sabem o que é Crédito Carbono, Jorge conhece bem o assunto e poderia deixar nítido os benefícios e os problemas com o crédito carbono / Na Casa Preta desde o começo do ano tem se conversado sobre um nucleo de Mulheres, e uma ação dentro da Pajelança poderia vir a fortacer essa iniciativa. || Jorge POA/ Maria Luiza/ Duda Sousa&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:07/09 || '''manhã:''' Casa Preta / '''noite:''' Jabatiteua (Terra Firme) || '''manhã:''' Limpeza do barracão pronto/ intervenções/ ''' noite:''' Tambor de Crioula || vida nova ao barracão/ atividades livres/ interação e vivências com a comunidade || Tod@s/ Filhos e amigos de Cururupu (tambor de crioula)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dias: 31, 01 e 02==&lt;br /&gt;
Acolhida e construção do barracão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 03/09==&lt;br /&gt;
* Manhã: Continuação da construção do barracão, credenciamento das pessoas que vieram pelo fórum de internet.&lt;br /&gt;
* Tarde: Atividade no terreiro de Mãe Nalva: Roda de Conversa sobre herbário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Relatos, Contribuições, Participações:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''-Abertura: apresentação dos participantes''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Mãe Nalva:''' Herbário sei que vem de folha, e de folha eu conheço e falo &amp;quot;macumbalmente&amp;quot;(risos). Explica sua relação com as folhas, ervas, de forma espiritual.&lt;br /&gt;
Ressalta a importância dessa preservação, cita exemplos em que a essa relação de culturas e desrespeito, se sobressai sobre nossos valores, mistificando as ervas e suas propriedades espirituais. Relata sobre algumas dificuldades sobre a religiosidade (candomblé) na área urbana, das questões de territorialidade.&lt;br /&gt;
Teve uma conversa com um professor sobre ervas, e relata a importância dessas questões para a comunidade, exemplifica as formas de cura através das ervas (furada de prego se cura com cebola, para cortes, tombos se cura com óleo de copaíba, etc...), relata que essas tradições fazem parte da sua vida desde à infância, de como sua avó manuseava essas ervas, essas folhas, de tratar a família pela cura das ervas e óleos naturais (copaíba e andiroba).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala da parteira, da sua própria vida como parteira, da forma de como &amp;quot;puxar a barriga&amp;quot;, de como essas histórias são antigas e estão se perdendo, o aprendizado ancestral, a sensibilidade.&lt;br /&gt;
Descreve que &amp;quot;catinga de mulata&amp;quot; é uma erva de Oxum, que é a protetora do útero, de como esses princípios ativos dessa erva se relaciona diretamente com a maternidade.&lt;br /&gt;
Afirma a importância desses saberes ancestrais, como a academia poderia contribuir com essa troca, saber ancestral (tradição e espiritualidade) e técnico (propriedades físicas, uso de ferramentas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Don Perna:''' Explica a relação da Rede Mocambos e Coletivo Casa Preta, sobre a ancestralidade, tecnologia, africanidade no que remete à tradição. A importância de reconstruir essas relações entre comunidades e saberes, como uma forma de preservar a nossa história.&lt;br /&gt;
Apresenta e agradece a participação das pessoas, dessa troca entre terreiro (comunidade) e academia (museu Emílio Goeldi e Ponto de Memória da terra firme).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressalta que é fundamental esses momentos nos lugares e nas pessoas, de falar de plantas, de terra, de tambor, e que esse processo de aprendizagem é o primeiro plantio dentro das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse momento de roda de conversa onde a comunidad einterage, se comunica, se articula, são as primeiras sementes que migrarão em outras rodas, que reconecta e resignifica à nossa ancestralidade.&lt;br /&gt;
Pauta à questão da lei 10.639, em que o conhecimento ancestral e quanto a tradição, se aplica uma forma de trabalhar a &amp;quot;humanização (a África somos nóis)&amp;quot; nas escolas, é importante tratar essas questões para que as trocas de conhecimentos não sejam desvirtuados dos valores ancestrais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Helena Quadros:''' Relata o início do projeto do Ponto de Memória da terra firme, da importância desse movimento de históricos, que retratasse a vida, cotidiano e perfis dessa comunidade.&lt;br /&gt;
Destaca às dificuldades de manter as atividades que envolvam as comunidades, à conquista de pesquisas que abraçassem essa causa, que em 2009 surge no Brasil o projeto &amp;quot;Ponto de Memmória&amp;quot; e, na época de Mário Chagas estava à frente do processo, através das lutas das pessoas da comunidade da terra firme, foi conseguido uma premiação pelas mulheres da terra firme.&lt;br /&gt;
Para a efetivação do espaço do ponto de memória, ainda que sem recursos, foram elaboradas cartilhas, exposições...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere como estratégia de trabalho ''mapear os pontos de cultura'', ''uma cartografia'', ''um mapa artístico e cultural''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afirma como um ponto forte de espaço o Museu Emílio Goeldi (parceria estratégica), para a realização desses trabalhos. Quer levar informações sobre o herbário, para tratar das pesquisas e questões de nossos interesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Milson:''' Fala da apropriação sobre nossos saberes, das propriedades que temos em nossas ervas, nossos frutos nossas práticas, de como esses conhecimentos se perdem e se desvirtuam das nossas vivências e protagonizações. Descreve um exemplo das práticas de terreiro e da importância do plantio das folhas de axé, como as atividades que são internas nos terreiros são de forma desreipeitosa documentados, através de fotos, vídeos e áudios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guine:''' Explica do que se trata a Pajelança, que vem a partir de um projeto junto a Seppir, envolve também outros projetos como telecentros BR, núcleos de formação continuada, e demais projetos ligados à Rede Mocambos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere de que forma podemos trabalhar essas informações, ''criar espaços digitais onde se coloque essas informações'', e como seriam utilizadas para a comunicação com as comunidades. De como seria a utilização e construção dessas ferramentas no processo físico, tecnológico, mapeado, cartografado, espiritualizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta da Rede Mocambos é construir esse herbário, no objetivo de quebrar essas fronteiras territoriais, como uma forma de garantir que esses conhecimentos possam se expandir, e se compartilhar nas comunidades.&lt;br /&gt;
A relação do direito à terra e a água, dentro de tudo que foi falado, onde se assegure os espaços de garantir às nossas tradições. Que se possa plantar e manusear as ervas, a cultura, o saber...&lt;br /&gt;
Quando se fala da relação do uso de ferramentas tecnológicas, acadêmicas, ancestrais, é de extrema importância se ter a apropriação e garantia dessas terras, através da semente preservar essa memória, que se tem perdido nos quilombos, nas comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Ronaldo Eli:''' Como reflexão, descreve a questão de como esse nosso conhecimento é apropriado, cooptado.&lt;br /&gt;
Um fundamento/conhecimento da gente é um movimento, que sem esse movimento não faria sentido, que o saber ancestral é uma propriedade que não desapropria, independente de tercerizações de nossas experiências.&lt;br /&gt;
Fortalecer os aspectos fundamentais dos nossos saberes, descreve sua vida e vivência no terreiro, como filho de santo de Mãe Beth de Oxum, que o cuidado é essencialmente feminino quando toma como referência à Oxum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere uma ''forma de pensar em como essas mulheres, comunidades, movimentos, podem trocar e viver esses saberes'', que vai além do espaço físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Chicona:''' Descreve sua satisfação por estar nesse momento, na roda de conversa. Que é muito importante para resgatar os valores e saberes que estão se perdendo, e essa troca de informações fortalecem nossas relações e aprendizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Lamartine:''' Fala que na construção desse &amp;quot;herbário&amp;quot; que talvez nem seja um nome que contemple as casas de santo, a africanidade. Ressalta que se racializa e  empreteça a botânica, através de uma troca de experiências com diversos setores, onde o resgate ancestral seja à partir das plantas, que remetem e muito nossas raízes africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: O poder das Ervas'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 04/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Apropriação Tecnológica na Casa Preta e Terreiro de Mãe Nalva&lt;br /&gt;
* Tarde: Montagem do Telecentro no terreiro, montagem da Rádio na Casa Preta&lt;br /&gt;
* Noite: Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil, Oficina de percussão do afro Bloco Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Apropriação Tecnológica'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina iniciada na Casa Preta, mediada por Milson Oniletó: uma breve conversa sobre tecnologia em software livre, baseada na filosofia Ubuntu. Foram citadas e demonstradas as ferramentas livre de uso da rede (wiki - elaboração de textos, mapa - localização de pontos distribuídos por categorias e informes locais com breves relatos, portal - galeria de fotos e vídeos), como formas de comunicação coletiva, através da troca de informações entre comunidades, na construção de acervos e produção de conteúdos desenvolvidos coletivamente. As ferramentas possibilitam o fortalecimento de valores culturais e históricos, resgatando o protagonismo de comunidades quilombolas, cada uma com sua especifidade, cada uma com sua cultura e seus costumes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum: Atividade prática com triagem de máquinas e instalação do Telecentro, com a presença de Mãe Nalva e a juventude de terreiro do seu Ilê, Duda Canto e Luah Sampaio (terreiro de Nangetu) colaboradores do Coletivo, instalação mediada por Milson, Reginaldo (Dj RG), Ronaldo Eli . tendo disponíveis para instalação 11 computadores, mesas, cadeiras, data show, espaço do próprio terreiro, sem antena e conexão de internet. Após a instalação de máquinas e disposição dos móveis, foram instalados sistemas operacionais em software livre linux (ubuntu).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O Telecentro estava inativo por volta de 3 anos, a parceria junto ao Coletivo Casa Preta e rede mocambos tem desenvolvido atividades como rodas de conversa, para dialogar sobre políticas públicas, saúde da mulher negra, projetos culturais e de formação, e demais trabalhos que envolvam a comunidade da periferia da Terra Firme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Apropriação Tecnológia/Telecentro'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade Prática: Montagem da RÁDIO e transmissão livre (web e FM)'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Material e ferramentas utilizadas: 1 transmissor de fm, 1 modulador de estereo, uma mesa de som de 8 canais, 1 cabo de antena de 30 metros, 1 Antena Base Vhf Plano Terra 1/4 De Onda Para Tarnsmissor Fm. manejo de equipamentos, transmissão de informações, alem produçao de áudio e sua divulgaçao livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Programação Flutuante da Pajelança a montagem da rádio ocorreria no sábado, dia que conseguimos comprar uma parte do material para a fundação do barracão, desde o inicio fi programada a transmissão de tudo o que ocorreria dentro da programação flutuante pela rádio, por tanto a primeira ação de fato seria com a ACIYOMI, o Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum. Mas não foi possível a montagem da rádio no terreiro, devido à falta de alguns equipamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No horário da manhã os responsáveis por levantar a antena e tocar a rádio em conjunto com o nosso colaborador Gilvan se dividiram nas atividades praticas de apropriação tecnológica e na construção do barracão. O levante da rádio começou com um sol apino de uma tarde de quarta, Ronaldo Eli e Gilvan aderiram a ideia de Guinê de amarrar a antena numa pernamanca grande e coloca-la de alguma forma na caixa d'água, enquanto isso acontecia PC ligava os cabos e conectores na mesa de som de 8 canais cedida pela Rádio FM Cabana, esperando a subida da antena para poder testar e colocar no ar, a antena subiu com uma certa dificuldade por conta do peso e da amarração que foi feita, o cabo de antena foi conectado então foi ao ar a Rádio Livre Aqualtune através da frequência 90.9Mhz transmitindo as atividades da Pajelança Quilombólica Digital e música preta além de programas como o &amp;quot;Disgestivo&amp;quot; que foi ao ar todos os dias após o almoço, com a participação dos oficineiros e participantes, relatando experiências e conteúdos das oficinas, e também para os ouvintes saberem tudo o que aconteceu durante os horários da manhã e tarde nas atividades da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira transmissão ao vivo e online foi da oficina livre de percussão do Bloco Afro Firme, atividade que já fazia parte da programação semanal do Coletivo Casa Preta, ocorre toda quarta e sexta no espaço da Casa. Ronaldo, Guinê e Gilvan fizeram a gravação para a radio, PC gravou um vídeo e tirou algumas fotos junto com Milson, ao fim da oficina a rádio voltou a programação de músicas pretas.&lt;br /&gt;
As transmissões duravam as 24h todos os dias, dividido nas programações da Pajelança e repertórios musicais diversos, em especial música preta. A rádio foi uma das formas de comunicação, apropriação de ferramentas para registro, captação, documentários, relatos, a vivência e contar sua historia e participação na Pajelança e o próprio cotidiano no coletivo. O Barracão continuava ao som da rádio Aqualtune que saia das caixinhas de som que era conectada a um celular nas ondas da 90,9 FM, enquanto que com outro grupo pequeno eram desenvolvidas praticas de apropriação das ferramentas da rede. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Rádio Aqualtune/FM Cabana'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil''' e '''Oficina de percussão do Afro Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PQD foi divulgada e compartilhada, através de redes sociais, emails, e outras formas de comunicação. Durante as atividades que estavam na programação de quarta-feira, houve a participação/intervenção de participantes do Fórum da Internet (evento realizado no Hangar Convenções Belém/PA, no período de 03 a 05 de setembro de 2013 http://forumdainternet.cgi.br) em parceria com o Fora do Eixo, foi realizado uma roda de conversa sobre tecnologia livre e suas dimensões, com a apresentação e debates sobre o documentário média metragem, do primeiro e segundo ano de atuação do projeto Agência de Redes para Juventude, cedido pela Geração Agência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os debates circularam por temas como: políticas públicas, distribuição de recursos do Estado e o acesso restrito à pequenos grupos, apropriação tecnológica e territorialidade, população negra e seu empoderamento nas ferramentas de comunicação e patrimônio cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Fórum da Internet'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM6.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade prática: Oficina de percussão do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As oficinas de percussão fazem parte da programação semanal do Coletivo, que acontecem todas as quartas e sextas às 19h no espaço da Casa. Trabalhando a musicalidade e ancestralidade africana com a juventude da comunidade do bairro da terra firme, fortalecendo os valores culturais africanos, a autoestima do jovem negro/a da periferia de Belém (Terra Firme), envolvendo atividades locais que reforcem essa participação, como por exemplo, o Cineclube Tela Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Oficina do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 05/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 06/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Roda de conversa com Jorge Moreira: Crédito Carbono&lt;br /&gt;
* Tarde: Roda de conversa com a mediadora Maria Luiza: Mulheres Negras na Ativa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Roda de Conversa: Crédito Carbono - Quilombos e o Meio Ambiente'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversas, debates, trocas de informações sobre a seriedade do poderio territorial quilombola, das problemáticas e impactos ambientais que tem se disseminado pelas diversas áreas que fazem parte dos quilombos. O sistema se insere nas localidades mantendo o mesmo formato de atuação, sem nenhuma preocupação ou interesse de preservação, isso se dá pelo mal uso da terra, extração de matéria prima, excedendo a não conservação da vegetação, através do não plantio e manejo do solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jorge apresentou seu projeto sobre Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) e Créditos de Reposição Florestal (CRF), trata do novo código florestal LEI No 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Possibilita títulos representativos de obrigação de reserva legal em outra propriedade, as CRAs podem ser criadas em áreas com florestas existentes ou com vegetação em processo de recuperação, podem ser usadas para compensação entre imóveis rurais no mesmo bioma e estado. Já o CRF se baseia na ampliação de áreas florestadas através do plantio, como meio de compensação ao desmatamento de vegetação natural, que se dá pelo uso indevido da terra, títulos representativos de volume de matéria-prima, que permitirá que a obrigação de reposição florestal seja cumprida de modo mais eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Crédito Carbono'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa – A roda de conversa das mulheres na I Pajelança Quilombólica Digital'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Texto elaborado de forma coletiva com as Mulheres Negras da Casa Preta, cada palavra aqui colocada segue uma reflexão, vivência, &lt;br /&gt;
 e negritude feminina do que foi esse momento dentro do espaço, que somos nóis. Sarah, Suhellen, Thiane, Rubia, Mina, Bruna e Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ano de 2013 tem trazido reviravoltas ao Coletivo Casa Preta, pois pela primeira vez na breve história da entidade, um grupo de mulheres começou a pensar o lado feminino dessa negritude. Essa mobilização não é recente, é resultado de uma construção individual e coletiva que culminou nesse encontro de diferentes (e divergentes) mulheres que vivem uma realidade em comum: são negras, moradoras da periferia de Belém e combatem o racismo contra a mulher negra e contra a juventude negra brasileira. Um primeiro momento pensado pelo recém formado núcleo de mulheres, que estão começando suas caminhadas na descoberta do que é ser Mulher Negra, juntas desejando e construindo momentos como esse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos diferentes, cada uma com sua personalidade e experiências, mas o que nos aproxima é o mais importante... NÓS SONHAMOS! e não só compartilhamos os mesmos sonhos como estamos construindo coletivamente eles.&lt;br /&gt;
São meninas e mulheres guerreiras à sua maneira. Doces bárbaras (pedimos licença à referência) e com doses exageradas de meiguice e de bravura. Pela primeira vez, um momento dedicado exclusivamente ao pensamento feminino negro foi realizado no Coletivo Casa Preta durante a I Pajelança Quilombólica Digital. Nos meses e dias que antecederam o evento, muito se vivenciou. Foram meses que permitiram a vivência de dias momentos e intensos completamente dedicados ao pensamento negro, de sua memória ancestral ao afro-futurismo. &lt;br /&gt;
A rotina mudou de configuração, e essa reconfiguração nos deram mais motivos pra continuar nesse processo que vai além de uma simples formação. O desenvolvimento desse pensamento político refletirá nas ações futuras e a autoestima e a delícia do reconhecer-se passará a ser muito mais do que dizer &amp;quot;eu sou mulher e sou negra&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A roda de mulheres fez elas se conhecerem e reconhecerem pontos em comuns, colocarem os peitos na frente e falarem eu faço parte do coletivo casa preta e quero viver num mundo com muito mais pretas e talvez eu queira construir isso a partir daqui, desse espaço, mesmo não sendo aqui, eu modifiquei no ato de não quer ser mais só, e a cada dia quero ser coletivo&lt;br /&gt;
Negras na ativa, de movimento constante, de um sorriso às avessas. Núcleo, grupo... Mulheres reunidas com objetivos coletivos, que trarão dias melhores à individualidade de cada uma. Vivenciar a Pajelança e a Roda de Mulheres faz refletir e sonhar cada vez maior.&lt;br /&gt;
Proporcionou uma aproximação interna e com mulheres que são referências desses grandes sonhos. São aprendizados recebidos no simples sorrir da mais velha e de suas sábias palavras, da que veio ‘apenas’ pelo viver, daquela que naturalmente se achega pela vontade de estar. &lt;br /&gt;
Reunir tantas e diferentes mulheres numa roda foi uma experiência que nos encheu os olhos e os desejos de grandes sonhos, de vários planos, quantas demandas e assuntos foram pensados depois dessas trocas de saber com carinhosas palavras e sorrisos. Cada uma com sua história e sua vida exposta num círculo que se acolhe e que se entende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvir das mais velhas o significado de nossas histórias, tradições e representações das mulheres que foram um tanto do que somos hoje, entender que cada processo tem suas dores e amores, que o aprendizado é constante, mas que o ser &amp;quot;eu mulher negra&amp;quot; é uma identidade que se constrói e reconstrói interruptamente sempre que enxergamos no espelho a nossa própria alma negra, resultado dessas tantas que nos antecederam.&lt;br /&gt;
Foi a primeira de muitas rodas, onde todas e todos (os homens também participaram da roda) para a construção, formação e identidade, do respeito das diversidade humanas na luta ao excluir o racismo e preconceito. Diálogos sobre a relação Mulheres negras e o feminismo, onde até mesmo dentro de um movimento &amp;quot;libertário&amp;quot; a mulher negra ainda assim, sofre preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A casa preta, todos os núcleos e pessoas que a compõem de uma certa forma se modificaram, a casa e alguns seres esteticamente, outros mentalmente, e até de forma comportamental essa pajelança fez mudar.&lt;br /&gt;
Muitas coisas ainda virão, essa roda de conversa foi um primeiro passo.&lt;br /&gt;
Uma roda linda, ancestralidade aflorada na prática da oralidade. Uma Griôt (Maria Luiza Nunes – Movimento de Mulheres Negras, Cedenpa e Rede Fulanas) compartilhando memórias, aguçando nossas pesquisas, orientando e alimentando nossas lutas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''UBUNTU! &amp;quot;Eu sou o que sou pelo que nós somos!&amp;quot;'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa, somos todas nós!'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Roda de Mulheres'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas6.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas7.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas8.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 07/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã e Tarde: Conclusão da construção do BARRACÃO&lt;br /&gt;
* Noite: Finalizando as atividades da Pajelança, com o Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu na Terra Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Construção do BARRACÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das principais metas de produção e organização para a Pajelança (e para a auto-estima do Coletivo) era de reconstruir  o barracão da Casa, pois desse espaço dependeriam muitas atividades daquela semana e futuramente para realização de oficinas, cineclubes, rodas de conversa, entre outras ações. A preparação pra reconstrução começou na manhã do sábado, dia 31/08, com a compra da primeira parte do material (telhas, madeira, cimento) e com a derrubada do barracão velho. Estavam pela Casa as pretas: Suh, Bruna, Sarah, Mina, Thiane e Alessandra e os pretos Perna, Lamar, Guinê, Fábio e Jonatha (o Venezuela). Além da reforma do barracão, atividades de organização, produção e planejamento foram desenvolvidas pelo núcleo de mulheres do Coletivo, que também providenciaram a alimentação e articulando uma parte da verba pra comprar o material do barracão. A atividade durou o dia todo, com as atividades encerrando no anoitecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, domingo, dia 01/09 o mutirão pra levantar o barracão continuou, inclusive com aquisição de mais materiais e com a  mobilização de mais pessoas pra colaborar na atividade, rapazes da comunidade se juntaram aos rapazes do Coletivo pra ajudar a acelerar o processo. Do mesmo jeito que sábado, a atividade durou o dia todo e encerrou de noite. Apenas nesse dia foi possível detectar que a reforma não acabaria no prazo idealizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 02/09, segunda-feira, terceiro e último dia de reconstrução do barracão, foi comprada a última parte do material. Esta etapa contou com a participação de todos do Coletivo, direta ou indiretamente envolvidos na atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 03/09, terça-feira, já com a Pajelança iniciando suas primeiras atividades, a construção do barracão continuou atravessando o dia, passando a ser agora alternada entre as atividades e com rodízio de mão de obra e só acabou dia 07/09, último dia da Pajelança e fora de todo o planejamento. Mas a estrutura nova ficou muito boa e melhorou bastante a auto-estima da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Barracão'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: TAMBOR.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''&amp;lt;big&amp;gt;Vídeo da Pajelança Quilombólica Digital Coletivo Casa Preta&amp;lt;/big&amp;gt;''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravado e editado por PC (AfroSul-Odomode Núcleo Sul)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#widget:YouTube|id=Vfg56T7A7Xc}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/PAJELANÇA CASA PRETA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA"/>
				<updated>2013-11-15T13:22:35Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Dia: 04/09 */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Pajelança Casa Preta''' &amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:PQD CASA PRETA.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  '''''&amp;quot;Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun'''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Orisá'''''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun Babá&amp;quot;''''' (Mãe Nalva)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Todas as folhas tem o poder de curar. ''&lt;br /&gt;
''Todas as folhas dos orixás tem o poder de curar&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Rede Mocambos e o Coletivo Casa Preta na perspectiva de garantir para essas comunidades a sua cultura, os seus costumes, a resignificação e o protagonismo da própria história, convida amigas e amigos para participar da “Pajelança Quilombólica Digital”, que objetiva fortalecer o conhecimento e empoderamento do saber livre a partir da visão africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da semana, serão realizadas rodas de conversa, oficinas de vídeo, apropriação tecnológica, tambores, herbário e um dia dedicado ao debate sobre ser '''Mulher preta na ativa''' com a juventude feminina da Casa Preta convidando as mulheres pretas que inspiram suas lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pajelança Quilombólica Digital será realizada no período de 1 a 7 de setembro na sede do Coletivo Casa Preta que fica na rua Roso Danin, 780, entre 2ª de Queluz e Juvenal Cordeiro, no bairro Canudos-Terra Firme, em Belém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Programação Flutuante ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dia || Base || Atividade || Justificativa || Convidado&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:31/08 || Casa Preta || Levantando nosso barracão || Espaço na Casa para realizar nossas ações, oficinas, cineclubes, rodas de conversa... || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Domingo dia:01/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Roletar pelo bairro e visitar as pessoas que estão na luta || Facilitadores Lamar e Guine&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Segunda dia:02/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Hospedar a galera que estará colando para a pajelança || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Terça dia:03/09 || Casa Preta e Fórum ('''manhã''') / Terreiro de Mãe Nalva de Oxum ('''tarde''') ||'''Manhã:''' Organização da pajelança e credenciamento de quem veio pelo fórum / '''Tarde:''' Roda de conversa sobre herbário, catalogação de ervas, propriedades medicinais e espirituais, sabedoria ancestral || Dar continuidade e fluidez no processo da pajelança / O Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi já possuem trabalho dentro na ilha: Projeto O Jardim Botânico Vai à Escola.Não temos terra na Casa Preta, nem um quiombo tão próximo. || Mãe Nalva/ Helena Quadros (Museu Emilio Goeldi)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quarta dia:04/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum e Casa Preta|| Roda de conversa (Casa Preta e terreiro): Apropriação tecnológica / Atividade Prática (Mãe Nalva de Oxum): Triagem de máquinas, montagem do telecentro no terreiro / Montagem da Rádio na Casa Preta(transmissão diária durante o evento), Oficina de percussão do Afro Bloco Firme || Forum de Intenet Paralelo do ponto de vista do Gueto e dos Pretos, a idéia é hackear o encontro. Mas não pensamos em desfocar das atividades da pajelança e marcar território no evento. Abrir e dar espaço para o uso e manuseio de máquinas, a partir da apropriação preta tecnológica, telecentro sem internet, mas com maquinário e programas off line disponíveis. || Dj.RG/ Milson/ Ronaldo Eli/ Gilvan&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quinta dia:05/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum || Cont. Apropriação tecnológica / Oficina de vídeo: captação e edição de áudio e vídeo || Apropriação de ferramentas para registro e diversas formas de documentar momentos, histórias, vivências das comunidades || Dj.RG/ Duda Canto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sexta dia:06/09 || Casa Preta || Rodas de conversa: Crédito carbono / Mulher na ativa / Atividade prática: oficina de tambor &amp;quot;mulher&amp;quot; || Poucas pessoas e principalmente poucos Quilombolas sabem o que é Crédito Carbono, Jorge conhece bem o assunto e poderia deixar nítido os benefícios e os problemas com o crédito carbono / Na Casa Preta desde o começo do ano tem se conversado sobre um nucleo de Mulheres, e uma ação dentro da Pajelança poderia vir a fortacer essa iniciativa. || Jorge POA/ Maria Luiza/ Duda Sousa&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:07/09 || '''manhã:''' Casa Preta / '''noite:''' Jabatiteua (Terra Firme) || '''manhã:''' Limpeza do barracão pronto/ intervenções/ ''' noite:''' Tambor de Crioula || vida nova ao barracão/ atividades livres/ interação e vivências com a comunidade || Tod@s/ Filhos e amigos de Cururupu (tambor de crioula)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dias: 31, 01 e 02==&lt;br /&gt;
Acolhida e construção do barracão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 03/09==&lt;br /&gt;
* Manhã: Continuação da construção do barracão, credenciamento das pessoas que vieram pelo fórum de internet.&lt;br /&gt;
* Tarde: Atividade no terreiro de Mãe Nalva: Roda de Conversa sobre herbário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Relatos, Contribuições, Participações:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''-Abertura: apresentação dos participantes''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Mãe Nalva:''' Herbário sei que vem de folha, e de folha eu conheço e falo &amp;quot;macumbalmente&amp;quot;(risos). Explica sua relação com as folhas, ervas, de forma espiritual.&lt;br /&gt;
Ressalta a importância dessa preservação, cita exemplos em que a essa relação de culturas e desrespeito, se sobressai sobre nossos valores, mistificando as ervas e suas propriedades espirituais. Relata sobre algumas dificuldades sobre a religiosidade (candomblé) na área urbana, das questões de territorialidade.&lt;br /&gt;
Teve uma conversa com um professor sobre ervas, e relata a importância dessas questões para a comunidade, exemplifica as formas de cura através das ervas (furada de prego se cura com cebola, para cortes, tombos se cura com óleo de copaíba, etc...), relata que essas tradições fazem parte da sua vida desde à infância, de como sua avó manuseava essas ervas, essas folhas, de tratar a família pela cura das ervas e óleos naturais (copaíba e andiroba).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala da parteira, da sua própria vida como parteira, da forma de como &amp;quot;puxar a barriga&amp;quot;, de como essas histórias são antigas e estão se perdendo, o aprendizado ancestral, a sensibilidade.&lt;br /&gt;
Descreve que &amp;quot;catinga de mulata&amp;quot; é uma erva de Oxum, que é a protetora do útero, de como esses princípios ativos dessa erva se relaciona diretamente com a maternidade.&lt;br /&gt;
Afirma a importância desses saberes ancestrais, como a academia poderia contribuir com essa troca, saber ancestral (tradição e espiritualidade) e técnico (propriedades físicas, uso de ferramentas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Don Perna:''' Explica a relação da Rede Mocambos e Coletivo Casa Preta, sobre a ancestralidade, tecnologia, africanidade no que remete à tradição. A importância de reconstruir essas relações entre comunidades e saberes, como uma forma de preservar a nossa história.&lt;br /&gt;
Apresenta e agradece a participação das pessoas, dessa troca entre terreiro (comunidade) e academia (museu Emílio Goeldi e Ponto de Memória da terra firme).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressalta que é fundamental esses momentos nos lugares e nas pessoas, de falar de plantas, de terra, de tambor, e que esse processo de aprendizagem é o primeiro plantio dentro das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse momento de roda de conversa onde a comunidad einterage, se comunica, se articula, são as primeiras sementes que migrarão em outras rodas, que reconecta e resignifica à nossa ancestralidade.&lt;br /&gt;
Pauta à questão da lei 10.639, em que o conhecimento ancestral e quanto a tradição, se aplica uma forma de trabalhar a &amp;quot;humanização (a África somos nóis)&amp;quot; nas escolas, é importante tratar essas questões para que as trocas de conhecimentos não sejam desvirtuados dos valores ancestrais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Helena Quadros:''' Relata o início do projeto do Ponto de Memória da terra firme, da importância desse movimento de históricos, que retratasse a vida, cotidiano e perfis dessa comunidade.&lt;br /&gt;
Destaca às dificuldades de manter as atividades que envolvam as comunidades, à conquista de pesquisas que abraçassem essa causa, que em 2009 surge no Brasil o projeto &amp;quot;Ponto de Memmória&amp;quot; e, na época de Mário Chagas estava à frente do processo, através das lutas das pessoas da comunidade da terra firme, foi conseguido uma premiação pelas mulheres da terra firme.&lt;br /&gt;
Para a efetivação do espaço do ponto de memória, ainda que sem recursos, foram elaboradas cartilhas, exposições...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere como estratégia de trabalho ''mapear os pontos de cultura'', ''uma cartografia'', ''um mapa artístico e cultural''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afirma como um ponto forte de espaço o Museu Emílio Goeldi (parceria estratégica), para a realização desses trabalhos. Quer levar informações sobre o herbário, para tratar das pesquisas e questões de nossos interesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Milson:''' Fala da apropriação sobre nossos saberes, das propriedades que temos em nossas ervas, nossos frutos nossas práticas, de como esses conhecimentos se perdem e se desvirtuam das nossas vivências e protagonizações. Descreve um exemplo das práticas de terreiro e da importância do plantio das folhas de axé, como as atividades que são internas nos terreiros são de forma desreipeitosa documentados, através de fotos, vídeos e áudios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guine:''' Explica do que se trata a Pajelança, que vem a partir de um projeto junto a Seppir, envolve também outros projetos como telecentros BR, núcleos de formação continuada, e demais projetos ligados à Rede Mocambos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere de que forma podemos trabalhar essas informações, ''criar espaços digitais onde se coloque essas informações'', e como seriam utilizadas para a comunicação com as comunidades. De como seria a utilização e construção dessas ferramentas no processo físico, tecnológico, mapeado, cartografado, espiritualizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta da Rede Mocambos é construir esse herbário, no objetivo de quebrar essas fronteiras territoriais, como uma forma de garantir que esses conhecimentos possam se expandir, e se compartilhar nas comunidades.&lt;br /&gt;
A relação do direito à terra e a água, dentro de tudo que foi falado, onde se assegure os espaços de garantir às nossas tradições. Que se possa plantar e manusear as ervas, a cultura, o saber...&lt;br /&gt;
Quando se fala da relação do uso de ferramentas tecnológicas, acadêmicas, ancestrais, é de extrema importância se ter a apropriação e garantia dessas terras, através da semente preservar essa memória, que se tem perdido nos quilombos, nas comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Ronaldo Eli:''' Como reflexão, descreve a questão de como esse nosso conhecimento é apropriado, cooptado.&lt;br /&gt;
Um fundamento/conhecimento da gente é um movimento, que sem esse movimento não faria sentido, que o saber ancestral é uma propriedade que não desapropria, independente de tercerizações de nossas experiências.&lt;br /&gt;
Fortalecer os aspectos fundamentais dos nossos saberes, descreve sua vida e vivência no terreiro, como filho de santo de Mãe Beth de Oxum, que o cuidado é essencialmente feminino quando toma como referência à Oxum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere uma ''forma de pensar em como essas mulheres, comunidades, movimentos, podem trocar e viver esses saberes'', que vai além do espaço físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Chicona:''' Descreve sua satisfação por estar nesse momento, na roda de conversa. Que é muito importante para resgatar os valores e saberes que estão se perdendo, e essa troca de informações fortalecem nossas relações e aprendizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Lamartine:''' Fala que na construção desse &amp;quot;herbário&amp;quot; que talvez nem seja um nome que contemple as casas de santo, a africanidade. Ressalta que se racializa e  empreteça a botânica, através de uma troca de experiências com diversos setores, onde o resgate ancestral seja à partir das plantas, que remetem e muito nossas raízes africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: O poder das Ervas'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 04/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Apropriação Tecnológica na Casa Preta e Terreiro de Mãe Nalva&lt;br /&gt;
* Tarde: Montagem do Telecentro no terreiro, montagem da Rádio na Casa Preta&lt;br /&gt;
* Noite: Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil, Oficina de percussão do afro Bloco Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Apropriação Tecnológica'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina iniciada na Casa Preta, mediada por Milson Oniletó: uma breve conversa sobre tecnologia em software livre, baseada na filosofia Ubuntu. Foram citadas e demonstradas as ferramentas livre de uso da rede (wiki - elaboração de textos, mapa - localização de pontos distribuídos por categorias e informes locais com breves relatos, portal - galeria de fotos e vídeos), como formas de comunicação coletiva, através da troca de informações entre comunidades, na construção de acervos e produção de conteúdos desenvolvidos coletivamente. As ferramentas possibilitam o fortalecimento de valores culturais e históricos, resgatando o protagonismo de comunidades quilombolas, cada uma com sua especifidade, cada uma com sua cultura e seus costumes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum: Atividade prática com triagem de máquinas e instalação do Telecentro, com a presença de Mãe Nalva e a juventude de terreiro do seu Ilê, Duda Livre e Luah Sampaio (terreiro de Nangetu) colaboradores do Coletivo, instalação mediada por Milson, Reginaldo (Dj RG), Ronaldo Eli . tendo disponíveis para instalação 11 computadores, mesas, cadeiras, data show, espaço do próprio terreiro, sem antena e conexão de internet. Após a instalação de máquinas e disposição dos móveis, foram instalados sistemas operacionais em software livre linux (ubuntu).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O Telecentro estava inativo por volta de 3 anos, a parceria junto ao Coletivo Casa Preta e rede mocambos tem desenvolvido atividades como rodas de conversa, para dialogar sobre políticas públicas, saúde da mulher negra, projetos culturais e de formação, e demais trabalhos que envolvam a comunidade da periferia da Terra Firme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Apropriação Tecnológia/Telecentro'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade Prática: Montagem da RÁDIO e transmissão livre (web e FM)'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Material e ferramentas utilizadas: 1 transmissor de fm, 1 modulador de estereo, uma mesa de som de 8 canais, 1 cabo de antena de 30 metros, 1 Antena Base Vhf Plano Terra 1/4 De Onda Para Tarnsmissor Fm. manejo de equipamentos, transmissão de informações, alem produçao de áudio e sua divulgaçao livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Programação Flutuante da Pajelança a montagem da rádio ocorreria no sábado, dia que conseguimos comprar uma parte do material para a fundação do barracão, desde o inicio fi programada a transmissão de tudo o que ocorreria dentro da programação flutuante pela rádio, por tanto a primeira ação de fato seria com a ACIYOMI, o Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum. Mas não foi possível a montagem da rádio no terreiro, devido à falta de alguns equipamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No horário da manhã os responsáveis por levantar a antena e tocar a rádio em conjunto com o nosso colaborador Gilvan se dividiram nas atividades praticas de apropriação tecnológica e na construção do barracão. O levante da rádio começou com um sol apino de uma tarde de quarta, Ronaldo Eli e Gilvan aderiram a ideia de Guinê de amarrar a antena numa pernamanca grande e coloca-la de alguma forma na caixa d'água, enquanto isso acontecia PC ligava os cabos e conectores na mesa de som de 8 canais cedida pela Rádio FM Cabana, esperando a subida da antena para poder testar e colocar no ar, a antena subiu com uma certa dificuldade por conta do peso e da amarração que foi feita, o cabo de antena foi conectado então foi ao ar a Rádio Livre Aqualtune através da frequência 90.9Mhz transmitindo as atividades da Pajelança Quilombólica Digital e música preta além de programas como o &amp;quot;Disgestivo&amp;quot; que foi ao ar todos os dias após o almoço, com a participação dos oficineiros e participantes, relatando experiências e conteúdos das oficinas, e também para os ouvintes saberem tudo o que aconteceu durante os horários da manhã e tarde nas atividades da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira transmissão ao vivo e online foi da oficina livre de percussão do Bloco Afro Firme, atividade que já fazia parte da programação semanal do Coletivo Casa Preta, ocorre toda quarta e sexta no espaço da Casa. Ronaldo, Guinê e Gilvan fizeram a gravação para a radio, PC gravou um vídeo e tirou algumas fotos junto com Milson, ao fim da oficina a rádio voltou a programação de músicas pretas.&lt;br /&gt;
As transmissões duravam as 24h todos os dias, dividido nas programações da Pajelança e repertórios musicais diversos, em especial música preta. A rádio foi uma das formas de comunicação, apropriação de ferramentas para registro, captação, documentários, relatos, a vivência e contar sua historia e participação na Pajelança e o próprio cotidiano no coletivo. O Barracão continuava ao som da rádio Aqualtune que saia das caixinhas de som que era conectada a um celular nas ondas da 90,9 FM, enquanto que com outro grupo pequeno eram desenvolvidas praticas de apropriação das ferramentas da rede. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Rádio Aqualtune/FM Cabana'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil''' e '''Oficina de percussão do Afro Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PQD foi divulgada e compartilhada, através de redes sociais, emails, e outras formas de comunicação. Durante as atividades que estavam na programação de quarta-feira, houve a participação/intervenção de participantes do Fórum da Internet (evento realizado no Hangar Convenções Belém/PA, no período de 03 a 05 de setembro de 2013 http://forumdainternet.cgi.br) em parceria com o Fora do Eixo, foi realizado uma roda de conversa sobre tecnologia livre e suas dimensões, com a apresentação e debates sobre o documentário média metragem, do primeiro e segundo ano de atuação do projeto Agência de Redes para Juventude, cedido pela Geração Agência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os debates circularam por temas como: políticas públicas, distribuição de recursos do Estado e o acesso restrito à pequenos grupos, apropriação tecnológica e territorialidade, população negra e seu empoderamento nas ferramentas de comunicação e patrimônio cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Fórum da Internet'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM6.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade prática: Oficina de percussão do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As oficinas de percussão fazem parte da programação semanal do Coletivo, que acontecem todas as quartas e sextas às 19h no espaço da Casa. Trabalhando a musicalidade e ancestralidade africana com a juventude da comunidade do bairro da terra firme, fortalecendo os valores culturais africanos, a autoestima do jovem negro/a da periferia de Belém (Terra Firme), envolvendo atividades locais que reforcem essa participação, como por exemplo, o Cineclube Tela Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Oficina do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 05/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 06/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Roda de conversa com Jorge Moreira: Crédito Carbono&lt;br /&gt;
* Tarde: Roda de conversa com a mediadora Maria Luiza: Mulheres Negras na Ativa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Roda de Conversa: Crédito Carbono - Quilombos e o Meio Ambiente'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversas, debates, trocas de informações sobre a seriedade do poderio territorial quilombola, das problemáticas e impactos ambientais que tem se disseminado pelas diversas áreas que fazem parte dos quilombos. O sistema se insere nas localidades mantendo o mesmo formato de atuação, sem nenhuma preocupação ou interesse de preservação, isso se dá pelo mal uso da terra, extração de matéria prima, excedendo a não conservação da vegetação, através do não plantio e manejo do solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jorge apresentou seu projeto sobre Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) e Créditos de Reposição Florestal (CRF), trata do novo código florestal LEI No 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Possibilita títulos representativos de obrigação de reserva legal em outra propriedade, as CRAs podem ser criadas em áreas com florestas existentes ou com vegetação em processo de recuperação, podem ser usadas para compensação entre imóveis rurais no mesmo bioma e estado. Já o CRF se baseia na ampliação de áreas florestadas através do plantio, como meio de compensação ao desmatamento de vegetação natural, que se dá pelo uso indevido da terra, títulos representativos de volume de matéria-prima, que permitirá que a obrigação de reposição florestal seja cumprida de modo mais eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Crédito Carbono'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa – A roda de conversa das mulheres na I Pajelança Quilombólica Digital'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Texto elaborado de forma coletiva com as Mulheres Negras da Casa Preta, cada palavra aqui colocada segue uma reflexão, vivência, &lt;br /&gt;
 e negritude feminina do que foi esse momento dentro do espaço, que somos nóis. Sarah, Suhellen, Thiane, Rubia, Mina, Bruna e Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ano de 2013 tem trazido reviravoltas ao Coletivo Casa Preta, pois pela primeira vez na breve história da entidade, um grupo de mulheres começou a pensar o lado feminino dessa negritude. Essa mobilização não é recente, é resultado de uma construção individual e coletiva que culminou nesse encontro de diferentes (e divergentes) mulheres que vivem uma realidade em comum: são negras, moradoras da periferia de Belém e combatem o racismo contra a mulher negra e contra a juventude negra brasileira. Um primeiro momento pensado pelo recém formado núcleo de mulheres, que estão começando suas caminhadas na descoberta do que é ser Mulher Negra, juntas desejando e construindo momentos como esse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos diferentes, cada uma com sua personalidade e experiências, mas o que nos aproxima é o mais importante... NÓS SONHAMOS! e não só compartilhamos os mesmos sonhos como estamos construindo coletivamente eles.&lt;br /&gt;
São meninas e mulheres guerreiras à sua maneira. Doces bárbaras (pedimos licença à referência) e com doses exageradas de meiguice e de bravura. Pela primeira vez, um momento dedicado exclusivamente ao pensamento feminino negro foi realizado no Coletivo Casa Preta durante a I Pajelança Quilombólica Digital. Nos meses e dias que antecederam o evento, muito se vivenciou. Foram meses que permitiram a vivência de dias momentos e intensos completamente dedicados ao pensamento negro, de sua memória ancestral ao afro-futurismo. &lt;br /&gt;
A rotina mudou de configuração, e essa reconfiguração nos deram mais motivos pra continuar nesse processo que vai além de uma simples formação. O desenvolvimento desse pensamento político refletirá nas ações futuras e a autoestima e a delícia do reconhecer-se passará a ser muito mais do que dizer &amp;quot;eu sou mulher e sou negra&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A roda de mulheres fez elas se conhecerem e reconhecerem pontos em comuns, colocarem os peitos na frente e falarem eu faço parte do coletivo casa preta e quero viver num mundo com muito mais pretas e talvez eu queira construir isso a partir daqui, desse espaço, mesmo não sendo aqui, eu modifiquei no ato de não quer ser mais só, e a cada dia quero ser coletivo&lt;br /&gt;
Negras na ativa, de movimento constante, de um sorriso às avessas. Núcleo, grupo... Mulheres reunidas com objetivos coletivos, que trarão dias melhores à individualidade de cada uma. Vivenciar a Pajelança e a Roda de Mulheres faz refletir e sonhar cada vez maior.&lt;br /&gt;
Proporcionou uma aproximação interna e com mulheres que são referências desses grandes sonhos. São aprendizados recebidos no simples sorrir da mais velha e de suas sábias palavras, da que veio ‘apenas’ pelo viver, daquela que naturalmente se achega pela vontade de estar. &lt;br /&gt;
Reunir tantas e diferentes mulheres numa roda foi uma experiência que nos encheu os olhos e os desejos de grandes sonhos, de vários planos, quantas demandas e assuntos foram pensados depois dessas trocas de saber com carinhosas palavras e sorrisos. Cada uma com sua história e sua vida exposta num círculo que se acolhe e que se entende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvir das mais velhas o significado de nossas histórias, tradições e representações das mulheres que foram um tanto do que somos hoje, entender que cada processo tem suas dores e amores, que o aprendizado é constante, mas que o ser &amp;quot;eu mulher negra&amp;quot; é uma identidade que se constrói e reconstrói interruptamente sempre que enxergamos no espelho a nossa própria alma negra, resultado dessas tantas que nos antecederam.&lt;br /&gt;
Foi a primeira de muitas rodas, onde todas e todos (os homens também participaram da roda) para a construção, formação e identidade, do respeito das diversidade humanas na luta ao excluir o racismo e preconceito. Diálogos sobre a relação Mulheres negras e o feminismo, onde até mesmo dentro de um movimento &amp;quot;libertário&amp;quot; a mulher negra ainda assim, sofre preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A casa preta, todos os núcleos e pessoas que a compõem de uma certa forma se modificaram, a casa e alguns seres esteticamente, outros mentalmente, e até de forma comportamental essa pajelança fez mudar.&lt;br /&gt;
Muitas coisas ainda virão, essa roda de conversa foi um primeiro passo.&lt;br /&gt;
Uma roda linda, ancestralidade aflorada na prática da oralidade. Uma Griôt (Maria Luiza Nunes – Movimento de Mulheres Negras, Cedenpa e Rede Fulanas) compartilhando memórias, aguçando nossas pesquisas, orientando e alimentando nossas lutas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''UBUNTU! &amp;quot;Eu sou o que sou pelo que nós somos!&amp;quot;'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa, somos todas nós!'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Roda de Mulheres'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas6.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas7.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas8.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 07/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã e Tarde: Conclusão da construção do BARRACÃO&lt;br /&gt;
* Noite: Finalizando as atividades da Pajelança, com o Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu na Terra Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Construção do BARRACÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das principais metas de produção e organização para a Pajelança (e para a auto-estima do Coletivo) era de reconstruir  o barracão da Casa, pois desse espaço dependeriam muitas atividades daquela semana e futuramente para realização de oficinas, cineclubes, rodas de conversa, entre outras ações. A preparação pra reconstrução começou na manhã do sábado, dia 31/08, com a compra da primeira parte do material (telhas, madeira, cimento) e com a derrubada do barracão velho. Estavam pela Casa as pretas: Suh, Bruna, Sarah, Mina, Thiane e Alessandra e os pretos Perna, Lamar, Guinê, Fábio e Jonatha (o Venezuela). Além da reforma do barracão, atividades de organização, produção e planejamento foram desenvolvidas pelo núcleo de mulheres do Coletivo, que também providenciaram a alimentação e articulando uma parte da verba pra comprar o material do barracão. A atividade durou o dia todo, com as atividades encerrando no anoitecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, domingo, dia 01/09 o mutirão pra levantar o barracão continuou, inclusive com aquisição de mais materiais e com a  mobilização de mais pessoas pra colaborar na atividade, rapazes da comunidade se juntaram aos rapazes do Coletivo pra ajudar a acelerar o processo. Do mesmo jeito que sábado, a atividade durou o dia todo e encerrou de noite. Apenas nesse dia foi possível detectar que a reforma não acabaria no prazo idealizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 02/09, segunda-feira, terceiro e último dia de reconstrução do barracão, foi comprada a última parte do material. Esta etapa contou com a participação de todos do Coletivo, direta ou indiretamente envolvidos na atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 03/09, terça-feira, já com a Pajelança iniciando suas primeiras atividades, a construção do barracão continuou atravessando o dia, passando a ser agora alternada entre as atividades e com rodízio de mão de obra e só acabou dia 07/09, último dia da Pajelança e fora de todo o planejamento. Mas a estrutura nova ficou muito boa e melhorou bastante a auto-estima da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Barracão'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: TAMBOR.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''&amp;lt;big&amp;gt;Vídeo da Pajelança Quilombólica Digital Coletivo Casa Preta&amp;lt;/big&amp;gt;''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravado e editado por PC (AfroSul-Odomode Núcleo Sul)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#widget:YouTube|id=Vfg56T7A7Xc}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/PAJELANÇA CASA PRETA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA"/>
				<updated>2013-11-15T13:18:46Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Programação Flutuante */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Pajelança Casa Preta''' &amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:PQD CASA PRETA.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  '''''&amp;quot;Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun'''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Orisá'''''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun Babá&amp;quot;''''' (Mãe Nalva)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Todas as folhas tem o poder de curar. ''&lt;br /&gt;
''Todas as folhas dos orixás tem o poder de curar&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Rede Mocambos e o Coletivo Casa Preta na perspectiva de garantir para essas comunidades a sua cultura, os seus costumes, a resignificação e o protagonismo da própria história, convida amigas e amigos para participar da “Pajelança Quilombólica Digital”, que objetiva fortalecer o conhecimento e empoderamento do saber livre a partir da visão africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da semana, serão realizadas rodas de conversa, oficinas de vídeo, apropriação tecnológica, tambores, herbário e um dia dedicado ao debate sobre ser '''Mulher preta na ativa''' com a juventude feminina da Casa Preta convidando as mulheres pretas que inspiram suas lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pajelança Quilombólica Digital será realizada no período de 1 a 7 de setembro na sede do Coletivo Casa Preta que fica na rua Roso Danin, 780, entre 2ª de Queluz e Juvenal Cordeiro, no bairro Canudos-Terra Firme, em Belém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Programação Flutuante ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dia || Base || Atividade || Justificativa || Convidado&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:31/08 || Casa Preta || Levantando nosso barracão || Espaço na Casa para realizar nossas ações, oficinas, cineclubes, rodas de conversa... || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Domingo dia:01/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Roletar pelo bairro e visitar as pessoas que estão na luta || Facilitadores Lamar e Guine&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Segunda dia:02/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Hospedar a galera que estará colando para a pajelança || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Terça dia:03/09 || Casa Preta e Fórum ('''manhã''') / Terreiro de Mãe Nalva de Oxum ('''tarde''') ||'''Manhã:''' Organização da pajelança e credenciamento de quem veio pelo fórum / '''Tarde:''' Roda de conversa sobre herbário, catalogação de ervas, propriedades medicinais e espirituais, sabedoria ancestral || Dar continuidade e fluidez no processo da pajelança / O Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi já possuem trabalho dentro na ilha: Projeto O Jardim Botânico Vai à Escola.Não temos terra na Casa Preta, nem um quiombo tão próximo. || Mãe Nalva/ Helena Quadros (Museu Emilio Goeldi)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quarta dia:04/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum e Casa Preta|| Roda de conversa (Casa Preta e terreiro): Apropriação tecnológica / Atividade Prática (Mãe Nalva de Oxum): Triagem de máquinas, montagem do telecentro no terreiro / Montagem da Rádio na Casa Preta(transmissão diária durante o evento), Oficina de percussão do Afro Bloco Firme || Forum de Intenet Paralelo do ponto de vista do Gueto e dos Pretos, a idéia é hackear o encontro. Mas não pensamos em desfocar das atividades da pajelança e marcar território no evento. Abrir e dar espaço para o uso e manuseio de máquinas, a partir da apropriação preta tecnológica, telecentro sem internet, mas com maquinário e programas off line disponíveis. || Dj.RG/ Milson/ Ronaldo Eli/ Gilvan&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quinta dia:05/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum || Cont. Apropriação tecnológica / Oficina de vídeo: captação e edição de áudio e vídeo || Apropriação de ferramentas para registro e diversas formas de documentar momentos, histórias, vivências das comunidades || Dj.RG/ Duda Canto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sexta dia:06/09 || Casa Preta || Rodas de conversa: Crédito carbono / Mulher na ativa / Atividade prática: oficina de tambor &amp;quot;mulher&amp;quot; || Poucas pessoas e principalmente poucos Quilombolas sabem o que é Crédito Carbono, Jorge conhece bem o assunto e poderia deixar nítido os benefícios e os problemas com o crédito carbono / Na Casa Preta desde o começo do ano tem se conversado sobre um nucleo de Mulheres, e uma ação dentro da Pajelança poderia vir a fortacer essa iniciativa. || Jorge POA/ Maria Luiza/ Duda Sousa&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:07/09 || '''manhã:''' Casa Preta / '''noite:''' Jabatiteua (Terra Firme) || '''manhã:''' Limpeza do barracão pronto/ intervenções/ ''' noite:''' Tambor de Crioula || vida nova ao barracão/ atividades livres/ interação e vivências com a comunidade || Tod@s/ Filhos e amigos de Cururupu (tambor de crioula)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dias: 31, 01 e 02==&lt;br /&gt;
Acolhida e construção do barracão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 03/09==&lt;br /&gt;
* Manhã: Continuação da construção do barracão, credenciamento das pessoas que vieram pelo fórum de internet.&lt;br /&gt;
* Tarde: Atividade no terreiro de Mãe Nalva: Roda de Conversa sobre herbário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Relatos, Contribuições, Participações:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''-Abertura: apresentação dos participantes''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Mãe Nalva:''' Herbário sei que vem de folha, e de folha eu conheço e falo &amp;quot;macumbalmente&amp;quot;(risos). Explica sua relação com as folhas, ervas, de forma espiritual.&lt;br /&gt;
Ressalta a importância dessa preservação, cita exemplos em que a essa relação de culturas e desrespeito, se sobressai sobre nossos valores, mistificando as ervas e suas propriedades espirituais. Relata sobre algumas dificuldades sobre a religiosidade (candomblé) na área urbana, das questões de territorialidade.&lt;br /&gt;
Teve uma conversa com um professor sobre ervas, e relata a importância dessas questões para a comunidade, exemplifica as formas de cura através das ervas (furada de prego se cura com cebola, para cortes, tombos se cura com óleo de copaíba, etc...), relata que essas tradições fazem parte da sua vida desde à infância, de como sua avó manuseava essas ervas, essas folhas, de tratar a família pela cura das ervas e óleos naturais (copaíba e andiroba).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala da parteira, da sua própria vida como parteira, da forma de como &amp;quot;puxar a barriga&amp;quot;, de como essas histórias são antigas e estão se perdendo, o aprendizado ancestral, a sensibilidade.&lt;br /&gt;
Descreve que &amp;quot;catinga de mulata&amp;quot; é uma erva de Oxum, que é a protetora do útero, de como esses princípios ativos dessa erva se relaciona diretamente com a maternidade.&lt;br /&gt;
Afirma a importância desses saberes ancestrais, como a academia poderia contribuir com essa troca, saber ancestral (tradição e espiritualidade) e técnico (propriedades físicas, uso de ferramentas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Don Perna:''' Explica a relação da Rede Mocambos e Coletivo Casa Preta, sobre a ancestralidade, tecnologia, africanidade no que remete à tradição. A importância de reconstruir essas relações entre comunidades e saberes, como uma forma de preservar a nossa história.&lt;br /&gt;
Apresenta e agradece a participação das pessoas, dessa troca entre terreiro (comunidade) e academia (museu Emílio Goeldi e Ponto de Memória da terra firme).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressalta que é fundamental esses momentos nos lugares e nas pessoas, de falar de plantas, de terra, de tambor, e que esse processo de aprendizagem é o primeiro plantio dentro das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse momento de roda de conversa onde a comunidad einterage, se comunica, se articula, são as primeiras sementes que migrarão em outras rodas, que reconecta e resignifica à nossa ancestralidade.&lt;br /&gt;
Pauta à questão da lei 10.639, em que o conhecimento ancestral e quanto a tradição, se aplica uma forma de trabalhar a &amp;quot;humanização (a África somos nóis)&amp;quot; nas escolas, é importante tratar essas questões para que as trocas de conhecimentos não sejam desvirtuados dos valores ancestrais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Helena Quadros:''' Relata o início do projeto do Ponto de Memória da terra firme, da importância desse movimento de históricos, que retratasse a vida, cotidiano e perfis dessa comunidade.&lt;br /&gt;
Destaca às dificuldades de manter as atividades que envolvam as comunidades, à conquista de pesquisas que abraçassem essa causa, que em 2009 surge no Brasil o projeto &amp;quot;Ponto de Memmória&amp;quot; e, na época de Mário Chagas estava à frente do processo, através das lutas das pessoas da comunidade da terra firme, foi conseguido uma premiação pelas mulheres da terra firme.&lt;br /&gt;
Para a efetivação do espaço do ponto de memória, ainda que sem recursos, foram elaboradas cartilhas, exposições...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere como estratégia de trabalho ''mapear os pontos de cultura'', ''uma cartografia'', ''um mapa artístico e cultural''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afirma como um ponto forte de espaço o Museu Emílio Goeldi (parceria estratégica), para a realização desses trabalhos. Quer levar informações sobre o herbário, para tratar das pesquisas e questões de nossos interesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Milson:''' Fala da apropriação sobre nossos saberes, das propriedades que temos em nossas ervas, nossos frutos nossas práticas, de como esses conhecimentos se perdem e se desvirtuam das nossas vivências e protagonizações. Descreve um exemplo das práticas de terreiro e da importância do plantio das folhas de axé, como as atividades que são internas nos terreiros são de forma desreipeitosa documentados, através de fotos, vídeos e áudios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guine:''' Explica do que se trata a Pajelança, que vem a partir de um projeto junto a Seppir, envolve também outros projetos como telecentros BR, núcleos de formação continuada, e demais projetos ligados à Rede Mocambos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere de que forma podemos trabalhar essas informações, ''criar espaços digitais onde se coloque essas informações'', e como seriam utilizadas para a comunicação com as comunidades. De como seria a utilização e construção dessas ferramentas no processo físico, tecnológico, mapeado, cartografado, espiritualizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta da Rede Mocambos é construir esse herbário, no objetivo de quebrar essas fronteiras territoriais, como uma forma de garantir que esses conhecimentos possam se expandir, e se compartilhar nas comunidades.&lt;br /&gt;
A relação do direito à terra e a água, dentro de tudo que foi falado, onde se assegure os espaços de garantir às nossas tradições. Que se possa plantar e manusear as ervas, a cultura, o saber...&lt;br /&gt;
Quando se fala da relação do uso de ferramentas tecnológicas, acadêmicas, ancestrais, é de extrema importância se ter a apropriação e garantia dessas terras, através da semente preservar essa memória, que se tem perdido nos quilombos, nas comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Ronaldo Eli:''' Como reflexão, descreve a questão de como esse nosso conhecimento é apropriado, cooptado.&lt;br /&gt;
Um fundamento/conhecimento da gente é um movimento, que sem esse movimento não faria sentido, que o saber ancestral é uma propriedade que não desapropria, independente de tercerizações de nossas experiências.&lt;br /&gt;
Fortalecer os aspectos fundamentais dos nossos saberes, descreve sua vida e vivência no terreiro, como filho de santo de Mãe Beth de Oxum, que o cuidado é essencialmente feminino quando toma como referência à Oxum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere uma ''forma de pensar em como essas mulheres, comunidades, movimentos, podem trocar e viver esses saberes'', que vai além do espaço físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Chicona:''' Descreve sua satisfação por estar nesse momento, na roda de conversa. Que é muito importante para resgatar os valores e saberes que estão se perdendo, e essa troca de informações fortalecem nossas relações e aprendizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Lamartine:''' Fala que na construção desse &amp;quot;herbário&amp;quot; que talvez nem seja um nome que contemple as casas de santo, a africanidade. Ressalta que se racializa e  empreteça a botânica, através de uma troca de experiências com diversos setores, onde o resgate ancestral seja à partir das plantas, que remetem e muito nossas raízes africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: O poder das Ervas'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 04/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Apropriação Tecnológica na Casa Preta e Terreiro de Mãe Nalva&lt;br /&gt;
* Tarde: Montagem do Telecentro no terreiro, montagem da Rádio na Casa Preta&lt;br /&gt;
* Noite: Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil, Oficina de percussão do afro Bloco Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Apropriação Tecnológica'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina iniciada na Casa Preta, mediada por Milson Oniletó: uma breve conversa sobre tecnologia em software livre, baseada na filosofia Ubuntu. Foram citadas e demonstradas as ferramentas livre de uso da rede (wiki - elaboração de textos, mapa - localização de pontos distribuídos por categorias e informes locais com breves relatos, portal - galeria de fotos e vídeos), como formas de comunicação coletiva, através da troca de informações entre comunidades, na construção de acervos e produção de conteúdos desenvolvidos coletivamente. As ferramentas possibilitam o fortalecimento de valores culturais e históricos, resgatando o protagonismo de comunidades quilombolas, cada uma com sua especifidade, cada uma com sua cultura e seus costumes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum: Atividade prática com triagem de máquinas e instalação do Telecentro, com a presença de Mãe Nalva e a juventude de terreiro do seu Ilê, Duda Livre e Luah Sampaio (terreiro de Nangetu) colaboradores do Coletivo, instalação mediada por Milson, Reginaldo (Dj RG), Ronaldo Eli . tendo disponíveis para instalação 11 computadores, mesas, cadeiras, data show, espaço do próprio terreiro, sem antena e conexão de internet. Após a instalação de máquinas e disposição dos móveis, foram instalados sistemas operacionais em software livre linux (ubuntu).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O Telecentro estava inativo por volta de 3 anos, a parceria junto ao Coletivo Casa Preta e rede mocambos tem desenvolvido atividades como rodas de conversa, para dialogar sobre políticas públicas, saúde da mulher negra, projetos culturais e de formação, e demais trabalhos que envolvam a comunidade da periferia da Terra Firme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Apropriação Tecnológia/Telecentro'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade Prática: Montagem da RÁDIO e transmissão livre (web e FM)'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Material e ferramentas utilizadas: 1 transmissor de fm, 1 modulador de estereo, uma mesa de som de 8 canais, 1 cabo de antena de 30 metros, 1 Antena Base Vhf Plano Terra 1/4 De Onda Para Tarnsmissor Fm. manejo de equipamentos, transmissão de informações, alem produçao de áudio e sua divulgaçao livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Programação Flutuante da Pajelança a montagem da rádio ocorreria no sábado, dia que conseguimos comprar uma parte do material para a fundação do barracão, desde o inicio fi programada a transmissão de tudo o que ocorreria dentro da programação flutuante pela rádio, por tanto a primeira ação de fato seria com a ACIYOMI, o Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum. Mas não foi possível a montagem da rádio no terreiro, devido à falta de alguns equipamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No horário da manhã os responsáveis por levantar a antena e tocar a rádio em conjunto com o nosso colaborador Gilvan se dividiram nas atividades praticas de apropriação tecnológica e na construção do barracão. O levante da rádio começou com um sol apino de uma tarde de quarta, Ronaldo Eli e Gilvan aderiram a ideia de Guinê de amarrar a antena numa pernamanca grande e coloca-la de alguma forma na caixa d'água, enquanto isso acontecia PC ligava os cabos e conectores na mesa de som de 8 canais cedida pela Rádio FM Cabana, esperando a subida da antena para poder testar e colocar no ar, a antena subiu com uma certa dificuldade por conta do peso e da amarração que foi feita, o cabo de antena foi conectado então foi ao ar a Rádio Livre Aqualtune através da frequência 90.9Mhz transmitindo as atividades da Pajelança Quilombólica Digital e música preta além de programas como o &amp;quot;Disgestivo&amp;quot; que foi ao ar todos os dias após o almoço, com a participação dos oficineiros e participantes, relatando experiências e conteúdos das oficinas, e também para os ouvintes saberem tudo o que aconteceu durante os horários da manhã e tarde nas atividades da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira transmissão ao vivo e online foi da oficina livre de percussão do Bloco Afro Firme, atividade que já fazia parte da programação semanal do Coletivo Casa Preta, ocorre toda quarta e sexta no espaço da Casa. Ronaldo, Guinê e Gilvan fizeram a gravação para a radio, PC gravou um vídeo e tirou algumas fotos junto com Milson, ao fim da oficina a rádio voltou a programação de músicas pretas.&lt;br /&gt;
As transmissões duravam as 24h todos os dias, dividido nas programações da Pajelança e repertórios musicais diversos, em especial música preta. A rádio foi uma das formas de comunicação, apropriação de ferramentas para registro, captação, documentários, relatos, a vivência e contar sua historia e participação na Pajelança e o próprio cotidiano no coletivo. O Barracão continuava ao som da rádio Aqualtune que saia das caixinhas de som que era conectada a um celular nas ondas da 90,9 FM, enquanto que com outro grupo pequeno eram desenvolvidas praticas de apropriação das ferramentas da rede. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Rádio Aqualtune/FM Cabana'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil''' e '''Oficina de percussão do Afro Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PQD foi divulgada e compartilhada, através de redes sociais, emails, e outras formas de comunicação. Durante as atividades que estavam na programação de quarta-feira, houve a participação/intervenção de participantes do Fórum da Internet (evento realizado no Hangar Convenções Belém/PA, no período de 03 a 05 de setembro de 2013 http://forumdainternet.cgi.br) em parceria com o Fora do Eixo, foi realizado uma roda de conversa sobre tecnologia livre e suas dimensões, com a apresentação e debates sobre o documentário média metragem, do primeiro e segundo ano de atuação do projeto Agência de Redes para Juventude, cedido pela Geração Agência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os debates circularam por temas como: políticas públicas, distribuição de recursos do Estado e o acesso restrito à pequenos grupos, apropriação tecnológica e territorialidade, população negra e seu empoderamento nas ferramentas de comunicação e patrimônio cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Fórum da Internet'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM6.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade prática: Oficina de percussão do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As oficinas de percussão fazem parte da programação semanal do Coletivo, que acontecem todas as quartas e sextas às 19h no espaço da Casa. Trabalhando a musicalidade e ancestralidade africana com a juventude da comunidade do bairro da terra firme, fortalecendo os valores culturais africanos, a autoestima do jovem negro/a, envolvendo atividades locais que reforcem essa participação, como o Cineclube Tela Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Oficina do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 05/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 06/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Roda de conversa com Jorge Moreira: Crédito Carbono&lt;br /&gt;
* Tarde: Roda de conversa com a mediadora Maria Luiza: Mulheres Negras na Ativa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Roda de Conversa: Crédito Carbono - Quilombos e o Meio Ambiente'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversas, debates, trocas de informações sobre a seriedade do poderio territorial quilombola, das problemáticas e impactos ambientais que tem se disseminado pelas diversas áreas que fazem parte dos quilombos. O sistema se insere nas localidades mantendo o mesmo formato de atuação, sem nenhuma preocupação ou interesse de preservação, isso se dá pelo mal uso da terra, extração de matéria prima, excedendo a não conservação da vegetação, através do não plantio e manejo do solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jorge apresentou seu projeto sobre Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) e Créditos de Reposição Florestal (CRF), trata do novo código florestal LEI No 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Possibilita títulos representativos de obrigação de reserva legal em outra propriedade, as CRAs podem ser criadas em áreas com florestas existentes ou com vegetação em processo de recuperação, podem ser usadas para compensação entre imóveis rurais no mesmo bioma e estado. Já o CRF se baseia na ampliação de áreas florestadas através do plantio, como meio de compensação ao desmatamento de vegetação natural, que se dá pelo uso indevido da terra, títulos representativos de volume de matéria-prima, que permitirá que a obrigação de reposição florestal seja cumprida de modo mais eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Crédito Carbono'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa – A roda de conversa das mulheres na I Pajelança Quilombólica Digital'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Texto elaborado de forma coletiva com as Mulheres Negras da Casa Preta, cada palavra aqui colocada segue uma reflexão, vivência, &lt;br /&gt;
 e negritude feminina do que foi esse momento dentro do espaço, que somos nóis. Sarah, Suhellen, Thiane, Rubia, Mina, Bruna e Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ano de 2013 tem trazido reviravoltas ao Coletivo Casa Preta, pois pela primeira vez na breve história da entidade, um grupo de mulheres começou a pensar o lado feminino dessa negritude. Essa mobilização não é recente, é resultado de uma construção individual e coletiva que culminou nesse encontro de diferentes (e divergentes) mulheres que vivem uma realidade em comum: são negras, moradoras da periferia de Belém e combatem o racismo contra a mulher negra e contra a juventude negra brasileira. Um primeiro momento pensado pelo recém formado núcleo de mulheres, que estão começando suas caminhadas na descoberta do que é ser Mulher Negra, juntas desejando e construindo momentos como esse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos diferentes, cada uma com sua personalidade e experiências, mas o que nos aproxima é o mais importante... NÓS SONHAMOS! e não só compartilhamos os mesmos sonhos como estamos construindo coletivamente eles.&lt;br /&gt;
São meninas e mulheres guerreiras à sua maneira. Doces bárbaras (pedimos licença à referência) e com doses exageradas de meiguice e de bravura. Pela primeira vez, um momento dedicado exclusivamente ao pensamento feminino negro foi realizado no Coletivo Casa Preta durante a I Pajelança Quilombólica Digital. Nos meses e dias que antecederam o evento, muito se vivenciou. Foram meses que permitiram a vivência de dias momentos e intensos completamente dedicados ao pensamento negro, de sua memória ancestral ao afro-futurismo. &lt;br /&gt;
A rotina mudou de configuração, e essa reconfiguração nos deram mais motivos pra continuar nesse processo que vai além de uma simples formação. O desenvolvimento desse pensamento político refletirá nas ações futuras e a autoestima e a delícia do reconhecer-se passará a ser muito mais do que dizer &amp;quot;eu sou mulher e sou negra&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A roda de mulheres fez elas se conhecerem e reconhecerem pontos em comuns, colocarem os peitos na frente e falarem eu faço parte do coletivo casa preta e quero viver num mundo com muito mais pretas e talvez eu queira construir isso a partir daqui, desse espaço, mesmo não sendo aqui, eu modifiquei no ato de não quer ser mais só, e a cada dia quero ser coletivo&lt;br /&gt;
Negras na ativa, de movimento constante, de um sorriso às avessas. Núcleo, grupo... Mulheres reunidas com objetivos coletivos, que trarão dias melhores à individualidade de cada uma. Vivenciar a Pajelança e a Roda de Mulheres faz refletir e sonhar cada vez maior.&lt;br /&gt;
Proporcionou uma aproximação interna e com mulheres que são referências desses grandes sonhos. São aprendizados recebidos no simples sorrir da mais velha e de suas sábias palavras, da que veio ‘apenas’ pelo viver, daquela que naturalmente se achega pela vontade de estar. &lt;br /&gt;
Reunir tantas e diferentes mulheres numa roda foi uma experiência que nos encheu os olhos e os desejos de grandes sonhos, de vários planos, quantas demandas e assuntos foram pensados depois dessas trocas de saber com carinhosas palavras e sorrisos. Cada uma com sua história e sua vida exposta num círculo que se acolhe e que se entende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvir das mais velhas o significado de nossas histórias, tradições e representações das mulheres que foram um tanto do que somos hoje, entender que cada processo tem suas dores e amores, que o aprendizado é constante, mas que o ser &amp;quot;eu mulher negra&amp;quot; é uma identidade que se constrói e reconstrói interruptamente sempre que enxergamos no espelho a nossa própria alma negra, resultado dessas tantas que nos antecederam.&lt;br /&gt;
Foi a primeira de muitas rodas, onde todas e todos (os homens também participaram da roda) para a construção, formação e identidade, do respeito das diversidade humanas na luta ao excluir o racismo e preconceito. Diálogos sobre a relação Mulheres negras e o feminismo, onde até mesmo dentro de um movimento &amp;quot;libertário&amp;quot; a mulher negra ainda assim, sofre preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A casa preta, todos os núcleos e pessoas que a compõem de uma certa forma se modificaram, a casa e alguns seres esteticamente, outros mentalmente, e até de forma comportamental essa pajelança fez mudar.&lt;br /&gt;
Muitas coisas ainda virão, essa roda de conversa foi um primeiro passo.&lt;br /&gt;
Uma roda linda, ancestralidade aflorada na prática da oralidade. Uma Griôt (Maria Luiza Nunes – Movimento de Mulheres Negras, Cedenpa e Rede Fulanas) compartilhando memórias, aguçando nossas pesquisas, orientando e alimentando nossas lutas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''UBUNTU! &amp;quot;Eu sou o que sou pelo que nós somos!&amp;quot;'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa, somos todas nós!'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Roda de Mulheres'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas6.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas7.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas8.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 07/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã e Tarde: Conclusão da construção do BARRACÃO&lt;br /&gt;
* Noite: Finalizando as atividades da Pajelança, com o Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu na Terra Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Construção do BARRACÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das principais metas de produção e organização para a Pajelança (e para a auto-estima do Coletivo) era de reconstruir  o barracão da Casa, pois desse espaço dependeriam muitas atividades daquela semana e futuramente para realização de oficinas, cineclubes, rodas de conversa, entre outras ações. A preparação pra reconstrução começou na manhã do sábado, dia 31/08, com a compra da primeira parte do material (telhas, madeira, cimento) e com a derrubada do barracão velho. Estavam pela Casa as pretas: Suh, Bruna, Sarah, Mina, Thiane e Alessandra e os pretos Perna, Lamar, Guinê, Fábio e Jonatha (o Venezuela). Além da reforma do barracão, atividades de organização, produção e planejamento foram desenvolvidas pelo núcleo de mulheres do Coletivo, que também providenciaram a alimentação e articulando uma parte da verba pra comprar o material do barracão. A atividade durou o dia todo, com as atividades encerrando no anoitecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, domingo, dia 01/09 o mutirão pra levantar o barracão continuou, inclusive com aquisição de mais materiais e com a  mobilização de mais pessoas pra colaborar na atividade, rapazes da comunidade se juntaram aos rapazes do Coletivo pra ajudar a acelerar o processo. Do mesmo jeito que sábado, a atividade durou o dia todo e encerrou de noite. Apenas nesse dia foi possível detectar que a reforma não acabaria no prazo idealizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 02/09, segunda-feira, terceiro e último dia de reconstrução do barracão, foi comprada a última parte do material. Esta etapa contou com a participação de todos do Coletivo, direta ou indiretamente envolvidos na atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 03/09, terça-feira, já com a Pajelança iniciando suas primeiras atividades, a construção do barracão continuou atravessando o dia, passando a ser agora alternada entre as atividades e com rodízio de mão de obra e só acabou dia 07/09, último dia da Pajelança e fora de todo o planejamento. Mas a estrutura nova ficou muito boa e melhorou bastante a auto-estima da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Barracão'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: TAMBOR.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''&amp;lt;big&amp;gt;Vídeo da Pajelança Quilombólica Digital Coletivo Casa Preta&amp;lt;/big&amp;gt;''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravado e editado por PC (AfroSul-Odomode Núcleo Sul)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#widget:YouTube|id=Vfg56T7A7Xc}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/PAJELANÇA CASA PRETA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA"/>
				<updated>2013-11-15T13:07:14Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Programação Flutuante */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Pajelança Casa Preta''' &amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:PQD CASA PRETA.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  '''''&amp;quot;Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun'''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Orisá'''''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun Babá&amp;quot;''''' (Mãe Nalva)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Todas as folhas tem o poder de curar. ''&lt;br /&gt;
''Todas as folhas dos orixás tem o poder de curar&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Rede Mocambos e o Coletivo Casa Preta na perspectiva de garantir para essas comunidades a sua cultura, os seus costumes, a resignificação e o protagonismo da própria história, convida amigas e amigos para participar da “Pajelança Quilombólica Digital”, que objetiva fortalecer o conhecimento e empoderamento do saber livre a partir da visão africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da semana, serão realizadas rodas de conversa, oficinas de vídeo, apropriação tecnológica, tambores, herbário e um dia dedicado ao debate sobre ser '''Mulher preta na ativa''' com a juventude feminina da Casa Preta convidando as mulheres pretas que inspiram suas lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pajelança Quilombólica Digital será realizada no período de 1 a 7 de setembro na sede do Coletivo Casa Preta que fica na rua Roso Danin, 780, entre 2ª de Queluz e Juvenal Cordeiro, no bairro Canudos-Terra Firme, em Belém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Programação Flutuante ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dia || Base || Atividade || Justificativa || Convidado&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:31/08 || Casa Preta || Levantando nosso barracão || Espaço na Casa para realizar nossas ações, oficinas, cineclubes, rodas de conversa... || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Domingo dia:01/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Roletar pelo bairro e visitar as pessoas que estão na luta || Facilitadores Lamar e Guine&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Segunda dia:02/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Hospedar a galera que estará colando para a pajelança || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Terça dia:03/09 || Casa Preta e Fórum ('''manhã''') / Terreiro de Mãe Nalva de Oxum ('''tarde''') ||'''Manhã:''' Organização da pajelança e credenciamento de quem veio pelo fórum / '''Tarde:''' Roda de conversa sobre herbário, catalogação de ervas, propriedades medicinais e espirituais, sabedoria ancestral || Dar continuidade e fluidez no processo da pajelança / O Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi já possuem trabalho dentro na ilha: Projeto O Jardim Botânico Vai à Escola.Não temos terra na Casa Preta, nem um quiombo tão próximo. || Mãe Nalva/ Helena Quadros (Museu Emilio Goeldi)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quarta dia:04/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum e Casa Preta|| Roda de conversa (Casa Preta e terreiro): Apropriação tecnológica / Atividade Prática (Mãe Nalva de Oxum): Triagem de máquinas, montagem do telecentro no terreiro / Montagem da Rádio na Casa Preta(transmissão diária durante o evento), Oficina de percussão do Afro Bloco Firme || Forum de Intenet Paralelo do ponto de vista do Gueto e dos Pretos, a idéia é hackear o encontro. Mas não pensamos em desfocar das atividades da pajelança e marcar território no evento. Abrir e dar espaço para o uso e manuseio de máquinas, a partir da apropriação preta tecnológica, telecentro sem internet, mas com maquinário e programas off line disponíveis. || Dj.RG/ Milson/ Ronaldo Eli/ Gilvan&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quinta dia:05/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum || Cont. Apropriação tecnológica / Oficina de vídeo: captação e edição de áudio e vídeo || Apropriação de ferramentas para registro e diversas formas de documentar momentos, histórias, vivências das comunidades || Dj.RG/ Duda Livre&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sexta dia:06/09 || Casa Preta || Rodas de conversa: Crédito carbono / Mulher na ativa / Atividade prática: oficina de tambor &amp;quot;mulher&amp;quot; || Poucas pessoas e principalmente poucos Quilombolas sabem o que é Crédito Carbono, Jorge conhece bem o assunto e poderia deixar nítido os benefícios e os problemas com o crédito carbono / Na Casa Preta desde o começo do ano tem se conversado sobre um nucleo de Mulheres, e uma ação dentro da Pajelança poderia vir a fortacer essa iniciativa. || Jorge POA/ Maria Luiza/ Duda Sousa&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:07/09 || '''manhã:''' Casa Preta / '''noite:''' Jabatiteua (Terra Firme) || '''manhã:''' Limpeza do barracão pronto/ intervenções/ ''' noite:''' Tambor de Crioula || vida nova ao barracão/ atividades livres/ interação e vivências com a comunidade || Tod@s/ Filhos e amigos de Cururupu (tambor de crioula)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dias: 31, 01 e 02==&lt;br /&gt;
Acolhida e construção do barracão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 03/09==&lt;br /&gt;
* Manhã: Continuação da construção do barracão, credenciamento das pessoas que vieram pelo fórum de internet.&lt;br /&gt;
* Tarde: Atividade no terreiro de Mãe Nalva: Roda de Conversa sobre herbário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Relatos, Contribuições, Participações:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''-Abertura: apresentação dos participantes''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Mãe Nalva:''' Herbário sei que vem de folha, e de folha eu conheço e falo &amp;quot;macumbalmente&amp;quot;(risos). Explica sua relação com as folhas, ervas, de forma espiritual.&lt;br /&gt;
Ressalta a importância dessa preservação, cita exemplos em que a essa relação de culturas e desrespeito, se sobressai sobre nossos valores, mistificando as ervas e suas propriedades espirituais. Relata sobre algumas dificuldades sobre a religiosidade (candomblé) na área urbana, das questões de territorialidade.&lt;br /&gt;
Teve uma conversa com um professor sobre ervas, e relata a importância dessas questões para a comunidade, exemplifica as formas de cura através das ervas (furada de prego se cura com cebola, para cortes, tombos se cura com óleo de copaíba, etc...), relata que essas tradições fazem parte da sua vida desde à infância, de como sua avó manuseava essas ervas, essas folhas, de tratar a família pela cura das ervas e óleos naturais (copaíba e andiroba).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala da parteira, da sua própria vida como parteira, da forma de como &amp;quot;puxar a barriga&amp;quot;, de como essas histórias são antigas e estão se perdendo, o aprendizado ancestral, a sensibilidade.&lt;br /&gt;
Descreve que &amp;quot;catinga de mulata&amp;quot; é uma erva de Oxum, que é a protetora do útero, de como esses princípios ativos dessa erva se relaciona diretamente com a maternidade.&lt;br /&gt;
Afirma a importância desses saberes ancestrais, como a academia poderia contribuir com essa troca, saber ancestral (tradição e espiritualidade) e técnico (propriedades físicas, uso de ferramentas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Don Perna:''' Explica a relação da Rede Mocambos e Coletivo Casa Preta, sobre a ancestralidade, tecnologia, africanidade no que remete à tradição. A importância de reconstruir essas relações entre comunidades e saberes, como uma forma de preservar a nossa história.&lt;br /&gt;
Apresenta e agradece a participação das pessoas, dessa troca entre terreiro (comunidade) e academia (museu Emílio Goeldi e Ponto de Memória da terra firme).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressalta que é fundamental esses momentos nos lugares e nas pessoas, de falar de plantas, de terra, de tambor, e que esse processo de aprendizagem é o primeiro plantio dentro das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse momento de roda de conversa onde a comunidad einterage, se comunica, se articula, são as primeiras sementes que migrarão em outras rodas, que reconecta e resignifica à nossa ancestralidade.&lt;br /&gt;
Pauta à questão da lei 10.639, em que o conhecimento ancestral e quanto a tradição, se aplica uma forma de trabalhar a &amp;quot;humanização (a África somos nóis)&amp;quot; nas escolas, é importante tratar essas questões para que as trocas de conhecimentos não sejam desvirtuados dos valores ancestrais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Helena Quadros:''' Relata o início do projeto do Ponto de Memória da terra firme, da importância desse movimento de históricos, que retratasse a vida, cotidiano e perfis dessa comunidade.&lt;br /&gt;
Destaca às dificuldades de manter as atividades que envolvam as comunidades, à conquista de pesquisas que abraçassem essa causa, que em 2009 surge no Brasil o projeto &amp;quot;Ponto de Memmória&amp;quot; e, na época de Mário Chagas estava à frente do processo, através das lutas das pessoas da comunidade da terra firme, foi conseguido uma premiação pelas mulheres da terra firme.&lt;br /&gt;
Para a efetivação do espaço do ponto de memória, ainda que sem recursos, foram elaboradas cartilhas, exposições...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere como estratégia de trabalho ''mapear os pontos de cultura'', ''uma cartografia'', ''um mapa artístico e cultural''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afirma como um ponto forte de espaço o Museu Emílio Goeldi (parceria estratégica), para a realização desses trabalhos. Quer levar informações sobre o herbário, para tratar das pesquisas e questões de nossos interesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Milson:''' Fala da apropriação sobre nossos saberes, das propriedades que temos em nossas ervas, nossos frutos nossas práticas, de como esses conhecimentos se perdem e se desvirtuam das nossas vivências e protagonizações. Descreve um exemplo das práticas de terreiro e da importância do plantio das folhas de axé, como as atividades que são internas nos terreiros são de forma desreipeitosa documentados, através de fotos, vídeos e áudios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guine:''' Explica do que se trata a Pajelança, que vem a partir de um projeto junto a Seppir, envolve também outros projetos como telecentros BR, núcleos de formação continuada, e demais projetos ligados à Rede Mocambos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere de que forma podemos trabalhar essas informações, ''criar espaços digitais onde se coloque essas informações'', e como seriam utilizadas para a comunicação com as comunidades. De como seria a utilização e construção dessas ferramentas no processo físico, tecnológico, mapeado, cartografado, espiritualizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta da Rede Mocambos é construir esse herbário, no objetivo de quebrar essas fronteiras territoriais, como uma forma de garantir que esses conhecimentos possam se expandir, e se compartilhar nas comunidades.&lt;br /&gt;
A relação do direito à terra e a água, dentro de tudo que foi falado, onde se assegure os espaços de garantir às nossas tradições. Que se possa plantar e manusear as ervas, a cultura, o saber...&lt;br /&gt;
Quando se fala da relação do uso de ferramentas tecnológicas, acadêmicas, ancestrais, é de extrema importância se ter a apropriação e garantia dessas terras, através da semente preservar essa memória, que se tem perdido nos quilombos, nas comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Ronaldo Eli:''' Como reflexão, descreve a questão de como esse nosso conhecimento é apropriado, cooptado.&lt;br /&gt;
Um fundamento/conhecimento da gente é um movimento, que sem esse movimento não faria sentido, que o saber ancestral é uma propriedade que não desapropria, independente de tercerizações de nossas experiências.&lt;br /&gt;
Fortalecer os aspectos fundamentais dos nossos saberes, descreve sua vida e vivência no terreiro, como filho de santo de Mãe Beth de Oxum, que o cuidado é essencialmente feminino quando toma como referência à Oxum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere uma ''forma de pensar em como essas mulheres, comunidades, movimentos, podem trocar e viver esses saberes'', que vai além do espaço físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Chicona:''' Descreve sua satisfação por estar nesse momento, na roda de conversa. Que é muito importante para resgatar os valores e saberes que estão se perdendo, e essa troca de informações fortalecem nossas relações e aprendizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Lamartine:''' Fala que na construção desse &amp;quot;herbário&amp;quot; que talvez nem seja um nome que contemple as casas de santo, a africanidade. Ressalta que se racializa e  empreteça a botânica, através de uma troca de experiências com diversos setores, onde o resgate ancestral seja à partir das plantas, que remetem e muito nossas raízes africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: O poder das Ervas'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 04/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Apropriação Tecnológica na Casa Preta e Terreiro de Mãe Nalva&lt;br /&gt;
* Tarde: Montagem do Telecentro no terreiro, montagem da Rádio na Casa Preta&lt;br /&gt;
* Noite: Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil, Oficina de percussão do afro Bloco Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Apropriação Tecnológica'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina iniciada na Casa Preta, mediada por Milson Oniletó: uma breve conversa sobre tecnologia em software livre, baseada na filosofia Ubuntu. Foram citadas e demonstradas as ferramentas livre de uso da rede (wiki - elaboração de textos, mapa - localização de pontos distribuídos por categorias e informes locais com breves relatos, portal - galeria de fotos e vídeos), como formas de comunicação coletiva, através da troca de informações entre comunidades, na construção de acervos e produção de conteúdos desenvolvidos coletivamente. As ferramentas possibilitam o fortalecimento de valores culturais e históricos, resgatando o protagonismo de comunidades quilombolas, cada uma com sua especifidade, cada uma com sua cultura e seus costumes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum: Atividade prática com triagem de máquinas e instalação do Telecentro, com a presença de Mãe Nalva e a juventude de terreiro do seu Ilê, Duda Livre e Luah Sampaio (terreiro de Nangetu) colaboradores do Coletivo, instalação mediada por Milson, Reginaldo (Dj RG), Ronaldo Eli . tendo disponíveis para instalação 11 computadores, mesas, cadeiras, data show, espaço do próprio terreiro, sem antena e conexão de internet. Após a instalação de máquinas e disposição dos móveis, foram instalados sistemas operacionais em software livre linux (ubuntu).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O Telecentro estava inativo por volta de 3 anos, a parceria junto ao Coletivo Casa Preta e rede mocambos tem desenvolvido atividades como rodas de conversa, para dialogar sobre políticas públicas, saúde da mulher negra, projetos culturais e de formação, e demais trabalhos que envolvam a comunidade da periferia da Terra Firme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Apropriação Tecnológia/Telecentro'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade Prática: Montagem da RÁDIO e transmissão livre (web e FM)'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Material e ferramentas utilizadas: 1 transmissor de fm, 1 modulador de estereo, uma mesa de som de 8 canais, 1 cabo de antena de 30 metros, 1 Antena Base Vhf Plano Terra 1/4 De Onda Para Tarnsmissor Fm. manejo de equipamentos, transmissão de informações, alem produçao de áudio e sua divulgaçao livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Programação Flutuante da Pajelança a montagem da rádio ocorreria no sábado, dia que conseguimos comprar uma parte do material para a fundação do barracão, desde o inicio fi programada a transmissão de tudo o que ocorreria dentro da programação flutuante pela rádio, por tanto a primeira ação de fato seria com a ACIYOMI, o Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum. Mas não foi possível a montagem da rádio no terreiro, devido à falta de alguns equipamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No horário da manhã os responsáveis por levantar a antena e tocar a rádio em conjunto com o nosso colaborador Gilvan se dividiram nas atividades praticas de apropriação tecnológica e na construção do barracão. O levante da rádio começou com um sol apino de uma tarde de quarta, Ronaldo Eli e Gilvan aderiram a ideia de Guinê de amarrar a antena numa pernamanca grande e coloca-la de alguma forma na caixa d'água, enquanto isso acontecia PC ligava os cabos e conectores na mesa de som de 8 canais cedida pela Rádio FM Cabana, esperando a subida da antena para poder testar e colocar no ar, a antena subiu com uma certa dificuldade por conta do peso e da amarração que foi feita, o cabo de antena foi conectado então foi ao ar a Rádio Livre Aqualtune através da frequência 90.9Mhz transmitindo as atividades da Pajelança Quilombólica Digital e música preta além de programas como o &amp;quot;Disgestivo&amp;quot; que foi ao ar todos os dias após o almoço, com a participação dos oficineiros e participantes, relatando experiências e conteúdos das oficinas, e também para os ouvintes saberem tudo o que aconteceu durante os horários da manhã e tarde nas atividades da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira transmissão ao vivo e online foi da oficina livre de percussão do Bloco Afro Firme, atividade que já fazia parte da programação semanal do Coletivo Casa Preta, ocorre toda quarta e sexta no espaço da Casa. Ronaldo, Guinê e Gilvan fizeram a gravação para a radio, PC gravou um vídeo e tirou algumas fotos junto com Milson, ao fim da oficina a rádio voltou a programação de músicas pretas.&lt;br /&gt;
As transmissões duravam as 24h todos os dias, dividido nas programações da Pajelança e repertórios musicais diversos, em especial música preta. A rádio foi uma das formas de comunicação, apropriação de ferramentas para registro, captação, documentários, relatos, a vivência e contar sua historia e participação na Pajelança e o próprio cotidiano no coletivo. O Barracão continuava ao som da rádio Aqualtune que saia das caixinhas de som que era conectada a um celular nas ondas da 90,9 FM, enquanto que com outro grupo pequeno eram desenvolvidas praticas de apropriação das ferramentas da rede. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Rádio Aqualtune/FM Cabana'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil''' e '''Oficina de percussão do Afro Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PQD foi divulgada e compartilhada, através de redes sociais, emails, e outras formas de comunicação. Durante as atividades que estavam na programação de quarta-feira, houve a participação/intervenção de participantes do Fórum da Internet (evento realizado no Hangar Convenções Belém/PA, no período de 03 a 05 de setembro de 2013 http://forumdainternet.cgi.br) em parceria com o Fora do Eixo, foi realizado uma roda de conversa sobre tecnologia livre e suas dimensões, com a apresentação e debates sobre o documentário média metragem, do primeiro e segundo ano de atuação do projeto Agência de Redes para Juventude, cedido pela Geração Agência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os debates circularam por temas como: políticas públicas, distribuição de recursos do Estado e o acesso restrito à pequenos grupos, apropriação tecnológica e territorialidade, população negra e seu empoderamento nas ferramentas de comunicação e patrimônio cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Fórum da Internet'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM6.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade prática: Oficina de percussão do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As oficinas de percussão fazem parte da programação semanal do Coletivo, que acontecem todas as quartas e sextas às 19h no espaço da Casa. Trabalhando a musicalidade e ancestralidade africana com a juventude da comunidade do bairro da terra firme, fortalecendo os valores culturais africanos, a autoestima do jovem negro/a, envolvendo atividades locais que reforcem essa participação, como o Cineclube Tela Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Oficina do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 05/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 06/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Roda de conversa com Jorge Moreira: Crédito Carbono&lt;br /&gt;
* Tarde: Roda de conversa com a mediadora Maria Luiza: Mulheres Negras na Ativa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Roda de Conversa: Crédito Carbono - Quilombos e o Meio Ambiente'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversas, debates, trocas de informações sobre a seriedade do poderio territorial quilombola, das problemáticas e impactos ambientais que tem se disseminado pelas diversas áreas que fazem parte dos quilombos. O sistema se insere nas localidades mantendo o mesmo formato de atuação, sem nenhuma preocupação ou interesse de preservação, isso se dá pelo mal uso da terra, extração de matéria prima, excedendo a não conservação da vegetação, através do não plantio e manejo do solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jorge apresentou seu projeto sobre Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) e Créditos de Reposição Florestal (CRF), trata do novo código florestal LEI No 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Possibilita títulos representativos de obrigação de reserva legal em outra propriedade, as CRAs podem ser criadas em áreas com florestas existentes ou com vegetação em processo de recuperação, podem ser usadas para compensação entre imóveis rurais no mesmo bioma e estado. Já o CRF se baseia na ampliação de áreas florestadas através do plantio, como meio de compensação ao desmatamento de vegetação natural, que se dá pelo uso indevido da terra, títulos representativos de volume de matéria-prima, que permitirá que a obrigação de reposição florestal seja cumprida de modo mais eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Crédito Carbono'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa – A roda de conversa das mulheres na I Pajelança Quilombólica Digital'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Texto elaborado de forma coletiva com as Mulheres Negras da Casa Preta, cada palavra aqui colocada segue uma reflexão, vivência, &lt;br /&gt;
 e negritude feminina do que foi esse momento dentro do espaço, que somos nóis. Sarah, Suhellen, Thiane, Rubia, Mina, Bruna e Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ano de 2013 tem trazido reviravoltas ao Coletivo Casa Preta, pois pela primeira vez na breve história da entidade, um grupo de mulheres começou a pensar o lado feminino dessa negritude. Essa mobilização não é recente, é resultado de uma construção individual e coletiva que culminou nesse encontro de diferentes (e divergentes) mulheres que vivem uma realidade em comum: são negras, moradoras da periferia de Belém e combatem o racismo contra a mulher negra e contra a juventude negra brasileira. Um primeiro momento pensado pelo recém formado núcleo de mulheres, que estão começando suas caminhadas na descoberta do que é ser Mulher Negra, juntas desejando e construindo momentos como esse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos diferentes, cada uma com sua personalidade e experiências, mas o que nos aproxima é o mais importante... NÓS SONHAMOS! e não só compartilhamos os mesmos sonhos como estamos construindo coletivamente eles.&lt;br /&gt;
São meninas e mulheres guerreiras à sua maneira. Doces bárbaras (pedimos licença à referência) e com doses exageradas de meiguice e de bravura. Pela primeira vez, um momento dedicado exclusivamente ao pensamento feminino negro foi realizado no Coletivo Casa Preta durante a I Pajelança Quilombólica Digital. Nos meses e dias que antecederam o evento, muito se vivenciou. Foram meses que permitiram a vivência de dias momentos e intensos completamente dedicados ao pensamento negro, de sua memória ancestral ao afro-futurismo. &lt;br /&gt;
A rotina mudou de configuração, e essa reconfiguração nos deram mais motivos pra continuar nesse processo que vai além de uma simples formação. O desenvolvimento desse pensamento político refletirá nas ações futuras e a autoestima e a delícia do reconhecer-se passará a ser muito mais do que dizer &amp;quot;eu sou mulher e sou negra&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A roda de mulheres fez elas se conhecerem e reconhecerem pontos em comuns, colocarem os peitos na frente e falarem eu faço parte do coletivo casa preta e quero viver num mundo com muito mais pretas e talvez eu queira construir isso a partir daqui, desse espaço, mesmo não sendo aqui, eu modifiquei no ato de não quer ser mais só, e a cada dia quero ser coletivo&lt;br /&gt;
Negras na ativa, de movimento constante, de um sorriso às avessas. Núcleo, grupo... Mulheres reunidas com objetivos coletivos, que trarão dias melhores à individualidade de cada uma. Vivenciar a Pajelança e a Roda de Mulheres faz refletir e sonhar cada vez maior.&lt;br /&gt;
Proporcionou uma aproximação interna e com mulheres que são referências desses grandes sonhos. São aprendizados recebidos no simples sorrir da mais velha e de suas sábias palavras, da que veio ‘apenas’ pelo viver, daquela que naturalmente se achega pela vontade de estar. &lt;br /&gt;
Reunir tantas e diferentes mulheres numa roda foi uma experiência que nos encheu os olhos e os desejos de grandes sonhos, de vários planos, quantas demandas e assuntos foram pensados depois dessas trocas de saber com carinhosas palavras e sorrisos. Cada uma com sua história e sua vida exposta num círculo que se acolhe e que se entende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvir das mais velhas o significado de nossas histórias, tradições e representações das mulheres que foram um tanto do que somos hoje, entender que cada processo tem suas dores e amores, que o aprendizado é constante, mas que o ser &amp;quot;eu mulher negra&amp;quot; é uma identidade que se constrói e reconstrói interruptamente sempre que enxergamos no espelho a nossa própria alma negra, resultado dessas tantas que nos antecederam.&lt;br /&gt;
Foi a primeira de muitas rodas, onde todas e todos (os homens também participaram da roda) para a construção, formação e identidade, do respeito das diversidade humanas na luta ao excluir o racismo e preconceito. Diálogos sobre a relação Mulheres negras e o feminismo, onde até mesmo dentro de um movimento &amp;quot;libertário&amp;quot; a mulher negra ainda assim, sofre preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A casa preta, todos os núcleos e pessoas que a compõem de uma certa forma se modificaram, a casa e alguns seres esteticamente, outros mentalmente, e até de forma comportamental essa pajelança fez mudar.&lt;br /&gt;
Muitas coisas ainda virão, essa roda de conversa foi um primeiro passo.&lt;br /&gt;
Uma roda linda, ancestralidade aflorada na prática da oralidade. Uma Griôt (Maria Luiza Nunes – Movimento de Mulheres Negras, Cedenpa e Rede Fulanas) compartilhando memórias, aguçando nossas pesquisas, orientando e alimentando nossas lutas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''UBUNTU! &amp;quot;Eu sou o que sou pelo que nós somos!&amp;quot;'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa, somos todas nós!'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Roda de Mulheres'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas6.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas7.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas8.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 07/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã e Tarde: Conclusão da construção do BARRACÃO&lt;br /&gt;
* Noite: Finalizando as atividades da Pajelança, com o Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu na Terra Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Construção do BARRACÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das principais metas de produção e organização para a Pajelança (e para a auto-estima do Coletivo) era de reconstruir  o barracão da Casa, pois desse espaço dependeriam muitas atividades daquela semana e futuramente para realização de oficinas, cineclubes, rodas de conversa, entre outras ações. A preparação pra reconstrução começou na manhã do sábado, dia 31/08, com a compra da primeira parte do material (telhas, madeira, cimento) e com a derrubada do barracão velho. Estavam pela Casa as pretas: Suh, Bruna, Sarah, Mina, Thiane e Alessandra e os pretos Perna, Lamar, Guinê, Fábio e Jonatha (o Venezuela). Além da reforma do barracão, atividades de organização, produção e planejamento foram desenvolvidas pelo núcleo de mulheres do Coletivo, que também providenciaram a alimentação e articulando uma parte da verba pra comprar o material do barracão. A atividade durou o dia todo, com as atividades encerrando no anoitecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, domingo, dia 01/09 o mutirão pra levantar o barracão continuou, inclusive com aquisição de mais materiais e com a  mobilização de mais pessoas pra colaborar na atividade, rapazes da comunidade se juntaram aos rapazes do Coletivo pra ajudar a acelerar o processo. Do mesmo jeito que sábado, a atividade durou o dia todo e encerrou de noite. Apenas nesse dia foi possível detectar que a reforma não acabaria no prazo idealizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 02/09, segunda-feira, terceiro e último dia de reconstrução do barracão, foi comprada a última parte do material. Esta etapa contou com a participação de todos do Coletivo, direta ou indiretamente envolvidos na atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 03/09, terça-feira, já com a Pajelança iniciando suas primeiras atividades, a construção do barracão continuou atravessando o dia, passando a ser agora alternada entre as atividades e com rodízio de mão de obra e só acabou dia 07/09, último dia da Pajelança e fora de todo o planejamento. Mas a estrutura nova ficou muito boa e melhorou bastante a auto-estima da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Barracão'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: TAMBOR.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''&amp;lt;big&amp;gt;Vídeo da Pajelança Quilombólica Digital Coletivo Casa Preta&amp;lt;/big&amp;gt;''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravado e editado por PC (AfroSul-Odomode Núcleo Sul)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#widget:YouTube|id=Vfg56T7A7Xc}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/PAJELANÇA CASA PRETA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA"/>
				<updated>2013-11-15T13:04:21Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Dia: 04/09 */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Pajelança Casa Preta''' &amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:PQD CASA PRETA.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  '''''&amp;quot;Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun'''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Orisá'''''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun Babá&amp;quot;''''' (Mãe Nalva)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Todas as folhas tem o poder de curar. ''&lt;br /&gt;
''Todas as folhas dos orixás tem o poder de curar&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Rede Mocambos e o Coletivo Casa Preta na perspectiva de garantir para essas comunidades a sua cultura, os seus costumes, a resignificação e o protagonismo da própria história, convida amigas e amigos para participar da “Pajelança Quilombólica Digital”, que objetiva fortalecer o conhecimento e empoderamento do saber livre a partir da visão africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da semana, serão realizadas rodas de conversa, oficinas de vídeo, apropriação tecnológica, tambores, herbário e um dia dedicado ao debate sobre ser '''Mulher preta na ativa''' com a juventude feminina da Casa Preta convidando as mulheres pretas que inspiram suas lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pajelança Quilombólica Digital será realizada no período de 1 a 7 de setembro na sede do Coletivo Casa Preta que fica na rua Roso Danin, 780, entre 2ª de Queluz e Juvenal Cordeiro, no bairro Canudos-Terra Firme, em Belém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Programação Flutuante ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dia || Base || Atividade || Justificativa || Convidado&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:31/08 || Casa Preta || Levantando nosso barracão || Espaço na Casa para realizar nossas ações, oficinas, cineclubes, rodas de conversa... || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Domingo dia:01/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Roletar pelo bairro e visitar as pessoas que estão na luta || Facilitadores Lamar e Guine&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Segunda dia:02/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Hospedar a galera que estará colando para a pajelança || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Terça dia:03/09 || Casa Preta e Fórum ('''manhã''') / Terreiro de Mãe Nalva de Oxum ('''tarde''') ||'''Manhã:''' Organização da pajelança e credenciamento de quem veio pelo fórum / '''Tarde:''' Roda de conversa sobre herbário, catalogação de ervas, propriedades medicinais e espirituais, sabedoria ancestral || Dar continuidade e fluidez no processo da pajelança / O Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi já possuem trabalho dentro na ilha: Projeto O Jardim Botânico Vai à Escola.Não temos terra na Casa Preta, nem um quiombo tão próximo. || Mãe Nalva/ Helena Quadros (Museu Emilio Goeldi)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quarta dia:04/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum e Casa Preta|| Roda de conversa (Casa Preta e terreiro): Apropriação tecnológica / Atividade Prática (Mãe Nalva de Oxum): Triagem de máquinas, montagem do telecentro no terreiro / Montagem da Rádio na Casa Preta(transmissão diária durante o evento), Oficina de percussão do Afro Bloco Firme || Forum de Intenet Paralelo do ponto de vista do Gueto e dos Pretos, a idéia é hackear o encontro. Mas não pensamos em desfocar das atividades da pajelança e marcar território no evento. Abrir e dar espaço para o uso e manuseio de máquinas, a partir da apropriação preta tecnológica, telecentro sem internet, mas com maquinário e programas off line disponíveis. || Dj.RG/ Milson/ Ronaldo Eli/ Gilvan&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quinta dia:05/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum || Cont. Apropriação tecnológica / Oficina de vídeo: captação e edição de imagens || Apropriação de ferramentas para registro e diversas formas de documentar momentos, histórias, vivências das comunidades || Dj.RG/ Duda Livre&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sexta dia:06/09 || Casa Preta || Rodas de conversa: Crédito carbono / Mulher na ativa / Atividade prática: oficina de tambor &amp;quot;mulher&amp;quot; || Poucas pessoas e principalmente poucos Quilombolas sabem o que é Crédito Carbono, Jorge conhece bem o assunto e poderia deixar nítido os benefícios e os problemas com o crédito carbono / Na Casa Preta desde o começo do ano tem se conversado sobre um nucleo de Mulheres, e uma ação dentro da Pajelança poderia vir a fortacer essa iniciativa. || Jorge POA/ Maria Luiza/ Duda Sousa&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:07/09 || '''manhã:''' Casa Preta / '''noite:''' Jabatiteua (Terra Firme) || '''manhã:''' Limpeza do barracão pronto/ intervenções/ ''' noite:''' Tambor de Crioula || vida nova ao barracão/ atividades livres/ interação e vivências com a comunidade || Tod@s/ Filhos e amigos de Cururupu (tambor de crioula)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dias: 31, 01 e 02==&lt;br /&gt;
Acolhida e construção do barracão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 03/09==&lt;br /&gt;
* Manhã: Continuação da construção do barracão, credenciamento das pessoas que vieram pelo fórum de internet.&lt;br /&gt;
* Tarde: Atividade no terreiro de Mãe Nalva: Roda de Conversa sobre herbário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Relatos, Contribuições, Participações:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''-Abertura: apresentação dos participantes''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Mãe Nalva:''' Herbário sei que vem de folha, e de folha eu conheço e falo &amp;quot;macumbalmente&amp;quot;(risos). Explica sua relação com as folhas, ervas, de forma espiritual.&lt;br /&gt;
Ressalta a importância dessa preservação, cita exemplos em que a essa relação de culturas e desrespeito, se sobressai sobre nossos valores, mistificando as ervas e suas propriedades espirituais. Relata sobre algumas dificuldades sobre a religiosidade (candomblé) na área urbana, das questões de territorialidade.&lt;br /&gt;
Teve uma conversa com um professor sobre ervas, e relata a importância dessas questões para a comunidade, exemplifica as formas de cura através das ervas (furada de prego se cura com cebola, para cortes, tombos se cura com óleo de copaíba, etc...), relata que essas tradições fazem parte da sua vida desde à infância, de como sua avó manuseava essas ervas, essas folhas, de tratar a família pela cura das ervas e óleos naturais (copaíba e andiroba).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala da parteira, da sua própria vida como parteira, da forma de como &amp;quot;puxar a barriga&amp;quot;, de como essas histórias são antigas e estão se perdendo, o aprendizado ancestral, a sensibilidade.&lt;br /&gt;
Descreve que &amp;quot;catinga de mulata&amp;quot; é uma erva de Oxum, que é a protetora do útero, de como esses princípios ativos dessa erva se relaciona diretamente com a maternidade.&lt;br /&gt;
Afirma a importância desses saberes ancestrais, como a academia poderia contribuir com essa troca, saber ancestral (tradição e espiritualidade) e técnico (propriedades físicas, uso de ferramentas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Don Perna:''' Explica a relação da Rede Mocambos e Coletivo Casa Preta, sobre a ancestralidade, tecnologia, africanidade no que remete à tradição. A importância de reconstruir essas relações entre comunidades e saberes, como uma forma de preservar a nossa história.&lt;br /&gt;
Apresenta e agradece a participação das pessoas, dessa troca entre terreiro (comunidade) e academia (museu Emílio Goeldi e Ponto de Memória da terra firme).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressalta que é fundamental esses momentos nos lugares e nas pessoas, de falar de plantas, de terra, de tambor, e que esse processo de aprendizagem é o primeiro plantio dentro das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse momento de roda de conversa onde a comunidad einterage, se comunica, se articula, são as primeiras sementes que migrarão em outras rodas, que reconecta e resignifica à nossa ancestralidade.&lt;br /&gt;
Pauta à questão da lei 10.639, em que o conhecimento ancestral e quanto a tradição, se aplica uma forma de trabalhar a &amp;quot;humanização (a África somos nóis)&amp;quot; nas escolas, é importante tratar essas questões para que as trocas de conhecimentos não sejam desvirtuados dos valores ancestrais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Helena Quadros:''' Relata o início do projeto do Ponto de Memória da terra firme, da importância desse movimento de históricos, que retratasse a vida, cotidiano e perfis dessa comunidade.&lt;br /&gt;
Destaca às dificuldades de manter as atividades que envolvam as comunidades, à conquista de pesquisas que abraçassem essa causa, que em 2009 surge no Brasil o projeto &amp;quot;Ponto de Memmória&amp;quot; e, na época de Mário Chagas estava à frente do processo, através das lutas das pessoas da comunidade da terra firme, foi conseguido uma premiação pelas mulheres da terra firme.&lt;br /&gt;
Para a efetivação do espaço do ponto de memória, ainda que sem recursos, foram elaboradas cartilhas, exposições...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere como estratégia de trabalho ''mapear os pontos de cultura'', ''uma cartografia'', ''um mapa artístico e cultural''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afirma como um ponto forte de espaço o Museu Emílio Goeldi (parceria estratégica), para a realização desses trabalhos. Quer levar informações sobre o herbário, para tratar das pesquisas e questões de nossos interesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Milson:''' Fala da apropriação sobre nossos saberes, das propriedades que temos em nossas ervas, nossos frutos nossas práticas, de como esses conhecimentos se perdem e se desvirtuam das nossas vivências e protagonizações. Descreve um exemplo das práticas de terreiro e da importância do plantio das folhas de axé, como as atividades que são internas nos terreiros são de forma desreipeitosa documentados, através de fotos, vídeos e áudios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guine:''' Explica do que se trata a Pajelança, que vem a partir de um projeto junto a Seppir, envolve também outros projetos como telecentros BR, núcleos de formação continuada, e demais projetos ligados à Rede Mocambos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere de que forma podemos trabalhar essas informações, ''criar espaços digitais onde se coloque essas informações'', e como seriam utilizadas para a comunicação com as comunidades. De como seria a utilização e construção dessas ferramentas no processo físico, tecnológico, mapeado, cartografado, espiritualizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta da Rede Mocambos é construir esse herbário, no objetivo de quebrar essas fronteiras territoriais, como uma forma de garantir que esses conhecimentos possam se expandir, e se compartilhar nas comunidades.&lt;br /&gt;
A relação do direito à terra e a água, dentro de tudo que foi falado, onde se assegure os espaços de garantir às nossas tradições. Que se possa plantar e manusear as ervas, a cultura, o saber...&lt;br /&gt;
Quando se fala da relação do uso de ferramentas tecnológicas, acadêmicas, ancestrais, é de extrema importância se ter a apropriação e garantia dessas terras, através da semente preservar essa memória, que se tem perdido nos quilombos, nas comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Ronaldo Eli:''' Como reflexão, descreve a questão de como esse nosso conhecimento é apropriado, cooptado.&lt;br /&gt;
Um fundamento/conhecimento da gente é um movimento, que sem esse movimento não faria sentido, que o saber ancestral é uma propriedade que não desapropria, independente de tercerizações de nossas experiências.&lt;br /&gt;
Fortalecer os aspectos fundamentais dos nossos saberes, descreve sua vida e vivência no terreiro, como filho de santo de Mãe Beth de Oxum, que o cuidado é essencialmente feminino quando toma como referência à Oxum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere uma ''forma de pensar em como essas mulheres, comunidades, movimentos, podem trocar e viver esses saberes'', que vai além do espaço físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Chicona:''' Descreve sua satisfação por estar nesse momento, na roda de conversa. Que é muito importante para resgatar os valores e saberes que estão se perdendo, e essa troca de informações fortalecem nossas relações e aprendizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Lamartine:''' Fala que na construção desse &amp;quot;herbário&amp;quot; que talvez nem seja um nome que contemple as casas de santo, a africanidade. Ressalta que se racializa e  empreteça a botânica, através de uma troca de experiências com diversos setores, onde o resgate ancestral seja à partir das plantas, que remetem e muito nossas raízes africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: O poder das Ervas'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 04/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Apropriação Tecnológica na Casa Preta e Terreiro de Mãe Nalva&lt;br /&gt;
* Tarde: Montagem do Telecentro no terreiro, montagem da Rádio na Casa Preta&lt;br /&gt;
* Noite: Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil, Oficina de percussão do afro Bloco Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Apropriação Tecnológica'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina iniciada na Casa Preta, mediada por Milson Oniletó: uma breve conversa sobre tecnologia em software livre, baseada na filosofia Ubuntu. Foram citadas e demonstradas as ferramentas livre de uso da rede (wiki - elaboração de textos, mapa - localização de pontos distribuídos por categorias e informes locais com breves relatos, portal - galeria de fotos e vídeos), como formas de comunicação coletiva, através da troca de informações entre comunidades, na construção de acervos e produção de conteúdos desenvolvidos coletivamente. As ferramentas possibilitam o fortalecimento de valores culturais e históricos, resgatando o protagonismo de comunidades quilombolas, cada uma com sua especifidade, cada uma com sua cultura e seus costumes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum: Atividade prática com triagem de máquinas e instalação do Telecentro, com a presença de Mãe Nalva e a juventude de terreiro do seu Ilê, Duda Livre e Luah Sampaio (terreiro de Nangetu) colaboradores do Coletivo, instalação mediada por Milson, Reginaldo (Dj RG), Ronaldo Eli . tendo disponíveis para instalação 11 computadores, mesas, cadeiras, data show, espaço do próprio terreiro, sem antena e conexão de internet. Após a instalação de máquinas e disposição dos móveis, foram instalados sistemas operacionais em software livre linux (ubuntu).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O Telecentro estava inativo por volta de 3 anos, a parceria junto ao Coletivo Casa Preta e rede mocambos tem desenvolvido atividades como rodas de conversa, para dialogar sobre políticas públicas, saúde da mulher negra, projetos culturais e de formação, e demais trabalhos que envolvam a comunidade da periferia da Terra Firme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Apropriação Tecnológia/Telecentro'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade Prática: Montagem da RÁDIO e transmissão livre (web e FM)'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Material e ferramentas utilizadas: 1 transmissor de fm, 1 modulador de estereo, uma mesa de som de 8 canais, 1 cabo de antena de 30 metros, 1 Antena Base Vhf Plano Terra 1/4 De Onda Para Tarnsmissor Fm. manejo de equipamentos, transmissão de informações, alem produçao de áudio e sua divulgaçao livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Programação Flutuante da Pajelança a montagem da rádio ocorreria no sábado, dia que conseguimos comprar uma parte do material para a fundação do barracão, desde o inicio fi programada a transmissão de tudo o que ocorreria dentro da programação flutuante pela rádio, por tanto a primeira ação de fato seria com a ACIYOMI, o Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum. Mas não foi possível a montagem da rádio no terreiro, devido à falta de alguns equipamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No horário da manhã os responsáveis por levantar a antena e tocar a rádio em conjunto com o nosso colaborador Gilvan se dividiram nas atividades praticas de apropriação tecnológica e na construção do barracão. O levante da rádio começou com um sol apino de uma tarde de quarta, Ronaldo Eli e Gilvan aderiram a ideia de Guinê de amarrar a antena numa pernamanca grande e coloca-la de alguma forma na caixa d'água, enquanto isso acontecia PC ligava os cabos e conectores na mesa de som de 8 canais cedida pela Rádio FM Cabana, esperando a subida da antena para poder testar e colocar no ar, a antena subiu com uma certa dificuldade por conta do peso e da amarração que foi feita, o cabo de antena foi conectado então foi ao ar a Rádio Livre Aqualtune através da frequência 90.9Mhz transmitindo as atividades da Pajelança Quilombólica Digital e música preta além de programas como o &amp;quot;Disgestivo&amp;quot; que foi ao ar todos os dias após o almoço, com a participação dos oficineiros e participantes, relatando experiências e conteúdos das oficinas, e também para os ouvintes saberem tudo o que aconteceu durante os horários da manhã e tarde nas atividades da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira transmissão ao vivo e online foi da oficina livre de percussão do Bloco Afro Firme, atividade que já fazia parte da programação semanal do Coletivo Casa Preta, ocorre toda quarta e sexta no espaço da Casa. Ronaldo, Guinê e Gilvan fizeram a gravação para a radio, PC gravou um vídeo e tirou algumas fotos junto com Milson, ao fim da oficina a rádio voltou a programação de músicas pretas.&lt;br /&gt;
As transmissões duravam as 24h todos os dias, dividido nas programações da Pajelança e repertórios musicais diversos, em especial música preta. A rádio foi uma das formas de comunicação, apropriação de ferramentas para registro, captação, documentários, relatos, a vivência e contar sua historia e participação na Pajelança e o próprio cotidiano no coletivo. O Barracão continuava ao som da rádio Aqualtune que saia das caixinhas de som que era conectada a um celular nas ondas da 90,9 FM, enquanto que com outro grupo pequeno eram desenvolvidas praticas de apropriação das ferramentas da rede. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Rádio Aqualtune/FM Cabana'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil''' e '''Oficina de percussão do Afro Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PQD foi divulgada e compartilhada, através de redes sociais, emails, e outras formas de comunicação. Durante as atividades que estavam na programação de quarta-feira, houve a participação/intervenção de participantes do Fórum da Internet (evento realizado no Hangar Convenções Belém/PA, no período de 03 a 05 de setembro de 2013 http://forumdainternet.cgi.br) em parceria com o Fora do Eixo, foi realizado uma roda de conversa sobre tecnologia livre e suas dimensões, com a apresentação e debates sobre o documentário média metragem, do primeiro e segundo ano de atuação do projeto Agência de Redes para Juventude, cedido pela Geração Agência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os debates circularam por temas como: políticas públicas, distribuição de recursos do Estado e o acesso restrito à pequenos grupos, apropriação tecnológica e territorialidade, população negra e seu empoderamento nas ferramentas de comunicação e patrimônio cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Fórum da Internet'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM6.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade prática: Oficina de percussão do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As oficinas de percussão fazem parte da programação semanal do Coletivo, que acontecem todas as quartas e sextas às 19h no espaço da Casa. Trabalhando a musicalidade e ancestralidade africana com a juventude da comunidade do bairro da terra firme, fortalecendo os valores culturais africanos, a autoestima do jovem negro/a, envolvendo atividades locais que reforcem essa participação, como o Cineclube Tela Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Oficina do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 05/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 06/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Roda de conversa com Jorge Moreira: Crédito Carbono&lt;br /&gt;
* Tarde: Roda de conversa com a mediadora Maria Luiza: Mulheres Negras na Ativa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Roda de Conversa: Crédito Carbono - Quilombos e o Meio Ambiente'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversas, debates, trocas de informações sobre a seriedade do poderio territorial quilombola, das problemáticas e impactos ambientais que tem se disseminado pelas diversas áreas que fazem parte dos quilombos. O sistema se insere nas localidades mantendo o mesmo formato de atuação, sem nenhuma preocupação ou interesse de preservação, isso se dá pelo mal uso da terra, extração de matéria prima, excedendo a não conservação da vegetação, através do não plantio e manejo do solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jorge apresentou seu projeto sobre Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) e Créditos de Reposição Florestal (CRF), trata do novo código florestal LEI No 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Possibilita títulos representativos de obrigação de reserva legal em outra propriedade, as CRAs podem ser criadas em áreas com florestas existentes ou com vegetação em processo de recuperação, podem ser usadas para compensação entre imóveis rurais no mesmo bioma e estado. Já o CRF se baseia na ampliação de áreas florestadas através do plantio, como meio de compensação ao desmatamento de vegetação natural, que se dá pelo uso indevido da terra, títulos representativos de volume de matéria-prima, que permitirá que a obrigação de reposição florestal seja cumprida de modo mais eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Crédito Carbono'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa – A roda de conversa das mulheres na I Pajelança Quilombólica Digital'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Texto elaborado de forma coletiva com as Mulheres Negras da Casa Preta, cada palavra aqui colocada segue uma reflexão, vivência, &lt;br /&gt;
 e negritude feminina do que foi esse momento dentro do espaço, que somos nóis. Sarah, Suhellen, Thiane, Rubia, Mina, Bruna e Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ano de 2013 tem trazido reviravoltas ao Coletivo Casa Preta, pois pela primeira vez na breve história da entidade, um grupo de mulheres começou a pensar o lado feminino dessa negritude. Essa mobilização não é recente, é resultado de uma construção individual e coletiva que culminou nesse encontro de diferentes (e divergentes) mulheres que vivem uma realidade em comum: são negras, moradoras da periferia de Belém e combatem o racismo contra a mulher negra e contra a juventude negra brasileira. Um primeiro momento pensado pelo recém formado núcleo de mulheres, que estão começando suas caminhadas na descoberta do que é ser Mulher Negra, juntas desejando e construindo momentos como esse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos diferentes, cada uma com sua personalidade e experiências, mas o que nos aproxima é o mais importante... NÓS SONHAMOS! e não só compartilhamos os mesmos sonhos como estamos construindo coletivamente eles.&lt;br /&gt;
São meninas e mulheres guerreiras à sua maneira. Doces bárbaras (pedimos licença à referência) e com doses exageradas de meiguice e de bravura. Pela primeira vez, um momento dedicado exclusivamente ao pensamento feminino negro foi realizado no Coletivo Casa Preta durante a I Pajelança Quilombólica Digital. Nos meses e dias que antecederam o evento, muito se vivenciou. Foram meses que permitiram a vivência de dias momentos e intensos completamente dedicados ao pensamento negro, de sua memória ancestral ao afro-futurismo. &lt;br /&gt;
A rotina mudou de configuração, e essa reconfiguração nos deram mais motivos pra continuar nesse processo que vai além de uma simples formação. O desenvolvimento desse pensamento político refletirá nas ações futuras e a autoestima e a delícia do reconhecer-se passará a ser muito mais do que dizer &amp;quot;eu sou mulher e sou negra&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A roda de mulheres fez elas se conhecerem e reconhecerem pontos em comuns, colocarem os peitos na frente e falarem eu faço parte do coletivo casa preta e quero viver num mundo com muito mais pretas e talvez eu queira construir isso a partir daqui, desse espaço, mesmo não sendo aqui, eu modifiquei no ato de não quer ser mais só, e a cada dia quero ser coletivo&lt;br /&gt;
Negras na ativa, de movimento constante, de um sorriso às avessas. Núcleo, grupo... Mulheres reunidas com objetivos coletivos, que trarão dias melhores à individualidade de cada uma. Vivenciar a Pajelança e a Roda de Mulheres faz refletir e sonhar cada vez maior.&lt;br /&gt;
Proporcionou uma aproximação interna e com mulheres que são referências desses grandes sonhos. São aprendizados recebidos no simples sorrir da mais velha e de suas sábias palavras, da que veio ‘apenas’ pelo viver, daquela que naturalmente se achega pela vontade de estar. &lt;br /&gt;
Reunir tantas e diferentes mulheres numa roda foi uma experiência que nos encheu os olhos e os desejos de grandes sonhos, de vários planos, quantas demandas e assuntos foram pensados depois dessas trocas de saber com carinhosas palavras e sorrisos. Cada uma com sua história e sua vida exposta num círculo que se acolhe e que se entende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvir das mais velhas o significado de nossas histórias, tradições e representações das mulheres que foram um tanto do que somos hoje, entender que cada processo tem suas dores e amores, que o aprendizado é constante, mas que o ser &amp;quot;eu mulher negra&amp;quot; é uma identidade que se constrói e reconstrói interruptamente sempre que enxergamos no espelho a nossa própria alma negra, resultado dessas tantas que nos antecederam.&lt;br /&gt;
Foi a primeira de muitas rodas, onde todas e todos (os homens também participaram da roda) para a construção, formação e identidade, do respeito das diversidade humanas na luta ao excluir o racismo e preconceito. Diálogos sobre a relação Mulheres negras e o feminismo, onde até mesmo dentro de um movimento &amp;quot;libertário&amp;quot; a mulher negra ainda assim, sofre preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A casa preta, todos os núcleos e pessoas que a compõem de uma certa forma se modificaram, a casa e alguns seres esteticamente, outros mentalmente, e até de forma comportamental essa pajelança fez mudar.&lt;br /&gt;
Muitas coisas ainda virão, essa roda de conversa foi um primeiro passo.&lt;br /&gt;
Uma roda linda, ancestralidade aflorada na prática da oralidade. Uma Griôt (Maria Luiza Nunes – Movimento de Mulheres Negras, Cedenpa e Rede Fulanas) compartilhando memórias, aguçando nossas pesquisas, orientando e alimentando nossas lutas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''UBUNTU! &amp;quot;Eu sou o que sou pelo que nós somos!&amp;quot;'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa, somos todas nós!'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Roda de Mulheres'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas6.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas7.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas8.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 07/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã e Tarde: Conclusão da construção do BARRACÃO&lt;br /&gt;
* Noite: Finalizando as atividades da Pajelança, com o Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu na Terra Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Construção do BARRACÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das principais metas de produção e organização para a Pajelança (e para a auto-estima do Coletivo) era de reconstruir  o barracão da Casa, pois desse espaço dependeriam muitas atividades daquela semana e futuramente para realização de oficinas, cineclubes, rodas de conversa, entre outras ações. A preparação pra reconstrução começou na manhã do sábado, dia 31/08, com a compra da primeira parte do material (telhas, madeira, cimento) e com a derrubada do barracão velho. Estavam pela Casa as pretas: Suh, Bruna, Sarah, Mina, Thiane e Alessandra e os pretos Perna, Lamar, Guinê, Fábio e Jonatha (o Venezuela). Além da reforma do barracão, atividades de organização, produção e planejamento foram desenvolvidas pelo núcleo de mulheres do Coletivo, que também providenciaram a alimentação e articulando uma parte da verba pra comprar o material do barracão. A atividade durou o dia todo, com as atividades encerrando no anoitecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, domingo, dia 01/09 o mutirão pra levantar o barracão continuou, inclusive com aquisição de mais materiais e com a  mobilização de mais pessoas pra colaborar na atividade, rapazes da comunidade se juntaram aos rapazes do Coletivo pra ajudar a acelerar o processo. Do mesmo jeito que sábado, a atividade durou o dia todo e encerrou de noite. Apenas nesse dia foi possível detectar que a reforma não acabaria no prazo idealizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 02/09, segunda-feira, terceiro e último dia de reconstrução do barracão, foi comprada a última parte do material. Esta etapa contou com a participação de todos do Coletivo, direta ou indiretamente envolvidos na atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 03/09, terça-feira, já com a Pajelança iniciando suas primeiras atividades, a construção do barracão continuou atravessando o dia, passando a ser agora alternada entre as atividades e com rodízio de mão de obra e só acabou dia 07/09, último dia da Pajelança e fora de todo o planejamento. Mas a estrutura nova ficou muito boa e melhorou bastante a auto-estima da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Barracão'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: TAMBOR.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''&amp;lt;big&amp;gt;Vídeo da Pajelança Quilombólica Digital Coletivo Casa Preta&amp;lt;/big&amp;gt;''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravado e editado por PC (AfroSul-Odomode Núcleo Sul)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#widget:YouTube|id=Vfg56T7A7Xc}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/PAJELANÇA CASA PRETA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA"/>
				<updated>2013-11-15T13:02:23Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: Desfeita a edição 6587 de Nega suh (Discussão)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Pajelança Casa Preta''' &amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:PQD CASA PRETA.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  '''''&amp;quot;Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun'''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Orisá'''''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun Babá&amp;quot;''''' (Mãe Nalva)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Todas as folhas tem o poder de curar. ''&lt;br /&gt;
''Todas as folhas dos orixás tem o poder de curar&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Rede Mocambos e o Coletivo Casa Preta na perspectiva de garantir para essas comunidades a sua cultura, os seus costumes, a resignificação e o protagonismo da própria história, convida amigas e amigos para participar da “Pajelança Quilombólica Digital”, que objetiva fortalecer o conhecimento e empoderamento do saber livre a partir da visão africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da semana, serão realizadas rodas de conversa, oficinas de vídeo, apropriação tecnológica, tambores, herbário e um dia dedicado ao debate sobre ser '''Mulher preta na ativa''' com a juventude feminina da Casa Preta convidando as mulheres pretas que inspiram suas lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pajelança Quilombólica Digital será realizada no período de 1 a 7 de setembro na sede do Coletivo Casa Preta que fica na rua Roso Danin, 780, entre 2ª de Queluz e Juvenal Cordeiro, no bairro Canudos-Terra Firme, em Belém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Programação Flutuante ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dia || Base || Atividade || Justificativa || Convidado&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:31/08 || Casa Preta || Levantando nosso barracão || Espaço na Casa para realizar nossas ações, oficinas, cineclubes, rodas de conversa... || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Domingo dia:01/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Roletar pelo bairro e visitar as pessoas que estão na luta || Facilitadores Lamar e Guine&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Segunda dia:02/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Hospedar a galera que estará colando para a pajelança || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Terça dia:03/09 || Casa Preta e Fórum ('''manhã''') / Terreiro de Mãe Nalva de Oxum ('''tarde''') ||'''Manhã:''' Organização da pajelança e credenciamento de quem veio pelo fórum / '''Tarde:''' Roda de conversa sobre herbário, catalogação de ervas, propriedades medicinais e espirituais, sabedoria ancestral || Dar continuidade e fluidez no processo da pajelança / O Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi já possuem trabalho dentro na ilha: Projeto O Jardim Botânico Vai à Escola.Não temos terra na Casa Preta, nem um quiombo tão próximo. || Mãe Nalva/ Helena Quadros (Museu Emilio Goeldi)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quarta dia:04/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum e Casa Preta|| Roda de conversa (Casa Preta e terreiro): Apropriação tecnológica / Atividade Prática (Mãe Nalva de Oxum): Triagem de máquinas, montagem do telecentro no terreiro / Montagem da Rádio na Casa Preta(transmissão diária durante o evento), Oficina de percussão do Afro Bloco Firme || Forum de Intenet Paralelo do ponto de vista do Gueto e dos Pretos, a idéia é hackear o encontro. Mas não pensamos em desfocar das atividades da pajelança e marcar território no evento. Abrir e dar espaço para o uso e manuseio de máquinas, a partir da apropriação preta tecnológica, telecentro sem internet, mas com maquinário e programas off line disponíveis. || Dj.RG/ Milson/ Ronaldo Eli/ Gilvan&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quinta dia:05/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum || Cont. Apropriação tecnológica / Oficina de vídeo: captação e edição de imagens || Apropriação de ferramentas para registro e diversas formas de documentar momentos, histórias, vivências das comunidades || Dj.RG/ Duda Livre&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sexta dia:06/09 || Casa Preta || Rodas de conversa: Crédito carbono / Mulher na ativa / Atividade prática: oficina de tambor &amp;quot;mulher&amp;quot; || Poucas pessoas e principalmente poucos Quilombolas sabem o que é Crédito Carbono, Jorge conhece bem o assunto e poderia deixar nítido os benefícios e os problemas com o crédito carbono / Na Casa Preta desde o começo do ano tem se conversado sobre um nucleo de Mulheres, e uma ação dentro da Pajelança poderia vir a fortacer essa iniciativa. || Jorge POA/ Maria Luiza/ Duda Sousa&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:07/09 || '''manhã:''' Casa Preta / '''noite:''' Jabatiteua (Terra Firme) || '''manhã:''' Limpeza do barracão pronto/ intervenções/ ''' noite:''' Tambor de Crioula || vida nova ao barracão/ atividades livres/ interação e vivências com a comunidade || Tod@s/ Filhos e amigos de Cururupu (tambor de crioula)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dias: 31, 01 e 02==&lt;br /&gt;
Acolhida e construção do barracão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 03/09==&lt;br /&gt;
* Manhã: Continuação da construção do barracão, credenciamento das pessoas que vieram pelo fórum de internet.&lt;br /&gt;
* Tarde: Atividade no terreiro de Mãe Nalva: Roda de Conversa sobre herbário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Relatos, Contribuições, Participações:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''-Abertura: apresentação dos participantes''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Mãe Nalva:''' Herbário sei que vem de folha, e de folha eu conheço e falo &amp;quot;macumbalmente&amp;quot;(risos). Explica sua relação com as folhas, ervas, de forma espiritual.&lt;br /&gt;
Ressalta a importância dessa preservação, cita exemplos em que a essa relação de culturas e desrespeito, se sobressai sobre nossos valores, mistificando as ervas e suas propriedades espirituais. Relata sobre algumas dificuldades sobre a religiosidade (candomblé) na área urbana, das questões de territorialidade.&lt;br /&gt;
Teve uma conversa com um professor sobre ervas, e relata a importância dessas questões para a comunidade, exemplifica as formas de cura através das ervas (furada de prego se cura com cebola, para cortes, tombos se cura com óleo de copaíba, etc...), relata que essas tradições fazem parte da sua vida desde à infância, de como sua avó manuseava essas ervas, essas folhas, de tratar a família pela cura das ervas e óleos naturais (copaíba e andiroba).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala da parteira, da sua própria vida como parteira, da forma de como &amp;quot;puxar a barriga&amp;quot;, de como essas histórias são antigas e estão se perdendo, o aprendizado ancestral, a sensibilidade.&lt;br /&gt;
Descreve que &amp;quot;catinga de mulata&amp;quot; é uma erva de Oxum, que é a protetora do útero, de como esses princípios ativos dessa erva se relaciona diretamente com a maternidade.&lt;br /&gt;
Afirma a importância desses saberes ancestrais, como a academia poderia contribuir com essa troca, saber ancestral (tradição e espiritualidade) e técnico (propriedades físicas, uso de ferramentas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Don Perna:''' Explica a relação da Rede Mocambos e Coletivo Casa Preta, sobre a ancestralidade, tecnologia, africanidade no que remete à tradição. A importância de reconstruir essas relações entre comunidades e saberes, como uma forma de preservar a nossa história.&lt;br /&gt;
Apresenta e agradece a participação das pessoas, dessa troca entre terreiro (comunidade) e academia (museu Emílio Goeldi e Ponto de Memória da terra firme).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressalta que é fundamental esses momentos nos lugares e nas pessoas, de falar de plantas, de terra, de tambor, e que esse processo de aprendizagem é o primeiro plantio dentro das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse momento de roda de conversa onde a comunidad einterage, se comunica, se articula, são as primeiras sementes que migrarão em outras rodas, que reconecta e resignifica à nossa ancestralidade.&lt;br /&gt;
Pauta à questão da lei 10.639, em que o conhecimento ancestral e quanto a tradição, se aplica uma forma de trabalhar a &amp;quot;humanização (a África somos nóis)&amp;quot; nas escolas, é importante tratar essas questões para que as trocas de conhecimentos não sejam desvirtuados dos valores ancestrais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Helena Quadros:''' Relata o início do projeto do Ponto de Memória da terra firme, da importância desse movimento de históricos, que retratasse a vida, cotidiano e perfis dessa comunidade.&lt;br /&gt;
Destaca às dificuldades de manter as atividades que envolvam as comunidades, à conquista de pesquisas que abraçassem essa causa, que em 2009 surge no Brasil o projeto &amp;quot;Ponto de Memmória&amp;quot; e, na época de Mário Chagas estava à frente do processo, através das lutas das pessoas da comunidade da terra firme, foi conseguido uma premiação pelas mulheres da terra firme.&lt;br /&gt;
Para a efetivação do espaço do ponto de memória, ainda que sem recursos, foram elaboradas cartilhas, exposições...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere como estratégia de trabalho ''mapear os pontos de cultura'', ''uma cartografia'', ''um mapa artístico e cultural''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afirma como um ponto forte de espaço o Museu Emílio Goeldi (parceria estratégica), para a realização desses trabalhos. Quer levar informações sobre o herbário, para tratar das pesquisas e questões de nossos interesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Milson:''' Fala da apropriação sobre nossos saberes, das propriedades que temos em nossas ervas, nossos frutos nossas práticas, de como esses conhecimentos se perdem e se desvirtuam das nossas vivências e protagonizações. Descreve um exemplo das práticas de terreiro e da importância do plantio das folhas de axé, como as atividades que são internas nos terreiros são de forma desreipeitosa documentados, através de fotos, vídeos e áudios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guine:''' Explica do que se trata a Pajelança, que vem a partir de um projeto junto a Seppir, envolve também outros projetos como telecentros BR, núcleos de formação continuada, e demais projetos ligados à Rede Mocambos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere de que forma podemos trabalhar essas informações, ''criar espaços digitais onde se coloque essas informações'', e como seriam utilizadas para a comunicação com as comunidades. De como seria a utilização e construção dessas ferramentas no processo físico, tecnológico, mapeado, cartografado, espiritualizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta da Rede Mocambos é construir esse herbário, no objetivo de quebrar essas fronteiras territoriais, como uma forma de garantir que esses conhecimentos possam se expandir, e se compartilhar nas comunidades.&lt;br /&gt;
A relação do direito à terra e a água, dentro de tudo que foi falado, onde se assegure os espaços de garantir às nossas tradições. Que se possa plantar e manusear as ervas, a cultura, o saber...&lt;br /&gt;
Quando se fala da relação do uso de ferramentas tecnológicas, acadêmicas, ancestrais, é de extrema importância se ter a apropriação e garantia dessas terras, através da semente preservar essa memória, que se tem perdido nos quilombos, nas comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Ronaldo Eli:''' Como reflexão, descreve a questão de como esse nosso conhecimento é apropriado, cooptado.&lt;br /&gt;
Um fundamento/conhecimento da gente é um movimento, que sem esse movimento não faria sentido, que o saber ancestral é uma propriedade que não desapropria, independente de tercerizações de nossas experiências.&lt;br /&gt;
Fortalecer os aspectos fundamentais dos nossos saberes, descreve sua vida e vivência no terreiro, como filho de santo de Mãe Beth de Oxum, que o cuidado é essencialmente feminino quando toma como referência à Oxum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere uma ''forma de pensar em como essas mulheres, comunidades, movimentos, podem trocar e viver esses saberes'', que vai além do espaço físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Chicona:''' Descreve sua satisfação por estar nesse momento, na roda de conversa. Que é muito importante para resgatar os valores e saberes que estão se perdendo, e essa troca de informações fortalecem nossas relações e aprendizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Lamartine:''' Fala que na construção desse &amp;quot;herbário&amp;quot; que talvez nem seja um nome que contemple as casas de santo, a africanidade. Ressalta que se racializa e  empreteça a botânica, através de uma troca de experiências com diversos setores, onde o resgate ancestral seja à partir das plantas, que remetem e muito nossas raízes africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: O poder das Ervas'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 04/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Apropriação Tecnológica na Casa Preta e Terreiro de Mãe Nalva&lt;br /&gt;
* Tarde: Montagem do Telecentro no terreiro, montagem da Rádio na Casa Preta&lt;br /&gt;
* Noite: Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil, Oficina de percussão do afro Bloco Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Apropriação Tecnológica'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina iniciada na Casa Preta, mediada por Milson Oniletó: uma breve conversa sobre tecnologia em software livre, baseada na filosofia Ubuntu. Foram citadas e demonstradas as ferramentas livre de uso da rede (wiki - elaboração de textos, mapa - localização de pontos distribuídos por categorias e informes locais com breves relatos, portal - galeria de fotos e vídeos), como formas de comunicação coletiva, através da troca de informações entre comunidades, na construção de acervos e produção de conteúdos desenvolvidos coletivamente. As ferramentas possibilitam o fortalecimento de valores culturais e históricos, resgatando o protagonismo de comunidades quilombolas, cada uma com sua especifidade, cada uma com sua cultura e seus costumes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum: Atividade prática com triagem de máquinas e instalação do Telecentro, com a presença de Mãe Nalva e a juventude de terreiro do seu Ilê, Duda Livre e Luah Sampaio (terreiro de Nangetu) colaboradores do Coletivo, instalação mediada por Milson, Reginaldo (Dj RG), Ronaldo Eli . tendo disponíveis para instalação 11 computadores, mesas, cadeiras, data show, espaço do próprio terreiro, sem antena e conexão de internet. Após a instalação de máquinas e disposição dos móveis, foram instalados sistemas operacionais em software livre, linux (ubuntu e &lt;br /&gt;
O Telecentro estava inativo por volta de 3 anos, a parceria junto ao Coletivo Casa Preta e rede mocambos tem desenvolvido atividades como rodas de conversa, para dialogar sobre políticas públicas, saúde da mulher negra, projetos culturais e de formação, e demais trabalhos que envolvam a comunidade da periferia da Terra Firme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Apropriação Tecnológia/Telecentro'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade Prática: Montagem da RÁDIO e transmissão livre (web e FM)'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Material e ferramentas utilizadas: 1 transmissor de fm, 1 modulador de estereo, uma mesa de som de 8 canais, 1 cabo de antena de 30 metros, 1 Antena Base Vhf Plano Terra 1/4 De Onda Para Tarnsmissor Fm. manejo de equipamentos, transmissão de informações, alem produçao de áudio e sua divulgaçao livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Programação Flutuante da Pajelança a montagem da rádio ocorreria no sábado, dia que conseguimos comprar uma parte do material para a fundação do barracão, desde o inicio fi programada a transmissão de tudo o que ocorreria dentro da programação flutuante pela rádio, por tanto a primeira ação de fato seria com a ACIYOMI, o Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum. Mas não foi possível a montagem da rádio no terreiro, devido à falta de alguns equipamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No horário da manhã os responsáveis por levantar a antena e tocar a rádio em conjunto com o nosso colaborador Gilvan se dividiram nas atividades praticas de apropriação tecnológica e na construção do barracão. O levante da rádio começou com um sol apino de uma tarde de quarta, Ronaldo Eli e Gilvan aderiram a ideia de Guinê de amarrar a antena numa pernamanca grande e coloca-la de alguma forma na caixa d'água, enquanto isso acontecia PC ligava os cabos e conectores na mesa de som de 8 canais cedida pela Rádio FM Cabana, esperando a subida da antena para poder testar e colocar no ar, a antena subiu com uma certa dificuldade por conta do peso e da amarração que foi feita, o cabo de antena foi conectado então foi ao ar a Rádio Livre Aqualtune através da frequência 90.9Mhz transmitindo as atividades da Pajelança Quilombólica Digital e música preta além de programas como o &amp;quot;Disgestivo&amp;quot; que foi ao ar todos os dias após o almoço, com a participação dos oficineiros e participantes, relatando experiências e conteúdos das oficinas, e também para os ouvintes saberem tudo o que aconteceu durante os horários da manhã e tarde nas atividades da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira transmissão ao vivo e online foi da oficina livre de percussão do Bloco Afro Firme, atividade que já fazia parte da programação semanal do Coletivo Casa Preta, ocorre toda quarta e sexta no espaço da Casa. Ronaldo, Guinê e Gilvan fizeram a gravação para a radio, PC gravou um vídeo e tirou algumas fotos junto com Milson, ao fim da oficina a rádio voltou a programação de músicas pretas.&lt;br /&gt;
As transmissões duravam as 24h todos os dias, dividido nas programações da Pajelança e repertórios musicais diversos, em especial música preta. A rádio foi uma das formas de comunicação, apropriação de ferramentas para registro, captação, documentários, relatos, a vivência e contar sua historia e participação na Pajelança e o próprio cotidiano no coletivo. O Barracão continuava ao som da rádio Aqualtune que saia das caixinhas de som que era conectada a um celular nas ondas da 90,9 FM, enquanto que com outro grupo pequeno eram desenvolvidas praticas de apropriação das ferramentas da rede. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Rádio Aqualtune/FM Cabana'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil''' e '''Oficina de percussão do Afro Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PQD foi divulgada e compartilhada, através de redes sociais, emails, e outras formas de comunicação. Durante as atividades que estavam na programação de quarta-feira, houve a participação/intervenção de participantes do Fórum da Internet (evento realizado no Hangar Convenções Belém/PA, no período de 03 a 05 de setembro de 2013 http://forumdainternet.cgi.br) em parceria com o Fora do Eixo, foi realizado uma roda de conversa sobre tecnologia livre e suas dimensões, com a apresentação e debates sobre o documentário média metragem, do primeiro e segundo ano de atuação do projeto Agência de Redes para Juventude, cedido pela Geração Agência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os debates circularam por temas como: políticas públicas, distribuição de recursos do Estado e o acesso restrito à pequenos grupos, apropriação tecnológica e territorialidade, população negra e seu empoderamento nas ferramentas de comunicação e patrimônio cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Fórum da Internet'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM6.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade prática: Oficina de percussão do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As oficinas de percussão fazem parte da programação semanal do Coletivo, que acontecem todas as quartas e sextas às 19h no espaço da Casa. Trabalhando a musicalidade e ancestralidade africana com a juventude da comunidade do bairro da terra firme, fortalecendo os valores culturais africanos, a autoestima do jovem negro/a, envolvendo atividades locais que reforcem essa participação, como o Cineclube Tela Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Oficina do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 05/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 06/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Roda de conversa com Jorge Moreira: Crédito Carbono&lt;br /&gt;
* Tarde: Roda de conversa com a mediadora Maria Luiza: Mulheres Negras na Ativa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Roda de Conversa: Crédito Carbono - Quilombos e o Meio Ambiente'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversas, debates, trocas de informações sobre a seriedade do poderio territorial quilombola, das problemáticas e impactos ambientais que tem se disseminado pelas diversas áreas que fazem parte dos quilombos. O sistema se insere nas localidades mantendo o mesmo formato de atuação, sem nenhuma preocupação ou interesse de preservação, isso se dá pelo mal uso da terra, extração de matéria prima, excedendo a não conservação da vegetação, através do não plantio e manejo do solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jorge apresentou seu projeto sobre Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) e Créditos de Reposição Florestal (CRF), trata do novo código florestal LEI No 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Possibilita títulos representativos de obrigação de reserva legal em outra propriedade, as CRAs podem ser criadas em áreas com florestas existentes ou com vegetação em processo de recuperação, podem ser usadas para compensação entre imóveis rurais no mesmo bioma e estado. Já o CRF se baseia na ampliação de áreas florestadas através do plantio, como meio de compensação ao desmatamento de vegetação natural, que se dá pelo uso indevido da terra, títulos representativos de volume de matéria-prima, que permitirá que a obrigação de reposição florestal seja cumprida de modo mais eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Crédito Carbono'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa – A roda de conversa das mulheres na I Pajelança Quilombólica Digital'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Texto elaborado de forma coletiva com as Mulheres Negras da Casa Preta, cada palavra aqui colocada segue uma reflexão, vivência, &lt;br /&gt;
 e negritude feminina do que foi esse momento dentro do espaço, que somos nóis. Sarah, Suhellen, Thiane, Rubia, Mina, Bruna e Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ano de 2013 tem trazido reviravoltas ao Coletivo Casa Preta, pois pela primeira vez na breve história da entidade, um grupo de mulheres começou a pensar o lado feminino dessa negritude. Essa mobilização não é recente, é resultado de uma construção individual e coletiva que culminou nesse encontro de diferentes (e divergentes) mulheres que vivem uma realidade em comum: são negras, moradoras da periferia de Belém e combatem o racismo contra a mulher negra e contra a juventude negra brasileira. Um primeiro momento pensado pelo recém formado núcleo de mulheres, que estão começando suas caminhadas na descoberta do que é ser Mulher Negra, juntas desejando e construindo momentos como esse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos diferentes, cada uma com sua personalidade e experiências, mas o que nos aproxima é o mais importante... NÓS SONHAMOS! e não só compartilhamos os mesmos sonhos como estamos construindo coletivamente eles.&lt;br /&gt;
São meninas e mulheres guerreiras à sua maneira. Doces bárbaras (pedimos licença à referência) e com doses exageradas de meiguice e de bravura. Pela primeira vez, um momento dedicado exclusivamente ao pensamento feminino negro foi realizado no Coletivo Casa Preta durante a I Pajelança Quilombólica Digital. Nos meses e dias que antecederam o evento, muito se vivenciou. Foram meses que permitiram a vivência de dias momentos e intensos completamente dedicados ao pensamento negro, de sua memória ancestral ao afro-futurismo. &lt;br /&gt;
A rotina mudou de configuração, e essa reconfiguração nos deram mais motivos pra continuar nesse processo que vai além de uma simples formação. O desenvolvimento desse pensamento político refletirá nas ações futuras e a autoestima e a delícia do reconhecer-se passará a ser muito mais do que dizer &amp;quot;eu sou mulher e sou negra&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A roda de mulheres fez elas se conhecerem e reconhecerem pontos em comuns, colocarem os peitos na frente e falarem eu faço parte do coletivo casa preta e quero viver num mundo com muito mais pretas e talvez eu queira construir isso a partir daqui, desse espaço, mesmo não sendo aqui, eu modifiquei no ato de não quer ser mais só, e a cada dia quero ser coletivo&lt;br /&gt;
Negras na ativa, de movimento constante, de um sorriso às avessas. Núcleo, grupo... Mulheres reunidas com objetivos coletivos, que trarão dias melhores à individualidade de cada uma. Vivenciar a Pajelança e a Roda de Mulheres faz refletir e sonhar cada vez maior.&lt;br /&gt;
Proporcionou uma aproximação interna e com mulheres que são referências desses grandes sonhos. São aprendizados recebidos no simples sorrir da mais velha e de suas sábias palavras, da que veio ‘apenas’ pelo viver, daquela que naturalmente se achega pela vontade de estar. &lt;br /&gt;
Reunir tantas e diferentes mulheres numa roda foi uma experiência que nos encheu os olhos e os desejos de grandes sonhos, de vários planos, quantas demandas e assuntos foram pensados depois dessas trocas de saber com carinhosas palavras e sorrisos. Cada uma com sua história e sua vida exposta num círculo que se acolhe e que se entende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvir das mais velhas o significado de nossas histórias, tradições e representações das mulheres que foram um tanto do que somos hoje, entender que cada processo tem suas dores e amores, que o aprendizado é constante, mas que o ser &amp;quot;eu mulher negra&amp;quot; é uma identidade que se constrói e reconstrói interruptamente sempre que enxergamos no espelho a nossa própria alma negra, resultado dessas tantas que nos antecederam.&lt;br /&gt;
Foi a primeira de muitas rodas, onde todas e todos (os homens também participaram da roda) para a construção, formação e identidade, do respeito das diversidade humanas na luta ao excluir o racismo e preconceito. Diálogos sobre a relação Mulheres negras e o feminismo, onde até mesmo dentro de um movimento &amp;quot;libertário&amp;quot; a mulher negra ainda assim, sofre preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A casa preta, todos os núcleos e pessoas que a compõem de uma certa forma se modificaram, a casa e alguns seres esteticamente, outros mentalmente, e até de forma comportamental essa pajelança fez mudar.&lt;br /&gt;
Muitas coisas ainda virão, essa roda de conversa foi um primeiro passo.&lt;br /&gt;
Uma roda linda, ancestralidade aflorada na prática da oralidade. Uma Griôt (Maria Luiza Nunes – Movimento de Mulheres Negras, Cedenpa e Rede Fulanas) compartilhando memórias, aguçando nossas pesquisas, orientando e alimentando nossas lutas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''UBUNTU! &amp;quot;Eu sou o que sou pelo que nós somos!&amp;quot;'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa, somos todas nós!'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Roda de Mulheres'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas6.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas7.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas8.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 07/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã e Tarde: Conclusão da construção do BARRACÃO&lt;br /&gt;
* Noite: Finalizando as atividades da Pajelança, com o Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu na Terra Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Construção do BARRACÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das principais metas de produção e organização para a Pajelança (e para a auto-estima do Coletivo) era de reconstruir  o barracão da Casa, pois desse espaço dependeriam muitas atividades daquela semana e futuramente para realização de oficinas, cineclubes, rodas de conversa, entre outras ações. A preparação pra reconstrução começou na manhã do sábado, dia 31/08, com a compra da primeira parte do material (telhas, madeira, cimento) e com a derrubada do barracão velho. Estavam pela Casa as pretas: Suh, Bruna, Sarah, Mina, Thiane e Alessandra e os pretos Perna, Lamar, Guinê, Fábio e Jonatha (o Venezuela). Além da reforma do barracão, atividades de organização, produção e planejamento foram desenvolvidas pelo núcleo de mulheres do Coletivo, que também providenciaram a alimentação e articulando uma parte da verba pra comprar o material do barracão. A atividade durou o dia todo, com as atividades encerrando no anoitecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, domingo, dia 01/09 o mutirão pra levantar o barracão continuou, inclusive com aquisição de mais materiais e com a  mobilização de mais pessoas pra colaborar na atividade, rapazes da comunidade se juntaram aos rapazes do Coletivo pra ajudar a acelerar o processo. Do mesmo jeito que sábado, a atividade durou o dia todo e encerrou de noite. Apenas nesse dia foi possível detectar que a reforma não acabaria no prazo idealizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 02/09, segunda-feira, terceiro e último dia de reconstrução do barracão, foi comprada a última parte do material. Esta etapa contou com a participação de todos do Coletivo, direta ou indiretamente envolvidos na atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 03/09, terça-feira, já com a Pajelança iniciando suas primeiras atividades, a construção do barracão continuou atravessando o dia, passando a ser agora alternada entre as atividades e com rodízio de mão de obra e só acabou dia 07/09, último dia da Pajelança e fora de todo o planejamento. Mas a estrutura nova ficou muito boa e melhorou bastante a auto-estima da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Barracão'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: TAMBOR.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''&amp;lt;big&amp;gt;Vídeo da Pajelança Quilombólica Digital Coletivo Casa Preta&amp;lt;/big&amp;gt;''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravado e editado por PC (AfroSul-Odomode Núcleo Sul)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#widget:YouTube|id=Vfg56T7A7Xc}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/PAJELANÇA CASA PRETA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA"/>
				<updated>2013-11-15T12:54:11Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Dia: 04/09 */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Pajelança Casa Preta''' &amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:PQD CASA PRETA.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  '''''&amp;quot;Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun'''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Orisá'''''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun Babá&amp;quot;''''' (Mãe Nalva)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Todas as folhas tem o poder de curar. ''&lt;br /&gt;
''Todas as folhas dos orixás tem o poder de curar&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Rede Mocambos e o Coletivo Casa Preta na perspectiva de garantir para essas comunidades a sua cultura, os seus costumes, a resignificação e o protagonismo da própria história, convida amigas e amigos para participar da “Pajelança Quilombólica Digital”, que objetiva fortalecer o conhecimento e empoderamento do saber livre a partir da visão africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da semana, serão realizadas rodas de conversa, oficinas de vídeo, apropriação tecnológica, tambores, herbário e um dia dedicado ao debate sobre ser '''Mulher preta na ativa''' com a juventude feminina da Casa Preta convidando as mulheres pretas que inspiram suas lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pajelança Quilombólica Digital será realizada no período de 1 a 7 de setembro na sede do Coletivo Casa Preta que fica na rua Roso Danin, 780, entre 2ª de Queluz e Juvenal Cordeiro, no bairro Canudos-Terra Firme, em Belém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Programação Flutuante ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dia || Base || Atividade || Justificativa || Convidado&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:31/08 || Casa Preta || Levantando nosso barracão || Espaço na Casa para realizar nossas ações, oficinas, cineclubes, rodas de conversa... || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Domingo dia:01/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Roletar pelo bairro e visitar as pessoas que estão na luta || Facilitadores Lamar e Guine&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Segunda dia:02/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Hospedar a galera que estará colando para a pajelança || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Terça dia:03/09 || Casa Preta e Fórum ('''manhã''') / Terreiro de Mãe Nalva de Oxum ('''tarde''') ||'''Manhã:''' Organização da pajelança e credenciamento de quem veio pelo fórum / '''Tarde:''' Roda de conversa sobre herbário, catalogação de ervas, propriedades medicinais e espirituais, sabedoria ancestral || Dar continuidade e fluidez no processo da pajelança / O Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi já possuem trabalho dentro na ilha: Projeto O Jardim Botânico Vai à Escola.Não temos terra na Casa Preta, nem um quiombo tão próximo. || Mãe Nalva/ Helena Quadros (Museu Emilio Goeldi)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quarta dia:04/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum e Casa Preta|| Roda de conversa (Casa Preta e terreiro): Apropriação tecnológica / Atividade Prática (Mãe Nalva de Oxum): Triagem de máquinas, montagem do telecentro no terreiro / Montagem da Rádio na Casa Preta(transmissão diária durante o evento), Oficina de percussão do Afro Bloco Firme || Forum de Intenet Paralelo do ponto de vista do Gueto e dos Pretos, a idéia é hackear o encontro. Mas não pensamos em desfocar das atividades da pajelança e marcar território no evento. Abrir e dar espaço para o uso e manuseio de máquinas, a partir da apropriação preta tecnológica, telecentro sem internet, mas com maquinário e programas off line disponíveis. || Dj.RG/ Milson/ Ronaldo Eli/ Gilvan&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quinta dia:05/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum || Cont. Apropriação tecnológica / Oficina de vídeo: captação e edição de imagens || Apropriação de ferramentas para registro e diversas formas de documentar momentos, histórias, vivências das comunidades || Dj.RG/ Duda Livre&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sexta dia:06/09 || Casa Preta || Rodas de conversa: Crédito carbono / Mulher na ativa / Atividade prática: oficina de tambor &amp;quot;mulher&amp;quot; || Poucas pessoas e principalmente poucos Quilombolas sabem o que é Crédito Carbono, Jorge conhece bem o assunto e poderia deixar nítido os benefícios e os problemas com o crédito carbono / Na Casa Preta desde o começo do ano tem se conversado sobre um nucleo de Mulheres, e uma ação dentro da Pajelança poderia vir a fortacer essa iniciativa. || Jorge POA/ Maria Luiza/ Duda Sousa&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:07/09 || '''manhã:''' Casa Preta / '''noite:''' Jabatiteua (Terra Firme) || '''manhã:''' Limpeza do barracão pronto/ intervenções/ ''' noite:''' Tambor de Crioula || vida nova ao barracão/ atividades livres/ interação e vivências com a comunidade || Tod@s/ Filhos e amigos de Cururupu (tambor de crioula)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dias: 31, 01 e 02==&lt;br /&gt;
Acolhida e construção do barracão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 03/09==&lt;br /&gt;
* Manhã: Continuação da construção do barracão, credenciamento das pessoas que vieram pelo fórum de internet.&lt;br /&gt;
* Tarde: Atividade no terreiro de Mãe Nalva: Roda de Conversa sobre herbário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Relatos, Contribuições, Participações:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''-Abertura: apresentação dos participantes''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Mãe Nalva:''' Herbário sei que vem de folha, e de folha eu conheço e falo &amp;quot;macumbalmente&amp;quot;(risos). Explica sua relação com as folhas, ervas, de forma espiritual.&lt;br /&gt;
Ressalta a importância dessa preservação, cita exemplos em que a essa relação de culturas e desrespeito, se sobressai sobre nossos valores, mistificando as ervas e suas propriedades espirituais. Relata sobre algumas dificuldades sobre a religiosidade (candomblé) na área urbana, das questões de territorialidade.&lt;br /&gt;
Teve uma conversa com um professor sobre ervas, e relata a importância dessas questões para a comunidade, exemplifica as formas de cura através das ervas (furada de prego se cura com cebola, para cortes, tombos se cura com óleo de copaíba, etc...), relata que essas tradições fazem parte da sua vida desde à infância, de como sua avó manuseava essas ervas, essas folhas, de tratar a família pela cura das ervas e óleos naturais (copaíba e andiroba).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala da parteira, da sua própria vida como parteira, da forma de como &amp;quot;puxar a barriga&amp;quot;, de como essas histórias são antigas e estão se perdendo, o aprendizado ancestral, a sensibilidade.&lt;br /&gt;
Descreve que &amp;quot;catinga de mulata&amp;quot; é uma erva de Oxum, que é a protetora do útero, de como esses princípios ativos dessa erva se relaciona diretamente com a maternidade.&lt;br /&gt;
Afirma a importância desses saberes ancestrais, como a academia poderia contribuir com essa troca, saber ancestral (tradição e espiritualidade) e técnico (propriedades físicas, uso de ferramentas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Don Perna:''' Explica a relação da Rede Mocambos e Coletivo Casa Preta, sobre a ancestralidade, tecnologia, africanidade no que remete à tradição. A importância de reconstruir essas relações entre comunidades e saberes, como uma forma de preservar a nossa história.&lt;br /&gt;
Apresenta e agradece a participação das pessoas, dessa troca entre terreiro (comunidade) e academia (museu Emílio Goeldi e Ponto de Memória da terra firme).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressalta que é fundamental esses momentos nos lugares e nas pessoas, de falar de plantas, de terra, de tambor, e que esse processo de aprendizagem é o primeiro plantio dentro das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse momento de roda de conversa onde a comunidad einterage, se comunica, se articula, são as primeiras sementes que migrarão em outras rodas, que reconecta e resignifica à nossa ancestralidade.&lt;br /&gt;
Pauta à questão da lei 10.639, em que o conhecimento ancestral e quanto a tradição, se aplica uma forma de trabalhar a &amp;quot;humanização (a África somos nóis)&amp;quot; nas escolas, é importante tratar essas questões para que as trocas de conhecimentos não sejam desvirtuados dos valores ancestrais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Helena Quadros:''' Relata o início do projeto do Ponto de Memória da terra firme, da importância desse movimento de históricos, que retratasse a vida, cotidiano e perfis dessa comunidade.&lt;br /&gt;
Destaca às dificuldades de manter as atividades que envolvam as comunidades, à conquista de pesquisas que abraçassem essa causa, que em 2009 surge no Brasil o projeto &amp;quot;Ponto de Memmória&amp;quot; e, na época de Mário Chagas estava à frente do processo, através das lutas das pessoas da comunidade da terra firme, foi conseguido uma premiação pelas mulheres da terra firme.&lt;br /&gt;
Para a efetivação do espaço do ponto de memória, ainda que sem recursos, foram elaboradas cartilhas, exposições...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere como estratégia de trabalho ''mapear os pontos de cultura'', ''uma cartografia'', ''um mapa artístico e cultural''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afirma como um ponto forte de espaço o Museu Emílio Goeldi (parceria estratégica), para a realização desses trabalhos. Quer levar informações sobre o herbário, para tratar das pesquisas e questões de nossos interesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Milson:''' Fala da apropriação sobre nossos saberes, das propriedades que temos em nossas ervas, nossos frutos nossas práticas, de como esses conhecimentos se perdem e se desvirtuam das nossas vivências e protagonizações. Descreve um exemplo das práticas de terreiro e da importância do plantio das folhas de axé, como as atividades que são internas nos terreiros são de forma desreipeitosa documentados, através de fotos, vídeos e áudios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guine:''' Explica do que se trata a Pajelança, que vem a partir de um projeto junto a Seppir, envolve também outros projetos como telecentros BR, núcleos de formação continuada, e demais projetos ligados à Rede Mocambos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere de que forma podemos trabalhar essas informações, ''criar espaços digitais onde se coloque essas informações'', e como seriam utilizadas para a comunicação com as comunidades. De como seria a utilização e construção dessas ferramentas no processo físico, tecnológico, mapeado, cartografado, espiritualizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta da Rede Mocambos é construir esse herbário, no objetivo de quebrar essas fronteiras territoriais, como uma forma de garantir que esses conhecimentos possam se expandir, e se compartilhar nas comunidades.&lt;br /&gt;
A relação do direito à terra e a água, dentro de tudo que foi falado, onde se assegure os espaços de garantir às nossas tradições. Que se possa plantar e manusear as ervas, a cultura, o saber...&lt;br /&gt;
Quando se fala da relação do uso de ferramentas tecnológicas, acadêmicas, ancestrais, é de extrema importância se ter a apropriação e garantia dessas terras, através da semente preservar essa memória, que se tem perdido nos quilombos, nas comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Ronaldo Eli:''' Como reflexão, descreve a questão de como esse nosso conhecimento é apropriado, cooptado.&lt;br /&gt;
Um fundamento/conhecimento da gente é um movimento, que sem esse movimento não faria sentido, que o saber ancestral é uma propriedade que não desapropria, independente de tercerizações de nossas experiências.&lt;br /&gt;
Fortalecer os aspectos fundamentais dos nossos saberes, descreve sua vida e vivência no terreiro, como filho de santo de Mãe Beth de Oxum, que o cuidado é essencialmente feminino quando toma como referência à Oxum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere uma ''forma de pensar em como essas mulheres, comunidades, movimentos, podem trocar e viver esses saberes'', que vai além do espaço físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Chicona:''' Descreve sua satisfação por estar nesse momento, na roda de conversa. Que é muito importante para resgatar os valores e saberes que estão se perdendo, e essa troca de informações fortalecem nossas relações e aprendizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Lamartine:''' Fala que na construção desse &amp;quot;herbário&amp;quot; que talvez nem seja um nome que contemple as casas de santo, a africanidade. Ressalta que se racializa e  empreteça a botânica, através de uma troca de experiências com diversos setores, onde o resgate ancestral seja à partir das plantas, que remetem e muito nossas raízes africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: O poder das Ervas'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 04/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Apropriação Tecnológica na Casa Preta e Terreiro de Mãe Nalva&lt;br /&gt;
* Tarde: Montagem do Telecentro no terreiro, montagem da Rádio na Casa Preta&lt;br /&gt;
* Noite: Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil, Oficina de percussão do afro Bloco Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Apropriação Tecnológica'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina iniciada na Casa Preta, mediada por Milson Oniletó: uma breve conversa sobre tecnologia em software livre, baseada na filosofia Ubuntu. Foram citadas e demonstradas as ferramentas livre de uso da rede (wiki - elaboração de textos, mapa - localização de pontos distribuídos por categorias e informes locais com breves relatos, portal - galeria de fotos e vídeos), como formas de comunicação coletiva, através da troca de informações entre comunidades, na construção de acervos e produção de conteúdos desenvolvidos coletivamente. As ferramentas possibilitam o fortalecimento de valores culturais e históricos, resgatando o protagonismo de comunidades quilombolas, cada uma com sua especifidade, cada uma com sua cultura e seus costumes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum: Atividade prática com triagem de máquinas e instalação do Telecentro, com a presença de Mãe Nalva e a juventude de terreiro do seu Ilê, Duda Livre e Luah Sampaio (terreiro de Nangetu) colaboradores do Coletivo, instalação mediada por Milson, Reginaldo (Dj RG), Ronaldo Eli . tendo disponíveis para instalação 11 computadores, mesas, cadeiras, data show, espaço do próprio terreiro, sem antena e conexão de internet. Após a instalação de máquinas e disposição dos móveis, foram instalados sistemas operacionais em software livre linux (ubuntu)&lt;br /&gt;
O Telecentro estava inativo por volta de 3 anos, a parceria junto ao Coletivo Casa Preta e rede mocambos tem desenvolvido atividades como rodas de conversa, para dialogar sobre políticas públicas, saúde da mulher negra, projetos culturais e de formação, e demais trabalhos que envolvam a comunidade da periferia da Terra Firme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Apropriação Tecnológia/Telecentro'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade Prática: Montagem da RÁDIO e transmissão livre (web e FM)'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Material e ferramentas utilizadas: 1 transmissor de fm, 1 modulador de estereo, uma mesa de som de 8 canais, 1 cabo de antena de 30 metros, 1 Antena Base Vhf Plano Terra 1/4 De Onda Para Tarnsmissor Fm. manejo de equipamentos, transmissão de informações, a&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 05/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 06/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Roda de conversa com Jorge Moreira: Crédito Carbono&lt;br /&gt;
* Tarde: Roda de conversa com a mediadora Maria Luiza: Mulheres Negras na Ativa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Roda de Conversa: Crédito Carbono - Quilombos e o Meio Ambiente'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversas, debates, trocas de informações sobre a seriedade do poderio territorial quilombola, das problemáticas e impactos ambientais que tem se disseminado pelas diversas áreas que fazem parte dos quilombos. O sistema se insere nas localidades mantendo o mesmo formato de atuação, sem nenhuma preocupação ou interesse de preservação, isso se dá pelo mal uso da terra, extração de matéria prima, excedendo a não conservação da vegetação, através do não plantio e manejo do solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jorge apresentou seu projeto sobre Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) e Créditos de Reposição Florestal (CRF), trata do novo código florestal LEI No 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Possibilita títulos representativos de obrigação de reserva legal em outra propriedade, as CRAs podem ser criadas em áreas com florestas existentes ou com vegetação em processo de recuperação, podem ser usadas para compensação entre imóveis rurais no mesmo bioma e estado. Já o CRF se baseia na ampliação de áreas florestadas através do plantio, como meio de compensação ao desmatamento de vegetação natural, que se dá pelo uso indevido da terra, títulos representativos de volume de matéria-prima, que permitirá que a obrigação de reposição florestal seja cumprida de modo mais eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Crédito Carbono'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa – A roda de conversa das mulheres na I Pajelança Quilombólica Digital'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Texto elaborado de forma coletiva com as Mulheres Negras da Casa Preta, cada palavra aqui colocada segue uma reflexão, vivência, &lt;br /&gt;
 e negritude feminina do que foi esse momento dentro do espaço, que somos nóis. Sarah, Suhellen, Thiane, Rubia, Mina, Bruna e Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ano de 2013 tem trazido reviravoltas ao Coletivo Casa Preta, pois pela primeira vez na breve história da entidade, um grupo de mulheres começou a pensar o lado feminino dessa negritude. Essa mobilização não é recente, é resultado de uma construção individual e coletiva que culminou nesse encontro de diferentes (e divergentes) mulheres que vivem uma realidade em comum: são negras, moradoras da periferia de Belém e combatem o racismo contra a mulher negra e contra a juventude negra brasileira. Um primeiro momento pensado pelo recém formado núcleo de mulheres, que estão começando suas caminhadas na descoberta do que é ser Mulher Negra, juntas desejando e construindo momentos como esse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos diferentes, cada uma com sua personalidade e experiências, mas o que nos aproxima é o mais importante... NÓS SONHAMOS! e não só compartilhamos os mesmos sonhos como estamos construindo coletivamente eles.&lt;br /&gt;
São meninas e mulheres guerreiras à sua maneira. Doces bárbaras (pedimos licença à referência) e com doses exageradas de meiguice e de bravura. Pela primeira vez, um momento dedicado exclusivamente ao pensamento feminino negro foi realizado no Coletivo Casa Preta durante a I Pajelança Quilombólica Digital. Nos meses e dias que antecederam o evento, muito se vivenciou. Foram meses que permitiram a vivência de dias momentos e intensos completamente dedicados ao pensamento negro, de sua memória ancestral ao afro-futurismo. &lt;br /&gt;
A rotina mudou de configuração, e essa reconfiguração nos deram mais motivos pra continuar nesse processo que vai além de uma simples formação. O desenvolvimento desse pensamento político refletirá nas ações futuras e a autoestima e a delícia do reconhecer-se passará a ser muito mais do que dizer &amp;quot;eu sou mulher e sou negra&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A roda de mulheres fez elas se conhecerem e reconhecerem pontos em comuns, colocarem os peitos na frente e falarem eu faço parte do coletivo casa preta e quero viver num mundo com muito mais pretas e talvez eu queira construir isso a partir daqui, desse espaço, mesmo não sendo aqui, eu modifiquei no ato de não quer ser mais só, e a cada dia quero ser coletivo&lt;br /&gt;
Negras na ativa, de movimento constante, de um sorriso às avessas. Núcleo, grupo... Mulheres reunidas com objetivos coletivos, que trarão dias melhores à individualidade de cada uma. Vivenciar a Pajelança e a Roda de Mulheres faz refletir e sonhar cada vez maior.&lt;br /&gt;
Proporcionou uma aproximação interna e com mulheres que são referências desses grandes sonhos. São aprendizados recebidos no simples sorrir da mais velha e de suas sábias palavras, da que veio ‘apenas’ pelo viver, daquela que naturalmente se achega pela vontade de estar. &lt;br /&gt;
Reunir tantas e diferentes mulheres numa roda foi uma experiência que nos encheu os olhos e os desejos de grandes sonhos, de vários planos, quantas demandas e assuntos foram pensados depois dessas trocas de saber com carinhosas palavras e sorrisos. Cada uma com sua história e sua vida exposta num círculo que se acolhe e que se entende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvir das mais velhas o significado de nossas histórias, tradições e representações das mulheres que foram um tanto do que somos hoje, entender que cada processo tem suas dores e amores, que o aprendizado é constante, mas que o ser &amp;quot;eu mulher negra&amp;quot; é uma identidade que se constrói e reconstrói interruptamente sempre que enxergamos no espelho a nossa própria alma negra, resultado dessas tantas que nos antecederam.&lt;br /&gt;
Foi a primeira de muitas rodas, onde todas e todos (os homens também participaram da roda) para a construção, formação e identidade, do respeito das diversidade humanas na luta ao excluir o racismo e preconceito. Diálogos sobre a relação Mulheres negras e o feminismo, onde até mesmo dentro de um movimento &amp;quot;libertário&amp;quot; a mulher negra ainda assim, sofre preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A casa preta, todos os núcleos e pessoas que a compõem de uma certa forma se modificaram, a casa e alguns seres esteticamente, outros mentalmente, e até de forma comportamental essa pajelança fez mudar.&lt;br /&gt;
Muitas coisas ainda virão, essa roda de conversa foi um primeiro passo.&lt;br /&gt;
Uma roda linda, ancestralidade aflorada na prática da oralidade. Uma Griôt (Maria Luiza Nunes – Movimento de Mulheres Negras, Cedenpa e Rede Fulanas) compartilhando memórias, aguçando nossas pesquisas, orientando e alimentando nossas lutas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''UBUNTU! &amp;quot;Eu sou o que sou pelo que nós somos!&amp;quot;'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa, somos todas nós!'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Roda de Mulheres'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas6.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas7.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas8.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 07/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã e Tarde: Conclusão da construção do BARRACÃO&lt;br /&gt;
* Noite: Finalizando as atividades da Pajelança, com o Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu na Terra Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Construção do BARRACÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das principais metas de produção e organização para a Pajelança (e para a auto-estima do Coletivo) era de reconstruir  o barracão da Casa, pois desse espaço dependeriam muitas atividades daquela semana e futuramente para realização de oficinas, cineclubes, rodas de conversa, entre outras ações. A preparação pra reconstrução começou na manhã do sábado, dia 31/08, com a compra da primeira parte do material (telhas, madeira, cimento) e com a derrubada do barracão velho. Estavam pela Casa as pretas: Suh, Bruna, Sarah, Mina, Thiane e Alessandra e os pretos Perna, Lamar, Guinê, Fábio e Jonatha (o Venezuela). Além da reforma do barracão, atividades de organização, produção e planejamento foram desenvolvidas pelo núcleo de mulheres do Coletivo, que também providenciaram a alimentação e articulando uma parte da verba pra comprar o material do barracão. A atividade durou o dia todo, com as atividades encerrando no anoitecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, domingo, dia 01/09 o mutirão pra levantar o barracão continuou, inclusive com aquisição de mais materiais e com a  mobilização de mais pessoas pra colaborar na atividade, rapazes da comunidade se juntaram aos rapazes do Coletivo pra ajudar a acelerar o processo. Do mesmo jeito que sábado, a atividade durou o dia todo e encerrou de noite. Apenas nesse dia foi possível detectar que a reforma não acabaria no prazo idealizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 02/09, segunda-feira, terceiro e último dia de reconstrução do barracão, foi comprada a última parte do material. Esta etapa contou com a participação de todos do Coletivo, direta ou indiretamente envolvidos na atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 03/09, terça-feira, já com a Pajelança iniciando suas primeiras atividades, a construção do barracão continuou atravessando o dia, passando a ser agora alternada entre as atividades e com rodízio de mão de obra e só acabou dia 07/09, último dia da Pajelança e fora de todo o planejamento. Mas a estrutura nova ficou muito boa e melhorou bastante a auto-estima da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Barracão'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: TAMBOR.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''&amp;lt;big&amp;gt;Vídeo da Pajelança Quilombólica Digital Coletivo Casa Preta&amp;lt;/big&amp;gt;''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravado e editado por PC (AfroSul-Odomode Núcleo Sul)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#widget:YouTube|id=Vfg56T7A7Xc}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/PAJELANÇA CASA PRETA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA"/>
				<updated>2013-11-15T12:50:39Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Dia: 04/09 */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Pajelança Casa Preta''' &amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:PQD CASA PRETA.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  '''''&amp;quot;Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun'''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Orisá'''''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun Babá&amp;quot;''''' (Mãe Nalva)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Todas as folhas tem o poder de curar. ''&lt;br /&gt;
''Todas as folhas dos orixás tem o poder de curar&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Rede Mocambos e o Coletivo Casa Preta na perspectiva de garantir para essas comunidades a sua cultura, os seus costumes, a resignificação e o protagonismo da própria história, convida amigas e amigos para participar da “Pajelança Quilombólica Digital”, que objetiva fortalecer o conhecimento e empoderamento do saber livre a partir da visão africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da semana, serão realizadas rodas de conversa, oficinas de vídeo, apropriação tecnológica, tambores, herbário e um dia dedicado ao debate sobre ser '''Mulher preta na ativa''' com a juventude feminina da Casa Preta convidando as mulheres pretas que inspiram suas lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pajelança Quilombólica Digital será realizada no período de 1 a 7 de setembro na sede do Coletivo Casa Preta que fica na rua Roso Danin, 780, entre 2ª de Queluz e Juvenal Cordeiro, no bairro Canudos-Terra Firme, em Belém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Programação Flutuante ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dia || Base || Atividade || Justificativa || Convidado&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:31/08 || Casa Preta || Levantando nosso barracão || Espaço na Casa para realizar nossas ações, oficinas, cineclubes, rodas de conversa... || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Domingo dia:01/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Roletar pelo bairro e visitar as pessoas que estão na luta || Facilitadores Lamar e Guine&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Segunda dia:02/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Hospedar a galera que estará colando para a pajelança || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Terça dia:03/09 || Casa Preta e Fórum ('''manhã''') / Terreiro de Mãe Nalva de Oxum ('''tarde''') ||'''Manhã:''' Organização da pajelança e credenciamento de quem veio pelo fórum / '''Tarde:''' Roda de conversa sobre herbário, catalogação de ervas, propriedades medicinais e espirituais, sabedoria ancestral || Dar continuidade e fluidez no processo da pajelança / O Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi já possuem trabalho dentro na ilha: Projeto O Jardim Botânico Vai à Escola.Não temos terra na Casa Preta, nem um quiombo tão próximo. || Mãe Nalva/ Helena Quadros (Museu Emilio Goeldi)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quarta dia:04/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum e Casa Preta|| Roda de conversa (Casa Preta e terreiro): Apropriação tecnológica / Atividade Prática (Mãe Nalva de Oxum): Triagem de máquinas, montagem do telecentro no terreiro / Montagem da Rádio na Casa Preta(transmissão diária durante o evento), Oficina de percussão do Afro Bloco Firme || Forum de Intenet Paralelo do ponto de vista do Gueto e dos Pretos, a idéia é hackear o encontro. Mas não pensamos em desfocar das atividades da pajelança e marcar território no evento. Abrir e dar espaço para o uso e manuseio de máquinas, a partir da apropriação preta tecnológica, telecentro sem internet, mas com maquinário e programas off line disponíveis. || Dj.RG/ Milson/ Ronaldo Eli/ Gilvan&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quinta dia:05/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum || Cont. Apropriação tecnológica / Oficina de vídeo: captação e edição de imagens || Apropriação de ferramentas para registro e diversas formas de documentar momentos, histórias, vivências das comunidades || Dj.RG/ Duda Livre&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sexta dia:06/09 || Casa Preta || Rodas de conversa: Crédito carbono / Mulher na ativa / Atividade prática: oficina de tambor &amp;quot;mulher&amp;quot; || Poucas pessoas e principalmente poucos Quilombolas sabem o que é Crédito Carbono, Jorge conhece bem o assunto e poderia deixar nítido os benefícios e os problemas com o crédito carbono / Na Casa Preta desde o começo do ano tem se conversado sobre um nucleo de Mulheres, e uma ação dentro da Pajelança poderia vir a fortacer essa iniciativa. || Jorge POA/ Maria Luiza/ Duda Sousa&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:07/09 || '''manhã:''' Casa Preta / '''noite:''' Jabatiteua (Terra Firme) || '''manhã:''' Limpeza do barracão pronto/ intervenções/ ''' noite:''' Tambor de Crioula || vida nova ao barracão/ atividades livres/ interação e vivências com a comunidade || Tod@s/ Filhos e amigos de Cururupu (tambor de crioula)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dias: 31, 01 e 02==&lt;br /&gt;
Acolhida e construção do barracão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 03/09==&lt;br /&gt;
* Manhã: Continuação da construção do barracão, credenciamento das pessoas que vieram pelo fórum de internet.&lt;br /&gt;
* Tarde: Atividade no terreiro de Mãe Nalva: Roda de Conversa sobre herbário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Relatos, Contribuições, Participações:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''-Abertura: apresentação dos participantes''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Mãe Nalva:''' Herbário sei que vem de folha, e de folha eu conheço e falo &amp;quot;macumbalmente&amp;quot;(risos). Explica sua relação com as folhas, ervas, de forma espiritual.&lt;br /&gt;
Ressalta a importância dessa preservação, cita exemplos em que a essa relação de culturas e desrespeito, se sobressai sobre nossos valores, mistificando as ervas e suas propriedades espirituais. Relata sobre algumas dificuldades sobre a religiosidade (candomblé) na área urbana, das questões de territorialidade.&lt;br /&gt;
Teve uma conversa com um professor sobre ervas, e relata a importância dessas questões para a comunidade, exemplifica as formas de cura através das ervas (furada de prego se cura com cebola, para cortes, tombos se cura com óleo de copaíba, etc...), relata que essas tradições fazem parte da sua vida desde à infância, de como sua avó manuseava essas ervas, essas folhas, de tratar a família pela cura das ervas e óleos naturais (copaíba e andiroba).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala da parteira, da sua própria vida como parteira, da forma de como &amp;quot;puxar a barriga&amp;quot;, de como essas histórias são antigas e estão se perdendo, o aprendizado ancestral, a sensibilidade.&lt;br /&gt;
Descreve que &amp;quot;catinga de mulata&amp;quot; é uma erva de Oxum, que é a protetora do útero, de como esses princípios ativos dessa erva se relaciona diretamente com a maternidade.&lt;br /&gt;
Afirma a importância desses saberes ancestrais, como a academia poderia contribuir com essa troca, saber ancestral (tradição e espiritualidade) e técnico (propriedades físicas, uso de ferramentas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Don Perna:''' Explica a relação da Rede Mocambos e Coletivo Casa Preta, sobre a ancestralidade, tecnologia, africanidade no que remete à tradição. A importância de reconstruir essas relações entre comunidades e saberes, como uma forma de preservar a nossa história.&lt;br /&gt;
Apresenta e agradece a participação das pessoas, dessa troca entre terreiro (comunidade) e academia (museu Emílio Goeldi e Ponto de Memória da terra firme).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressalta que é fundamental esses momentos nos lugares e nas pessoas, de falar de plantas, de terra, de tambor, e que esse processo de aprendizagem é o primeiro plantio dentro das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse momento de roda de conversa onde a comunidad einterage, se comunica, se articula, são as primeiras sementes que migrarão em outras rodas, que reconecta e resignifica à nossa ancestralidade.&lt;br /&gt;
Pauta à questão da lei 10.639, em que o conhecimento ancestral e quanto a tradição, se aplica uma forma de trabalhar a &amp;quot;humanização (a África somos nóis)&amp;quot; nas escolas, é importante tratar essas questões para que as trocas de conhecimentos não sejam desvirtuados dos valores ancestrais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Helena Quadros:''' Relata o início do projeto do Ponto de Memória da terra firme, da importância desse movimento de históricos, que retratasse a vida, cotidiano e perfis dessa comunidade.&lt;br /&gt;
Destaca às dificuldades de manter as atividades que envolvam as comunidades, à conquista de pesquisas que abraçassem essa causa, que em 2009 surge no Brasil o projeto &amp;quot;Ponto de Memmória&amp;quot; e, na época de Mário Chagas estava à frente do processo, através das lutas das pessoas da comunidade da terra firme, foi conseguido uma premiação pelas mulheres da terra firme.&lt;br /&gt;
Para a efetivação do espaço do ponto de memória, ainda que sem recursos, foram elaboradas cartilhas, exposições...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere como estratégia de trabalho ''mapear os pontos de cultura'', ''uma cartografia'', ''um mapa artístico e cultural''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afirma como um ponto forte de espaço o Museu Emílio Goeldi (parceria estratégica), para a realização desses trabalhos. Quer levar informações sobre o herbário, para tratar das pesquisas e questões de nossos interesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Milson:''' Fala da apropriação sobre nossos saberes, das propriedades que temos em nossas ervas, nossos frutos nossas práticas, de como esses conhecimentos se perdem e se desvirtuam das nossas vivências e protagonizações. Descreve um exemplo das práticas de terreiro e da importância do plantio das folhas de axé, como as atividades que são internas nos terreiros são de forma desreipeitosa documentados, através de fotos, vídeos e áudios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guine:''' Explica do que se trata a Pajelança, que vem a partir de um projeto junto a Seppir, envolve também outros projetos como telecentros BR, núcleos de formação continuada, e demais projetos ligados à Rede Mocambos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere de que forma podemos trabalhar essas informações, ''criar espaços digitais onde se coloque essas informações'', e como seriam utilizadas para a comunicação com as comunidades. De como seria a utilização e construção dessas ferramentas no processo físico, tecnológico, mapeado, cartografado, espiritualizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta da Rede Mocambos é construir esse herbário, no objetivo de quebrar essas fronteiras territoriais, como uma forma de garantir que esses conhecimentos possam se expandir, e se compartilhar nas comunidades.&lt;br /&gt;
A relação do direito à terra e a água, dentro de tudo que foi falado, onde se assegure os espaços de garantir às nossas tradições. Que se possa plantar e manusear as ervas, a cultura, o saber...&lt;br /&gt;
Quando se fala da relação do uso de ferramentas tecnológicas, acadêmicas, ancestrais, é de extrema importância se ter a apropriação e garantia dessas terras, através da semente preservar essa memória, que se tem perdido nos quilombos, nas comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Ronaldo Eli:''' Como reflexão, descreve a questão de como esse nosso conhecimento é apropriado, cooptado.&lt;br /&gt;
Um fundamento/conhecimento da gente é um movimento, que sem esse movimento não faria sentido, que o saber ancestral é uma propriedade que não desapropria, independente de tercerizações de nossas experiências.&lt;br /&gt;
Fortalecer os aspectos fundamentais dos nossos saberes, descreve sua vida e vivência no terreiro, como filho de santo de Mãe Beth de Oxum, que o cuidado é essencialmente feminino quando toma como referência à Oxum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere uma ''forma de pensar em como essas mulheres, comunidades, movimentos, podem trocar e viver esses saberes'', que vai além do espaço físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Chicona:''' Descreve sua satisfação por estar nesse momento, na roda de conversa. Que é muito importante para resgatar os valores e saberes que estão se perdendo, e essa troca de informações fortalecem nossas relações e aprendizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Lamartine:''' Fala que na construção desse &amp;quot;herbário&amp;quot; que talvez nem seja um nome que contemple as casas de santo, a africanidade. Ressalta que se racializa e  empreteça a botânica, através de uma troca de experiências com diversos setores, onde o resgate ancestral seja à partir das plantas, que remetem e muito nossas raízes africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: O poder das Ervas'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 04/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Apropriação Tecnológica na Casa Preta e Terreiro de Mãe Nalva&lt;br /&gt;
* Tarde: Montagem do Telecentro no terreiro, montagem da Rádio na Casa Preta&lt;br /&gt;
* Noite: Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil, Oficina de percussão do afro Bloco Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Apropriação Tecnológica'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina iniciada na Casa Preta, mediada por Milson Oniletó: uma breve conversa sobre tecnologia em software livre, baseada na filosofia Ubuntu. Foram citadas e demonstradas as ferramentas livre de uso da rede (wiki - elaboração de textos, mapa - localização de pontos distribuídos por categorias e informes locais com breves relatos, portal - galeria de fotos e vídeos), como formas de comunicação coletiva, através da troca de informações entre comunidades, na construção de acervos e produção de conteúdos desenvolvidos coletivamente. As ferramentas possibilitam o fortalecimento de valores culturais e históricos, resgatando o protagonismo de comunidades quilombolas, cada uma com sua especifidade, cada uma com sua cultura e seus costumes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum: Atividade prática com triagem de máquinas e instalação do Telecentro, com a presença de Mãe Nalva e a juventude de terreiro do seu Ilê, Duda Livre e Luah Sampaio (terreiro de Nangetu) colaboradores do Coletivo, instalação mediada por Milson, Reginaldo (Dj RG), Ronaldo Eli . tendo disponíveis para instalação 11 computadores, mesas, cadeiras, data show, espaço do próprio terreiro, sem antena e conexão de internet. Após a instalação de máquinas e disposição dos móveis, foram instalados sistemas operacionais em software livre, linux (ubuntu e &lt;br /&gt;
O Telecentro estava inativo por volta de 3 anos, a parceria junto ao Coletivo Casa Preta e rede mocambos tem desenvolvido atividades como rodas de conversa, para dialogar sobre políticas públicas, saúde da mulher negra, projetos culturais e de formação, e demais trabalhos que envolvam a comunidade da periferia da Terra Firme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Apropriação Tecnológia/Telecentro'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade Prática: Montagem da RÁDIO e transmissão livre (web e FM)'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Material e ferramentas utilizadas: 1 transmissor de fm, 1 modulador de estereo, uma mesa de som de 8 canais, 1 cabo de antena de 30 metros, 1 Antena Base Vhf Plano Terra 1/4 De Onda Para Tarnsmissor Fm. manejo de equipamentos, transmissão de informações, alem produçao de áudio e sua divulgaçao livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Programação Flutuante da Pajelança a montagem da rádio ocorreria no sábado, dia que conseguimos comprar uma parte do material para a fundação do barracão, desde o inicio fi programada a transmissão de tudo o que ocorreria dentro da programação flutuante pela rádio, por tanto a primeira ação de fato seria com a ACIYOMI, o Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum. Mas não foi possível a montagem da rádio no terreiro, devido à falta de alguns equipamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No horário da manhã os responsáveis por levantar a antena e tocar a rádio em conjunto com o nosso colaborador Gilvan se dividiram nas atividades praticas de apropriação tecnológica e na construção do barracão. O levante da rádio começou com um sol apino de uma tarde de quarta, Ronaldo Eli e Gilvan aderiram a ideia de Guinê de amarrar a antena numa pernamanca grande e coloca-la de alguma forma na caixa d'água, enquanto isso acontecia PC ligava os cabos e conectores na mesa de som de 8 canais cedida pela Rádio FM Cabana, esperando a subida da antena para poder testar e colocar no ar, a antena subiu com uma certa dificuldade por conta do peso e da amarração que foi feita, o cabo de antena foi conectado então foi ao ar a Rádio Livre Aqualtune através da frequência 90.9Mhz transmitindo as atividades da Pajelança Quilombólica Digital e música preta além de programas como o &amp;quot;Disgestivo&amp;quot; que foi ao ar todos os dias após o almoço, com a participação dos oficineiros e participantes, relatando experiências e conteúdos das oficinas, e também para os ouvintes saberem tudo o que aconteceu durante os horários da manhã e tarde nas atividades da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira transmissão ao vivo e online foi da oficina livre de percussão do Bloco Afro Firme, atividade que já fazia parte da programação semanal do Coletivo Casa Preta, ocorre toda quarta e sexta no espaço da Casa. Ronaldo, Guinê e Gilvan fizeram a gravação para a radio, PC gravou um vídeo e tirou algumas fotos junto com Milson, ao fim da oficina a rádio voltou a programação de músicas pretas.&lt;br /&gt;
As transmissões duravam as 24h todos os dias, dividido nas programações da Pajelança e repertórios musicais diversos, em especial música preta. A rádio foi uma das formas de comunicação, apropriação de ferramentas para registro, captação, documentários, relatos, a vivência e contar sua historia e participação na Pajelança e o próprio cotidiano no coletivo. O Barracão continuava ao som da rádio Aqualtune que saia das caixinhas de som que era conectada a um celular nas ondas da 90,9 FM, enquanto que com outro grupo pequeno eram desenvolvidas praticas de apropriação das ferramentas da rede. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Rádio Aqualtune/FM Cabana'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil''' e '''Oficina de percussão do Afro Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PQD foi divulgada e compartilhada, através de redes sociais, emails, e outras formas de comunicação. Durante as atividades que estavam na programação de quarta-feira, houve a participação/intervenção de participantes do Fórum da Internet (evento realizado no Hangar Convenções Belém/PA, no período de 03 a 05 de setembro de 2013 http://forumdainternet.cgi.br) em parceria com o Fora do Eixo, foi realizado uma roda de conversa sobre tecnologia livre e suas dimensões, com a apresentação e debates sobre o documentário média metragem, do primeiro e segundo ano de atuação do projeto Agência de Redes para Juventude, cedido pela Geração Agência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os debates circularam por temas como: políticas públicas, distribuição de recursos do Estado e o acesso restrito à pequenos grupos, apropriação tecnológica e territorialidade, população negra e seu empoderamento nas ferramentas de comunicação e patrimônio cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Fórum da Internet'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM6.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade prática: Oficina de percussão do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As oficinas de percussão fazem parte da programação semanal do Coletivo, que acontecem todas as quartas e sextas às 19h no espaço da Casa. Trabalhando a musicalidade e ancestralidade africana com a juventude da comunidade do bairro da terra firme, fortalecendo os valores culturais africanos, a autoestima do jovem negro/a, envolvendo atividades locais que reforcem essa participação, como o Cineclube Tela Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Oficina do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 05/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 06/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Roda de conversa com Jorge Moreira: Crédito Carbono&lt;br /&gt;
* Tarde: Roda de conversa com a mediadora Maria Luiza: Mulheres Negras na Ativa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Roda de Conversa: Crédito Carbono - Quilombos e o Meio Ambiente'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversas, debates, trocas de informações sobre a seriedade do poderio territorial quilombola, das problemáticas e impactos ambientais que tem se disseminado pelas diversas áreas que fazem parte dos quilombos. O sistema se insere nas localidades mantendo o mesmo formato de atuação, sem nenhuma preocupação ou interesse de preservação, isso se dá pelo mal uso da terra, extração de matéria prima, excedendo a não conservação da vegetação, através do não plantio e manejo do solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jorge apresentou seu projeto sobre Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) e Créditos de Reposição Florestal (CRF), trata do novo código florestal LEI No 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Possibilita títulos representativos de obrigação de reserva legal em outra propriedade, as CRAs podem ser criadas em áreas com florestas existentes ou com vegetação em processo de recuperação, podem ser usadas para compensação entre imóveis rurais no mesmo bioma e estado. Já o CRF se baseia na ampliação de áreas florestadas através do plantio, como meio de compensação ao desmatamento de vegetação natural, que se dá pelo uso indevido da terra, títulos representativos de volume de matéria-prima, que permitirá que a obrigação de reposição florestal seja cumprida de modo mais eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Crédito Carbono'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa – A roda de conversa das mulheres na I Pajelança Quilombólica Digital'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Texto elaborado de forma coletiva com as Mulheres Negras da Casa Preta, cada palavra aqui colocada segue uma reflexão, vivência, &lt;br /&gt;
 e negritude feminina do que foi esse momento dentro do espaço, que somos nóis. Sarah, Suhellen, Thiane, Rubia, Mina, Bruna e Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ano de 2013 tem trazido reviravoltas ao Coletivo Casa Preta, pois pela primeira vez na breve história da entidade, um grupo de mulheres começou a pensar o lado feminino dessa negritude. Essa mobilização não é recente, é resultado de uma construção individual e coletiva que culminou nesse encontro de diferentes (e divergentes) mulheres que vivem uma realidade em comum: são negras, moradoras da periferia de Belém e combatem o racismo contra a mulher negra e contra a juventude negra brasileira. Um primeiro momento pensado pelo recém formado núcleo de mulheres, que estão começando suas caminhadas na descoberta do que é ser Mulher Negra, juntas desejando e construindo momentos como esse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos diferentes, cada uma com sua personalidade e experiências, mas o que nos aproxima é o mais importante... NÓS SONHAMOS! e não só compartilhamos os mesmos sonhos como estamos construindo coletivamente eles.&lt;br /&gt;
São meninas e mulheres guerreiras à sua maneira. Doces bárbaras (pedimos licença à referência) e com doses exageradas de meiguice e de bravura. Pela primeira vez, um momento dedicado exclusivamente ao pensamento feminino negro foi realizado no Coletivo Casa Preta durante a I Pajelança Quilombólica Digital. Nos meses e dias que antecederam o evento, muito se vivenciou. Foram meses que permitiram a vivência de dias momentos e intensos completamente dedicados ao pensamento negro, de sua memória ancestral ao afro-futurismo. &lt;br /&gt;
A rotina mudou de configuração, e essa reconfiguração nos deram mais motivos pra continuar nesse processo que vai além de uma simples formação. O desenvolvimento desse pensamento político refletirá nas ações futuras e a autoestima e a delícia do reconhecer-se passará a ser muito mais do que dizer &amp;quot;eu sou mulher e sou negra&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A roda de mulheres fez elas se conhecerem e reconhecerem pontos em comuns, colocarem os peitos na frente e falarem eu faço parte do coletivo casa preta e quero viver num mundo com muito mais pretas e talvez eu queira construir isso a partir daqui, desse espaço, mesmo não sendo aqui, eu modifiquei no ato de não quer ser mais só, e a cada dia quero ser coletivo&lt;br /&gt;
Negras na ativa, de movimento constante, de um sorriso às avessas. Núcleo, grupo... Mulheres reunidas com objetivos coletivos, que trarão dias melhores à individualidade de cada uma. Vivenciar a Pajelança e a Roda de Mulheres faz refletir e sonhar cada vez maior.&lt;br /&gt;
Proporcionou uma aproximação interna e com mulheres que são referências desses grandes sonhos. São aprendizados recebidos no simples sorrir da mais velha e de suas sábias palavras, da que veio ‘apenas’ pelo viver, daquela que naturalmente se achega pela vontade de estar. &lt;br /&gt;
Reunir tantas e diferentes mulheres numa roda foi uma experiência que nos encheu os olhos e os desejos de grandes sonhos, de vários planos, quantas demandas e assuntos foram pensados depois dessas trocas de saber com carinhosas palavras e sorrisos. Cada uma com sua história e sua vida exposta num círculo que se acolhe e que se entende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvir das mais velhas o significado de nossas histórias, tradições e representações das mulheres que foram um tanto do que somos hoje, entender que cada processo tem suas dores e amores, que o aprendizado é constante, mas que o ser &amp;quot;eu mulher negra&amp;quot; é uma identidade que se constrói e reconstrói interruptamente sempre que enxergamos no espelho a nossa própria alma negra, resultado dessas tantas que nos antecederam.&lt;br /&gt;
Foi a primeira de muitas rodas, onde todas e todos (os homens também participaram da roda) para a construção, formação e identidade, do respeito das diversidade humanas na luta ao excluir o racismo e preconceito. Diálogos sobre a relação Mulheres negras e o feminismo, onde até mesmo dentro de um movimento &amp;quot;libertário&amp;quot; a mulher negra ainda assim, sofre preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A casa preta, todos os núcleos e pessoas que a compõem de uma certa forma se modificaram, a casa e alguns seres esteticamente, outros mentalmente, e até de forma comportamental essa pajelança fez mudar.&lt;br /&gt;
Muitas coisas ainda virão, essa roda de conversa foi um primeiro passo.&lt;br /&gt;
Uma roda linda, ancestralidade aflorada na prática da oralidade. Uma Griôt (Maria Luiza Nunes – Movimento de Mulheres Negras, Cedenpa e Rede Fulanas) compartilhando memórias, aguçando nossas pesquisas, orientando e alimentando nossas lutas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''UBUNTU! &amp;quot;Eu sou o que sou pelo que nós somos!&amp;quot;'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa, somos todas nós!'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Roda de Mulheres'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas6.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas7.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas8.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 07/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã e Tarde: Conclusão da construção do BARRACÃO&lt;br /&gt;
* Noite: Finalizando as atividades da Pajelança, com o Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu na Terra Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Construção do BARRACÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das principais metas de produção e organização para a Pajelança (e para a auto-estima do Coletivo) era de reconstruir  o barracão da Casa, pois desse espaço dependeriam muitas atividades daquela semana e futuramente para realização de oficinas, cineclubes, rodas de conversa, entre outras ações. A preparação pra reconstrução começou na manhã do sábado, dia 31/08, com a compra da primeira parte do material (telhas, madeira, cimento) e com a derrubada do barracão velho. Estavam pela Casa as pretas: Suh, Bruna, Sarah, Mina, Thiane e Alessandra e os pretos Perna, Lamar, Guinê, Fábio e Jonatha (o Venezuela). Além da reforma do barracão, atividades de organização, produção e planejamento foram desenvolvidas pelo núcleo de mulheres do Coletivo, que também providenciaram a alimentação e articulando uma parte da verba pra comprar o material do barracão. A atividade durou o dia todo, com as atividades encerrando no anoitecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, domingo, dia 01/09 o mutirão pra levantar o barracão continuou, inclusive com aquisição de mais materiais e com a  mobilização de mais pessoas pra colaborar na atividade, rapazes da comunidade se juntaram aos rapazes do Coletivo pra ajudar a acelerar o processo. Do mesmo jeito que sábado, a atividade durou o dia todo e encerrou de noite. Apenas nesse dia foi possível detectar que a reforma não acabaria no prazo idealizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 02/09, segunda-feira, terceiro e último dia de reconstrução do barracão, foi comprada a última parte do material. Esta etapa contou com a participação de todos do Coletivo, direta ou indiretamente envolvidos na atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 03/09, terça-feira, já com a Pajelança iniciando suas primeiras atividades, a construção do barracão continuou atravessando o dia, passando a ser agora alternada entre as atividades e com rodízio de mão de obra e só acabou dia 07/09, último dia da Pajelança e fora de todo o planejamento. Mas a estrutura nova ficou muito boa e melhorou bastante a auto-estima da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Barracão'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: TAMBOR.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''&amp;lt;big&amp;gt;Vídeo da Pajelança Quilombólica Digital Coletivo Casa Preta&amp;lt;/big&amp;gt;''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravado e editado por PC (AfroSul-Odomode Núcleo Sul)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#widget:YouTube|id=Vfg56T7A7Xc}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/PAJELANÇA CASA PRETA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA"/>
				<updated>2013-11-15T12:42:53Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Dia: 04/09 */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Pajelança Casa Preta''' &amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:PQD CASA PRETA.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  '''''&amp;quot;Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun'''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Orisá'''''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun Babá&amp;quot;''''' (Mãe Nalva)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Todas as folhas tem o poder de curar. ''&lt;br /&gt;
''Todas as folhas dos orixás tem o poder de curar&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Rede Mocambos e o Coletivo Casa Preta na perspectiva de garantir para essas comunidades a sua cultura, os seus costumes, a resignificação e o protagonismo da própria história, convida amigas e amigos para participar da “Pajelança Quilombólica Digital”, que objetiva fortalecer o conhecimento e empoderamento do saber livre a partir da visão africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da semana, serão realizadas rodas de conversa, oficinas de vídeo, apropriação tecnológica, tambores, herbário e um dia dedicado ao debate sobre ser '''Mulher preta na ativa''' com a juventude feminina da Casa Preta convidando as mulheres pretas que inspiram suas lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pajelança Quilombólica Digital será realizada no período de 1 a 7 de setembro na sede do Coletivo Casa Preta que fica na rua Roso Danin, 780, entre 2ª de Queluz e Juvenal Cordeiro, no bairro Canudos-Terra Firme, em Belém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Programação Flutuante ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dia || Base || Atividade || Justificativa || Convidado&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:31/08 || Casa Preta || Levantando nosso barracão || Espaço na Casa para realizar nossas ações, oficinas, cineclubes, rodas de conversa... || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Domingo dia:01/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Roletar pelo bairro e visitar as pessoas que estão na luta || Facilitadores Lamar e Guine&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Segunda dia:02/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Hospedar a galera que estará colando para a pajelança || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Terça dia:03/09 || Casa Preta e Fórum ('''manhã''') / Terreiro de Mãe Nalva de Oxum ('''tarde''') ||'''Manhã:''' Organização da pajelança e credenciamento de quem veio pelo fórum / '''Tarde:''' Roda de conversa sobre herbário, catalogação de ervas, propriedades medicinais e espirituais, sabedoria ancestral || Dar continuidade e fluidez no processo da pajelança / O Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi já possuem trabalho dentro na ilha: Projeto O Jardim Botânico Vai à Escola.Não temos terra na Casa Preta, nem um quiombo tão próximo. || Mãe Nalva/ Helena Quadros (Museu Emilio Goeldi)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quarta dia:04/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum e Casa Preta|| Roda de conversa (Casa Preta e terreiro): Apropriação tecnológica / Atividade Prática (Mãe Nalva de Oxum): Triagem de máquinas, montagem do telecentro no terreiro / Montagem da Rádio na Casa Preta(transmissão diária durante o evento), Oficina de percussão do Afro Bloco Firme || Forum de Intenet Paralelo do ponto de vista do Gueto e dos Pretos, a idéia é hackear o encontro. Mas não pensamos em desfocar das atividades da pajelança e marcar território no evento. Abrir e dar espaço para o uso e manuseio de máquinas, a partir da apropriação preta tecnológica, telecentro sem internet, mas com maquinário e programas off line disponíveis. || Dj.RG/ Milson/ Ronaldo Eli/ Gilvan&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quinta dia:05/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum || Cont. Apropriação tecnológica / Oficina de vídeo: captação e edição de imagens || Apropriação de ferramentas para registro e diversas formas de documentar momentos, histórias, vivências das comunidades || Dj.RG/ Duda Livre&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sexta dia:06/09 || Casa Preta || Rodas de conversa: Crédito carbono / Mulher na ativa / Atividade prática: oficina de tambor &amp;quot;mulher&amp;quot; || Poucas pessoas e principalmente poucos Quilombolas sabem o que é Crédito Carbono, Jorge conhece bem o assunto e poderia deixar nítido os benefícios e os problemas com o crédito carbono / Na Casa Preta desde o começo do ano tem se conversado sobre um nucleo de Mulheres, e uma ação dentro da Pajelança poderia vir a fortacer essa iniciativa. || Jorge POA/ Maria Luiza/ Duda Sousa&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:07/09 || '''manhã:''' Casa Preta / '''noite:''' Jabatiteua (Terra Firme) || '''manhã:''' Limpeza do barracão pronto/ intervenções/ ''' noite:''' Tambor de Crioula || vida nova ao barracão/ atividades livres/ interação e vivências com a comunidade || Tod@s/ Filhos e amigos de Cururupu (tambor de crioula)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dias: 31, 01 e 02==&lt;br /&gt;
Acolhida e construção do barracão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 03/09==&lt;br /&gt;
* Manhã: Continuação da construção do barracão, credenciamento das pessoas que vieram pelo fórum de internet.&lt;br /&gt;
* Tarde: Atividade no terreiro de Mãe Nalva: Roda de Conversa sobre herbário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Relatos, Contribuições, Participações:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''-Abertura: apresentação dos participantes''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Mãe Nalva:''' Herbário sei que vem de folha, e de folha eu conheço e falo &amp;quot;macumbalmente&amp;quot;(risos). Explica sua relação com as folhas, ervas, de forma espiritual.&lt;br /&gt;
Ressalta a importância dessa preservação, cita exemplos em que a essa relação de culturas e desrespeito, se sobressai sobre nossos valores, mistificando as ervas e suas propriedades espirituais. Relata sobre algumas dificuldades sobre a religiosidade (candomblé) na área urbana, das questões de territorialidade.&lt;br /&gt;
Teve uma conversa com um professor sobre ervas, e relata a importância dessas questões para a comunidade, exemplifica as formas de cura através das ervas (furada de prego se cura com cebola, para cortes, tombos se cura com óleo de copaíba, etc...), relata que essas tradições fazem parte da sua vida desde à infância, de como sua avó manuseava essas ervas, essas folhas, de tratar a família pela cura das ervas e óleos naturais (copaíba e andiroba).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala da parteira, da sua própria vida como parteira, da forma de como &amp;quot;puxar a barriga&amp;quot;, de como essas histórias são antigas e estão se perdendo, o aprendizado ancestral, a sensibilidade.&lt;br /&gt;
Descreve que &amp;quot;catinga de mulata&amp;quot; é uma erva de Oxum, que é a protetora do útero, de como esses princípios ativos dessa erva se relaciona diretamente com a maternidade.&lt;br /&gt;
Afirma a importância desses saberes ancestrais, como a academia poderia contribuir com essa troca, saber ancestral (tradição e espiritualidade) e técnico (propriedades físicas, uso de ferramentas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Don Perna:''' Explica a relação da Rede Mocambos e Coletivo Casa Preta, sobre a ancestralidade, tecnologia, africanidade no que remete à tradição. A importância de reconstruir essas relações entre comunidades e saberes, como uma forma de preservar a nossa história.&lt;br /&gt;
Apresenta e agradece a participação das pessoas, dessa troca entre terreiro (comunidade) e academia (museu Emílio Goeldi e Ponto de Memória da terra firme).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressalta que é fundamental esses momentos nos lugares e nas pessoas, de falar de plantas, de terra, de tambor, e que esse processo de aprendizagem é o primeiro plantio dentro das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse momento de roda de conversa onde a comunidad einterage, se comunica, se articula, são as primeiras sementes que migrarão em outras rodas, que reconecta e resignifica à nossa ancestralidade.&lt;br /&gt;
Pauta à questão da lei 10.639, em que o conhecimento ancestral e quanto a tradição, se aplica uma forma de trabalhar a &amp;quot;humanização (a África somos nóis)&amp;quot; nas escolas, é importante tratar essas questões para que as trocas de conhecimentos não sejam desvirtuados dos valores ancestrais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Helena Quadros:''' Relata o início do projeto do Ponto de Memória da terra firme, da importância desse movimento de históricos, que retratasse a vida, cotidiano e perfis dessa comunidade.&lt;br /&gt;
Destaca às dificuldades de manter as atividades que envolvam as comunidades, à conquista de pesquisas que abraçassem essa causa, que em 2009 surge no Brasil o projeto &amp;quot;Ponto de Memmória&amp;quot; e, na época de Mário Chagas estava à frente do processo, através das lutas das pessoas da comunidade da terra firme, foi conseguido uma premiação pelas mulheres da terra firme.&lt;br /&gt;
Para a efetivação do espaço do ponto de memória, ainda que sem recursos, foram elaboradas cartilhas, exposições...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere como estratégia de trabalho ''mapear os pontos de cultura'', ''uma cartografia'', ''um mapa artístico e cultural''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afirma como um ponto forte de espaço o Museu Emílio Goeldi (parceria estratégica), para a realização desses trabalhos. Quer levar informações sobre o herbário, para tratar das pesquisas e questões de nossos interesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Milson:''' Fala da apropriação sobre nossos saberes, das propriedades que temos em nossas ervas, nossos frutos nossas práticas, de como esses conhecimentos se perdem e se desvirtuam das nossas vivências e protagonizações. Descreve um exemplo das práticas de terreiro e da importância do plantio das folhas de axé, como as atividades que são internas nos terreiros são de forma desreipeitosa documentados, através de fotos, vídeos e áudios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guine:''' Explica do que se trata a Pajelança, que vem a partir de um projeto junto a Seppir, envolve também outros projetos como telecentros BR, núcleos de formação continuada, e demais projetos ligados à Rede Mocambos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere de que forma podemos trabalhar essas informações, ''criar espaços digitais onde se coloque essas informações'', e como seriam utilizadas para a comunicação com as comunidades. De como seria a utilização e construção dessas ferramentas no processo físico, tecnológico, mapeado, cartografado, espiritualizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta da Rede Mocambos é construir esse herbário, no objetivo de quebrar essas fronteiras territoriais, como uma forma de garantir que esses conhecimentos possam se expandir, e se compartilhar nas comunidades.&lt;br /&gt;
A relação do direito à terra e a água, dentro de tudo que foi falado, onde se assegure os espaços de garantir às nossas tradições. Que se possa plantar e manusear as ervas, a cultura, o saber...&lt;br /&gt;
Quando se fala da relação do uso de ferramentas tecnológicas, acadêmicas, ancestrais, é de extrema importância se ter a apropriação e garantia dessas terras, através da semente preservar essa memória, que se tem perdido nos quilombos, nas comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Ronaldo Eli:''' Como reflexão, descreve a questão de como esse nosso conhecimento é apropriado, cooptado.&lt;br /&gt;
Um fundamento/conhecimento da gente é um movimento, que sem esse movimento não faria sentido, que o saber ancestral é uma propriedade que não desapropria, independente de tercerizações de nossas experiências.&lt;br /&gt;
Fortalecer os aspectos fundamentais dos nossos saberes, descreve sua vida e vivência no terreiro, como filho de santo de Mãe Beth de Oxum, que o cuidado é essencialmente feminino quando toma como referência à Oxum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere uma ''forma de pensar em como essas mulheres, comunidades, movimentos, podem trocar e viver esses saberes'', que vai além do espaço físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Chicona:''' Descreve sua satisfação por estar nesse momento, na roda de conversa. Que é muito importante para resgatar os valores e saberes que estão se perdendo, e essa troca de informações fortalecem nossas relações e aprendizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Lamartine:''' Fala que na construção desse &amp;quot;herbário&amp;quot; que talvez nem seja um nome que contemple as casas de santo, a africanidade. Ressalta que se racializa e  empreteça a botânica, através de uma troca de experiências com diversos setores, onde o resgate ancestral seja à partir das plantas, que remetem e muito nossas raízes africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: O poder das Ervas'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 04/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Apropriação Tecnológica na Casa Preta e Terreiro de Mãe Nalva&lt;br /&gt;
* Tarde: Montagem do Telecentro no terreiro, montagem da Rádio na Casa Preta&lt;br /&gt;
* Noite: Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil, Oficina de percussão do afro Bloco Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Apropriação Tecnológica'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina iniciada na Casa Preta, mediada por Milson Oniletó: uma breve conversa sobre tecnologia em software livre, baseada na filosofia Ubuntu. Foram citadas e demonstradas as ferramentas livre de uso da rede (wiki - elaboração de textos, mapa - localização de pontos distribuídos por categorias e informes locais com breves relatos, portal - galeria de fotos e vídeos), como formas de comunicação coletiva, através da troca de informações entre comunidades, na construção de acervos e produção de conteúdos desenvolvidos coletivamente. As ferramentas possibilitam o fortalecimento de valores culturais e históricos, resgatando o protagonismo de comunidades quilombolas, cada uma com sua especifidade, cada uma com sua cultura e seus costumes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum: Atividade prática com triagem de máquinas e instalação do Telecentro, com a presença de Mãe Nalva e a juventude de terreiro do seu Ilê, Duda Livre e Luah Sampaio (terreiro de Nangetu) colaboradores do Coletivo, instalação mediada por Milson, Reginaldo (Dj RG), Ronaldo Eli . tendo disponíveis para instalação 11 computadores, mesas, cadeiras, data show, espaço do próprio terreiro, sem antena e conexão de internet. Após a instalação de máquinas e disposição dos móveis, foram instalados programas em software livre, linux (ubuntu e &lt;br /&gt;
O Telecentro estava inativo por volta de 3 anos, a parceria junto ao Coletivo Casa Preta e rede mocambos tem desenvolvido atividades como rodas de conversa, para dialogar sobre políticas públicas, saúde da mulher negra, projetos culturais e de formação, e demais trabalhos que envolvam a comunidade da periferia da Terra Firme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Apropriação Tecnológia/Telecentro'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade Prática: Montagem da RÁDIO e transmissão livre (web e FM)'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Material e ferramentas utilizadas: 1 transmissor de fm, 1 modulador de estereo, uma mesa de som de 8 canais, 1 cabo de antena de 30 metros, 1 Antena Base Vhf Plano Terra 1/4 De Onda Para Tarnsmissor Fm. manejo de equipamentos, transmissão de informações, alem produçao de áudio e sua divulgaçao livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Programação Flutuante da Pajelança a montagem da rádio ocorreria no sábado, dia que conseguimos comprar uma parte do material para a fundação do barracão, desde o inicio fi programada a transmissão de tudo o que ocorreria dentro da programação flutuante pela rádio, por tanto a primeira ação de fato seria com a ACIYOMI, o Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum. Mas não foi possível a montagem da rádio no terreiro, devido à falta de alguns equipamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No horário da manhã os responsáveis por levantar a antena e tocar a rádio em conjunto com o nosso colaborador Gilvan se dividiram nas atividades praticas de apropriação tecnológica e na construção do barracão. O levante da rádio começou com um sol apino de uma tarde de quarta, Ronaldo Eli e Gilvan aderiram a ideia de Guinê de amarrar a antena numa pernamanca grande e coloca-la de alguma forma na caixa d'água, enquanto isso acontecia PC ligava os cabos e conectores na mesa de som de 8 canais cedida pela Rádio FM Cabana, esperando a subida da antena para poder testar e colocar no ar, a antena subiu com uma certa dificuldade por conta do peso e da amarração que foi feita, o cabo de antena foi conectado então foi ao ar a Rádio Livre Aqualtune através da frequência 90.9Mhz transmitindo as atividades da Pajelança Quilombólica Digital e música preta além de programas como o &amp;quot;Disgestivo&amp;quot; que foi ao ar todos os dias após o almoço, com a participação dos oficineiros e participantes, relatando experiências e conteúdos das oficinas, e também para os ouvintes saberem tudo o que aconteceu durante os horários da manhã e tarde nas atividades da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira transmissão ao vivo e online foi da oficina livre de percussão do Bloco Afro Firme, atividade que já fazia parte da programação semanal do Coletivo Casa Preta, ocorre toda quarta e sexta no espaço da Casa. Ronaldo, Guinê e Gilvan fizeram a gravação para a radio, PC gravou um vídeo e tirou algumas fotos junto com Milson, ao fim da oficina a rádio voltou a programação de músicas pretas.&lt;br /&gt;
As transmissões duravam as 24h todos os dias, dividido nas programações da Pajelança e repertórios musicais diversos, em especial música preta. A rádio foi uma das formas de comunicação, apropriação de ferramentas para registro, captação, documentários, relatos, a vivência e contar sua historia e participação na Pajelança e o próprio cotidiano no coletivo. O Barracão continuava ao som da rádio Aqualtune que saia das caixinhas de som que era conectada a um celular nas ondas da 90,9 FM, enquanto que com outro grupo pequeno eram desenvolvidas praticas de apropriação das ferramentas da rede. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Rádio Aqualtune/FM Cabana'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil''' e '''Oficina de percussão do Afro Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PQD foi divulgada e compartilhada, através de redes sociais, emails, e outras formas de comunicação. Durante as atividades que estavam na programação de quarta-feira, houve a participação/intervenção de participantes do Fórum da Internet (evento realizado no Hangar Convenções Belém/PA, no período de 03 a 05 de setembro de 2013 http://forumdainternet.cgi.br) em parceria com o Fora do Eixo, foi realizado uma roda de conversa sobre tecnologia livre e suas dimensões, com a apresentação e debates sobre o documentário média metragem, do primeiro e segundo ano de atuação do projeto Agência de Redes para Juventude, cedido pela Geração Agência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os debates circularam por temas como: políticas públicas, distribuição de recursos do Estado e o acesso restrito à pequenos grupos, apropriação tecnológica e territorialidade, população negra e seu empoderamento nas ferramentas de comunicação e patrimônio cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Fórum da Internet'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM6.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade prática: Oficina de percussão do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As oficinas de percussão fazem parte da programação semanal do Coletivo, que acontecem todas as quartas e sextas às 19h no espaço da Casa. Trabalhando a musicalidade e ancestralidade africana com a juventude da comunidade do bairro da terra firme, fortalecendo os valores culturais africanos, a autoestima do jovem negro/a, envolvendo atividades locais que reforcem essa participação, como o Cineclube Tela Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Oficina do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 05/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 06/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Roda de conversa com Jorge Moreira: Crédito Carbono&lt;br /&gt;
* Tarde: Roda de conversa com a mediadora Maria Luiza: Mulheres Negras na Ativa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Roda de Conversa: Crédito Carbono - Quilombos e o Meio Ambiente'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversas, debates, trocas de informações sobre a seriedade do poderio territorial quilombola, das problemáticas e impactos ambientais que tem se disseminado pelas diversas áreas que fazem parte dos quilombos. O sistema se insere nas localidades mantendo o mesmo formato de atuação, sem nenhuma preocupação ou interesse de preservação, isso se dá pelo mal uso da terra, extração de matéria prima, excedendo a não conservação da vegetação, através do não plantio e manejo do solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jorge apresentou seu projeto sobre Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) e Créditos de Reposição Florestal (CRF), trata do novo código florestal LEI No 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Possibilita títulos representativos de obrigação de reserva legal em outra propriedade, as CRAs podem ser criadas em áreas com florestas existentes ou com vegetação em processo de recuperação, podem ser usadas para compensação entre imóveis rurais no mesmo bioma e estado. Já o CRF se baseia na ampliação de áreas florestadas através do plantio, como meio de compensação ao desmatamento de vegetação natural, que se dá pelo uso indevido da terra, títulos representativos de volume de matéria-prima, que permitirá que a obrigação de reposição florestal seja cumprida de modo mais eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Crédito Carbono'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa – A roda de conversa das mulheres na I Pajelança Quilombólica Digital'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Texto elaborado de forma coletiva com as Mulheres Negras da Casa Preta, cada palavra aqui colocada segue uma reflexão, vivência, &lt;br /&gt;
 e negritude feminina do que foi esse momento dentro do espaço, que somos nóis. Sarah, Suhellen, Thiane, Rubia, Mina, Bruna e Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ano de 2013 tem trazido reviravoltas ao Coletivo Casa Preta, pois pela primeira vez na breve história da entidade, um grupo de mulheres começou a pensar o lado feminino dessa negritude. Essa mobilização não é recente, é resultado de uma construção individual e coletiva que culminou nesse encontro de diferentes (e divergentes) mulheres que vivem uma realidade em comum: são negras, moradoras da periferia de Belém e combatem o racismo contra a mulher negra e contra a juventude negra brasileira. Um primeiro momento pensado pelo recém formado núcleo de mulheres, que estão começando suas caminhadas na descoberta do que é ser Mulher Negra, juntas desejando e construindo momentos como esse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos diferentes, cada uma com sua personalidade e experiências, mas o que nos aproxima é o mais importante... NÓS SONHAMOS! e não só compartilhamos os mesmos sonhos como estamos construindo coletivamente eles.&lt;br /&gt;
São meninas e mulheres guerreiras à sua maneira. Doces bárbaras (pedimos licença à referência) e com doses exageradas de meiguice e de bravura. Pela primeira vez, um momento dedicado exclusivamente ao pensamento feminino negro foi realizado no Coletivo Casa Preta durante a I Pajelança Quilombólica Digital. Nos meses e dias que antecederam o evento, muito se vivenciou. Foram meses que permitiram a vivência de dias momentos e intensos completamente dedicados ao pensamento negro, de sua memória ancestral ao afro-futurismo. &lt;br /&gt;
A rotina mudou de configuração, e essa reconfiguração nos deram mais motivos pra continuar nesse processo que vai além de uma simples formação. O desenvolvimento desse pensamento político refletirá nas ações futuras e a autoestima e a delícia do reconhecer-se passará a ser muito mais do que dizer &amp;quot;eu sou mulher e sou negra&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A roda de mulheres fez elas se conhecerem e reconhecerem pontos em comuns, colocarem os peitos na frente e falarem eu faço parte do coletivo casa preta e quero viver num mundo com muito mais pretas e talvez eu queira construir isso a partir daqui, desse espaço, mesmo não sendo aqui, eu modifiquei no ato de não quer ser mais só, e a cada dia quero ser coletivo&lt;br /&gt;
Negras na ativa, de movimento constante, de um sorriso às avessas. Núcleo, grupo... Mulheres reunidas com objetivos coletivos, que trarão dias melhores à individualidade de cada uma. Vivenciar a Pajelança e a Roda de Mulheres faz refletir e sonhar cada vez maior.&lt;br /&gt;
Proporcionou uma aproximação interna e com mulheres que são referências desses grandes sonhos. São aprendizados recebidos no simples sorrir da mais velha e de suas sábias palavras, da que veio ‘apenas’ pelo viver, daquela que naturalmente se achega pela vontade de estar. &lt;br /&gt;
Reunir tantas e diferentes mulheres numa roda foi uma experiência que nos encheu os olhos e os desejos de grandes sonhos, de vários planos, quantas demandas e assuntos foram pensados depois dessas trocas de saber com carinhosas palavras e sorrisos. Cada uma com sua história e sua vida exposta num círculo que se acolhe e que se entende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvir das mais velhas o significado de nossas histórias, tradições e representações das mulheres que foram um tanto do que somos hoje, entender que cada processo tem suas dores e amores, que o aprendizado é constante, mas que o ser &amp;quot;eu mulher negra&amp;quot; é uma identidade que se constrói e reconstrói interruptamente sempre que enxergamos no espelho a nossa própria alma negra, resultado dessas tantas que nos antecederam.&lt;br /&gt;
Foi a primeira de muitas rodas, onde todas e todos (os homens também participaram da roda) para a construção, formação e identidade, do respeito das diversidade humanas na luta ao excluir o racismo e preconceito. Diálogos sobre a relação Mulheres negras e o feminismo, onde até mesmo dentro de um movimento &amp;quot;libertário&amp;quot; a mulher negra ainda assim, sofre preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A casa preta, todos os núcleos e pessoas que a compõem de uma certa forma se modificaram, a casa e alguns seres esteticamente, outros mentalmente, e até de forma comportamental essa pajelança fez mudar.&lt;br /&gt;
Muitas coisas ainda virão, essa roda de conversa foi um primeiro passo.&lt;br /&gt;
Uma roda linda, ancestralidade aflorada na prática da oralidade. Uma Griôt (Maria Luiza Nunes – Movimento de Mulheres Negras, Cedenpa e Rede Fulanas) compartilhando memórias, aguçando nossas pesquisas, orientando e alimentando nossas lutas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''UBUNTU! &amp;quot;Eu sou o que sou pelo que nós somos!&amp;quot;'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa, somos todas nós!'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Roda de Mulheres'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas6.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas7.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas8.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 07/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã e Tarde: Conclusão da construção do BARRACÃO&lt;br /&gt;
* Noite: Finalizando as atividades da Pajelança, com o Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu na Terra Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Construção do BARRACÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das principais metas de produção e organização para a Pajelança (e para a auto-estima do Coletivo) era de reconstruir  o barracão da Casa, pois desse espaço dependeriam muitas atividades daquela semana e futuramente para realização de oficinas, cineclubes, rodas de conversa, entre outras ações. A preparação pra reconstrução começou na manhã do sábado, dia 31/08, com a compra da primeira parte do material (telhas, madeira, cimento) e com a derrubada do barracão velho. Estavam pela Casa as pretas: Suh, Bruna, Sarah, Mina, Thiane e Alessandra e os pretos Perna, Lamar, Guinê, Fábio e Jonatha (o Venezuela). Além da reforma do barracão, atividades de organização, produção e planejamento foram desenvolvidas pelo núcleo de mulheres do Coletivo, que também providenciaram a alimentação e articulando uma parte da verba pra comprar o material do barracão. A atividade durou o dia todo, com as atividades encerrando no anoitecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, domingo, dia 01/09 o mutirão pra levantar o barracão continuou, inclusive com aquisição de mais materiais e com a  mobilização de mais pessoas pra colaborar na atividade, rapazes da comunidade se juntaram aos rapazes do Coletivo pra ajudar a acelerar o processo. Do mesmo jeito que sábado, a atividade durou o dia todo e encerrou de noite. Apenas nesse dia foi possível detectar que a reforma não acabaria no prazo idealizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 02/09, segunda-feira, terceiro e último dia de reconstrução do barracão, foi comprada a última parte do material. Esta etapa contou com a participação de todos do Coletivo, direta ou indiretamente envolvidos na atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 03/09, terça-feira, já com a Pajelança iniciando suas primeiras atividades, a construção do barracão continuou atravessando o dia, passando a ser agora alternada entre as atividades e com rodízio de mão de obra e só acabou dia 07/09, último dia da Pajelança e fora de todo o planejamento. Mas a estrutura nova ficou muito boa e melhorou bastante a auto-estima da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Barracão'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: TAMBOR.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''&amp;lt;big&amp;gt;Vídeo da Pajelança Quilombólica Digital Coletivo Casa Preta&amp;lt;/big&amp;gt;''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravado e editado por PC (AfroSul-Odomode Núcleo Sul)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#widget:YouTube|id=Vfg56T7A7Xc}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/PAJELANÇA CASA PRETA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA"/>
				<updated>2013-11-15T12:35:43Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Dia: 04/09 */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Pajelança Casa Preta''' &amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:PQD CASA PRETA.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  '''''&amp;quot;Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun'''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Orisá'''''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun Babá&amp;quot;''''' (Mãe Nalva)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Todas as folhas tem o poder de curar. ''&lt;br /&gt;
''Todas as folhas dos orixás tem o poder de curar&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Rede Mocambos e o Coletivo Casa Preta na perspectiva de garantir para essas comunidades a sua cultura, os seus costumes, a resignificação e o protagonismo da própria história, convida amigas e amigos para participar da “Pajelança Quilombólica Digital”, que objetiva fortalecer o conhecimento e empoderamento do saber livre a partir da visão africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da semana, serão realizadas rodas de conversa, oficinas de vídeo, apropriação tecnológica, tambores, herbário e um dia dedicado ao debate sobre ser '''Mulher preta na ativa''' com a juventude feminina da Casa Preta convidando as mulheres pretas que inspiram suas lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pajelança Quilombólica Digital será realizada no período de 1 a 7 de setembro na sede do Coletivo Casa Preta que fica na rua Roso Danin, 780, entre 2ª de Queluz e Juvenal Cordeiro, no bairro Canudos-Terra Firme, em Belém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Programação Flutuante ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dia || Base || Atividade || Justificativa || Convidado&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:31/08 || Casa Preta || Levantando nosso barracão || Espaço na Casa para realizar nossas ações, oficinas, cineclubes, rodas de conversa... || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Domingo dia:01/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Roletar pelo bairro e visitar as pessoas que estão na luta || Facilitadores Lamar e Guine&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Segunda dia:02/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Hospedar a galera que estará colando para a pajelança || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Terça dia:03/09 || Casa Preta e Fórum ('''manhã''') / Terreiro de Mãe Nalva de Oxum ('''tarde''') ||'''Manhã:''' Organização da pajelança e credenciamento de quem veio pelo fórum / '''Tarde:''' Roda de conversa sobre herbário, catalogação de ervas, propriedades medicinais e espirituais, sabedoria ancestral || Dar continuidade e fluidez no processo da pajelança / O Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi já possuem trabalho dentro na ilha: Projeto O Jardim Botânico Vai à Escola.Não temos terra na Casa Preta, nem um quiombo tão próximo. || Mãe Nalva/ Helena Quadros (Museu Emilio Goeldi)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quarta dia:04/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum e Casa Preta|| Roda de conversa (Casa Preta e terreiro): Apropriação tecnológica / Atividade Prática (Mãe Nalva de Oxum): Triagem de máquinas, montagem do telecentro no terreiro / Montagem da Rádio na Casa Preta(transmissão diária durante o evento), Oficina de percussão do Afro Bloco Firme || Forum de Intenet Paralelo do ponto de vista do Gueto e dos Pretos, a idéia é hackear o encontro. Mas não pensamos em desfocar das atividades da pajelança e marcar território no evento. Abrir e dar espaço para o uso e manuseio de máquinas, a partir da apropriação preta tecnológica, telecentro sem internet, mas com maquinário e programas off line disponíveis. || Dj.RG/ Milson/ Ronaldo Eli/ Gilvan&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quinta dia:05/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum || Cont. Apropriação tecnológica / Oficina de vídeo: captação e edição de imagens || Apropriação de ferramentas para registro e diversas formas de documentar momentos, histórias, vivências das comunidades || Dj.RG/ Duda Livre&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sexta dia:06/09 || Casa Preta || Rodas de conversa: Crédito carbono / Mulher na ativa / Atividade prática: oficina de tambor &amp;quot;mulher&amp;quot; || Poucas pessoas e principalmente poucos Quilombolas sabem o que é Crédito Carbono, Jorge conhece bem o assunto e poderia deixar nítido os benefícios e os problemas com o crédito carbono / Na Casa Preta desde o começo do ano tem se conversado sobre um nucleo de Mulheres, e uma ação dentro da Pajelança poderia vir a fortacer essa iniciativa. || Jorge POA/ Maria Luiza/ Duda Sousa&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:07/09 || '''manhã:''' Casa Preta / '''noite:''' Jabatiteua (Terra Firme) || '''manhã:''' Limpeza do barracão pronto/ intervenções/ ''' noite:''' Tambor de Crioula || vida nova ao barracão/ atividades livres/ interação e vivências com a comunidade || Tod@s/ Filhos e amigos de Cururupu (tambor de crioula)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dias: 31, 01 e 02==&lt;br /&gt;
Acolhida e construção do barracão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 03/09==&lt;br /&gt;
* Manhã: Continuação da construção do barracão, credenciamento das pessoas que vieram pelo fórum de internet.&lt;br /&gt;
* Tarde: Atividade no terreiro de Mãe Nalva: Roda de Conversa sobre herbário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Relatos, Contribuições, Participações:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''-Abertura: apresentação dos participantes''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Mãe Nalva:''' Herbário sei que vem de folha, e de folha eu conheço e falo &amp;quot;macumbalmente&amp;quot;(risos). Explica sua relação com as folhas, ervas, de forma espiritual.&lt;br /&gt;
Ressalta a importância dessa preservação, cita exemplos em que a essa relação de culturas e desrespeito, se sobressai sobre nossos valores, mistificando as ervas e suas propriedades espirituais. Relata sobre algumas dificuldades sobre a religiosidade (candomblé) na área urbana, das questões de territorialidade.&lt;br /&gt;
Teve uma conversa com um professor sobre ervas, e relata a importância dessas questões para a comunidade, exemplifica as formas de cura através das ervas (furada de prego se cura com cebola, para cortes, tombos se cura com óleo de copaíba, etc...), relata que essas tradições fazem parte da sua vida desde à infância, de como sua avó manuseava essas ervas, essas folhas, de tratar a família pela cura das ervas e óleos naturais (copaíba e andiroba).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala da parteira, da sua própria vida como parteira, da forma de como &amp;quot;puxar a barriga&amp;quot;, de como essas histórias são antigas e estão se perdendo, o aprendizado ancestral, a sensibilidade.&lt;br /&gt;
Descreve que &amp;quot;catinga de mulata&amp;quot; é uma erva de Oxum, que é a protetora do útero, de como esses princípios ativos dessa erva se relaciona diretamente com a maternidade.&lt;br /&gt;
Afirma a importância desses saberes ancestrais, como a academia poderia contribuir com essa troca, saber ancestral (tradição e espiritualidade) e técnico (propriedades físicas, uso de ferramentas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Don Perna:''' Explica a relação da Rede Mocambos e Coletivo Casa Preta, sobre a ancestralidade, tecnologia, africanidade no que remete à tradição. A importância de reconstruir essas relações entre comunidades e saberes, como uma forma de preservar a nossa história.&lt;br /&gt;
Apresenta e agradece a participação das pessoas, dessa troca entre terreiro (comunidade) e academia (museu Emílio Goeldi e Ponto de Memória da terra firme).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressalta que é fundamental esses momentos nos lugares e nas pessoas, de falar de plantas, de terra, de tambor, e que esse processo de aprendizagem é o primeiro plantio dentro das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse momento de roda de conversa onde a comunidad einterage, se comunica, se articula, são as primeiras sementes que migrarão em outras rodas, que reconecta e resignifica à nossa ancestralidade.&lt;br /&gt;
Pauta à questão da lei 10.639, em que o conhecimento ancestral e quanto a tradição, se aplica uma forma de trabalhar a &amp;quot;humanização (a África somos nóis)&amp;quot; nas escolas, é importante tratar essas questões para que as trocas de conhecimentos não sejam desvirtuados dos valores ancestrais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Helena Quadros:''' Relata o início do projeto do Ponto de Memória da terra firme, da importância desse movimento de históricos, que retratasse a vida, cotidiano e perfis dessa comunidade.&lt;br /&gt;
Destaca às dificuldades de manter as atividades que envolvam as comunidades, à conquista de pesquisas que abraçassem essa causa, que em 2009 surge no Brasil o projeto &amp;quot;Ponto de Memmória&amp;quot; e, na época de Mário Chagas estava à frente do processo, através das lutas das pessoas da comunidade da terra firme, foi conseguido uma premiação pelas mulheres da terra firme.&lt;br /&gt;
Para a efetivação do espaço do ponto de memória, ainda que sem recursos, foram elaboradas cartilhas, exposições...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere como estratégia de trabalho ''mapear os pontos de cultura'', ''uma cartografia'', ''um mapa artístico e cultural''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afirma como um ponto forte de espaço o Museu Emílio Goeldi (parceria estratégica), para a realização desses trabalhos. Quer levar informações sobre o herbário, para tratar das pesquisas e questões de nossos interesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Milson:''' Fala da apropriação sobre nossos saberes, das propriedades que temos em nossas ervas, nossos frutos nossas práticas, de como esses conhecimentos se perdem e se desvirtuam das nossas vivências e protagonizações. Descreve um exemplo das práticas de terreiro e da importância do plantio das folhas de axé, como as atividades que são internas nos terreiros são de forma desreipeitosa documentados, através de fotos, vídeos e áudios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guine:''' Explica do que se trata a Pajelança, que vem a partir de um projeto junto a Seppir, envolve também outros projetos como telecentros BR, núcleos de formação continuada, e demais projetos ligados à Rede Mocambos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere de que forma podemos trabalhar essas informações, ''criar espaços digitais onde se coloque essas informações'', e como seriam utilizadas para a comunicação com as comunidades. De como seria a utilização e construção dessas ferramentas no processo físico, tecnológico, mapeado, cartografado, espiritualizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta da Rede Mocambos é construir esse herbário, no objetivo de quebrar essas fronteiras territoriais, como uma forma de garantir que esses conhecimentos possam se expandir, e se compartilhar nas comunidades.&lt;br /&gt;
A relação do direito à terra e a água, dentro de tudo que foi falado, onde se assegure os espaços de garantir às nossas tradições. Que se possa plantar e manusear as ervas, a cultura, o saber...&lt;br /&gt;
Quando se fala da relação do uso de ferramentas tecnológicas, acadêmicas, ancestrais, é de extrema importância se ter a apropriação e garantia dessas terras, através da semente preservar essa memória, que se tem perdido nos quilombos, nas comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Ronaldo Eli:''' Como reflexão, descreve a questão de como esse nosso conhecimento é apropriado, cooptado.&lt;br /&gt;
Um fundamento/conhecimento da gente é um movimento, que sem esse movimento não faria sentido, que o saber ancestral é uma propriedade que não desapropria, independente de tercerizações de nossas experiências.&lt;br /&gt;
Fortalecer os aspectos fundamentais dos nossos saberes, descreve sua vida e vivência no terreiro, como filho de santo de Mãe Beth de Oxum, que o cuidado é essencialmente feminino quando toma como referência à Oxum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere uma ''forma de pensar em como essas mulheres, comunidades, movimentos, podem trocar e viver esses saberes'', que vai além do espaço físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Chicona:''' Descreve sua satisfação por estar nesse momento, na roda de conversa. Que é muito importante para resgatar os valores e saberes que estão se perdendo, e essa troca de informações fortalecem nossas relações e aprendizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Lamartine:''' Fala que na construção desse &amp;quot;herbário&amp;quot; que talvez nem seja um nome que contemple as casas de santo, a africanidade. Ressalta que se racializa e  empreteça a botânica, através de uma troca de experiências com diversos setores, onde o resgate ancestral seja à partir das plantas, que remetem e muito nossas raízes africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: O poder das Ervas'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 04/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Apropriação Tecnológica na Casa Preta e Terreiro de Mãe Nalva&lt;br /&gt;
* Tarde: Montagem do Telecentro no terreiro, montagem da Rádio na Casa Preta&lt;br /&gt;
* Noite: Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil, Oficina de percussão do afro Bloco Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Apropriação Tecnológica'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina iniciada na Casa Preta, mediada por Milson Oniletó: uma breve conversa sobre tecnologia em software livre, baseada na filosofia Ubuntu. Foram citadas e demonstradas as ferramentas livre de uso da rede (wiki - elaboração de textos, mapa - localização de pontos distribuídos por categorias e informes locais com breves relatos, portal - galeria de fotos e vídeos), como formas de comunicação coletiva, através da troca de informações entre comunidades, na construção de acervos e produção de conteúdos desenvolvidos coletivamente. As ferramentas possibilitam o fortalecimento de valores culturais e históricos, resgatando o protagonismo de comunidades quilombolas, cada uma com sua especifidade, cada uma com sua cultura e seus costumes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum: Atividade prática com triagem de máquinas e instalação do Telecentro, com a presença de Mãe Nalva e a juventude de terreiro do seu Ilê, Duda Livre e Luah Sampaio (terreiro de Nangetu) colaboradores do Coletivo, instalação mediada por Milson, Reginaldo (Dj RG), Ronaldo Eli . tendo disponíveis para instalação 11 computadores, mesas, cadeiras, data show, espaço do próprio terreiro, sem antena e conexão de internet. O Telecentro estava inativo por volta de 3 anos, a parceria junto ao Coletivo Casa Preta e rede mocambos tem desenvolvido atividades como rodas de conversa, para dialogar sobre políticas públicas, projetos culturais e de formação, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Apropriação Tecnológia/Telecentro'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade Prática: Montagem da RÁDIO e transmissão livre (web e FM)'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Material e ferramentas utilizadas: 1 transmissor de fm, 1 modulador de estereo, uma mesa de som de 8 canais, 1 cabo de antena de 30 metros, 1 Antena Base Vhf Plano Terra 1/4 De Onda Para Tarnsmissor Fm. manejo de equipamentos, transmissão de informações, alem produçao de áudio e sua divulgaçao livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Programação Flutuante da Pajelança a montagem da rádio ocorreria no sábado, dia que conseguimos comprar uma parte do material para a fundação do barracão, desde o inicio fi programada a transmissão de tudo o que ocorreria dentro da programação flutuante pela rádio, por tanto a primeira ação de fato seria com a ACIYOMI, o Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum. Mas não foi possível a montagem da rádio no terreiro, devido à falta de alguns equipamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No horário da manhã os responsáveis por levantar a antena e tocar a rádio em conjunto com o nosso colaborador Gilvan se dividiram nas atividades praticas de apropriação tecnológica e na construção do barracão. O levante da rádio começou com um sol apino de uma tarde de quarta, Ronaldo Eli e Gilvan aderiram a ideia de Guinê de amarrar a antena numa pernamanca grande e coloca-la de alguma forma na caixa d'água, enquanto isso acontecia PC ligava os cabos e conectores na mesa de som de 8 canais cedida pela Rádio FM Cabana, esperando a subida da antena para poder testar e colocar no ar, a antena subiu com uma certa dificuldade por conta do peso e da amarração que foi feita, o cabo de antena foi conectado então foi ao ar a Rádio Livre Aqualtune através da frequência 90.9Mhz transmitindo as atividades da Pajelança Quilombólica Digital e música preta além de programas como o &amp;quot;Disgestivo&amp;quot; que foi ao ar todos os dias após o almoço, com a participação dos oficineiros e participantes, relatando experiências e conteúdos das oficinas, e também para os ouvintes saberem tudo o que aconteceu durante os horários da manhã e tarde nas atividades da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira transmissão ao vivo e online foi da oficina livre de percussão do Bloco Afro Firme, atividade que já fazia parte da programação semanal do Coletivo Casa Preta, ocorre toda quarta e sexta no espaço da Casa. Ronaldo, Guinê e Gilvan fizeram a gravação para a radio, PC gravou um vídeo e tirou algumas fotos junto com Milson, ao fim da oficina a rádio voltou a programação de músicas pretas.&lt;br /&gt;
As transmissões duravam as 24h todos os dias, dividido nas programações da Pajelança e repertórios musicais diversos, em especial música preta. A rádio foi uma das formas de comunicação, apropriação de ferramentas para registro, captação, documentários, relatos, a vivência e contar sua historia e participação na Pajelança e o próprio cotidiano no coletivo. O Barracão continuava ao som da rádio Aqualtune que saia das caixinhas de som que era conectada a um celular nas ondas da 90,9 FM, enquanto que com outro grupo pequeno eram desenvolvidas praticas de apropriação das ferramentas da rede. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Rádio Aqualtune/FM Cabana'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil''' e '''Oficina de percussão do Afro Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PQD foi divulgada e compartilhada, através de redes sociais, emails, e outras formas de comunicação. Durante as atividades que estavam na programação de quarta-feira, houve a participação/intervenção de participantes do Fórum da Internet (evento realizado no Hangar Convenções Belém/PA, no período de 03 a 05 de setembro de 2013 http://forumdainternet.cgi.br) em parceria com o Fora do Eixo, foi realizado uma roda de conversa sobre tecnologia livre e suas dimensões, com a apresentação e debates sobre o documentário média metragem, do primeiro e segundo ano de atuação do projeto Agência de Redes para Juventude, cedido pela Geração Agência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os debates circularam por temas como: políticas públicas, distribuição de recursos do Estado e o acesso restrito à pequenos grupos, apropriação tecnológica e territorialidade, população negra e seu empoderamento nas ferramentas de comunicação e patrimônio cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Fórum da Internet'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM6.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade prática: Oficina de percussão do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As oficinas de percussão fazem parte da programação semanal do Coletivo, que acontecem todas as quartas e sextas às 19h no espaço da Casa. Trabalhando a musicalidade e ancestralidade africana com a juventude da comunidade do bairro da terra firme, fortalecendo os valores culturais africanos, a autoestima do jovem negro/a, envolvendo atividades locais que reforcem essa participação, como o Cineclube Tela Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Oficina do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 05/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 06/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Roda de conversa com Jorge Moreira: Crédito Carbono&lt;br /&gt;
* Tarde: Roda de conversa com a mediadora Maria Luiza: Mulheres Negras na Ativa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Roda de Conversa: Crédito Carbono - Quilombos e o Meio Ambiente'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversas, debates, trocas de informações sobre a seriedade do poderio territorial quilombola, das problemáticas e impactos ambientais que tem se disseminado pelas diversas áreas que fazem parte dos quilombos. O sistema se insere nas localidades mantendo o mesmo formato de atuação, sem nenhuma preocupação ou interesse de preservação, isso se dá pelo mal uso da terra, extração de matéria prima, excedendo a não conservação da vegetação, através do não plantio e manejo do solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jorge apresentou seu projeto sobre Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) e Créditos de Reposição Florestal (CRF), trata do novo código florestal LEI No 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Possibilita títulos representativos de obrigação de reserva legal em outra propriedade, as CRAs podem ser criadas em áreas com florestas existentes ou com vegetação em processo de recuperação, podem ser usadas para compensação entre imóveis rurais no mesmo bioma e estado. Já o CRF se baseia na ampliação de áreas florestadas através do plantio, como meio de compensação ao desmatamento de vegetação natural, que se dá pelo uso indevido da terra, títulos representativos de volume de matéria-prima, que permitirá que a obrigação de reposição florestal seja cumprida de modo mais eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Crédito Carbono'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa – A roda de conversa das mulheres na I Pajelança Quilombólica Digital'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Texto elaborado de forma coletiva com as Mulheres Negras da Casa Preta, cada palavra aqui colocada segue uma reflexão, vivência, &lt;br /&gt;
 e negritude feminina do que foi esse momento dentro do espaço, que somos nóis. Sarah, Suhellen, Thiane, Rubia, Mina, Bruna e Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ano de 2013 tem trazido reviravoltas ao Coletivo Casa Preta, pois pela primeira vez na breve história da entidade, um grupo de mulheres começou a pensar o lado feminino dessa negritude. Essa mobilização não é recente, é resultado de uma construção individual e coletiva que culminou nesse encontro de diferentes (e divergentes) mulheres que vivem uma realidade em comum: são negras, moradoras da periferia de Belém e combatem o racismo contra a mulher negra e contra a juventude negra brasileira. Um primeiro momento pensado pelo recém formado núcleo de mulheres, que estão começando suas caminhadas na descoberta do que é ser Mulher Negra, juntas desejando e construindo momentos como esse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos diferentes, cada uma com sua personalidade e experiências, mas o que nos aproxima é o mais importante... NÓS SONHAMOS! e não só compartilhamos os mesmos sonhos como estamos construindo coletivamente eles.&lt;br /&gt;
São meninas e mulheres guerreiras à sua maneira. Doces bárbaras (pedimos licença à referência) e com doses exageradas de meiguice e de bravura. Pela primeira vez, um momento dedicado exclusivamente ao pensamento feminino negro foi realizado no Coletivo Casa Preta durante a I Pajelança Quilombólica Digital. Nos meses e dias que antecederam o evento, muito se vivenciou. Foram meses que permitiram a vivência de dias momentos e intensos completamente dedicados ao pensamento negro, de sua memória ancestral ao afro-futurismo. &lt;br /&gt;
A rotina mudou de configuração, e essa reconfiguração nos deram mais motivos pra continuar nesse processo que vai além de uma simples formação. O desenvolvimento desse pensamento político refletirá nas ações futuras e a autoestima e a delícia do reconhecer-se passará a ser muito mais do que dizer &amp;quot;eu sou mulher e sou negra&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A roda de mulheres fez elas se conhecerem e reconhecerem pontos em comuns, colocarem os peitos na frente e falarem eu faço parte do coletivo casa preta e quero viver num mundo com muito mais pretas e talvez eu queira construir isso a partir daqui, desse espaço, mesmo não sendo aqui, eu modifiquei no ato de não quer ser mais só, e a cada dia quero ser coletivo&lt;br /&gt;
Negras na ativa, de movimento constante, de um sorriso às avessas. Núcleo, grupo... Mulheres reunidas com objetivos coletivos, que trarão dias melhores à individualidade de cada uma. Vivenciar a Pajelança e a Roda de Mulheres faz refletir e sonhar cada vez maior.&lt;br /&gt;
Proporcionou uma aproximação interna e com mulheres que são referências desses grandes sonhos. São aprendizados recebidos no simples sorrir da mais velha e de suas sábias palavras, da que veio ‘apenas’ pelo viver, daquela que naturalmente se achega pela vontade de estar. &lt;br /&gt;
Reunir tantas e diferentes mulheres numa roda foi uma experiência que nos encheu os olhos e os desejos de grandes sonhos, de vários planos, quantas demandas e assuntos foram pensados depois dessas trocas de saber com carinhosas palavras e sorrisos. Cada uma com sua história e sua vida exposta num círculo que se acolhe e que se entende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvir das mais velhas o significado de nossas histórias, tradições e representações das mulheres que foram um tanto do que somos hoje, entender que cada processo tem suas dores e amores, que o aprendizado é constante, mas que o ser &amp;quot;eu mulher negra&amp;quot; é uma identidade que se constrói e reconstrói interruptamente sempre que enxergamos no espelho a nossa própria alma negra, resultado dessas tantas que nos antecederam.&lt;br /&gt;
Foi a primeira de muitas rodas, onde todas e todos (os homens também participaram da roda) para a construção, formação e identidade, do respeito das diversidade humanas na luta ao excluir o racismo e preconceito. Diálogos sobre a relação Mulheres negras e o feminismo, onde até mesmo dentro de um movimento &amp;quot;libertário&amp;quot; a mulher negra ainda assim, sofre preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A casa preta, todos os núcleos e pessoas que a compõem de uma certa forma se modificaram, a casa e alguns seres esteticamente, outros mentalmente, e até de forma comportamental essa pajelança fez mudar.&lt;br /&gt;
Muitas coisas ainda virão, essa roda de conversa foi um primeiro passo.&lt;br /&gt;
Uma roda linda, ancestralidade aflorada na prática da oralidade. Uma Griôt (Maria Luiza Nunes – Movimento de Mulheres Negras, Cedenpa e Rede Fulanas) compartilhando memórias, aguçando nossas pesquisas, orientando e alimentando nossas lutas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''UBUNTU! &amp;quot;Eu sou o que sou pelo que nós somos!&amp;quot;'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa, somos todas nós!'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Roda de Mulheres'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas6.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas7.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas8.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 07/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã e Tarde: Conclusão da construção do BARRACÃO&lt;br /&gt;
* Noite: Finalizando as atividades da Pajelança, com o Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu na Terra Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Construção do BARRACÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das principais metas de produção e organização para a Pajelança (e para a auto-estima do Coletivo) era de reconstruir  o barracão da Casa, pois desse espaço dependeriam muitas atividades daquela semana e futuramente para realização de oficinas, cineclubes, rodas de conversa, entre outras ações. A preparação pra reconstrução começou na manhã do sábado, dia 31/08, com a compra da primeira parte do material (telhas, madeira, cimento) e com a derrubada do barracão velho. Estavam pela Casa as pretas: Suh, Bruna, Sarah, Mina, Thiane e Alessandra e os pretos Perna, Lamar, Guinê, Fábio e Jonatha (o Venezuela). Além da reforma do barracão, atividades de organização, produção e planejamento foram desenvolvidas pelo núcleo de mulheres do Coletivo, que também providenciaram a alimentação e articulando uma parte da verba pra comprar o material do barracão. A atividade durou o dia todo, com as atividades encerrando no anoitecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, domingo, dia 01/09 o mutirão pra levantar o barracão continuou, inclusive com aquisição de mais materiais e com a  mobilização de mais pessoas pra colaborar na atividade, rapazes da comunidade se juntaram aos rapazes do Coletivo pra ajudar a acelerar o processo. Do mesmo jeito que sábado, a atividade durou o dia todo e encerrou de noite. Apenas nesse dia foi possível detectar que a reforma não acabaria no prazo idealizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 02/09, segunda-feira, terceiro e último dia de reconstrução do barracão, foi comprada a última parte do material. Esta etapa contou com a participação de todos do Coletivo, direta ou indiretamente envolvidos na atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 03/09, terça-feira, já com a Pajelança iniciando suas primeiras atividades, a construção do barracão continuou atravessando o dia, passando a ser agora alternada entre as atividades e com rodízio de mão de obra e só acabou dia 07/09, último dia da Pajelança e fora de todo o planejamento. Mas a estrutura nova ficou muito boa e melhorou bastante a auto-estima da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Barracão'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: TAMBOR.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''&amp;lt;big&amp;gt;Vídeo da Pajelança Quilombólica Digital Coletivo Casa Preta&amp;lt;/big&amp;gt;''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravado e editado por PC (AfroSul-Odomode Núcleo Sul)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#widget:YouTube|id=Vfg56T7A7Xc}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/PAJELANÇA CASA PRETA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA"/>
				<updated>2013-11-15T12:26:58Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Dia: 04/09 */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Pajelança Casa Preta''' &amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:PQD CASA PRETA.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  '''''&amp;quot;Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun'''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Orisá'''''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun Babá&amp;quot;''''' (Mãe Nalva)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Todas as folhas tem o poder de curar. ''&lt;br /&gt;
''Todas as folhas dos orixás tem o poder de curar&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Rede Mocambos e o Coletivo Casa Preta na perspectiva de garantir para essas comunidades a sua cultura, os seus costumes, a resignificação e o protagonismo da própria história, convida amigas e amigos para participar da “Pajelança Quilombólica Digital”, que objetiva fortalecer o conhecimento e empoderamento do saber livre a partir da visão africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da semana, serão realizadas rodas de conversa, oficinas de vídeo, apropriação tecnológica, tambores, herbário e um dia dedicado ao debate sobre ser '''Mulher preta na ativa''' com a juventude feminina da Casa Preta convidando as mulheres pretas que inspiram suas lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pajelança Quilombólica Digital será realizada no período de 1 a 7 de setembro na sede do Coletivo Casa Preta que fica na rua Roso Danin, 780, entre 2ª de Queluz e Juvenal Cordeiro, no bairro Canudos-Terra Firme, em Belém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Programação Flutuante ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dia || Base || Atividade || Justificativa || Convidado&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:31/08 || Casa Preta || Levantando nosso barracão || Espaço na Casa para realizar nossas ações, oficinas, cineclubes, rodas de conversa... || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Domingo dia:01/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Roletar pelo bairro e visitar as pessoas que estão na luta || Facilitadores Lamar e Guine&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Segunda dia:02/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Hospedar a galera que estará colando para a pajelança || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Terça dia:03/09 || Casa Preta e Fórum ('''manhã''') / Terreiro de Mãe Nalva de Oxum ('''tarde''') ||'''Manhã:''' Organização da pajelança e credenciamento de quem veio pelo fórum / '''Tarde:''' Roda de conversa sobre herbário, catalogação de ervas, propriedades medicinais e espirituais, sabedoria ancestral || Dar continuidade e fluidez no processo da pajelança / O Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi já possuem trabalho dentro na ilha: Projeto O Jardim Botânico Vai à Escola.Não temos terra na Casa Preta, nem um quiombo tão próximo. || Mãe Nalva/ Helena Quadros (Museu Emilio Goeldi)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quarta dia:04/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum e Casa Preta|| Roda de conversa (Casa Preta e terreiro): Apropriação tecnológica / Atividade Prática (Mãe Nalva de Oxum): Triagem de máquinas, montagem do telecentro no terreiro / Montagem da Rádio na Casa Preta(transmissão diária durante o evento), Oficina de percussão do Afro Bloco Firme || Forum de Intenet Paralelo do ponto de vista do Gueto e dos Pretos, a idéia é hackear o encontro. Mas não pensamos em desfocar das atividades da pajelança e marcar território no evento. Abrir e dar espaço para o uso e manuseio de máquinas, a partir da apropriação preta tecnológica, telecentro sem internet, mas com maquinário e programas off line disponíveis. || Dj.RG/ Milson/ Ronaldo Eli/ Gilvan&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quinta dia:05/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum || Cont. Apropriação tecnológica / Oficina de vídeo: captação e edição de imagens || Apropriação de ferramentas para registro e diversas formas de documentar momentos, histórias, vivências das comunidades || Dj.RG/ Duda Livre&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sexta dia:06/09 || Casa Preta || Rodas de conversa: Crédito carbono / Mulher na ativa / Atividade prática: oficina de tambor &amp;quot;mulher&amp;quot; || Poucas pessoas e principalmente poucos Quilombolas sabem o que é Crédito Carbono, Jorge conhece bem o assunto e poderia deixar nítido os benefícios e os problemas com o crédito carbono / Na Casa Preta desde o começo do ano tem se conversado sobre um nucleo de Mulheres, e uma ação dentro da Pajelança poderia vir a fortacer essa iniciativa. || Jorge POA/ Maria Luiza/ Duda Sousa&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:07/09 || '''manhã:''' Casa Preta / '''noite:''' Jabatiteua (Terra Firme) || '''manhã:''' Limpeza do barracão pronto/ intervenções/ ''' noite:''' Tambor de Crioula || vida nova ao barracão/ atividades livres/ interação e vivências com a comunidade || Tod@s/ Filhos e amigos de Cururupu (tambor de crioula)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dias: 31, 01 e 02==&lt;br /&gt;
Acolhida e construção do barracão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 03/09==&lt;br /&gt;
* Manhã: Continuação da construção do barracão, credenciamento das pessoas que vieram pelo fórum de internet.&lt;br /&gt;
* Tarde: Atividade no terreiro de Mãe Nalva: Roda de Conversa sobre herbário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Relatos, Contribuições, Participações:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''-Abertura: apresentação dos participantes''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Mãe Nalva:''' Herbário sei que vem de folha, e de folha eu conheço e falo &amp;quot;macumbalmente&amp;quot;(risos). Explica sua relação com as folhas, ervas, de forma espiritual.&lt;br /&gt;
Ressalta a importância dessa preservação, cita exemplos em que a essa relação de culturas e desrespeito, se sobressai sobre nossos valores, mistificando as ervas e suas propriedades espirituais. Relata sobre algumas dificuldades sobre a religiosidade (candomblé) na área urbana, das questões de territorialidade.&lt;br /&gt;
Teve uma conversa com um professor sobre ervas, e relata a importância dessas questões para a comunidade, exemplifica as formas de cura através das ervas (furada de prego se cura com cebola, para cortes, tombos se cura com óleo de copaíba, etc...), relata que essas tradições fazem parte da sua vida desde à infância, de como sua avó manuseava essas ervas, essas folhas, de tratar a família pela cura das ervas e óleos naturais (copaíba e andiroba).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala da parteira, da sua própria vida como parteira, da forma de como &amp;quot;puxar a barriga&amp;quot;, de como essas histórias são antigas e estão se perdendo, o aprendizado ancestral, a sensibilidade.&lt;br /&gt;
Descreve que &amp;quot;catinga de mulata&amp;quot; é uma erva de Oxum, que é a protetora do útero, de como esses princípios ativos dessa erva se relaciona diretamente com a maternidade.&lt;br /&gt;
Afirma a importância desses saberes ancestrais, como a academia poderia contribuir com essa troca, saber ancestral (tradição e espiritualidade) e técnico (propriedades físicas, uso de ferramentas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Don Perna:''' Explica a relação da Rede Mocambos e Coletivo Casa Preta, sobre a ancestralidade, tecnologia, africanidade no que remete à tradição. A importância de reconstruir essas relações entre comunidades e saberes, como uma forma de preservar a nossa história.&lt;br /&gt;
Apresenta e agradece a participação das pessoas, dessa troca entre terreiro (comunidade) e academia (museu Emílio Goeldi e Ponto de Memória da terra firme).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressalta que é fundamental esses momentos nos lugares e nas pessoas, de falar de plantas, de terra, de tambor, e que esse processo de aprendizagem é o primeiro plantio dentro das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse momento de roda de conversa onde a comunidad einterage, se comunica, se articula, são as primeiras sementes que migrarão em outras rodas, que reconecta e resignifica à nossa ancestralidade.&lt;br /&gt;
Pauta à questão da lei 10.639, em que o conhecimento ancestral e quanto a tradição, se aplica uma forma de trabalhar a &amp;quot;humanização (a África somos nóis)&amp;quot; nas escolas, é importante tratar essas questões para que as trocas de conhecimentos não sejam desvirtuados dos valores ancestrais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Helena Quadros:''' Relata o início do projeto do Ponto de Memória da terra firme, da importância desse movimento de históricos, que retratasse a vida, cotidiano e perfis dessa comunidade.&lt;br /&gt;
Destaca às dificuldades de manter as atividades que envolvam as comunidades, à conquista de pesquisas que abraçassem essa causa, que em 2009 surge no Brasil o projeto &amp;quot;Ponto de Memmória&amp;quot; e, na época de Mário Chagas estava à frente do processo, através das lutas das pessoas da comunidade da terra firme, foi conseguido uma premiação pelas mulheres da terra firme.&lt;br /&gt;
Para a efetivação do espaço do ponto de memória, ainda que sem recursos, foram elaboradas cartilhas, exposições...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere como estratégia de trabalho ''mapear os pontos de cultura'', ''uma cartografia'', ''um mapa artístico e cultural''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afirma como um ponto forte de espaço o Museu Emílio Goeldi (parceria estratégica), para a realização desses trabalhos. Quer levar informações sobre o herbário, para tratar das pesquisas e questões de nossos interesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Milson:''' Fala da apropriação sobre nossos saberes, das propriedades que temos em nossas ervas, nossos frutos nossas práticas, de como esses conhecimentos se perdem e se desvirtuam das nossas vivências e protagonizações. Descreve um exemplo das práticas de terreiro e da importância do plantio das folhas de axé, como as atividades que são internas nos terreiros são de forma desreipeitosa documentados, através de fotos, vídeos e áudios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guine:''' Explica do que se trata a Pajelança, que vem a partir de um projeto junto a Seppir, envolve também outros projetos como telecentros BR, núcleos de formação continuada, e demais projetos ligados à Rede Mocambos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere de que forma podemos trabalhar essas informações, ''criar espaços digitais onde se coloque essas informações'', e como seriam utilizadas para a comunicação com as comunidades. De como seria a utilização e construção dessas ferramentas no processo físico, tecnológico, mapeado, cartografado, espiritualizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta da Rede Mocambos é construir esse herbário, no objetivo de quebrar essas fronteiras territoriais, como uma forma de garantir que esses conhecimentos possam se expandir, e se compartilhar nas comunidades.&lt;br /&gt;
A relação do direito à terra e a água, dentro de tudo que foi falado, onde se assegure os espaços de garantir às nossas tradições. Que se possa plantar e manusear as ervas, a cultura, o saber...&lt;br /&gt;
Quando se fala da relação do uso de ferramentas tecnológicas, acadêmicas, ancestrais, é de extrema importância se ter a apropriação e garantia dessas terras, através da semente preservar essa memória, que se tem perdido nos quilombos, nas comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Ronaldo Eli:''' Como reflexão, descreve a questão de como esse nosso conhecimento é apropriado, cooptado.&lt;br /&gt;
Um fundamento/conhecimento da gente é um movimento, que sem esse movimento não faria sentido, que o saber ancestral é uma propriedade que não desapropria, independente de tercerizações de nossas experiências.&lt;br /&gt;
Fortalecer os aspectos fundamentais dos nossos saberes, descreve sua vida e vivência no terreiro, como filho de santo de Mãe Beth de Oxum, que o cuidado é essencialmente feminino quando toma como referência à Oxum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere uma ''forma de pensar em como essas mulheres, comunidades, movimentos, podem trocar e viver esses saberes'', que vai além do espaço físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Chicona:''' Descreve sua satisfação por estar nesse momento, na roda de conversa. Que é muito importante para resgatar os valores e saberes que estão se perdendo, e essa troca de informações fortalecem nossas relações e aprendizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Lamartine:''' Fala que na construção desse &amp;quot;herbário&amp;quot; que talvez nem seja um nome que contemple as casas de santo, a africanidade. Ressalta que se racializa e  empreteça a botânica, através de uma troca de experiências com diversos setores, onde o resgate ancestral seja à partir das plantas, que remetem e muito nossas raízes africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: O poder das Ervas'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 04/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Apropriação Tecnológica na Casa Preta e Terreiro de Mãe Nalva&lt;br /&gt;
* Tarde: Montagem do Telecentro no terreiro, montagem da Rádio na Casa Preta&lt;br /&gt;
* Noite: Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil, Oficina de percussão do afro Bloco Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Apropriação Tecnológica'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina iniciada na Casa Preta, mediada por Milson Oniletó: uma breve conversa sobre tecnologia em software livre, baseada na filosofia Ubuntu. Foram citadas e demonstradas as ferramentas livre de uso da rede (wiki - elaboração de textos, mapa - localização de pontos distribuídos por categorias e informes locais com breves relatos, portal - galeria de fotos e vídeos), como formas de comunicação coletiva, através da troca de informações entre comunidades, na construção de acervos e produção de conteúdos desenvolvidos coletivamente. As ferramentas possibilitam o fortalecimento de valores culturais e históricos, resgatando o protagonismo de comunidades quilombolas, cada uma com sua especifidade, cada uma com sua cultura e seus costumes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum: Atividade prática com triagem de máquinas e instalação do Telecentro. tendo disponíveis para instalação 11 computadores, mesas, cadeiras, data show, espaço do próprio terreiro, sem antena e conexão de internet. O Telecentro estava inativo por volta de 3 anos, a parceria junto ao Coletivo Casa Preta tem desenvolvido atividades como roda de conversa, para dialogar sobre políticas públicas, projetos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Apropriação Tecnológia/Telecentro'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade Prática: Montagem da RÁDIO e transmissão livre (web e FM)'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Material e ferramentas utilizadas: 1 transmissor de fm, 1 modulador de estereo, uma mesa de som de 8 canais, 1 cabo de antena de 30 metros, 1 Antena Base Vhf Plano Terra 1/4 De Onda Para Tarnsmissor Fm. manejo de equipamentos, transmissão de informações, alem produçao de áudio e sua divulgaçao livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Programação Flutuante da Pajelança a montagem da rádio ocorreria no sábado, dia que conseguimos comprar uma parte do material para a fundação do barracão, desde o inicio fi programada a transmissão de tudo o que ocorreria dentro da programação flutuante pela rádio, por tanto a primeira ação de fato seria com a ACIYOMI, o Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum. Mas não foi possível a montagem da rádio no terreiro, devido à falta de alguns equipamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No horário da manhã os responsáveis por levantar a antena e tocar a rádio em conjunto com o nosso colaborador Gilvan se dividiram nas atividades praticas de apropriação tecnológica e na construção do barracão. O levante da rádio começou com um sol apino de uma tarde de quarta, Ronaldo Eli e Gilvan aderiram a ideia de Guinê de amarrar a antena numa pernamanca grande e coloca-la de alguma forma na caixa d'água, enquanto isso acontecia PC ligava os cabos e conectores na mesa de som de 8 canais cedida pela Rádio FM Cabana, esperando a subida da antena para poder testar e colocar no ar, a antena subiu com uma certa dificuldade por conta do peso e da amarração que foi feita, o cabo de antena foi conectado então foi ao ar a Rádio Livre Aqualtune através da frequência 90.9Mhz transmitindo as atividades da Pajelança Quilombólica Digital e música preta além de programas como o &amp;quot;Disgestivo&amp;quot; que foi ao ar todos os dias após o almoço, com a participação dos oficineiros e participantes, relatando experiências e conteúdos das oficinas, e também para os ouvintes saberem tudo o que aconteceu durante os horários da manhã e tarde nas atividades da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira transmissão ao vivo e online foi da oficina livre de percussão do Bloco Afro Firme, atividade que já fazia parte da programação semanal do Coletivo Casa Preta, ocorre toda quarta e sexta no espaço da Casa. Ronaldo, Guinê e Gilvan fizeram a gravação para a radio, PC gravou um vídeo e tirou algumas fotos junto com Milson, ao fim da oficina a rádio voltou a programação de músicas pretas.&lt;br /&gt;
As transmissões duravam as 24h todos os dias, dividido nas programações da Pajelança e repertórios musicais diversos, em especial música preta. A rádio foi uma das formas de comunicação, apropriação de ferramentas para registro, captação, documentários, relatos, a vivência e contar sua historia e participação na Pajelança e o próprio cotidiano no coletivo. O Barracão continuava ao som da rádio Aqualtune que saia das caixinhas de som que era conectada a um celular nas ondas da 90,9 FM, enquanto que com outro grupo pequeno eram desenvolvidas praticas de apropriação das ferramentas da rede. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Rádio Aqualtune/FM Cabana'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil''' e '''Oficina de percussão do Afro Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PQD foi divulgada e compartilhada, através de redes sociais, emails, e outras formas de comunicação. Durante as atividades que estavam na programação de quarta-feira, houve a participação/intervenção de participantes do Fórum da Internet (evento realizado no Hangar Convenções Belém/PA, no período de 03 a 05 de setembro de 2013 http://forumdainternet.cgi.br) em parceria com o Fora do Eixo, foi realizado uma roda de conversa sobre tecnologia livre e suas dimensões, com a apresentação e debates sobre o documentário média metragem, do primeiro e segundo ano de atuação do projeto Agência de Redes para Juventude, cedido pela Geração Agência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os debates circularam por temas como: políticas públicas, distribuição de recursos do Estado e o acesso restrito à pequenos grupos, apropriação tecnológica e territorialidade, população negra e seu empoderamento nas ferramentas de comunicação e patrimônio cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Fórum da Internet'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM6.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade prática: Oficina de percussão do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As oficinas de percussão fazem parte da programação semanal do Coletivo, que acontecem todas as quartas e sextas às 19h no espaço da Casa. Trabalhando a musicalidade e ancestralidade africana com a juventude da comunidade do bairro da terra firme, fortalecendo os valores culturais africanos, a autoestima do jovem negro/a, envolvendo atividades locais que reforcem essa participação, como o Cineclube Tela Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Oficina do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 05/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 06/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Roda de conversa com Jorge Moreira: Crédito Carbono&lt;br /&gt;
* Tarde: Roda de conversa com a mediadora Maria Luiza: Mulheres Negras na Ativa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Roda de Conversa: Crédito Carbono - Quilombos e o Meio Ambiente'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversas, debates, trocas de informações sobre a seriedade do poderio territorial quilombola, das problemáticas e impactos ambientais que tem se disseminado pelas diversas áreas que fazem parte dos quilombos. O sistema se insere nas localidades mantendo o mesmo formato de atuação, sem nenhuma preocupação ou interesse de preservação, isso se dá pelo mal uso da terra, extração de matéria prima, excedendo a não conservação da vegetação, através do não plantio e manejo do solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jorge apresentou seu projeto sobre Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) e Créditos de Reposição Florestal (CRF), trata do novo código florestal LEI No 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Possibilita títulos representativos de obrigação de reserva legal em outra propriedade, as CRAs podem ser criadas em áreas com florestas existentes ou com vegetação em processo de recuperação, podem ser usadas para compensação entre imóveis rurais no mesmo bioma e estado. Já o CRF se baseia na ampliação de áreas florestadas através do plantio, como meio de compensação ao desmatamento de vegetação natural, que se dá pelo uso indevido da terra, títulos representativos de volume de matéria-prima, que permitirá que a obrigação de reposição florestal seja cumprida de modo mais eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Crédito Carbono'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa – A roda de conversa das mulheres na I Pajelança Quilombólica Digital'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Texto elaborado de forma coletiva com as Mulheres Negras da Casa Preta, cada palavra aqui colocada segue uma reflexão, vivência, &lt;br /&gt;
 e negritude feminina do que foi esse momento dentro do espaço, que somos nóis. Sarah, Suhellen, Thiane, Rubia, Mina, Bruna e Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ano de 2013 tem trazido reviravoltas ao Coletivo Casa Preta, pois pela primeira vez na breve história da entidade, um grupo de mulheres começou a pensar o lado feminino dessa negritude. Essa mobilização não é recente, é resultado de uma construção individual e coletiva que culminou nesse encontro de diferentes (e divergentes) mulheres que vivem uma realidade em comum: são negras, moradoras da periferia de Belém e combatem o racismo contra a mulher negra e contra a juventude negra brasileira. Um primeiro momento pensado pelo recém formado núcleo de mulheres, que estão começando suas caminhadas na descoberta do que é ser Mulher Negra, juntas desejando e construindo momentos como esse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos diferentes, cada uma com sua personalidade e experiências, mas o que nos aproxima é o mais importante... NÓS SONHAMOS! e não só compartilhamos os mesmos sonhos como estamos construindo coletivamente eles.&lt;br /&gt;
São meninas e mulheres guerreiras à sua maneira. Doces bárbaras (pedimos licença à referência) e com doses exageradas de meiguice e de bravura. Pela primeira vez, um momento dedicado exclusivamente ao pensamento feminino negro foi realizado no Coletivo Casa Preta durante a I Pajelança Quilombólica Digital. Nos meses e dias que antecederam o evento, muito se vivenciou. Foram meses que permitiram a vivência de dias momentos e intensos completamente dedicados ao pensamento negro, de sua memória ancestral ao afro-futurismo. &lt;br /&gt;
A rotina mudou de configuração, e essa reconfiguração nos deram mais motivos pra continuar nesse processo que vai além de uma simples formação. O desenvolvimento desse pensamento político refletirá nas ações futuras e a autoestima e a delícia do reconhecer-se passará a ser muito mais do que dizer &amp;quot;eu sou mulher e sou negra&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A roda de mulheres fez elas se conhecerem e reconhecerem pontos em comuns, colocarem os peitos na frente e falarem eu faço parte do coletivo casa preta e quero viver num mundo com muito mais pretas e talvez eu queira construir isso a partir daqui, desse espaço, mesmo não sendo aqui, eu modifiquei no ato de não quer ser mais só, e a cada dia quero ser coletivo&lt;br /&gt;
Negras na ativa, de movimento constante, de um sorriso às avessas. Núcleo, grupo... Mulheres reunidas com objetivos coletivos, que trarão dias melhores à individualidade de cada uma. Vivenciar a Pajelança e a Roda de Mulheres faz refletir e sonhar cada vez maior.&lt;br /&gt;
Proporcionou uma aproximação interna e com mulheres que são referências desses grandes sonhos. São aprendizados recebidos no simples sorrir da mais velha e de suas sábias palavras, da que veio ‘apenas’ pelo viver, daquela que naturalmente se achega pela vontade de estar. &lt;br /&gt;
Reunir tantas e diferentes mulheres numa roda foi uma experiência que nos encheu os olhos e os desejos de grandes sonhos, de vários planos, quantas demandas e assuntos foram pensados depois dessas trocas de saber com carinhosas palavras e sorrisos. Cada uma com sua história e sua vida exposta num círculo que se acolhe e que se entende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvir das mais velhas o significado de nossas histórias, tradições e representações das mulheres que foram um tanto do que somos hoje, entender que cada processo tem suas dores e amores, que o aprendizado é constante, mas que o ser &amp;quot;eu mulher negra&amp;quot; é uma identidade que se constrói e reconstrói interruptamente sempre que enxergamos no espelho a nossa própria alma negra, resultado dessas tantas que nos antecederam.&lt;br /&gt;
Foi a primeira de muitas rodas, onde todas e todos (os homens também participaram da roda) para a construção, formação e identidade, do respeito das diversidade humanas na luta ao excluir o racismo e preconceito. Diálogos sobre a relação Mulheres negras e o feminismo, onde até mesmo dentro de um movimento &amp;quot;libertário&amp;quot; a mulher negra ainda assim, sofre preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A casa preta, todos os núcleos e pessoas que a compõem de uma certa forma se modificaram, a casa e alguns seres esteticamente, outros mentalmente, e até de forma comportamental essa pajelança fez mudar.&lt;br /&gt;
Muitas coisas ainda virão, essa roda de conversa foi um primeiro passo.&lt;br /&gt;
Uma roda linda, ancestralidade aflorada na prática da oralidade. Uma Griôt (Maria Luiza Nunes – Movimento de Mulheres Negras, Cedenpa e Rede Fulanas) compartilhando memórias, aguçando nossas pesquisas, orientando e alimentando nossas lutas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''UBUNTU! &amp;quot;Eu sou o que sou pelo que nós somos!&amp;quot;'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa, somos todas nós!'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Roda de Mulheres'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas6.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas7.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas8.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 07/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã e Tarde: Conclusão da construção do BARRACÃO&lt;br /&gt;
* Noite: Finalizando as atividades da Pajelança, com o Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu na Terra Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Construção do BARRACÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das principais metas de produção e organização para a Pajelança (e para a auto-estima do Coletivo) era de reconstruir  o barracão da Casa, pois desse espaço dependeriam muitas atividades daquela semana e futuramente para realização de oficinas, cineclubes, rodas de conversa, entre outras ações. A preparação pra reconstrução começou na manhã do sábado, dia 31/08, com a compra da primeira parte do material (telhas, madeira, cimento) e com a derrubada do barracão velho. Estavam pela Casa as pretas: Suh, Bruna, Sarah, Mina, Thiane e Alessandra e os pretos Perna, Lamar, Guinê, Fábio e Jonatha (o Venezuela). Além da reforma do barracão, atividades de organização, produção e planejamento foram desenvolvidas pelo núcleo de mulheres do Coletivo, que também providenciaram a alimentação e articulando uma parte da verba pra comprar o material do barracão. A atividade durou o dia todo, com as atividades encerrando no anoitecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, domingo, dia 01/09 o mutirão pra levantar o barracão continuou, inclusive com aquisição de mais materiais e com a  mobilização de mais pessoas pra colaborar na atividade, rapazes da comunidade se juntaram aos rapazes do Coletivo pra ajudar a acelerar o processo. Do mesmo jeito que sábado, a atividade durou o dia todo e encerrou de noite. Apenas nesse dia foi possível detectar que a reforma não acabaria no prazo idealizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 02/09, segunda-feira, terceiro e último dia de reconstrução do barracão, foi comprada a última parte do material. Esta etapa contou com a participação de todos do Coletivo, direta ou indiretamente envolvidos na atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 03/09, terça-feira, já com a Pajelança iniciando suas primeiras atividades, a construção do barracão continuou atravessando o dia, passando a ser agora alternada entre as atividades e com rodízio de mão de obra e só acabou dia 07/09, último dia da Pajelança e fora de todo o planejamento. Mas a estrutura nova ficou muito boa e melhorou bastante a auto-estima da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Barracão'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: TAMBOR.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''&amp;lt;big&amp;gt;Vídeo da Pajelança Quilombólica Digital Coletivo Casa Preta&amp;lt;/big&amp;gt;''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravado e editado por PC (AfroSul-Odomode Núcleo Sul)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#widget:YouTube|id=Vfg56T7A7Xc}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/PAJELANÇA CASA PRETA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA"/>
				<updated>2013-11-15T12:08:34Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Dia: 04/09 */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Pajelança Casa Preta''' &amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:PQD CASA PRETA.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  '''''&amp;quot;Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun'''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Orisá'''''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun Babá&amp;quot;''''' (Mãe Nalva)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Todas as folhas tem o poder de curar. ''&lt;br /&gt;
''Todas as folhas dos orixás tem o poder de curar&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Rede Mocambos e o Coletivo Casa Preta na perspectiva de garantir para essas comunidades a sua cultura, os seus costumes, a resignificação e o protagonismo da própria história, convida amigas e amigos para participar da “Pajelança Quilombólica Digital”, que objetiva fortalecer o conhecimento e empoderamento do saber livre a partir da visão africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da semana, serão realizadas rodas de conversa, oficinas de vídeo, apropriação tecnológica, tambores, herbário e um dia dedicado ao debate sobre ser '''Mulher preta na ativa''' com a juventude feminina da Casa Preta convidando as mulheres pretas que inspiram suas lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pajelança Quilombólica Digital será realizada no período de 1 a 7 de setembro na sede do Coletivo Casa Preta que fica na rua Roso Danin, 780, entre 2ª de Queluz e Juvenal Cordeiro, no bairro Canudos-Terra Firme, em Belém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Programação Flutuante ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dia || Base || Atividade || Justificativa || Convidado&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:31/08 || Casa Preta || Levantando nosso barracão || Espaço na Casa para realizar nossas ações, oficinas, cineclubes, rodas de conversa... || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Domingo dia:01/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Roletar pelo bairro e visitar as pessoas que estão na luta || Facilitadores Lamar e Guine&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Segunda dia:02/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Hospedar a galera que estará colando para a pajelança || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Terça dia:03/09 || Casa Preta e Fórum ('''manhã''') / Terreiro de Mãe Nalva de Oxum ('''tarde''') ||'''Manhã:''' Organização da pajelança e credenciamento de quem veio pelo fórum / '''Tarde:''' Roda de conversa sobre herbário, catalogação de ervas, propriedades medicinais e espirituais, sabedoria ancestral || Dar continuidade e fluidez no processo da pajelança / O Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi já possuem trabalho dentro na ilha: Projeto O Jardim Botânico Vai à Escola.Não temos terra na Casa Preta, nem um quiombo tão próximo. || Mãe Nalva/ Helena Quadros (Museu Emilio Goeldi)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quarta dia:04/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum e Casa Preta|| Roda de conversa (Casa Preta e terreiro): Apropriação tecnológica / Atividade Prática (Mãe Nalva de Oxum): Triagem de máquinas, montagem do telecentro no terreiro / Montagem da Rádio na Casa Preta(transmissão diária durante o evento), Oficina de percussão do Afro Bloco Firme || Forum de Intenet Paralelo do ponto de vista do Gueto e dos Pretos, a idéia é hackear o encontro. Mas não pensamos em desfocar das atividades da pajelança e marcar território no evento. Abrir e dar espaço para o uso e manuseio de máquinas, a partir da apropriação preta tecnológica, telecentro sem internet, mas com maquinário e programas off line disponíveis. || Dj.RG/ Milson/ Ronaldo Eli/ Gilvan&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quinta dia:05/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum || Cont. Apropriação tecnológica / Oficina de vídeo: captação e edição de imagens || Apropriação de ferramentas para registro e diversas formas de documentar momentos, histórias, vivências das comunidades || Dj.RG/ Duda Livre&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sexta dia:06/09 || Casa Preta || Rodas de conversa: Crédito carbono / Mulher na ativa / Atividade prática: oficina de tambor &amp;quot;mulher&amp;quot; || Poucas pessoas e principalmente poucos Quilombolas sabem o que é Crédito Carbono, Jorge conhece bem o assunto e poderia deixar nítido os benefícios e os problemas com o crédito carbono / Na Casa Preta desde o começo do ano tem se conversado sobre um nucleo de Mulheres, e uma ação dentro da Pajelança poderia vir a fortacer essa iniciativa. || Jorge POA/ Maria Luiza/ Duda Sousa&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:07/09 || '''manhã:''' Casa Preta / '''noite:''' Jabatiteua (Terra Firme) || '''manhã:''' Limpeza do barracão pronto/ intervenções/ ''' noite:''' Tambor de Crioula || vida nova ao barracão/ atividades livres/ interação e vivências com a comunidade || Tod@s/ Filhos e amigos de Cururupu (tambor de crioula)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dias: 31, 01 e 02==&lt;br /&gt;
Acolhida e construção do barracão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 03/09==&lt;br /&gt;
* Manhã: Continuação da construção do barracão, credenciamento das pessoas que vieram pelo fórum de internet.&lt;br /&gt;
* Tarde: Atividade no terreiro de Mãe Nalva: Roda de Conversa sobre herbário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Relatos, Contribuições, Participações:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''-Abertura: apresentação dos participantes''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Mãe Nalva:''' Herbário sei que vem de folha, e de folha eu conheço e falo &amp;quot;macumbalmente&amp;quot;(risos). Explica sua relação com as folhas, ervas, de forma espiritual.&lt;br /&gt;
Ressalta a importância dessa preservação, cita exemplos em que a essa relação de culturas e desrespeito, se sobressai sobre nossos valores, mistificando as ervas e suas propriedades espirituais. Relata sobre algumas dificuldades sobre a religiosidade (candomblé) na área urbana, das questões de territorialidade.&lt;br /&gt;
Teve uma conversa com um professor sobre ervas, e relata a importância dessas questões para a comunidade, exemplifica as formas de cura através das ervas (furada de prego se cura com cebola, para cortes, tombos se cura com óleo de copaíba, etc...), relata que essas tradições fazem parte da sua vida desde à infância, de como sua avó manuseava essas ervas, essas folhas, de tratar a família pela cura das ervas e óleos naturais (copaíba e andiroba).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala da parteira, da sua própria vida como parteira, da forma de como &amp;quot;puxar a barriga&amp;quot;, de como essas histórias são antigas e estão se perdendo, o aprendizado ancestral, a sensibilidade.&lt;br /&gt;
Descreve que &amp;quot;catinga de mulata&amp;quot; é uma erva de Oxum, que é a protetora do útero, de como esses princípios ativos dessa erva se relaciona diretamente com a maternidade.&lt;br /&gt;
Afirma a importância desses saberes ancestrais, como a academia poderia contribuir com essa troca, saber ancestral (tradição e espiritualidade) e técnico (propriedades físicas, uso de ferramentas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Don Perna:''' Explica a relação da Rede Mocambos e Coletivo Casa Preta, sobre a ancestralidade, tecnologia, africanidade no que remete à tradição. A importância de reconstruir essas relações entre comunidades e saberes, como uma forma de preservar a nossa história.&lt;br /&gt;
Apresenta e agradece a participação das pessoas, dessa troca entre terreiro (comunidade) e academia (museu Emílio Goeldi e Ponto de Memória da terra firme).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressalta que é fundamental esses momentos nos lugares e nas pessoas, de falar de plantas, de terra, de tambor, e que esse processo de aprendizagem é o primeiro plantio dentro das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse momento de roda de conversa onde a comunidad einterage, se comunica, se articula, são as primeiras sementes que migrarão em outras rodas, que reconecta e resignifica à nossa ancestralidade.&lt;br /&gt;
Pauta à questão da lei 10.639, em que o conhecimento ancestral e quanto a tradição, se aplica uma forma de trabalhar a &amp;quot;humanização (a África somos nóis)&amp;quot; nas escolas, é importante tratar essas questões para que as trocas de conhecimentos não sejam desvirtuados dos valores ancestrais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Helena Quadros:''' Relata o início do projeto do Ponto de Memória da terra firme, da importância desse movimento de históricos, que retratasse a vida, cotidiano e perfis dessa comunidade.&lt;br /&gt;
Destaca às dificuldades de manter as atividades que envolvam as comunidades, à conquista de pesquisas que abraçassem essa causa, que em 2009 surge no Brasil o projeto &amp;quot;Ponto de Memmória&amp;quot; e, na época de Mário Chagas estava à frente do processo, através das lutas das pessoas da comunidade da terra firme, foi conseguido uma premiação pelas mulheres da terra firme.&lt;br /&gt;
Para a efetivação do espaço do ponto de memória, ainda que sem recursos, foram elaboradas cartilhas, exposições...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere como estratégia de trabalho ''mapear os pontos de cultura'', ''uma cartografia'', ''um mapa artístico e cultural''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afirma como um ponto forte de espaço o Museu Emílio Goeldi (parceria estratégica), para a realização desses trabalhos. Quer levar informações sobre o herbário, para tratar das pesquisas e questões de nossos interesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Milson:''' Fala da apropriação sobre nossos saberes, das propriedades que temos em nossas ervas, nossos frutos nossas práticas, de como esses conhecimentos se perdem e se desvirtuam das nossas vivências e protagonizações. Descreve um exemplo das práticas de terreiro e da importância do plantio das folhas de axé, como as atividades que são internas nos terreiros são de forma desreipeitosa documentados, através de fotos, vídeos e áudios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guine:''' Explica do que se trata a Pajelança, que vem a partir de um projeto junto a Seppir, envolve também outros projetos como telecentros BR, núcleos de formação continuada, e demais projetos ligados à Rede Mocambos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere de que forma podemos trabalhar essas informações, ''criar espaços digitais onde se coloque essas informações'', e como seriam utilizadas para a comunicação com as comunidades. De como seria a utilização e construção dessas ferramentas no processo físico, tecnológico, mapeado, cartografado, espiritualizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta da Rede Mocambos é construir esse herbário, no objetivo de quebrar essas fronteiras territoriais, como uma forma de garantir que esses conhecimentos possam se expandir, e se compartilhar nas comunidades.&lt;br /&gt;
A relação do direito à terra e a água, dentro de tudo que foi falado, onde se assegure os espaços de garantir às nossas tradições. Que se possa plantar e manusear as ervas, a cultura, o saber...&lt;br /&gt;
Quando se fala da relação do uso de ferramentas tecnológicas, acadêmicas, ancestrais, é de extrema importância se ter a apropriação e garantia dessas terras, através da semente preservar essa memória, que se tem perdido nos quilombos, nas comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Ronaldo Eli:''' Como reflexão, descreve a questão de como esse nosso conhecimento é apropriado, cooptado.&lt;br /&gt;
Um fundamento/conhecimento da gente é um movimento, que sem esse movimento não faria sentido, que o saber ancestral é uma propriedade que não desapropria, independente de tercerizações de nossas experiências.&lt;br /&gt;
Fortalecer os aspectos fundamentais dos nossos saberes, descreve sua vida e vivência no terreiro, como filho de santo de Mãe Beth de Oxum, que o cuidado é essencialmente feminino quando toma como referência à Oxum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere uma ''forma de pensar em como essas mulheres, comunidades, movimentos, podem trocar e viver esses saberes'', que vai além do espaço físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Chicona:''' Descreve sua satisfação por estar nesse momento, na roda de conversa. Que é muito importante para resgatar os valores e saberes que estão se perdendo, e essa troca de informações fortalecem nossas relações e aprendizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Lamartine:''' Fala que na construção desse &amp;quot;herbário&amp;quot; que talvez nem seja um nome que contemple as casas de santo, a africanidade. Ressalta que se racializa e  empreteça a botânica, através de uma troca de experiências com diversos setores, onde o resgate ancestral seja à partir das plantas, que remetem e muito nossas raízes africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: O poder das Ervas'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 04/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Apropriação Tecnológica na Casa Preta e Terreiro de Mãe Nalva&lt;br /&gt;
* Tarde: Montagem do Telecentro no terreiro, montagem da Rádio na Casa Preta&lt;br /&gt;
* Noite: Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil, Oficina de percussão do afro Bloco Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Apropriação Tecnológica'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oficina iniciada na Casa Preta, mediada por Milson Oniletó: uma breve conversa sobre tecnologia em software livre, baseada na filosofia Ubuntu. Foram citadas e demonstradas as ferramentas livre de uso da rede (wiki - elaboração de textos, mapa - localização de pontos , portal), como formas de comunicação coletiva, através da troca de informações entre comunidades, na construção de acervos e produção de conteúdos desenvolvidos coletivamente. As ferramentas possibilitam o fortalecimento de valores culturais e históricos, resgatando o protagonismo de comunidades quilombolas, cada uma com sua especifidade, cada uma com sua cultura e seus costumes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Apropriação Tecnológia/Telecentro'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade Prática: Montagem da RÁDIO e transmissão livre (web e FM)'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Material e ferramentas utilizadas: 1 transmissor de fm, 1 modulador de estereo, uma mesa de som de 8 canais, 1 cabo de antena de 30 metros, 1 Antena Base Vhf Plano Terra 1/4 De Onda Para Tarnsmissor Fm. manejo de equipamentos, transmissão de informações, alem produçao de áudio e sua divulgaçao livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Programação Flutuante da Pajelança a montagem da rádio ocorreria no sábado, dia que conseguimos comprar uma parte do material para a fundação do barracão, desde o inicio fi programada a transmissão de tudo o que ocorreria dentro da programação flutuante pela rádio, por tanto a primeira ação de fato seria com a ACIYOMI, o Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum. Mas não foi possível a montagem da rádio no terreiro, devido à falta de alguns equipamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No horário da manhã os responsáveis por levantar a antena e tocar a rádio em conjunto com o nosso colaborador Gilvan se dividiram nas atividades praticas de apropriação tecnológica e na construção do barracão. O levante da rádio começou com um sol apino de uma tarde de quarta, Ronaldo Eli e Gilvan aderiram a ideia de Guinê de amarrar a antena numa pernamanca grande e coloca-la de alguma forma na caixa d'água, enquanto isso acontecia PC ligava os cabos e conectores na mesa de som de 8 canais cedida pela Rádio FM Cabana, esperando a subida da antena para poder testar e colocar no ar, a antena subiu com uma certa dificuldade por conta do peso e da amarração que foi feita, o cabo de antena foi conectado então foi ao ar a Rádio Livre Aqualtune através da frequência 90.9Mhz transmitindo as atividades da Pajelança Quilombólica Digital e música preta além de programas como o &amp;quot;Disgestivo&amp;quot; que foi ao ar todos os dias após o almoço, com a participação dos oficineiros e participantes, relatando experiências e conteúdos das oficinas, e também para os ouvintes saberem tudo o que aconteceu durante os horários da manhã e tarde nas atividades da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira transmissão ao vivo e online foi da oficina livre de percussão do Bloco Afro Firme, atividade que já fazia parte da programação semanal do Coletivo Casa Preta, ocorre toda quarta e sexta no espaço da Casa. Ronaldo, Guinê e Gilvan fizeram a gravação para a radio, PC gravou um vídeo e tirou algumas fotos junto com Milson, ao fim da oficina a rádio voltou a programação de músicas pretas.&lt;br /&gt;
As transmissões duravam as 24h todos os dias, dividido nas programações da Pajelança e repertórios musicais diversos, em especial música preta. A rádio foi uma das formas de comunicação, apropriação de ferramentas para registro, captação, documentários, relatos, a vivência e contar sua historia e participação na Pajelança e o próprio cotidiano no coletivo. O Barracão continuava ao som da rádio Aqualtune que saia das caixinhas de som que era conectada a um celular nas ondas da 90,9 FM, enquanto que com outro grupo pequeno eram desenvolvidas praticas de apropriação das ferramentas da rede. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Rádio Aqualtune/FM Cabana'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil''' e '''Oficina de percussão do Afro Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PQD foi divulgada e compartilhada, através de redes sociais, emails, e outras formas de comunicação. Durante as atividades que estavam na programação de quarta-feira, houve a participação/intervenção de participantes do Fórum da Internet (evento realizado no Hangar Convenções Belém/PA, no período de 03 a 05 de setembro de 2013 http://forumdainternet.cgi.br) em parceria com o Fora do Eixo, foi realizado uma roda de conversa sobre tecnologia livre e suas dimensões, com a apresentação e debates sobre o documentário média metragem, do primeiro e segundo ano de atuação do projeto Agência de Redes para Juventude, cedido pela Geração Agência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os debates circularam por temas como: políticas públicas, distribuição de recursos do Estado e o acesso restrito à pequenos grupos, apropriação tecnológica e territorialidade, população negra e seu empoderamento nas ferramentas de comunicação e patrimônio cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Fórum da Internet'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM6.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade prática: Oficina de percussão do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As oficinas de percussão fazem parte da programação semanal do Coletivo, que acontecem todas as quartas e sextas às 19h no espaço da Casa. Trabalhando a musicalidade e ancestralidade africana com a juventude da comunidade do bairro da terra firme, fortalecendo os valores culturais africanos, a autoestima do jovem negro/a, envolvendo atividades locais que reforcem essa participação, como o Cineclube Tela Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Oficina do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 05/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 06/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Roda de conversa com Jorge Moreira: Crédito Carbono&lt;br /&gt;
* Tarde: Roda de conversa com a mediadora Maria Luiza: Mulheres Negras na Ativa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Roda de Conversa: Crédito Carbono - Quilombos e o Meio Ambiente'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversas, debates, trocas de informações sobre a seriedade do poderio territorial quilombola, das problemáticas e impactos ambientais que tem se disseminado pelas diversas áreas que fazem parte dos quilombos. O sistema se insere nas localidades mantendo o mesmo formato de atuação, sem nenhuma preocupação ou interesse de preservação, isso se dá pelo mal uso da terra, extração de matéria prima, excedendo a não conservação da vegetação, através do não plantio e manejo do solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jorge apresentou seu projeto sobre Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) e Créditos de Reposição Florestal (CRF), trata do novo código florestal LEI No 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Possibilita títulos representativos de obrigação de reserva legal em outra propriedade, as CRAs podem ser criadas em áreas com florestas existentes ou com vegetação em processo de recuperação, podem ser usadas para compensação entre imóveis rurais no mesmo bioma e estado. Já o CRF se baseia na ampliação de áreas florestadas através do plantio, como meio de compensação ao desmatamento de vegetação natural, que se dá pelo uso indevido da terra, títulos representativos de volume de matéria-prima, que permitirá que a obrigação de reposição florestal seja cumprida de modo mais eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Crédito Carbono'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa – A roda de conversa das mulheres na I Pajelança Quilombólica Digital'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Texto elaborado de forma coletiva com as Mulheres Negras da Casa Preta, cada palavra aqui colocada segue uma reflexão, vivência, &lt;br /&gt;
 e negritude feminina do que foi esse momento dentro do espaço, que somos nóis. Sarah, Suhellen, Thiane, Rubia, Mina, Bruna e Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ano de 2013 tem trazido reviravoltas ao Coletivo Casa Preta, pois pela primeira vez na breve história da entidade, um grupo de mulheres começou a pensar o lado feminino dessa negritude. Essa mobilização não é recente, é resultado de uma construção individual e coletiva que culminou nesse encontro de diferentes (e divergentes) mulheres que vivem uma realidade em comum: são negras, moradoras da periferia de Belém e combatem o racismo contra a mulher negra e contra a juventude negra brasileira. Um primeiro momento pensado pelo recém formado núcleo de mulheres, que estão começando suas caminhadas na descoberta do que é ser Mulher Negra, juntas desejando e construindo momentos como esse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos diferentes, cada uma com sua personalidade e experiências, mas o que nos aproxima é o mais importante... NÓS SONHAMOS! e não só compartilhamos os mesmos sonhos como estamos construindo coletivamente eles.&lt;br /&gt;
São meninas e mulheres guerreiras à sua maneira. Doces bárbaras (pedimos licença à referência) e com doses exageradas de meiguice e de bravura. Pela primeira vez, um momento dedicado exclusivamente ao pensamento feminino negro foi realizado no Coletivo Casa Preta durante a I Pajelança Quilombólica Digital. Nos meses e dias que antecederam o evento, muito se vivenciou. Foram meses que permitiram a vivência de dias momentos e intensos completamente dedicados ao pensamento negro, de sua memória ancestral ao afro-futurismo. &lt;br /&gt;
A rotina mudou de configuração, e essa reconfiguração nos deram mais motivos pra continuar nesse processo que vai além de uma simples formação. O desenvolvimento desse pensamento político refletirá nas ações futuras e a autoestima e a delícia do reconhecer-se passará a ser muito mais do que dizer &amp;quot;eu sou mulher e sou negra&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A roda de mulheres fez elas se conhecerem e reconhecerem pontos em comuns, colocarem os peitos na frente e falarem eu faço parte do coletivo casa preta e quero viver num mundo com muito mais pretas e talvez eu queira construir isso a partir daqui, desse espaço, mesmo não sendo aqui, eu modifiquei no ato de não quer ser mais só, e a cada dia quero ser coletivo&lt;br /&gt;
Negras na ativa, de movimento constante, de um sorriso às avessas. Núcleo, grupo... Mulheres reunidas com objetivos coletivos, que trarão dias melhores à individualidade de cada uma. Vivenciar a Pajelança e a Roda de Mulheres faz refletir e sonhar cada vez maior.&lt;br /&gt;
Proporcionou uma aproximação interna e com mulheres que são referências desses grandes sonhos. São aprendizados recebidos no simples sorrir da mais velha e de suas sábias palavras, da que veio ‘apenas’ pelo viver, daquela que naturalmente se achega pela vontade de estar. &lt;br /&gt;
Reunir tantas e diferentes mulheres numa roda foi uma experiência que nos encheu os olhos e os desejos de grandes sonhos, de vários planos, quantas demandas e assuntos foram pensados depois dessas trocas de saber com carinhosas palavras e sorrisos. Cada uma com sua história e sua vida exposta num círculo que se acolhe e que se entende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvir das mais velhas o significado de nossas histórias, tradições e representações das mulheres que foram um tanto do que somos hoje, entender que cada processo tem suas dores e amores, que o aprendizado é constante, mas que o ser &amp;quot;eu mulher negra&amp;quot; é uma identidade que se constrói e reconstrói interruptamente sempre que enxergamos no espelho a nossa própria alma negra, resultado dessas tantas que nos antecederam.&lt;br /&gt;
Foi a primeira de muitas rodas, onde todas e todos (os homens também participaram da roda) para a construção, formação e identidade, do respeito das diversidade humanas na luta ao excluir o racismo e preconceito. Diálogos sobre a relação Mulheres negras e o feminismo, onde até mesmo dentro de um movimento &amp;quot;libertário&amp;quot; a mulher negra ainda assim, sofre preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A casa preta, todos os núcleos e pessoas que a compõem de uma certa forma se modificaram, a casa e alguns seres esteticamente, outros mentalmente, e até de forma comportamental essa pajelança fez mudar.&lt;br /&gt;
Muitas coisas ainda virão, essa roda de conversa foi um primeiro passo.&lt;br /&gt;
Uma roda linda, ancestralidade aflorada na prática da oralidade. Uma Griôt (Maria Luiza Nunes – Movimento de Mulheres Negras, Cedenpa e Rede Fulanas) compartilhando memórias, aguçando nossas pesquisas, orientando e alimentando nossas lutas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''UBUNTU! &amp;quot;Eu sou o que sou pelo que nós somos!&amp;quot;'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa, somos todas nós!'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Roda de Mulheres'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas6.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas7.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas8.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 07/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã e Tarde: Conclusão da construção do BARRACÃO&lt;br /&gt;
* Noite: Finalizando as atividades da Pajelança, com o Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu na Terra Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Construção do BARRACÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das principais metas de produção e organização para a Pajelança (e para a auto-estima do Coletivo) era de reconstruir  o barracão da Casa, pois desse espaço dependeriam muitas atividades daquela semana e futuramente para realização de oficinas, cineclubes, rodas de conversa, entre outras ações. A preparação pra reconstrução começou na manhã do sábado, dia 31/08, com a compra da primeira parte do material (telhas, madeira, cimento) e com a derrubada do barracão velho. Estavam pela Casa as pretas: Suh, Bruna, Sarah, Mina, Thiane e Alessandra e os pretos Perna, Lamar, Guinê, Fábio e Jonatha (o Venezuela). Além da reforma do barracão, atividades de organização, produção e planejamento foram desenvolvidas pelo núcleo de mulheres do Coletivo, que também providenciaram a alimentação e articulando uma parte da verba pra comprar o material do barracão. A atividade durou o dia todo, com as atividades encerrando no anoitecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, domingo, dia 01/09 o mutirão pra levantar o barracão continuou, inclusive com aquisição de mais materiais e com a  mobilização de mais pessoas pra colaborar na atividade, rapazes da comunidade se juntaram aos rapazes do Coletivo pra ajudar a acelerar o processo. Do mesmo jeito que sábado, a atividade durou o dia todo e encerrou de noite. Apenas nesse dia foi possível detectar que a reforma não acabaria no prazo idealizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 02/09, segunda-feira, terceiro e último dia de reconstrução do barracão, foi comprada a última parte do material. Esta etapa contou com a participação de todos do Coletivo, direta ou indiretamente envolvidos na atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 03/09, terça-feira, já com a Pajelança iniciando suas primeiras atividades, a construção do barracão continuou atravessando o dia, passando a ser agora alternada entre as atividades e com rodízio de mão de obra e só acabou dia 07/09, último dia da Pajelança e fora de todo o planejamento. Mas a estrutura nova ficou muito boa e melhorou bastante a auto-estima da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Barracão'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: TAMBOR.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''&amp;lt;big&amp;gt;Vídeo da Pajelança Quilombólica Digital Coletivo Casa Preta&amp;lt;/big&amp;gt;''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravado e editado por PC (AfroSul-Odomode Núcleo Sul)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#widget:YouTube|id=Vfg56T7A7Xc}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/PAJELANÇA CASA PRETA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA"/>
				<updated>2013-11-15T11:10:05Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Dia: 07/09 */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Pajelança Casa Preta''' &amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:PQD CASA PRETA.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  '''''&amp;quot;Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun'''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Orisá'''''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun Babá&amp;quot;''''' (Mãe Nalva)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Todas as folhas tem o poder de curar. ''&lt;br /&gt;
''Todas as folhas dos orixás tem o poder de curar&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Rede Mocambos e o Coletivo Casa Preta na perspectiva de garantir para essas comunidades a sua cultura, os seus costumes, a resignificação e o protagonismo da própria história, convida amigas e amigos para participar da “Pajelança Quilombólica Digital”, que objetiva fortalecer o conhecimento e empoderamento do saber livre a partir da visão africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da semana, serão realizadas rodas de conversa, oficinas de vídeo, apropriação tecnológica, tambores, herbário e um dia dedicado ao debate sobre ser '''Mulher preta na ativa''' com a juventude feminina da Casa Preta convidando as mulheres pretas que inspiram suas lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pajelança Quilombólica Digital será realizada no período de 1 a 7 de setembro na sede do Coletivo Casa Preta que fica na rua Roso Danin, 780, entre 2ª de Queluz e Juvenal Cordeiro, no bairro Canudos-Terra Firme, em Belém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Programação Flutuante ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dia || Base || Atividade || Justificativa || Convidado&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:31/08 || Casa Preta || Levantando nosso barracão || Espaço na Casa para realizar nossas ações, oficinas, cineclubes, rodas de conversa... || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Domingo dia:01/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Roletar pelo bairro e visitar as pessoas que estão na luta || Facilitadores Lamar e Guine&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Segunda dia:02/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Hospedar a galera que estará colando para a pajelança || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Terça dia:03/09 || Casa Preta e Fórum ('''manhã''') / Terreiro de Mãe Nalva de Oxum ('''tarde''') ||'''Manhã:''' Organização da pajelança e credenciamento de quem veio pelo fórum / '''Tarde:''' Roda de conversa sobre herbário, catalogação de ervas, propriedades medicinais e espirituais, sabedoria ancestral || Dar continuidade e fluidez no processo da pajelança / O Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi já possuem trabalho dentro na ilha: Projeto O Jardim Botânico Vai à Escola.Não temos terra na Casa Preta, nem um quiombo tão próximo. || Mãe Nalva/ Helena Quadros (Museu Emilio Goeldi)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quarta dia:04/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum e Casa Preta|| Roda de conversa (Casa Preta e terreiro): Apropriação tecnológica / Atividade Prática (Mãe Nalva de Oxum): Triagem de máquinas, montagem do telecentro no terreiro / Montagem da Rádio na Casa Preta(transmissão diária durante o evento), Oficina de percussão do Afro Bloco Firme || Forum de Intenet Paralelo do ponto de vista do Gueto e dos Pretos, a idéia é hackear o encontro. Mas não pensamos em desfocar das atividades da pajelança e marcar território no evento. Abrir e dar espaço para o uso e manuseio de máquinas, a partir da apropriação preta tecnológica, telecentro sem internet, mas com maquinário e programas off line disponíveis. || Dj.RG/ Milson/ Ronaldo Eli/ Gilvan&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quinta dia:05/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum || Cont. Apropriação tecnológica / Oficina de vídeo: captação e edição de imagens || Apropriação de ferramentas para registro e diversas formas de documentar momentos, histórias, vivências das comunidades || Dj.RG/ Duda Livre&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sexta dia:06/09 || Casa Preta || Rodas de conversa: Crédito carbono / Mulher na ativa / Atividade prática: oficina de tambor &amp;quot;mulher&amp;quot; || Poucas pessoas e principalmente poucos Quilombolas sabem o que é Crédito Carbono, Jorge conhece bem o assunto e poderia deixar nítido os benefícios e os problemas com o crédito carbono / Na Casa Preta desde o começo do ano tem se conversado sobre um nucleo de Mulheres, e uma ação dentro da Pajelança poderia vir a fortacer essa iniciativa. || Jorge POA/ Maria Luiza/ Duda Sousa&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:07/09 || '''manhã:''' Casa Preta / '''noite:''' Jabatiteua (Terra Firme) || '''manhã:''' Limpeza do barracão pronto/ intervenções/ ''' noite:''' Tambor de Crioula || vida nova ao barracão/ atividades livres/ interação e vivências com a comunidade || Tod@s/ Filhos e amigos de Cururupu (tambor de crioula)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dias: 31, 01 e 02==&lt;br /&gt;
Acolhida e construção do barracão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 03/09==&lt;br /&gt;
* Manhã: Continuação da construção do barracão, credenciamento das pessoas que vieram pelo fórum de internet.&lt;br /&gt;
* Tarde: Atividade no terreiro de Mãe Nalva: Roda de Conversa sobre herbário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Relatos, Contribuições, Participações:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''-Abertura: apresentação dos participantes''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Mãe Nalva:''' Herbário sei que vem de folha, e de folha eu conheço e falo &amp;quot;macumbalmente&amp;quot;(risos). Explica sua relação com as folhas, ervas, de forma espiritual.&lt;br /&gt;
Ressalta a importância dessa preservação, cita exemplos em que a essa relação de culturas e desrespeito, se sobressai sobre nossos valores, mistificando as ervas e suas propriedades espirituais. Relata sobre algumas dificuldades sobre a religiosidade (candomblé) na área urbana, das questões de territorialidade.&lt;br /&gt;
Teve uma conversa com um professor sobre ervas, e relata a importância dessas questões para a comunidade, exemplifica as formas de cura através das ervas (furada de prego se cura com cebola, para cortes, tombos se cura com óleo de copaíba, etc...), relata que essas tradições fazem parte da sua vida desde à infância, de como sua avó manuseava essas ervas, essas folhas, de tratar a família pela cura das ervas e óleos naturais (copaíba e andiroba).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala da parteira, da sua própria vida como parteira, da forma de como &amp;quot;puxar a barriga&amp;quot;, de como essas histórias são antigas e estão se perdendo, o aprendizado ancestral, a sensibilidade.&lt;br /&gt;
Descreve que &amp;quot;catinga de mulata&amp;quot; é uma erva de Oxum, que é a protetora do útero, de como esses princípios ativos dessa erva se relaciona diretamente com a maternidade.&lt;br /&gt;
Afirma a importância desses saberes ancestrais, como a academia poderia contribuir com essa troca, saber ancestral (tradição e espiritualidade) e técnico (propriedades físicas, uso de ferramentas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Don Perna:''' Explica a relação da Rede Mocambos e Coletivo Casa Preta, sobre a ancestralidade, tecnologia, africanidade no que remete à tradição. A importância de reconstruir essas relações entre comunidades e saberes, como uma forma de preservar a nossa história.&lt;br /&gt;
Apresenta e agradece a participação das pessoas, dessa troca entre terreiro (comunidade) e academia (museu Emílio Goeldi e Ponto de Memória da terra firme).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressalta que é fundamental esses momentos nos lugares e nas pessoas, de falar de plantas, de terra, de tambor, e que esse processo de aprendizagem é o primeiro plantio dentro das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse momento de roda de conversa onde a comunidad einterage, se comunica, se articula, são as primeiras sementes que migrarão em outras rodas, que reconecta e resignifica à nossa ancestralidade.&lt;br /&gt;
Pauta à questão da lei 10.639, em que o conhecimento ancestral e quanto a tradição, se aplica uma forma de trabalhar a &amp;quot;humanização (a África somos nóis)&amp;quot; nas escolas, é importante tratar essas questões para que as trocas de conhecimentos não sejam desvirtuados dos valores ancestrais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Helena Quadros:''' Relata o início do projeto do Ponto de Memória da terra firme, da importância desse movimento de históricos, que retratasse a vida, cotidiano e perfis dessa comunidade.&lt;br /&gt;
Destaca às dificuldades de manter as atividades que envolvam as comunidades, à conquista de pesquisas que abraçassem essa causa, que em 2009 surge no Brasil o projeto &amp;quot;Ponto de Memmória&amp;quot; e, na época de Mário Chagas estava à frente do processo, através das lutas das pessoas da comunidade da terra firme, foi conseguido uma premiação pelas mulheres da terra firme.&lt;br /&gt;
Para a efetivação do espaço do ponto de memória, ainda que sem recursos, foram elaboradas cartilhas, exposições...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere como estratégia de trabalho ''mapear os pontos de cultura'', ''uma cartografia'', ''um mapa artístico e cultural''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afirma como um ponto forte de espaço o Museu Emílio Goeldi (parceria estratégica), para a realização desses trabalhos. Quer levar informações sobre o herbário, para tratar das pesquisas e questões de nossos interesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Milson:''' Fala da apropriação sobre nossos saberes, das propriedades que temos em nossas ervas, nossos frutos nossas práticas, de como esses conhecimentos se perdem e se desvirtuam das nossas vivências e protagonizações. Descreve um exemplo das práticas de terreiro e da importância do plantio das folhas de axé, como as atividades que são internas nos terreiros são de forma desreipeitosa documentados, através de fotos, vídeos e áudios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guine:''' Explica do que se trata a Pajelança, que vem a partir de um projeto junto a Seppir, envolve também outros projetos como telecentros BR, núcleos de formação continuada, e demais projetos ligados à Rede Mocambos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere de que forma podemos trabalhar essas informações, ''criar espaços digitais onde se coloque essas informações'', e como seriam utilizadas para a comunicação com as comunidades. De como seria a utilização e construção dessas ferramentas no processo físico, tecnológico, mapeado, cartografado, espiritualizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta da Rede Mocambos é construir esse herbário, no objetivo de quebrar essas fronteiras territoriais, como uma forma de garantir que esses conhecimentos possam se expandir, e se compartilhar nas comunidades.&lt;br /&gt;
A relação do direito à terra e a água, dentro de tudo que foi falado, onde se assegure os espaços de garantir às nossas tradições. Que se possa plantar e manusear as ervas, a cultura, o saber...&lt;br /&gt;
Quando se fala da relação do uso de ferramentas tecnológicas, acadêmicas, ancestrais, é de extrema importância se ter a apropriação e garantia dessas terras, através da semente preservar essa memória, que se tem perdido nos quilombos, nas comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Ronaldo Eli:''' Como reflexão, descreve a questão de como esse nosso conhecimento é apropriado, cooptado.&lt;br /&gt;
Um fundamento/conhecimento da gente é um movimento, que sem esse movimento não faria sentido, que o saber ancestral é uma propriedade que não desapropria, independente de tercerizações de nossas experiências.&lt;br /&gt;
Fortalecer os aspectos fundamentais dos nossos saberes, descreve sua vida e vivência no terreiro, como filho de santo de Mãe Beth de Oxum, que o cuidado é essencialmente feminino quando toma como referência à Oxum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere uma ''forma de pensar em como essas mulheres, comunidades, movimentos, podem trocar e viver esses saberes'', que vai além do espaço físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Chicona:''' Descreve sua satisfação por estar nesse momento, na roda de conversa. Que é muito importante para resgatar os valores e saberes que estão se perdendo, e essa troca de informações fortalecem nossas relações e aprendizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Lamartine:''' Fala que na construção desse &amp;quot;herbário&amp;quot; que talvez nem seja um nome que contemple as casas de santo, a africanidade. Ressalta que se racializa e  empreteça a botânica, através de uma troca de experiências com diversos setores, onde o resgate ancestral seja à partir das plantas, que remetem e muito nossas raízes africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: O poder das Ervas'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 04/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Apropriação Tecnológica na Casa Preta e Terreiro de Mãe Nalva&lt;br /&gt;
* Tarde: Montagem do Telecentro no terreiro, montagem da Rádio na Casa Preta&lt;br /&gt;
* Noite: Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil, Oficina de percussão do afro Bloco Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Apropriação Tecnológia/Telecentro'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade Prática: Montagem da RÁDIO e transmissão livre (web e FM)'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Material e ferramentas utilizadas: 1 transmissor de fm, 1 modulador de estereo, uma mesa de som de 8 canais, 1 cabo de antena de 30 metros, 1 Antena Base Vhf Plano Terra 1/4 De Onda Para Tarnsmissor Fm. manejo de equipamentos, transmissão de informações, alem produçao de áudio e sua divulgaçao livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Programação Flutuante da Pajelança a montagem da rádio ocorreria no sábado, dia que conseguimos comprar uma parte do material para a fundação do barracão, desde o inicio fi programada a transmissão de tudo o que ocorreria dentro da programação flutuante pela rádio, por tanto a primeira ação de fato seria com a ACIYOMI, o Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum. Mas não foi possível a montagem da rádio no terreiro, devido à falta de alguns equipamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No horário da manhã os responsáveis por levantar a antena e tocar a rádio em conjunto com o nosso colaborador Gilvan se dividiram nas atividades praticas de apropriação tecnológica e na construção do barracão. O levante da rádio começou com um sol apino de uma tarde de quarta, Ronaldo Eli e Gilvan aderiram a ideia de Guinê de amarrar a antena numa pernamanca grande e coloca-la de alguma forma na caixa d'água, enquanto isso acontecia PC ligava os cabos e conectores na mesa de som de 8 canais cedida pela Rádio FM Cabana, esperando a subida da antena para poder testar e colocar no ar, a antena subiu com uma certa dificuldade por conta do peso e da amarração que foi feita, o cabo de antena foi conectado então foi ao ar a Rádio Livre Aqualtune através da frequência 90.9Mhz transmitindo as atividades da Pajelança Quilombólica Digital e música preta além de programas como o &amp;quot;Disgestivo&amp;quot; que foi ao ar todos os dias após o almoço, com a participação dos oficineiros e participantes, relatando experiências e conteúdos das oficinas, e também para os ouvintes saberem tudo o que aconteceu durante os horários da manhã e tarde nas atividades da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira transmissão ao vivo e online foi da oficina livre de percussão do Bloco Afro Firme, atividade que já fazia parte da programação semanal do Coletivo Casa Preta, ocorre toda quarta e sexta no espaço da Casa. Ronaldo, Guinê e Gilvan fizeram a gravação para a radio, PC gravou um vídeo e tirou algumas fotos junto com Milson, ao fim da oficina a rádio voltou a programação de músicas pretas.&lt;br /&gt;
As transmissões duravam as 24h todos os dias, dividido nas programações da Pajelança e repertórios musicais diversos, em especial música preta. A rádio foi uma das formas de comunicação, apropriação de ferramentas para registro, captação, documentários, relatos, a vivência e contar sua historia e participação na Pajelança e o próprio cotidiano no coletivo. O Barracão continuava ao som da rádio Aqualtune que saia das caixinhas de som que era conectada a um celular nas ondas da 90,9 FM, enquanto que com outro grupo pequeno eram desenvolvidas praticas de apropriação das ferramentas da rede. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Rádio Aqualtune/FM Cabana'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil''' e '''Oficina de percussão do Afro Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PQD foi divulgada e compartilhada, através de redes sociais, emails, e outras formas de comunicação. Durante as atividades que estavam na programação de quarta-feira, houve a participação/intervenção de participantes do Fórum da Internet (evento realizado no Hangar Convenções Belém/PA, no período de 03 a 05 de setembro de 2013 http://forumdainternet.cgi.br) em parceria com o Fora do Eixo, foi realizado uma roda de conversa sobre tecnologia livre e suas dimensões, com a apresentação e debates sobre o documentário média metragem, do primeiro e segundo ano de atuação do projeto Agência de Redes para Juventude, cedido pela Geração Agência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os debates circularam por temas como: políticas públicas, distribuição de recursos do Estado e o acesso restrito à pequenos grupos, apropriação tecnológica e territorialidade, população negra e seu empoderamento nas ferramentas de comunicação e patrimônio cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Fórum da Internet'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM6.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade prática: Oficina de percussão do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As oficinas de percussão fazem parte da programação semanal do Coletivo, que acontecem todas as quartas e sextas às 19h no espaço da Casa. Trabalhando a musicalidade e ancestralidade africana com a juventude da comunidade do bairro da terra firme, fortalecendo os valores culturais africanos, a autoestima do jovem negro/a, envolvendo atividades locais que reforcem essa participação, como o Cineclube Tela Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Oficina do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 05/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 06/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Roda de conversa com Jorge Moreira: Crédito Carbono&lt;br /&gt;
* Tarde: Roda de conversa com a mediadora Maria Luiza: Mulheres Negras na Ativa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Roda de Conversa: Crédito Carbono - Quilombos e o Meio Ambiente'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversas, debates, trocas de informações sobre a seriedade do poderio territorial quilombola, das problemáticas e impactos ambientais que tem se disseminado pelas diversas áreas que fazem parte dos quilombos. O sistema se insere nas localidades mantendo o mesmo formato de atuação, sem nenhuma preocupação ou interesse de preservação, isso se dá pelo mal uso da terra, extração de matéria prima, excedendo a não conservação da vegetação, através do não plantio e manejo do solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jorge apresentou seu projeto sobre Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) e Créditos de Reposição Florestal (CRF), trata do novo código florestal LEI No 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Possibilita títulos representativos de obrigação de reserva legal em outra propriedade, as CRAs podem ser criadas em áreas com florestas existentes ou com vegetação em processo de recuperação, podem ser usadas para compensação entre imóveis rurais no mesmo bioma e estado. Já o CRF se baseia na ampliação de áreas florestadas através do plantio, como meio de compensação ao desmatamento de vegetação natural, que se dá pelo uso indevido da terra, títulos representativos de volume de matéria-prima, que permitirá que a obrigação de reposição florestal seja cumprida de modo mais eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Crédito Carbono'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa – A roda de conversa das mulheres na I Pajelança Quilombólica Digital'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Texto elaborado de forma coletiva com as Mulheres Negras da Casa Preta, cada palavra aqui colocada segue uma reflexão, vivência, &lt;br /&gt;
 e negritude feminina do que foi esse momento dentro do espaço, que somos nóis. Sarah, Suhellen, Thiane, Rubia, Mina, Bruna e Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ano de 2013 tem trazido reviravoltas ao Coletivo Casa Preta, pois pela primeira vez na breve história da entidade, um grupo de mulheres começou a pensar o lado feminino dessa negritude. Essa mobilização não é recente, é resultado de uma construção individual e coletiva que culminou nesse encontro de diferentes (e divergentes) mulheres que vivem uma realidade em comum: são negras, moradoras da periferia de Belém e combatem o racismo contra a mulher negra e contra a juventude negra brasileira. Um primeiro momento pensado pelo recém formado núcleo de mulheres, que estão começando suas caminhadas na descoberta do que é ser Mulher Negra, juntas desejando e construindo momentos como esse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos diferentes, cada uma com sua personalidade e experiências, mas o que nos aproxima é o mais importante... NÓS SONHAMOS! e não só compartilhamos os mesmos sonhos como estamos construindo coletivamente eles.&lt;br /&gt;
São meninas e mulheres guerreiras à sua maneira. Doces bárbaras (pedimos licença à referência) e com doses exageradas de meiguice e de bravura. Pela primeira vez, um momento dedicado exclusivamente ao pensamento feminino negro foi realizado no Coletivo Casa Preta durante a I Pajelança Quilombólica Digital. Nos meses e dias que antecederam o evento, muito se vivenciou. Foram meses que permitiram a vivência de dias momentos e intensos completamente dedicados ao pensamento negro, de sua memória ancestral ao afro-futurismo. &lt;br /&gt;
A rotina mudou de configuração, e essa reconfiguração nos deram mais motivos pra continuar nesse processo que vai além de uma simples formação. O desenvolvimento desse pensamento político refletirá nas ações futuras e a autoestima e a delícia do reconhecer-se passará a ser muito mais do que dizer &amp;quot;eu sou mulher e sou negra&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A roda de mulheres fez elas se conhecerem e reconhecerem pontos em comuns, colocarem os peitos na frente e falarem eu faço parte do coletivo casa preta e quero viver num mundo com muito mais pretas e talvez eu queira construir isso a partir daqui, desse espaço, mesmo não sendo aqui, eu modifiquei no ato de não quer ser mais só, e a cada dia quero ser coletivo&lt;br /&gt;
Negras na ativa, de movimento constante, de um sorriso às avessas. Núcleo, grupo... Mulheres reunidas com objetivos coletivos, que trarão dias melhores à individualidade de cada uma. Vivenciar a Pajelança e a Roda de Mulheres faz refletir e sonhar cada vez maior.&lt;br /&gt;
Proporcionou uma aproximação interna e com mulheres que são referências desses grandes sonhos. São aprendizados recebidos no simples sorrir da mais velha e de suas sábias palavras, da que veio ‘apenas’ pelo viver, daquela que naturalmente se achega pela vontade de estar. &lt;br /&gt;
Reunir tantas e diferentes mulheres numa roda foi uma experiência que nos encheu os olhos e os desejos de grandes sonhos, de vários planos, quantas demandas e assuntos foram pensados depois dessas trocas de saber com carinhosas palavras e sorrisos. Cada uma com sua história e sua vida exposta num círculo que se acolhe e que se entende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvir das mais velhas o significado de nossas histórias, tradições e representações das mulheres que foram um tanto do que somos hoje, entender que cada processo tem suas dores e amores, que o aprendizado é constante, mas que o ser &amp;quot;eu mulher negra&amp;quot; é uma identidade que se constrói e reconstrói interruptamente sempre que enxergamos no espelho a nossa própria alma negra, resultado dessas tantas que nos antecederam.&lt;br /&gt;
Foi a primeira de muitas rodas, onde todas e todos (os homens também participaram da roda) para a construção, formação e identidade, do respeito das diversidade humanas na luta ao excluir o racismo e preconceito. Diálogos sobre a relação Mulheres negras e o feminismo, onde até mesmo dentro de um movimento &amp;quot;libertário&amp;quot; a mulher negra ainda assim, sofre preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A casa preta, todos os núcleos e pessoas que a compõem de uma certa forma se modificaram, a casa e alguns seres esteticamente, outros mentalmente, e até de forma comportamental essa pajelança fez mudar.&lt;br /&gt;
Muitas coisas ainda virão, essa roda de conversa foi um primeiro passo.&lt;br /&gt;
Uma roda linda, ancestralidade aflorada na prática da oralidade. Uma Griôt (Maria Luiza Nunes – Movimento de Mulheres Negras, Cedenpa e Rede Fulanas) compartilhando memórias, aguçando nossas pesquisas, orientando e alimentando nossas lutas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''UBUNTU! &amp;quot;Eu sou o que sou pelo que nós somos!&amp;quot;'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa, somos todas nós!'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Roda de Mulheres'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas6.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas7.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas8.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 07/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã e Tarde: Conclusão da construção do BARRACÃO&lt;br /&gt;
* Noite: Finalizando as atividades da Pajelança, com o Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu na Terra Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Construção do BARRACÃO'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das principais metas de produção e organização para a Pajelança (e para a auto-estima do Coletivo) era de reconstruir  o barracão da Casa, pois desse espaço dependeriam muitas atividades daquela semana e futuramente para realização de oficinas, cineclubes, rodas de conversa, entre outras ações. A preparação pra reconstrução começou na manhã do sábado, dia 31/08, com a compra da primeira parte do material (telhas, madeira, cimento) e com a derrubada do barracão velho. Estavam pela Casa as pretas: Suh, Bruna, Sarah, Mina, Thiane e Alessandra e os pretos Perna, Lamar, Guinê, Fábio e Jonatha (o Venezuela). Além da reforma do barracão, atividades de organização, produção e planejamento foram desenvolvidas pelo núcleo de mulheres do Coletivo, que também providenciaram a alimentação e articulando uma parte da verba pra comprar o material do barracão. A atividade durou o dia todo, com as atividades encerrando no anoitecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, domingo, dia 01/09 o mutirão pra levantar o barracão continuou, inclusive com aquisição de mais materiais e com a  mobilização de mais pessoas pra colaborar na atividade, rapazes da comunidade se juntaram aos rapazes do Coletivo pra ajudar a acelerar o processo. Do mesmo jeito que sábado, a atividade durou o dia todo e encerrou de noite. Apenas nesse dia foi possível detectar que a reforma não acabaria no prazo idealizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 02/09, segunda-feira, terceiro e último dia de reconstrução do barracão, foi comprada a última parte do material. Esta etapa contou com a participação de todos do Coletivo, direta ou indiretamente envolvidos na atividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia 03/09, terça-feira, já com a Pajelança iniciando suas primeiras atividades, a construção do barracão continuou atravessando o dia, passando a ser agora alternada entre as atividades e com rodízio de mão de obra e só acabou dia 07/09, último dia da Pajelança e fora de todo o planejamento. Mas a estrutura nova ficou muito boa e melhorou bastante a auto-estima da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Barracão'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: TAMBOR.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''&amp;lt;big&amp;gt;Vídeo da Pajelança Quilombólica Digital Coletivo Casa Preta&amp;lt;/big&amp;gt;''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravado e editado por PC (AfroSul-Odomode Núcleo Sul)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#widget:YouTube|id=Vfg56T7A7Xc}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/PAJELANÇA CASA PRETA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA"/>
				<updated>2013-11-15T04:51:44Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Dia: 04/09 */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Pajelança Casa Preta''' &amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:PQD CASA PRETA.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  '''''&amp;quot;Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun'''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Orisá'''''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun Babá&amp;quot;''''' (Mãe Nalva)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Todas as folhas tem o poder de curar. ''&lt;br /&gt;
''Todas as folhas dos orixás tem o poder de curar&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Rede Mocambos e o Coletivo Casa Preta na perspectiva de garantir para essas comunidades a sua cultura, os seus costumes, a resignificação e o protagonismo da própria história, convida amigas e amigos para participar da “Pajelança Quilombólica Digital”, que objetiva fortalecer o conhecimento e empoderamento do saber livre a partir da visão africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da semana, serão realizadas rodas de conversa, oficinas de vídeo, apropriação tecnológica, tambores, herbário e um dia dedicado ao debate sobre ser '''Mulher preta na ativa''' com a juventude feminina da Casa Preta convidando as mulheres pretas que inspiram suas lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pajelança Quilombólica Digital será realizada no período de 1 a 7 de setembro na sede do Coletivo Casa Preta que fica na rua Roso Danin, 780, entre 2ª de Queluz e Juvenal Cordeiro, no bairro Canudos-Terra Firme, em Belém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Programação Flutuante ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dia || Base || Atividade || Justificativa || Convidado&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:31/08 || Casa Preta || Levantando nosso barracão || Espaço na Casa para realizar nossas ações, oficinas, cineclubes, rodas de conversa... || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Domingo dia:01/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Roletar pelo bairro e visitar as pessoas que estão na luta || Facilitadores Lamar e Guine&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Segunda dia:02/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Hospedar a galera que estará colando para a pajelança || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Terça dia:03/09 || Casa Preta e Fórum ('''manhã''') / Terreiro de Mãe Nalva de Oxum ('''tarde''') ||'''Manhã:''' Organização da pajelança e credenciamento de quem veio pelo fórum / '''Tarde:''' Roda de conversa sobre herbário, catalogação de ervas, propriedades medicinais e espirituais, sabedoria ancestral || Dar continuidade e fluidez no processo da pajelança / O Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi já possuem trabalho dentro na ilha: Projeto O Jardim Botânico Vai à Escola.Não temos terra na Casa Preta, nem um quiombo tão próximo. || Mãe Nalva/ Helena Quadros (Museu Emilio Goeldi)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quarta dia:04/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum e Casa Preta|| Roda de conversa (Casa Preta e terreiro): Apropriação tecnológica / Atividade Prática (Mãe Nalva de Oxum): Triagem de máquinas, montagem do telecentro no terreiro / Montagem da Rádio na Casa Preta(transmissão diária durante o evento), Oficina de percussão do Afro Bloco Firme || Forum de Intenet Paralelo do ponto de vista do Gueto e dos Pretos, a idéia é hackear o encontro. Mas não pensamos em desfocar das atividades da pajelança e marcar território no evento. Abrir e dar espaço para o uso e manuseio de máquinas, a partir da apropriação preta tecnológica, telecentro sem internet, mas com maquinário e programas off line disponíveis. || Dj.RG/ Milson/ Ronaldo Eli/ Gilvan&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quinta dia:05/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum || Cont. Apropriação tecnológica / Oficina de vídeo: captação e edição de imagens || Apropriação de ferramentas para registro e diversas formas de documentar momentos, histórias, vivências das comunidades || Dj.RG/ Duda Livre&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sexta dia:06/09 || Casa Preta || Rodas de conversa: Crédito carbono / Mulher na ativa / Atividade prática: oficina de tambor &amp;quot;mulher&amp;quot; || Poucas pessoas e principalmente poucos Quilombolas sabem o que é Crédito Carbono, Jorge conhece bem o assunto e poderia deixar nítido os benefícios e os problemas com o crédito carbono / Na Casa Preta desde o começo do ano tem se conversado sobre um nucleo de Mulheres, e uma ação dentro da Pajelança poderia vir a fortacer essa iniciativa. || Jorge POA/ Maria Luiza/ Duda Sousa&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:07/09 || '''manhã:''' Casa Preta / '''noite:''' Jabatiteua (Terra Firme) || '''manhã:''' Limpeza do barracão pronto/ intervenções/ ''' noite:''' Tambor de Crioula || vida nova ao barracão/ atividades livres/ interação e vivências com a comunidade || Tod@s/ Filhos e amigos de Cururupu (tambor de crioula)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dias: 31, 01 e 02==&lt;br /&gt;
Acolhida e construção do barracão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 03/09==&lt;br /&gt;
* Manhã: Continuação da construção do barracão, credenciamento das pessoas que vieram pelo fórum de internet.&lt;br /&gt;
* Tarde: Atividade no terreiro de Mãe Nalva: Roda de Conversa sobre herbário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Relatos, Contribuições, Participações:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''-Abertura: apresentação dos participantes''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Mãe Nalva:''' Herbário sei que vem de folha, e de folha eu conheço e falo &amp;quot;macumbalmente&amp;quot;(risos). Explica sua relação com as folhas, ervas, de forma espiritual.&lt;br /&gt;
Ressalta a importância dessa preservação, cita exemplos em que a essa relação de culturas e desrespeito, se sobressai sobre nossos valores, mistificando as ervas e suas propriedades espirituais. Relata sobre algumas dificuldades sobre a religiosidade (candomblé) na área urbana, das questões de territorialidade.&lt;br /&gt;
Teve uma conversa com um professor sobre ervas, e relata a importância dessas questões para a comunidade, exemplifica as formas de cura através das ervas (furada de prego se cura com cebola, para cortes, tombos se cura com óleo de copaíba, etc...), relata que essas tradições fazem parte da sua vida desde à infância, de como sua avó manuseava essas ervas, essas folhas, de tratar a família pela cura das ervas e óleos naturais (copaíba e andiroba).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala da parteira, da sua própria vida como parteira, da forma de como &amp;quot;puxar a barriga&amp;quot;, de como essas histórias são antigas e estão se perdendo, o aprendizado ancestral, a sensibilidade.&lt;br /&gt;
Descreve que &amp;quot;catinga de mulata&amp;quot; é uma erva de Oxum, que é a protetora do útero, de como esses princípios ativos dessa erva se relaciona diretamente com a maternidade.&lt;br /&gt;
Afirma a importância desses saberes ancestrais, como a academia poderia contribuir com essa troca, saber ancestral (tradição e espiritualidade) e técnico (propriedades físicas, uso de ferramentas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Don Perna:''' Explica a relação da Rede Mocambos e Coletivo Casa Preta, sobre a ancestralidade, tecnologia, africanidade no que remete à tradição. A importância de reconstruir essas relações entre comunidades e saberes, como uma forma de preservar a nossa história.&lt;br /&gt;
Apresenta e agradece a participação das pessoas, dessa troca entre terreiro (comunidade) e academia (museu Emílio Goeldi e Ponto de Memória da terra firme).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressalta que é fundamental esses momentos nos lugares e nas pessoas, de falar de plantas, de terra, de tambor, e que esse processo de aprendizagem é o primeiro plantio dentro das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse momento de roda de conversa onde a comunidad einterage, se comunica, se articula, são as primeiras sementes que migrarão em outras rodas, que reconecta e resignifica à nossa ancestralidade.&lt;br /&gt;
Pauta à questão da lei 10.639, em que o conhecimento ancestral e quanto a tradição, se aplica uma forma de trabalhar a &amp;quot;humanização (a África somos nóis)&amp;quot; nas escolas, é importante tratar essas questões para que as trocas de conhecimentos não sejam desvirtuados dos valores ancestrais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Helena Quadros:''' Relata o início do projeto do Ponto de Memória da terra firme, da importância desse movimento de históricos, que retratasse a vida, cotidiano e perfis dessa comunidade.&lt;br /&gt;
Destaca às dificuldades de manter as atividades que envolvam as comunidades, à conquista de pesquisas que abraçassem essa causa, que em 2009 surge no Brasil o projeto &amp;quot;Ponto de Memmória&amp;quot; e, na época de Mário Chagas estava à frente do processo, através das lutas das pessoas da comunidade da terra firme, foi conseguido uma premiação pelas mulheres da terra firme.&lt;br /&gt;
Para a efetivação do espaço do ponto de memória, ainda que sem recursos, foram elaboradas cartilhas, exposições...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere como estratégia de trabalho ''mapear os pontos de cultura'', ''uma cartografia'', ''um mapa artístico e cultural''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afirma como um ponto forte de espaço o Museu Emílio Goeldi (parceria estratégica), para a realização desses trabalhos. Quer levar informações sobre o herbário, para tratar das pesquisas e questões de nossos interesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Milson:''' Fala da apropriação sobre nossos saberes, das propriedades que temos em nossas ervas, nossos frutos nossas práticas, de como esses conhecimentos se perdem e se desvirtuam das nossas vivências e protagonizações. Descreve um exemplo das práticas de terreiro e da importância do plantio das folhas de axé, como as atividades que são internas nos terreiros são de forma desreipeitosa documentados, através de fotos, vídeos e áudios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guine:''' Explica do que se trata a Pajelança, que vem a partir de um projeto junto a Seppir, envolve também outros projetos como telecentros BR, núcleos de formação continuada, e demais projetos ligados à Rede Mocambos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere de que forma podemos trabalhar essas informações, ''criar espaços digitais onde se coloque essas informações'', e como seriam utilizadas para a comunicação com as comunidades. De como seria a utilização e construção dessas ferramentas no processo físico, tecnológico, mapeado, cartografado, espiritualizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta da Rede Mocambos é construir esse herbário, no objetivo de quebrar essas fronteiras territoriais, como uma forma de garantir que esses conhecimentos possam se expandir, e se compartilhar nas comunidades.&lt;br /&gt;
A relação do direito à terra e a água, dentro de tudo que foi falado, onde se assegure os espaços de garantir às nossas tradições. Que se possa plantar e manusear as ervas, a cultura, o saber...&lt;br /&gt;
Quando se fala da relação do uso de ferramentas tecnológicas, acadêmicas, ancestrais, é de extrema importância se ter a apropriação e garantia dessas terras, através da semente preservar essa memória, que se tem perdido nos quilombos, nas comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Ronaldo Eli:''' Como reflexão, descreve a questão de como esse nosso conhecimento é apropriado, cooptado.&lt;br /&gt;
Um fundamento/conhecimento da gente é um movimento, que sem esse movimento não faria sentido, que o saber ancestral é uma propriedade que não desapropria, independente de tercerizações de nossas experiências.&lt;br /&gt;
Fortalecer os aspectos fundamentais dos nossos saberes, descreve sua vida e vivência no terreiro, como filho de santo de Mãe Beth de Oxum, que o cuidado é essencialmente feminino quando toma como referência à Oxum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere uma ''forma de pensar em como essas mulheres, comunidades, movimentos, podem trocar e viver esses saberes'', que vai além do espaço físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Chicona:''' Descreve sua satisfação por estar nesse momento, na roda de conversa. Que é muito importante para resgatar os valores e saberes que estão se perdendo, e essa troca de informações fortalecem nossas relações e aprendizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Lamartine:''' Fala que na construção desse &amp;quot;herbário&amp;quot; que talvez nem seja um nome que contemple as casas de santo, a africanidade. Ressalta que se racializa e  empreteça a botânica, através de uma troca de experiências com diversos setores, onde o resgate ancestral seja à partir das plantas, que remetem e muito nossas raízes africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: O poder das Ervas'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 04/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Apropriação Tecnológica na Casa Preta e Terreiro de Mãe Nalva&lt;br /&gt;
* Tarde: Montagem do Telecentro no terreiro, montagem da Rádio na Casa Preta&lt;br /&gt;
* Noite: Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil, Oficina de percussão do afro Bloco Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Apropriação Tecnológia/Telecentro'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade Prática: Montagem da RÁDIO e transmissão livre (web e FM)'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Material e ferramentas utilizadas: 1 transmissor de fm, 1 modulador de estereo, uma mesa de som de 8 canais, 1 cabo de antena de 30 metros, 1 Antena Base Vhf Plano Terra 1/4 De Onda Para Tarnsmissor Fm. manejo de equipamentos, transmissão de informações, alem produçao de áudio e sua divulgaçao livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Programação Flutuante da Pajelança a montagem da rádio ocorreria no sábado, dia que conseguimos comprar uma parte do material para a fundação do barracão, desde o inicio fi programada a transmissão de tudo o que ocorreria dentro da programação flutuante pela rádio, por tanto a primeira ação de fato seria com a ACIYOMI, o Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum. Mas não foi possível a montagem da rádio no terreiro, devido à falta de alguns equipamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No horário da manhã os responsáveis por levantar a antena e tocar a rádio em conjunto com o nosso colaborador Gilvan se dividiram nas atividades praticas de apropriação tecnológica e na construção do barracão. O levante da rádio começou com um sol apino de uma tarde de quarta, Ronaldo Eli e Gilvan aderiram a ideia de Guinê de amarrar a antena numa pernamanca grande e coloca-la de alguma forma na caixa d'água, enquanto isso acontecia PC ligava os cabos e conectores na mesa de som de 8 canais cedida pela Rádio FM Cabana, esperando a subida da antena para poder testar e colocar no ar, a antena subiu com uma certa dificuldade por conta do peso e da amarração que foi feita, o cabo de antena foi conectado então foi ao ar a Rádio Livre Aqualtune através da frequência 90.9Mhz transmitindo as atividades da Pajelança Quilombólica Digital e música preta além de programas como o &amp;quot;Disgestivo&amp;quot; que foi ao ar todos os dias após o almoço, com a participação dos oficineiros e participantes, relatando experiências e conteúdos das oficinas, e também para os ouvintes saberem tudo o que aconteceu durante os horários da manhã e tarde nas atividades da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira transmissão ao vivo e online foi da oficina livre de percussão do Bloco Afro Firme, atividade que já fazia parte da programação semanal do Coletivo Casa Preta, ocorre toda quarta e sexta no espaço da Casa. Ronaldo, Guinê e Gilvan fizeram a gravação para a radio, PC gravou um vídeo e tirou algumas fotos junto com Milson, ao fim da oficina a rádio voltou a programação de músicas pretas.&lt;br /&gt;
As transmissões duravam as 24h todos os dias, dividido nas programações da Pajelança e repertórios musicais diversos, em especial música preta. A rádio foi uma das formas de comunicação, apropriação de ferramentas para registro, captação, documentários, relatos, a vivência e contar sua historia e participação na Pajelança e o próprio cotidiano no coletivo. O Barracão continuava ao som da rádio Aqualtune que saia das caixinhas de som que era conectada a um celular nas ondas da 90,9 FM, enquanto que com outro grupo pequeno eram desenvolvidas praticas de apropriação das ferramentas da rede. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Rádio Aqualtune/FM Cabana'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil''' e '''Oficina de percussão do Afro Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PQD foi divulgada e compartilhada, através de redes sociais, emails, e outras formas de comunicação. Durante as atividades que estavam na programação de quarta-feira, houve a participação/intervenção de participantes do Fórum da Internet (evento realizado no Hangar Convenções Belém/PA, no período de 03 a 05 de setembro de 2013 http://forumdainternet.cgi.br) em parceria com o Fora do Eixo, foi realizado uma roda de conversa sobre tecnologia livre e suas dimensões, com a apresentação e debates sobre o documentário média metragem, do primeiro e segundo ano de atuação do projeto Agência de Redes para Juventude, cedido pela Geração Agência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os debates circularam por temas como: políticas públicas, distribuição de recursos do Estado e o acesso restrito à pequenos grupos, apropriação tecnológica e territorialidade, população negra e seu empoderamento nas ferramentas de comunicação e patrimônio cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Fórum da Internet'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: FORUM6.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade prática: Oficina de percussão do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As oficinas de percussão fazem parte da programação semanal do Coletivo, que acontecem todas as quartas e sextas às 19h no espaço da Casa. Trabalhando a musicalidade e ancestralidade africana com a juventude da comunidade do bairro da terra firme, fortalecendo os valores culturais africanos, a autoestima do jovem negro/a, envolvendo atividades locais que reforcem essa participação, como o Cineclube Tela Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Oficina do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 05/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 06/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Roda de conversa com Jorge Moreira: Crédito Carbono&lt;br /&gt;
* Tarde: Roda de conversa com a mediadora Maria Luiza: Mulheres Negras na Ativa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Roda de Conversa: Crédito Carbono - Quilombos e o Meio Ambiente'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversas, debates, trocas de informações sobre a seriedade do poderio territorial quilombola, das problemáticas e impactos ambientais que tem se disseminado pelas diversas áreas que fazem parte dos quilombos. O sistema se insere nas localidades mantendo o mesmo formato de atuação, sem nenhuma preocupação ou interesse de preservação, isso se dá pelo mal uso da terra, extração de matéria prima, excedendo a não conservação da vegetação, através do não plantio e manejo do solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jorge apresentou seu projeto sobre Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) e Créditos de Reposição Florestal (CRF), trata do novo código florestal LEI No 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Possibilita títulos representativos de obrigação de reserva legal em outra propriedade, as CRAs podem ser criadas em áreas com florestas existentes ou com vegetação em processo de recuperação, podem ser usadas para compensação entre imóveis rurais no mesmo bioma e estado. Já o CRF se baseia na ampliação de áreas florestadas através do plantio, como meio de compensação ao desmatamento de vegetação natural, que se dá pelo uso indevido da terra, títulos representativos de volume de matéria-prima, que permitirá que a obrigação de reposição florestal seja cumprida de modo mais eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Crédito Carbono'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa – A roda de conversa das mulheres na I Pajelança Quilombólica Digital'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Texto elaborado de forma coletiva com as Mulheres Negras da Casa Preta, cada palavra aqui colocada segue uma reflexão, vivência, &lt;br /&gt;
 e negritude feminina do que foi esse momento dentro do espaço, que somos nóis. Sarah, Suhellen, Thiane, Rubia, Mina, Bruna e Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ano de 2013 tem trazido reviravoltas ao Coletivo Casa Preta, pois pela primeira vez na breve história da entidade, um grupo de mulheres começou a pensar o lado feminino dessa negritude. Essa mobilização não é recente, é resultado de uma construção individual e coletiva que culminou nesse encontro de diferentes (e divergentes) mulheres que vivem uma realidade em comum: são negras, moradoras da periferia de Belém e combatem o racismo contra a mulher negra e contra a juventude negra brasileira. Um primeiro momento pensado pelo recém formado núcleo de mulheres, que estão começando suas caminhadas na descoberta do que é ser Mulher Negra, juntas desejando e construindo momentos como esse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos diferentes, cada uma com sua personalidade e experiências, mas o que nos aproxima é o mais importante... NÓS SONHAMOS! e não só compartilhamos os mesmos sonhos como estamos construindo coletivamente eles.&lt;br /&gt;
São meninas e mulheres guerreiras à sua maneira. Doces bárbaras (pedimos licença à referência) e com doses exageradas de meiguice e de bravura. Pela primeira vez, um momento dedicado exclusivamente ao pensamento feminino negro foi realizado no Coletivo Casa Preta durante a I Pajelança Quilombólica Digital. Nos meses e dias que antecederam o evento, muito se vivenciou. Foram meses que permitiram a vivência de dias momentos e intensos completamente dedicados ao pensamento negro, de sua memória ancestral ao afro-futurismo. &lt;br /&gt;
A rotina mudou de configuração, e essa reconfiguração nos deram mais motivos pra continuar nesse processo que vai além de uma simples formação. O desenvolvimento desse pensamento político refletirá nas ações futuras e a autoestima e a delícia do reconhecer-se passará a ser muito mais do que dizer &amp;quot;eu sou mulher e sou negra&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A roda de mulheres fez elas se conhecerem e reconhecerem pontos em comuns, colocarem os peitos na frente e falarem eu faço parte do coletivo casa preta e quero viver num mundo com muito mais pretas e talvez eu queira construir isso a partir daqui, desse espaço, mesmo não sendo aqui, eu modifiquei no ato de não quer ser mais só, e a cada dia quero ser coletivo&lt;br /&gt;
Negras na ativa, de movimento constante, de um sorriso às avessas. Núcleo, grupo... Mulheres reunidas com objetivos coletivos, que trarão dias melhores à individualidade de cada uma. Vivenciar a Pajelança e a Roda de Mulheres faz refletir e sonhar cada vez maior.&lt;br /&gt;
Proporcionou uma aproximação interna e com mulheres que são referências desses grandes sonhos. São aprendizados recebidos no simples sorrir da mais velha e de suas sábias palavras, da que veio ‘apenas’ pelo viver, daquela que naturalmente se achega pela vontade de estar. &lt;br /&gt;
Reunir tantas e diferentes mulheres numa roda foi uma experiência que nos encheu os olhos e os desejos de grandes sonhos, de vários planos, quantas demandas e assuntos foram pensados depois dessas trocas de saber com carinhosas palavras e sorrisos. Cada uma com sua história e sua vida exposta num círculo que se acolhe e que se entende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvir das mais velhas o significado de nossas histórias, tradições e representações das mulheres que foram um tanto do que somos hoje, entender que cada processo tem suas dores e amores, que o aprendizado é constante, mas que o ser &amp;quot;eu mulher negra&amp;quot; é uma identidade que se constrói e reconstrói interruptamente sempre que enxergamos no espelho a nossa própria alma negra, resultado dessas tantas que nos antecederam.&lt;br /&gt;
Foi a primeira de muitas rodas, onde todas e todos (os homens também participaram da roda) para a construção, formação e identidade, do respeito das diversidade humanas na luta ao excluir o racismo e preconceito. Diálogos sobre a relação Mulheres negras e o feminismo, onde até mesmo dentro de um movimento &amp;quot;libertário&amp;quot; a mulher negra ainda assim, sofre preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A casa preta, todos os núcleos e pessoas que a compõem de uma certa forma se modificaram, a casa e alguns seres esteticamente, outros mentalmente, e até de forma comportamental essa pajelança fez mudar.&lt;br /&gt;
Muitas coisas ainda virão, essa roda de conversa foi um primeiro passo.&lt;br /&gt;
Uma roda linda, ancestralidade aflorada na prática da oralidade. Uma Griôt (Maria Luiza Nunes – Movimento de Mulheres Negras, Cedenpa e Rede Fulanas) compartilhando memórias, aguçando nossas pesquisas, orientando e alimentando nossas lutas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''UBUNTU! &amp;quot;Eu sou o que sou pelo que nós somos!&amp;quot;'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa, somos todas nós!'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Roda de Mulheres'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas6.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas7.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas8.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 07/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã e Tarde: Conclusão da construção do BARRACÃO&lt;br /&gt;
* Noite: Finalizando as atividades da Pajelança, com o Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu na Terra Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Barracão'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: TAMBOR.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''&amp;lt;big&amp;gt;Vídeo da Pajelança Quilombólica Digital Coletivo Casa Preta&amp;lt;/big&amp;gt;''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravado e editado por PC (AfroSul-Odomode Núcleo Sul)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{#widget:YouTube|id=Vfg56T7A7Xc}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA</id>
		<title>NFCs/Casa Preta/PAJELANÇA CASA PRETA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.mocambos.net/index.php/NFCs/Casa_Preta/PAJELAN%C3%87A_CASA_PRETA"/>
				<updated>2013-11-15T04:40:51Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Nega suh: /* Dia: 06/09 */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;big&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Pajelança Casa Preta''' &amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo:PQD CASA PRETA.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  '''''&amp;quot;Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun'''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Orisá'''''&lt;br /&gt;
   '''''Ewé Ni Bo Bo Ni Ti Segun Babá&amp;quot;''''' (Mãe Nalva)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Todas as folhas tem o poder de curar. ''&lt;br /&gt;
''Todas as folhas dos orixás tem o poder de curar&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Rede Mocambos e o Coletivo Casa Preta na perspectiva de garantir para essas comunidades a sua cultura, os seus costumes, a resignificação e o protagonismo da própria história, convida amigas e amigos para participar da “Pajelança Quilombólica Digital”, que objetiva fortalecer o conhecimento e empoderamento do saber livre a partir da visão africana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da semana, serão realizadas rodas de conversa, oficinas de vídeo, apropriação tecnológica, tambores, herbário e um dia dedicado ao debate sobre ser '''Mulher preta na ativa''' com a juventude feminina da Casa Preta convidando as mulheres pretas que inspiram suas lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Pajelança Quilombólica Digital será realizada no período de 1 a 7 de setembro na sede do Coletivo Casa Preta que fica na rua Roso Danin, 780, entre 2ª de Queluz e Juvenal Cordeiro, no bairro Canudos-Terra Firme, em Belém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Programação Flutuante ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dia || Base || Atividade || Justificativa || Convidado&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:31/08 || Casa Preta || Levantando nosso barracão || Espaço na Casa para realizar nossas ações, oficinas, cineclubes, rodas de conversa... || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Domingo dia:01/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Roletar pelo bairro e visitar as pessoas que estão na luta || Facilitadores Lamar e Guine&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Segunda dia:02/09 || Casa Preta || Acolhida e cont. do barracão || Hospedar a galera que estará colando para a pajelança || Tod@s&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Terça dia:03/09 || Casa Preta e Fórum ('''manhã''') / Terreiro de Mãe Nalva de Oxum ('''tarde''') ||'''Manhã:''' Organização da pajelança e credenciamento de quem veio pelo fórum / '''Tarde:''' Roda de conversa sobre herbário, catalogação de ervas, propriedades medicinais e espirituais, sabedoria ancestral || Dar continuidade e fluidez no processo da pajelança / O Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi já possuem trabalho dentro na ilha: Projeto O Jardim Botânico Vai à Escola.Não temos terra na Casa Preta, nem um quiombo tão próximo. || Mãe Nalva/ Helena Quadros (Museu Emilio Goeldi)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quarta dia:04/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum e Casa Preta|| Roda de conversa (Casa Preta e terreiro): Apropriação tecnológica / Atividade Prática (Mãe Nalva de Oxum): Triagem de máquinas, montagem do telecentro no terreiro / Montagem da Rádio na Casa Preta(transmissão diária durante o evento), Oficina de percussão do Afro Bloco Firme || Forum de Intenet Paralelo do ponto de vista do Gueto e dos Pretos, a idéia é hackear o encontro. Mas não pensamos em desfocar das atividades da pajelança e marcar território no evento. Abrir e dar espaço para o uso e manuseio de máquinas, a partir da apropriação preta tecnológica, telecentro sem internet, mas com maquinário e programas off line disponíveis. || Dj.RG/ Milson/ Ronaldo Eli/ Gilvan&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Quinta dia:05/09 || Terreiro de Mãe Nalva de Oxum || Cont. Apropriação tecnológica / Oficina de vídeo: captação e edição de imagens || Apropriação de ferramentas para registro e diversas formas de documentar momentos, histórias, vivências das comunidades || Dj.RG/ Duda Livre&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sexta dia:06/09 || Casa Preta || Rodas de conversa: Crédito carbono / Mulher na ativa / Atividade prática: oficina de tambor &amp;quot;mulher&amp;quot; || Poucas pessoas e principalmente poucos Quilombolas sabem o que é Crédito Carbono, Jorge conhece bem o assunto e poderia deixar nítido os benefícios e os problemas com o crédito carbono / Na Casa Preta desde o começo do ano tem se conversado sobre um nucleo de Mulheres, e uma ação dentro da Pajelança poderia vir a fortacer essa iniciativa. || Jorge POA/ Maria Luiza/ Duda Sousa&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Sábado dia:07/09 || '''manhã:''' Casa Preta / '''noite:''' Jabatiteua (Terra Firme) || '''manhã:''' Limpeza do barracão pronto/ intervenções/ ''' noite:''' Tambor de Crioula || vida nova ao barracão/ atividades livres/ interação e vivências com a comunidade || Tod@s/ Filhos e amigos de Cururupu (tambor de crioula)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dias: 31, 01 e 02==&lt;br /&gt;
Acolhida e construção do barracão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 03/09==&lt;br /&gt;
* Manhã: Continuação da construção do barracão, credenciamento das pessoas que vieram pelo fórum de internet.&lt;br /&gt;
* Tarde: Atividade no terreiro de Mãe Nalva: Roda de Conversa sobre herbário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Relatos, Contribuições, Participações:'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''-Abertura: apresentação dos participantes''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Mãe Nalva:''' Herbário sei que vem de folha, e de folha eu conheço e falo &amp;quot;macumbalmente&amp;quot;(risos). Explica sua relação com as folhas, ervas, de forma espiritual.&lt;br /&gt;
Ressalta a importância dessa preservação, cita exemplos em que a essa relação de culturas e desrespeito, se sobressai sobre nossos valores, mistificando as ervas e suas propriedades espirituais. Relata sobre algumas dificuldades sobre a religiosidade (candomblé) na área urbana, das questões de territorialidade.&lt;br /&gt;
Teve uma conversa com um professor sobre ervas, e relata a importância dessas questões para a comunidade, exemplifica as formas de cura através das ervas (furada de prego se cura com cebola, para cortes, tombos se cura com óleo de copaíba, etc...), relata que essas tradições fazem parte da sua vida desde à infância, de como sua avó manuseava essas ervas, essas folhas, de tratar a família pela cura das ervas e óleos naturais (copaíba e andiroba).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala da parteira, da sua própria vida como parteira, da forma de como &amp;quot;puxar a barriga&amp;quot;, de como essas histórias são antigas e estão se perdendo, o aprendizado ancestral, a sensibilidade.&lt;br /&gt;
Descreve que &amp;quot;catinga de mulata&amp;quot; é uma erva de Oxum, que é a protetora do útero, de como esses princípios ativos dessa erva se relaciona diretamente com a maternidade.&lt;br /&gt;
Afirma a importância desses saberes ancestrais, como a academia poderia contribuir com essa troca, saber ancestral (tradição e espiritualidade) e técnico (propriedades físicas, uso de ferramentas).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Don Perna:''' Explica a relação da Rede Mocambos e Coletivo Casa Preta, sobre a ancestralidade, tecnologia, africanidade no que remete à tradição. A importância de reconstruir essas relações entre comunidades e saberes, como uma forma de preservar a nossa história.&lt;br /&gt;
Apresenta e agradece a participação das pessoas, dessa troca entre terreiro (comunidade) e academia (museu Emílio Goeldi e Ponto de Memória da terra firme).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressalta que é fundamental esses momentos nos lugares e nas pessoas, de falar de plantas, de terra, de tambor, e que esse processo de aprendizagem é o primeiro plantio dentro das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse momento de roda de conversa onde a comunidad einterage, se comunica, se articula, são as primeiras sementes que migrarão em outras rodas, que reconecta e resignifica à nossa ancestralidade.&lt;br /&gt;
Pauta à questão da lei 10.639, em que o conhecimento ancestral e quanto a tradição, se aplica uma forma de trabalhar a &amp;quot;humanização (a África somos nóis)&amp;quot; nas escolas, é importante tratar essas questões para que as trocas de conhecimentos não sejam desvirtuados dos valores ancestrais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Helena Quadros:''' Relata o início do projeto do Ponto de Memória da terra firme, da importância desse movimento de históricos, que retratasse a vida, cotidiano e perfis dessa comunidade.&lt;br /&gt;
Destaca às dificuldades de manter as atividades que envolvam as comunidades, à conquista de pesquisas que abraçassem essa causa, que em 2009 surge no Brasil o projeto &amp;quot;Ponto de Memmória&amp;quot; e, na época de Mário Chagas estava à frente do processo, através das lutas das pessoas da comunidade da terra firme, foi conseguido uma premiação pelas mulheres da terra firme.&lt;br /&gt;
Para a efetivação do espaço do ponto de memória, ainda que sem recursos, foram elaboradas cartilhas, exposições...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere como estratégia de trabalho ''mapear os pontos de cultura'', ''uma cartografia'', ''um mapa artístico e cultural''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afirma como um ponto forte de espaço o Museu Emílio Goeldi (parceria estratégica), para a realização desses trabalhos. Quer levar informações sobre o herbário, para tratar das pesquisas e questões de nossos interesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Milson:''' Fala da apropriação sobre nossos saberes, das propriedades que temos em nossas ervas, nossos frutos nossas práticas, de como esses conhecimentos se perdem e se desvirtuam das nossas vivências e protagonizações. Descreve um exemplo das práticas de terreiro e da importância do plantio das folhas de axé, como as atividades que são internas nos terreiros são de forma desreipeitosa documentados, através de fotos, vídeos e áudios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Guine:''' Explica do que se trata a Pajelança, que vem a partir de um projeto junto a Seppir, envolve também outros projetos como telecentros BR, núcleos de formação continuada, e demais projetos ligados à Rede Mocambos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere de que forma podemos trabalhar essas informações, ''criar espaços digitais onde se coloque essas informações'', e como seriam utilizadas para a comunicação com as comunidades. De como seria a utilização e construção dessas ferramentas no processo físico, tecnológico, mapeado, cartografado, espiritualizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A proposta da Rede Mocambos é construir esse herbário, no objetivo de quebrar essas fronteiras territoriais, como uma forma de garantir que esses conhecimentos possam se expandir, e se compartilhar nas comunidades.&lt;br /&gt;
A relação do direito à terra e a água, dentro de tudo que foi falado, onde se assegure os espaços de garantir às nossas tradições. Que se possa plantar e manusear as ervas, a cultura, o saber...&lt;br /&gt;
Quando se fala da relação do uso de ferramentas tecnológicas, acadêmicas, ancestrais, é de extrema importância se ter a apropriação e garantia dessas terras, através da semente preservar essa memória, que se tem perdido nos quilombos, nas comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Ronaldo Eli:''' Como reflexão, descreve a questão de como esse nosso conhecimento é apropriado, cooptado.&lt;br /&gt;
Um fundamento/conhecimento da gente é um movimento, que sem esse movimento não faria sentido, que o saber ancestral é uma propriedade que não desapropria, independente de tercerizações de nossas experiências.&lt;br /&gt;
Fortalecer os aspectos fundamentais dos nossos saberes, descreve sua vida e vivência no terreiro, como filho de santo de Mãe Beth de Oxum, que o cuidado é essencialmente feminino quando toma como referência à Oxum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugere uma ''forma de pensar em como essas mulheres, comunidades, movimentos, podem trocar e viver esses saberes'', que vai além do espaço físico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Chicona:''' Descreve sua satisfação por estar nesse momento, na roda de conversa. Que é muito importante para resgatar os valores e saberes que estão se perdendo, e essa troca de informações fortalecem nossas relações e aprendizados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''- Lamartine:''' Fala que na construção desse &amp;quot;herbário&amp;quot; que talvez nem seja um nome que contemple as casas de santo, a africanidade. Ressalta que se racializa e  empreteça a botânica, através de uma troca de experiências com diversos setores, onde o resgate ancestral seja à partir das plantas, que remetem e muito nossas raízes africanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: O poder das Ervas'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ACIYOMI4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 04/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Apropriação Tecnológica na Casa Preta e Terreiro de Mãe Nalva&lt;br /&gt;
* Tarde: Montagem do Telecentro no terreiro, montagem da Rádio na Casa Preta&lt;br /&gt;
* Noite: Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil, Oficina de percussão do afro Bloco Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Apropriação Tecnológia/Telecentro'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: ATEC4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Atividade Prática:''' Montagem da RÁDIO e transmissão livre (web e FM)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Material e ferramentas utilizadas: 1 transmissor de fm, 1 modulador de estereo, uma mesa de som de 8 canais, 1 cabo de antena de 30 metros, 1 Antena Base Vhf Plano Terra 1/4 De Onda Para Tarnsmissor Fm. manejo de equipamentos, transmissão de informações, alem produçao de áudio e sua divulgaçao livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Programação Flutuante da Pajelança a montagem da rádio ocorreria no sábado, dia que conseguimos comprar uma parte do material para a fundação do barracão, desde o inicio fi programada a transmissão de tudo o que ocorreria dentro da programação flutuante pela rádio, por tanto a primeira ação de fato seria com a ACIYOMI, o Ponto de Memória do Bairro da Terra Firme e o Museu Emilio Goeldi no Terreiro de Mãe Nalva de Oxum. Mas não foi possível a montagem da rádio no terreiro, devido à falta de alguns equipamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No horário da manhã os responsáveis por levantar a antena e tocar a rádio em conjunto com o nosso colaborador Gilvan se dividiram nas atividades praticas de apropriação tecnológica e na construção do barracão. O levante da rádio começou com um sol apino de uma tarde de quarta, Ronaldo Eli e Gilvan aderiram a ideia de Guinê de amarrar a antena numa pernamanca grande e coloca-la de alguma forma na caixa d'água, enquanto isso acontecia PC ligava os cabos e conectores na mesa de som de 8 canais cedida pela Rádio FM Cabana, esperando a subida da antena para poder testar e colocar no ar, a antena subiu com uma certa dificuldade por conta do peso e da amarração que foi feita, o cabo de antena foi conectado então foi ao ar a Rádio Livre Aqualtune através da frequência 90.9Mhz transmitindo as atividades da Pajelança Quilombólica Digital e música preta além de programas como o &amp;quot;Disgestivo&amp;quot; que foi ao ar todos os dias após o almoço, com a participação dos oficineiros e participantes, relatando experiências e conteúdos das oficinas, e também para os ouvintes saberem tudo o que aconteceu durante os horários da manhã e tarde nas atividades da Casa Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira transmissão ao vivo e online foi da oficina livre de percussão do Bloco Afro Firme, atividade que já fazia parte da programação semanal do Coletivo Casa Preta, ocorre toda quarta e sexta no espaço da Casa. Ronaldo, Guinê e Gilvan fizeram a gravação para a radio, PC gravou um vídeo e tirou algumas fotos junto com Milson, ao fim da oficina a rádio voltou a programação de músicas pretas.&lt;br /&gt;
As transmissões duravam as 24h todos os dias, dividido nas programações da Pajelança e repertórios musicais diversos, em especial música preta. A rádio foi uma das formas de comunicação, apropriação de ferramentas para registro, captação, documentários, relatos, a vivência e contar sua historia e participação na Pajelança e o próprio cotidiano no coletivo. O Barracão continuava ao som da rádio Aqualtune que saia das caixinhas de som que era conectada a um celular nas ondas da 90,9 FM, enquanto que com outro grupo pequeno eram desenvolvidas praticas de apropriação das ferramentas da rede. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Rádio Aqualtune/FM Cabana'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: RADIO4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Intervenção dos participantes do III Fórum da Internet no Brasil''' e '''Oficina de percussão do Afro Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A PQD foi divulgada e compartilhada, através de redes sociais, emails, e outras formas de comunicação. Durante as atividades que estavam na programação de quarta-feira, houve a participação/intervenção de participantes do Fórum da Internet (evento realizado no Hangar Convenções Belém/PA, no período de 03 a 05 de setembro de 2013 http://forumdainternet.cgi.br) em parceria com o Fora do Eixo, foi realizado uma roda de conversa sobre tecnologia livre e suas dimensões, com a apresentação e debates sobre o documentário média metragem, do primeiro e segundo ano de atuação do projeto Agência de Redes para Juventude, cedido pela Geração Agência. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os debates circularam por temas como: políticas públicas, distribuição de recursos do Estado e o acesso restrito à pequenos grupos, apropriação tecnológica e territorialidade, população negra e seu empoderamento nas ferramentas de comunicação e patrimônio cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Fórum da Internet'''&lt;br /&gt;
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Arquivo: FORUM1.jpg&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
'''Atividade prática: Oficina de percussão do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As oficinas de percussão fazem parte da programação semanal do Coletivo, que acontecem todas as quartas e sextas às 19h no espaço da Casa. Trabalhando a musicalidade e ancestralidade africana com a juventude da comunidade do bairro da terra firme, fortalecendo os valores culturais africanos, a autoestima do jovem negro/a, envolvendo atividades locais que reforcem essa participação, como o Cineclube Tela Preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Oficina do Bloco Firme'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
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Arquivo: OFICINA2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: OFICINA5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 05/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 06/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã: Roda de conversa com Jorge Moreira: Crédito Carbono&lt;br /&gt;
* Tarde: Roda de conversa com a mediadora Maria Luiza: Mulheres Negras na Ativa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Roda de Conversa: Crédito Carbono - Quilombos e o Meio Ambiente'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conversas, debates, trocas de informações sobre a seriedade do poderio territorial quilombola, das problemáticas e impactos ambientais que tem se disseminado pelas diversas áreas que fazem parte dos quilombos. O sistema se insere nas localidades mantendo o mesmo formato de atuação, sem nenhuma preocupação ou interesse de preservação, isso se dá pelo mal uso da terra, extração de matéria prima, excedendo a não conservação da vegetação, através do não plantio e manejo do solo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jorge apresentou seu projeto sobre Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) e Créditos de Reposição Florestal (CRF), trata do novo código florestal LEI No 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Possibilita títulos representativos de obrigação de reserva legal em outra propriedade, as CRAs podem ser criadas em áreas com florestas existentes ou com vegetação em processo de recuperação, podem ser usadas para compensação entre imóveis rurais no mesmo bioma e estado. Já o CRF se baseia na ampliação de áreas florestadas através do plantio, como meio de compensação ao desmatamento de vegetação natural, que se dá pelo uso indevido da terra, títulos representativos de volume de matéria-prima, que permitirá que a obrigação de reposição florestal seja cumprida de modo mais eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Crédito Carbono'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: CCARB4.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa – A roda de conversa das mulheres na I Pajelança Quilombólica Digital'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Texto elaborado de forma coletiva com as Mulheres Negras da Casa Preta, cada palavra aqui colocada segue uma reflexão, vivência, &lt;br /&gt;
 e negritude feminina do que foi esse momento dentro do espaço, que somos nóis. Sarah, Suhellen, Thiane, Rubia, Mina, Bruna e Maria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ano de 2013 tem trazido reviravoltas ao Coletivo Casa Preta, pois pela primeira vez na breve história da entidade, um grupo de mulheres começou a pensar o lado feminino dessa negritude. Essa mobilização não é recente, é resultado de uma construção individual e coletiva que culminou nesse encontro de diferentes (e divergentes) mulheres que vivem uma realidade em comum: são negras, moradoras da periferia de Belém e combatem o racismo contra a mulher negra e contra a juventude negra brasileira. Um primeiro momento pensado pelo recém formado núcleo de mulheres, que estão começando suas caminhadas na descoberta do que é ser Mulher Negra, juntas desejando e construindo momentos como esse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos diferentes, cada uma com sua personalidade e experiências, mas o que nos aproxima é o mais importante... NÓS SONHAMOS! e não só compartilhamos os mesmos sonhos como estamos construindo coletivamente eles.&lt;br /&gt;
São meninas e mulheres guerreiras à sua maneira. Doces bárbaras (pedimos licença à referência) e com doses exageradas de meiguice e de bravura. Pela primeira vez, um momento dedicado exclusivamente ao pensamento feminino negro foi realizado no Coletivo Casa Preta durante a I Pajelança Quilombólica Digital. Nos meses e dias que antecederam o evento, muito se vivenciou. Foram meses que permitiram a vivência de dias momentos e intensos completamente dedicados ao pensamento negro, de sua memória ancestral ao afro-futurismo. &lt;br /&gt;
A rotina mudou de configuração, e essa reconfiguração nos deram mais motivos pra continuar nesse processo que vai além de uma simples formação. O desenvolvimento desse pensamento político refletirá nas ações futuras e a autoestima e a delícia do reconhecer-se passará a ser muito mais do que dizer &amp;quot;eu sou mulher e sou negra&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A roda de mulheres fez elas se conhecerem e reconhecerem pontos em comuns, colocarem os peitos na frente e falarem eu faço parte do coletivo casa preta e quero viver num mundo com muito mais pretas e talvez eu queira construir isso a partir daqui, desse espaço, mesmo não sendo aqui, eu modifiquei no ato de não quer ser mais só, e a cada dia quero ser coletivo&lt;br /&gt;
Negras na ativa, de movimento constante, de um sorriso às avessas. Núcleo, grupo... Mulheres reunidas com objetivos coletivos, que trarão dias melhores à individualidade de cada uma. Vivenciar a Pajelança e a Roda de Mulheres faz refletir e sonhar cada vez maior.&lt;br /&gt;
Proporcionou uma aproximação interna e com mulheres que são referências desses grandes sonhos. São aprendizados recebidos no simples sorrir da mais velha e de suas sábias palavras, da que veio ‘apenas’ pelo viver, daquela que naturalmente se achega pela vontade de estar. &lt;br /&gt;
Reunir tantas e diferentes mulheres numa roda foi uma experiência que nos encheu os olhos e os desejos de grandes sonhos, de vários planos, quantas demandas e assuntos foram pensados depois dessas trocas de saber com carinhosas palavras e sorrisos. Cada uma com sua história e sua vida exposta num círculo que se acolhe e que se entende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvir das mais velhas o significado de nossas histórias, tradições e representações das mulheres que foram um tanto do que somos hoje, entender que cada processo tem suas dores e amores, que o aprendizado é constante, mas que o ser &amp;quot;eu mulher negra&amp;quot; é uma identidade que se constrói e reconstrói interruptamente sempre que enxergamos no espelho a nossa própria alma negra, resultado dessas tantas que nos antecederam.&lt;br /&gt;
Foi a primeira de muitas rodas, onde todas e todos (os homens também participaram da roda) para a construção, formação e identidade, do respeito das diversidade humanas na luta ao excluir o racismo e preconceito. Diálogos sobre a relação Mulheres negras e o feminismo, onde até mesmo dentro de um movimento &amp;quot;libertário&amp;quot; a mulher negra ainda assim, sofre preconceito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A casa preta, todos os núcleos e pessoas que a compõem de uma certa forma se modificaram, a casa e alguns seres esteticamente, outros mentalmente, e até de forma comportamental essa pajelança fez mudar.&lt;br /&gt;
Muitas coisas ainda virão, essa roda de conversa foi um primeiro passo.&lt;br /&gt;
Uma roda linda, ancestralidade aflorada na prática da oralidade. Uma Griôt (Maria Luiza Nunes – Movimento de Mulheres Negras, Cedenpa e Rede Fulanas) compartilhando memórias, aguçando nossas pesquisas, orientando e alimentando nossas lutas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''UBUNTU! &amp;quot;Eu sou o que sou pelo que nós somos!&amp;quot;'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mulheres Negras na Ativa, somos todas nós!'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Roda de Mulheres'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas5.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas6.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas7.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: Negas8.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dia: 07/09==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Manhã e Tarde: Conclusão da construção do BARRACÃO&lt;br /&gt;
* Noite: Finalizando as atividades da Pajelança, com o Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu na Terra Firme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Galeria de fotos: Barracão'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO1.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO2.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO3.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO4.jpg&lt;br /&gt;
Arquivo: BARRACAO5.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Tambor de Crioula Filhos e Amigos de Cururupu'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquivo: TAMBOR.jpg&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''&amp;lt;big&amp;gt;Vídeo da Pajelança Quilombólica Digital Coletivo Casa Preta&amp;lt;/big&amp;gt;''' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravado e editado por PC (AfroSul-Odomode Núcleo Sul)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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		<author><name>Nega suh</name></author>	</entry>

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